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terça-feira, 30 de abril de 2013

IGREJAS E ORGANIZAÇÕES COMO AGÊNCIAS CONSTRUTORAS DE TALENTOS




30.04.2013                                                                                                        Romildo Gurgel


No fim de cada dia, você aposta em pessoas e não em estratégias.
Larry Bossidy

(Salmo 133)
“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!  È como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas veste. É como
 orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião.
Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre”.

O presente artigo poderá servir tanto para uma organização como para uma Igreja. Sendo que a Igreja é um organismo vivo e eterno, mas a igreja institucional bem como uma organização, ela poderá nascer, crescer e morrer, dependendo da maneira que é administrada e impulsionada,  isto poderá acontecer mais cedo ou mais tarde. É preciso atualmente dar maior atenção para o desenvolvimento de uma organização e daqueles que fazem parte dela.  E isto, por que?

Primeiro porque assim como Jesus convocou doze discípulos para estarem com Ele, as organizações contratam pessoas para fazerem parte de sua organização e vestirem as suas camisas. (cf Mateus 4:18-22 convocação dos primeiros dos 12 discípulos).

Segundo porque entendo que tanto uma igreja bem como uma organização se caracteriza como um sistema criterioso de divisão do trabalho. Você poderá conferir esta realidade em (1Coríntios 12:12-27).

Em terceiro lugar, uma igreja ou uma organização adota normas, regulamentos e define por escrito ou participação tudo como funciona, tem caráter estatutário, pelo menos as mais organizadas. Textos bíblicos que elucidam este parágrafo: (Mateus 18:15-20; 1Coríntios 11:23-33;  1Corintios 14:26).

Em quarto lugar,  uma organização ou igreja é ligada por comunidades formais, e esta ligação  pode ser documentada e prescrita. (2Coríntios 3:1-3; 8:6).

Em quinto lugar, as relações entre os membros são impessoais ou pessoais. As pessoas são os ocupantes de cargos e se relacionam entre si. (Efésios 4;11-12).

Em sexto lugar, há uma hierarquia rígida que define as relações que normatizam as relações de poder e comando. (1Coríntios 12:28-29).

Em sétimo lugar, as rotinas e os procedimentos são padronizados segundo um modelo cultural da própria organização ou Igreja e muitas conservam uma certa tradição geracional. Por exemplo: A Igreja de Jerusalém é bem diferente da Igreja dos Gentios  em Antioquia (vd conflito entre elas: Atos 15:1-35). O apóstolo Paulo comenta este   acontecimento de uma forma pormenorizada em (Gálatas 2:1-21).

Em oitavo lugar, as escolhas das pessoas é baseada em competências observadas e testadas, através de exames e avaliações de desempenho.  No entanto, tanto as organizações como as igrejas, entendo que tem algo aparentemente comum,  muito embora saiba que uma igreja não é uma organização, nem tão pouco uma organização seja um organismo vivo, isto fica mais para a igreja do que uma organização.

Pretendo aqui deixar uma elucidação para que haja um melhor aproveitamento dos recurso que ambas possuem, e às vezes estes recursos estão bem ali, diante de nossos olhos e não sabemos onde se encontra esses potenciais, digo que elas  são encontradas  nas  pessoas.
Cada ser humano é dotado de um potencial incalculável é o maior ativo que tanto uma organização como uma igreja possa ter, se descobre que estes ativos estão nas pessoas que fazem as organizações. No entanto, leia até o fim este pequeno artigo, no  desejo que Deus te abençoe.

PESSOAS O MAIOR ATIVO ORGANIZACIONAL

 Cada vez mais o desempenho de uma organização dependerá das competências das pessoas, principalmente daquelas que trabalham com o conhecimento. O desempenho organizacional está intimamente relacionado com o desempenho individual e coletivo. Seja uma igreja ou uma organização, a única forma de se alcançar algum resultado significante está em extrair o máximo possível das pessoas que trabalham com o conhecimento que é o ativo principal organizacional. Boa parte do conhecimento corporativo está na cabeça dos indivíduos que compõe uma comunidade ou organização.
O que se verifica nas organizações e em muitas igrejas é o desperdício que ocorre a todo instante e que às vezes perdura anos a fio, sem que haja alguma mudança visível. Não estamos tratando de desperdício de material, tempo e dinheiro. Estas coisas são estáticas e ao seu tempo ocorre certa depreciação.  Trata-se de um desperdício bem mais grave e às vezes irreparável, é o que se dá em desperdiçar  pessoas talentosas portadoras de conhecimento e habilidades e de determinadas competências que poderão fazer grande diferença se forem bem utilizadas.
Todo mundo sabe fazer alguma coisa, e por falta de relacionamento não conhecemos essas  pessoas que estão tão perto. Olhamos muitas vezes para elas como se fossem mais um no meio que tem que ser palco para ouvir e desapercebemos o potencial ali existentes que poderá fazer uma grande diferença.
O desempenho de uma organização está atrelado ao desempenho de pessoas e de equipes que são portadoras  do conhecimento.

As escrituras sagradas em (Oséias 4:6) diz que: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento”.

O conhecimento é o núcleo de sustentação da organização, seja ela uma Igreja ou uma empresa. Sendo assim elas só serão bem-sucedidas se souberem gerar, catalogar, divulgar, compartilhar e desenvolver esse conhecimento entre aqueles que fazem todo o processo organizacional acontecer bem como os  relacionamento da organização com seus clientes, parceiros, acionistas e sobretudo  com seus membros, gerentes e funcionários.
Uma organização funciona como uma orquestra. É a habilidade do maestro em trabalhar com as pessoas que farão a grande diferença. O maestro bem-sucedido é aquele que procurar e localiza o potencial das pessoas e dedica seu tempo para desenvolvê-lo. Montar uma orquestra de primeira categoria exige ensaiar a mesma passagem sinfônica durante várias e várias vezes até encontrar o som certo. As organizações precisam repensar a maneira tradicional com que realizam seus trabalhos por intermédio das pessoas,  como também avaliando-as, treinando-as e oportunizando-as.

Para que aconteça um concerto sinfônico as organizações ou as igrejas precisam saber configurar e interagir em quatro fronteiras:

1 – FRONTEIRAS VERTICAIS – São os andares e tetos que separam as pessoas dos níveis hierárquicos, títulos  e classificações setoriais, departamentais e gerenciais. A grande faceta  aqui não é a hierarquia, mas o talento como função de apoio ao bem comum organizacional.

2 – FRONTEIRAS HORIZONTAIS -  São as paredes que foram criadas pela função, pelas unidades gerenciadoras, grupos e departamentos. A departamentalização e a divisionalização podem criar barreiras dentro de uma organização ou igreja. Dizer que pode é a possibilidade de que isso aconteça.  A organização precisa funcionar como um sistema aberto e integrado e não como um conjunto de órgãos independentes e sem relacionamento entre si. Ambas existem para um resultado e finalidade comum.o bom é que isso aconteça com boa saúde organizacional.

3 – FRONTEIRAS EXTERNAS – São as paredes externas que separam as organização ou igreja dos seus fornecedores, membros, clientes, comunidades e outros grupos externos. O conceito atual deve ser envolvente e integrador. Empresas e organizações estão eliminando cada vez mais suas barreiras externas, estão incentivando um relacionamento tanto para os clientes e seus membros para uma integração cada vez maior.

4 – FRONTEIRAS GEOGRÁFICAS – São as paredes culturais de cada organização ou igrejas. Com a globalização, e o uso das novas tecnologias acessível a todos, parece que essas barreiras estão sendo derrubadas, por essa questão, muitas organizações estão ampliando suas fronteiras, bem como muitas igrejas locais, estão se transformando em igrejas nacionais e transculturais.

TODO CUIDADO É POUCO

As pessoas abandonam pessoas e não instituição. Produtos são para serem consumidos, mas pessoas é para se relacionarem. Saia perguntando por ai, e comece pelos seus amigos se eles já tiveram um péssimo líder. Não fique impressionado, é assim mesmo em muitos locais, o mesmo acontece com muita gente. Uma porta quando se abre, ela se abre para os dois lados, tanto para sair como para entrar. Tanto uma organização como uma igreja vivencia um enorme fluxo de pessoas. Eu mesmo já entrei em diversas organizações feliz da vida, em algumas sai muito satisfeito e outras bem triste porque eu tinha que mudar. Essas portas parecem com aquelas porta borboleta, vai e vem.  As pessoas entram por uma porta por uma determinada razão e saem por razões que às vezes desconhecemos. Mas cada um conhece o seu próprio caso. Talvez elas entrem por achar que se identificam com a visão da organização, sua missão e seus valores, ou então acreditam que ali serão oportunizadas a desenvolver sua carreira ou possuem admiração pelo líder, etc. Existem muitas razões obvias, mas quando se trata de sair pela mesma porta que entrou, as chances dos motivos parecem ser bem comuns. Os desejos de buscar pastos mais verdes, geralmente é motivado pela necessidade de se afastar de alguém.  Acredite as pessoas só seguem um líder se desejarem de fato. O princípio da porta vai e vem se torna mais verdadeiro em organizações  com trabalhos que embarcam voluntários. Em algumas delas a porta quase não para de ir e vir. As organizações precisam estudar elas mesmas, e estudar esses fluxos, colher os dados, analisá-los e de alguma forma tentar diminuir os que saem. Este é um grande desafio na atualidade, perder pessoas significa perder um ativo de peso para a organização.

Na experiência do meu pastorado, tive a oportunidade de ver essa porta borboleta ser bem movimentada dos dois lados, e das vezes que perguntei por que estavam indo embora me disseram que eram por causa de conflitos ou mudança de endereço. Claro que  não deixei de perceber também que era por causa de um membro da diretoria, do líder de um departamento ou de um que tinha acabado de chegar armando toda uma confusão ou até por minha causa mesmo.  Em alguns outros casos, uns estavam indo porque seria um grande problema para a organização. Tem gente que não sabe se dar bem com ninguém.

FINALIZANDO

Tanto as organizações como as igrejas, precisam abandonar rapidamente os antigos métodos de comando e controle em relação às pessoas e passar a privilegiar o compartilhamento de ideias, objetivos comuns e dotar os seus subordinados de empoderamento nas funções tanto no corpo de Cristo, sua Igreja como nas organizações empresariais. Investir em treinamentos de capacitação, reciclagens, pesquisas internas e externas para identificar problemas e utiliza-las para um diagnóstico visando uma melhoria contínua. Contextualizar e atualizar ações  que poderão se mover através de um  combustível saudável e produtivo.


Romildo Gurgel
Especialista em Gestão de Pessoas
Pela FARN/RN

Fontes:
1 - Chave Bíblica-  1970 – SBB
2 - Bíblia Sagrada (NVI) Editora Vida
3 - CHIAVENATO, Idalberto. Construção de Talentos, São Paulo,  Editora Campus,              2002, pp.3-10
4 - Maxwell, John C. O Livro de Ouro da Liderança, Rio de Janeiro, Edição Thomas Nelson Brasil, 2008, pp. 158-159.
5 – Bíblia Sagrada Vida Nova – Editora Vida.

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