Entendo que a
língua estranha é um dom para ser usado de pijama e a profecia um dom para ser
usado de palitó. O dom de línguas precisa de interpretação caso aconteça em uma
reunião na igreja, que na maioria das vezes isso não acontece. O único
beneficiado é quem fala, pois o que fala em línguas edifica a si mesmo. A
língua estranha poderá acontecer em forma de oração, de canção e palavras
proféticas, sendo que no caso profético deve estar dentro do prisma da
correção, edificação e consolação (cf. 1Co.14:3) e a oração dessa forma,
edifica a fé de quem esta nesta comunhão íntima com o Espírito Santo (cf.Judas
vs.20¬). No momento da oração, acontece a simultaneidade da oração mental com a
espiritual, é exatamente nesta oração mútua que somos ajudados nas nossas
fraquezas, pois não sabemos orar como convém, mas o Espírito intercede por nós
lado a lado, amalgamando-se entre a oração mental com a espiritual (cf.
Rm.8:26; 1Co.14:14-15).
O apóstolo Paulo não proibia a Igreja de falar em línguas, desejou até mesmo que todos chegassem a ter a experiência do falar em linguas, mesmo sabendo que isso poderia causar uma grande confusão em uma reunião se todos falassem ao mesmo tempo (cf.1co.14:16; vs.23-24), portanto, prefere ser usado em uma reunião com a linguagem que venha abençoar a todos os que estão presentes (1Co.14:19), e acalma os que falam em línguas, dizendo que fala mais línguas de que todos os demais, e se isso acontecer que sejam um, dois, e os outros interpretem. A linha do apóstolo é edificação.
Considerando ainda o que o apóstolo Paulo ainda ensina:
a) As línguas é
um sinal para o incrédulo – (1Co.14:22) parece contrastar com o que foi dito
acima.
b) Já as profecia não é para os incrédulos – (1Co.14:22), elas não devem ser desprezadas, mas examinadas se realmente procede de Deus dentro dos parâmetros da correção, edificação e consolação (1Ts.5:20).
Romildo Gurgel
