ISSO É DISCIPULADO

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DOM DE LÍNGUAS


Porque João batista vinha batizando com água??? Porque o Consolador? E ainda: Porque batismo com o Espírito Santo como promessa do Pai?

Promessa do Consolador, e promessa do Batismo com o Espírito Santo, são as mesmas promessas? Essa resposta você mesmo concluirá ao ler este pequeno artigo.

Vejamos sequencialmente a resposta literal das escrituras sagradas ipsis litteris:

BATISMO NAS ÁGUAS

“Eu mesmo não o conhecia, mas a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água. E João testemunhou dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Eu não o conhecia: aquele, orem, que me enviou a batizar com água, me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu de fato vi, e tenho testificado que ele é o Filho de Deus” (João 1:31-34).

Observa-se que a legitimidade do batismo nas águas praticada por João Batista está no fato de ter recebido diretamente de Deus esta tarefa. Um outro ponto de extrema importância é que da medida que ele vai batizando, ficasse atento na observação em quem o Espírito Santo iria repousar.O pouso do Espírito indicaria a João quem realmente seria o messias.
Um outro ponto de grau importante está também no batismo que Jesus iria batizar diferentemente do que João Batista vinha praticando. Batismo nas águas é símbolo exterior do arrependimento, do que aconteceu em um coração transformado em nova criatura. Batismo no Espírito Santo tendo Jesus Cristo como o batizador, trata da promessa do Pai que Jesus iria receber depois de consumar todas as etapas da redenção até a posição de glorificação, momento esse que iria receber essa promessa para poder derramá-la aqueles que lhes pertence.
Vamos perceber esta verdade passo a passo:
O CONSOLADOR ENVIADO POR JESUS.
Leiamos:
“Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (João 16:7).
AGORA VEJA BEM: O espírito consolador, pelo menos em termo de função é diferente do  Espírito prometido pelo Pai (batismo no Espírito Santo). O espírito consolador, trata-se de habitação, consolação permanente, enquanto a promessa do Espírito Santo (promessa do Pai), investe e introduz o batizando em uma função. Aqui se trata de duas bênçãos, tendo Jesus como catalisador se assim podemos falar, como o agente que irá derramar essas bênçãos. Vejamos ainda mais alguns detalhes:

ESPÍRITO CONSOLADOR
a.1 – Convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8)
a.2- Guiará a toda verdade – (Jo.16:13)
a.3 – Ele me glorificará porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar – (Jo.16:15)
a.4 - Ele nos ensinará e nos  fará lembrar todas as coisas que Jesus tem  dito – (Jo.14:26)
a.5 - Ele nos fará entender as escrituras sagradas – (1Co.2:12-14)

Quando foi que o Espírito consolador prometido por Jesus e não pelo Pai veio para ser derramado?
(JO 16:7) - Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.

                        Note que o verso 7  acima diz que a condição para  que venha o  consolador  teria que o Senhor ir. Quando é que  Jesus foi ?   Ele foi quando entregou o Seu espírito ao Pai na cruz (Lc.23:46).  O consolador diz respeito ao Espírito  da verdade que o mundo não pode receber e não o vê, nem o conhece, isto acontece quando o neófito nasce de novo (cf. João 3:1-6) . No evangelho de João 14:16  diz que  quando Ele for, Ele rogará ao Pai, e ele vos dará outro Consolador. Se Jesus iria mandar outro Consolador, quem era o primeiro consolador? O primeiro era Ele mesmo o verbo encarnado (cf.João 1:1 e vs.14). Aqui Ele esta dizendo que quando Ele for não deixaria os discípulos desfrutando de abandono e de solidão, mas enviaria o  outro  Consolador que  assim como Ele consolara aos seus,  este  estaria com eles também a consolar. Em (João 14:17) diz que o espírito da verdade o mundo não o conhecia e que eles conheceriam porque estavam com os discípulos. Como poderia o Espírito da verdade estar com os discípulos se Jesus disse que o Espírito da verdade só viria  quando Ele fosse?  Aqui, trata-se do Espírito da sua própria pessoa, porque se os discípulos conheciam a Jesus e as suas consolações como pessoa, conheceriam também o Espírito que por Ele seria enviado, isto porque o Espírito falaria e testemunharia do que era Seu (cf. Jo.16:14) e habitaria com eles assim como Jesus encarnava este espírito e era percebido pelos seus discípulos. Perceba que aqui se trata de outro consolador e não do Espírito Santo  da Promessa prometido pelo Pai, estas promessas são bem distintas..

VEJA COMO JESUS DERRAMOU O ESPÍRITO CONSOLADOR

·         Foi entregue após a sua ressurreição  – (Lucas.24)
No primeiro dia da semana, Maria Madalena e outras Marias, foram ao sepulcro de Jesus na alta madrugada e viram a pedra removida  e entrando ali, não viram o corpo de Jesus  ficando assim perplexas e atemorizadas.  No local apareceram  dois varões com vestes resplandecentes  falando-as: “por que buscais entre os mortos ao que vive?   Ele não está mais aqui, ressuscitou. Então elas, se lembraram das palavras que o Senhor  havia dito antes de tais acontecimento e foram para os apóstolos e relataram tudo quanto lhes tinha acontecido. Pedro então sabendo da notícia ainda escuro, se levanta e vai ao sepulcro e  abaixando-se vê somente os lençóis de linho e retirando-se dali, vai para casa maravilhado. No mesmo dia, dois discípulos indo a caminho de Emaús, conversavam a respeito do que havia sucedido. Enquanto conversavam, o próprio Jesus aproxima-se e vai com eles e os interroga: O que é isso que vos preocupa e vades tratando? O interessante neste texto, é que os discípulos não conseguiram identificar que era Jesus que esta falando com eles (Lc.24:16). E um dos discípulos chamado Cleópas responde discorrendo tudo o que aconteceu e que os principais sacerdotes e as autoridades  entregaram  Jesus para ser condenado a morte crucificando-o, declarando ainda  esperar que fosse Ele que haveria de redimir a Israel, e que já se fazia três dias que tais coisas haviam acontecido.
Depois disso, Jesus começa a lhes expôs as escrituras começando por Moisés e por todos os profetas enquanto se aproximavam da aldeia. Os discípulos vendo que já era tarde, convida-o para entrar e ficar com eles. E sentado a mesa, Jesus toma o pão e os abençoa, e, tendo-o partido dá aos discípulos; foi exatamente aqui que foram abertos os olhos dos discípulos para reconhecer que quem estava com eles era Jesus (Lc.24:31). Mostrar a pessoa de Jesus é função do Espírito do Senhor (Jo.14:26). Entender é elucidação concedida pelo espírito consolador.

 Em (Lc.24:36-45) mostra outra ocasião, Jesus aparecendo no meio dos discípulos deixando-os surpresos e atemorizados pensando eles ver algum espírito. Jesus teve que mostrar as mãos e os pés levando-os a verificar que um espírito não tem carne nem ossos, demonstrando que Ele tinha. Depois lhes pediu o que comer e comeu na presença de todos falando-lhes logo em seguida que convinha que se cumprisse tudo o que estava escrito na Lei de Moisés e nos profetas e nos Salmos. Veja o que diz o (v.45) depois de Jesus discorrer a palavra – Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. Levar as pessoas a compreenderem as escrituras é função do Espírito do Senhor (espírito consolador). Este espírito é o Espírito Consolador prometido por Jesus. Porque  no (v.49) do mesmo capítulo, Jesus diz que envia sobre eles a promessa de Seu  Pai; dizendo: permanecei, pois na cidade, até que do alto sejais revestidos  de poder. A promessa do Pai é aquela profetizada pelo profeta Joel em (Joel 2:28-29).  No evangelho de João,  também trata da vinda do consolador, apresentando uma palavra que somente ele conseguiu captar diferentemente do que é apresentado por Lucas no seu evangelho.  João diz que Jesus após  mostrar as mãos e os pés disse o  seguinte: “assim como o pai me enviou , eu também vos envio e havendo dito isto soprou sobre eles, e disse-lhe: Recebei o Espírito Santo”. Note que este sopro é a vinda do Consolador e não da promessa do Pai. Já no evangelho de Lucas onde ele faz a mesma narrativa, mas com linguagem própria, fala do efeito do sopro e não o modo como lhes fora entregue dizendo: então lhes abriu o entendimento para compreenderem as escrituras”. Tanto o relato de Lucas  como também o de João,  ambos quiseram ensinar e expressar a mesma realidade da vinda do Consolador.  Como  sopro  a ênfase esta na forma de como se chegou o Consolador, já Lucas olhou para o  efeito, para o resultado dessa atitude de Jesus,  enfatizando assim mais os resultados  na vinda  da promessa aos discípulos (vide Jo.20:22). Quando o Espírito Santo vem habitar conosco, Ele nos levará a entender as escrituras. O Espírito no interior do homem sempre mostra aquilo que é espiritual,  abrindo-nos o entendimento da  palavra. Entender as escrituras é um sopro divino. Leiamos ainda :

 “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.  Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.  Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:12-16).

NESTE TEXTO DESTACO AS  SEGUINTES OBSERVAÇÕES:  

1 – Que recebemos o Espírito para conhecermos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
2 – Que poderemos falar palavras ensinadas pelo Espírito Santo.
3 – Que poderemos ter a habilidade de conferir as coisas espirituais com espirituais -  (voz do ensino do Espírito com a  palavra escrita)
4 – Que o homem espiritual (nascido de novo, regenerado), discerne bem tudo e de ninguém é discernido.

Com esses itens extraídos do texto, observamos claramente, que trata-se do consolador agindo diretamente na vida  intima do crente

A PROMESSA DO PAI
 “ E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões;  até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias”. (Joel 2:28-29).

MOMENTO EM QUE O FILHO RECEBE DO PAI A PROMESSA
 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado (glorificado), pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (At.2:32-33).

Ø  Estes dois versículos é parte do sermão de Pedro logo a após o derramamento do Espírito Santo na festa de pentecostes.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DE FATOS
A promessa de Deus em Joel, foi feita primeiro que a do messias. As duas promessas foram derramadas pelo messias. Pelo fato da promessa do pai ser a primeira, foi a ultima a ser derramada, pois Ele só deu ao filho, quando ele foi glorificado e ter consumado o projeto  de salvação eterna. A promessa do consolador por ser a ultima prometida, foi a primeira a ser derramada por Jesus Cristo forme comentei.

MOMENTO EM QUE O FILHO DERRAMOU A PROMESSA DO PAI
(AT 1:3) - A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
(AT 1:4) - E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.
(AT 1:5) - Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. (grifo meu)

            Aqui Lucas esta discorrendo sobre a orientação que Jesus deu aos seus discípulos para não se ausentar de Jerusalém até receberem a promessa do Seu Pai. O interessante é que Jesus lembra aos discípulos esta verdade que ainda não existiam ainda neles, mas que era uma promessa que eles desfrutariam dentro de poucos dias quando Ele fosse para a glória do Pai. É curioso observar que esta posição foi  solicitada na Sua oração sacerdotal (João 17:5).
            O Filho quando foi exaltado na glória, recebeu do Pai a promessa. E quando a recebe, derrama aos seus discípulos onde eles estavam esperando em Jerusalém  conforme sua orientação como está escrito: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de pode”(Lc.24:49 grifo meu) . Veja o que diz também em Atos 1:4-5 – “ E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.  Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (grifo meu).

Amém,
Romildo Gurgel

3 comentários:

  1. Disse Jesus : Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3

    O dom de línguas não é algo difícil e nem misterioso para se compreender, apesar do versículo acima parecer não tratar do assunto, acredito que está tudo aí, singeleza de coração e santidade. Após a conversão temos que tratar de alguns assuntos anteriores pendentes, é o fato de se fazerem-se como crianças, é um processo pós conversão.

    Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã. Tiago 1:26

    Concluímos que quando pela oração e santidade vencermos essa dificuldade, o Espírito Santo terá a liberdade de utilizar o nosso corpo em expressão, por nossa permissão.
    E' uma questão de comunhão e quebrantamento. Quanto ao formato, imagine você que está acostumado a falar só em português, e agora como uma criança que está aprendendo de novo a falar suas primeiras palavras, então vem o versículo...

    Na verdade por lábios estranhos (gaguejantes) e por outra língua falará a este povo; Isaías 28:11

    Muitas outras coisas já nos dizem que após o batismo das águas fomos batizados no Espírito Santo. Esta é apenas uma delas, que serve por sinal, não para cristãos, mas para incrédulos. (Atos 2:7)
    Somos dependentes em expressão através da oração. Mateus 6:7 diz que não é pelo muito falar que será ouvido.
    Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26.
    Pelo que entendi, o dom de línguas é algo pessoal e bem particular, e quando não é auto-interpretado, é uma forma subjetiva de receber ajuda pelo espírito (como um efeito de um remédio). O crescimento espiritual é que permitirá a interpretação, senão ficará estacionado pelo dom e não cresce, fica sempre em mistério (tem muita gente conformado com isso), Basta um segundo apenas, sem malícia no coração (como uma criança) e já estará bem rasinho para o Espírito Santo se expressar, é só abrir a boca, não tem que pensar em nada, é como tocar uma flauta. Mas entenda que o relógio não para aí, e tem muita gente que ainda continua dentro do primeiro segundo. Quando isso acontece, fica fácil de ser manipulado por outras pessoas porque não tem crescimento espiritual. Deus me perdoe de julgar se existe interesse de se manter assim pela liderança. Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar. I Co 14:13 . Enquanto o que interpreta é considerado maior (I Co 14:5), e sabe qual é a intenção do espírito e edifica a Igreja pelas palavras normais, semelhante ao profeta ou mestre. Não se deve reprimir o dom ou proibi-lo, mas também não se deve colocá-lo numa prioridade acima de outros mais importantes. Afinal, o dom de línguas deveria ser a primeira coisa a acontecer logo depois do batismo das águas ao receber o Espírito Santo. Seria um ponto de partida, e não uma finalização bem explorada, que muitas vezes a evidência poderá ser entendida como incredulidade e falta de fé. A inversão dos valores traz toda essa confusão

    Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele;
    e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3:15,17

    O Espírito Santo sempre se expressa em palavras. Em primeiro lugar Jesus não falava línguas, era impossível, seria contraditório (Mateus 11:27). Jesus não tinha nenhuma dificuldade de comunhão com o Pai. Nosso caso é diferente, Jesus é o nosso mediador com o Pai. Jesus é a fonte, e o Espírito de verdade, que procede do Pai, testifica de Jesus.

    Somos batizados em Cristo, e o consolador representa o próprio Cristo.


    Amém!

    Fernando Camboim Filho
    (Irmão na fé)

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  2. Agradeço a colaboração do irmão Romildo ao colocar mais luz sobre o assunto.
    LÍNGUAS ESTRANHAS COMENTÁRIO I I - 16/08/2012 (Uma réplica importante)
    Jesus não precisava orar em línguas, pelo simples fato de ser a palavra encarnada. Jesus compreendia perfeitamente a vontade de Deus e os motivos que o levaram a vir a este mundo. Nesse ponto não precisava da intercessão do Espírito. Mas como verbo encarnado, ele encarnava também a função consoladora. No jardim Getsemani, Jesus ao orar por três vezes, reclama dos discípulos a questão da vigilância. Vigiar é resistir a qualquer força que venha impeli-lo a mudar o foco da encarnação, porque orava com essas palavras, "se possível passe de mim este cálice, sem que eu beba, porém não seja como eu quero, mas como tu queres. Já pensou que luta. A fonte da vida e o doador de vida serem entregue a morte! O verbo encarnado é o consolador entre nós, como está escrito: "e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco" (Jo.14:16). Por isso é que Jesus não precisava falar em línguas. A única manifestação de conforto ali, foi de um anjo que o confortava, não foi o conforto e ajuda das línguas, visto que ele sabia a vontade de Deus. (cf. Lc.22:43)
    Quando Jesus foi para o Pai, foi aí que Ele recebeu outro batismo, o do Pai, e o fez derramar nos discípulos que estavam em Jerusalém, como esta escrito: "Exaltado, pois à destra de Deus, tendo recebido a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 3:32). Aqui se trata do discurso explicativo de Pedro quando o Espírito Santo foi derramando pela primeira vez lá no Cenáculo.
    O interessante é que Jesus recebeu a promessa do Espírito Santo lá, não aqui.
    E mais interessante ainda, é que Ele derramou o que recebeu. Ele já dizia, Se eu não for o Espírito Não virá...
    O espírito só iria ser derramado se Jesus fosse glorificado, como esta escrito: "...Pois o Espírito até esse momento não fora dado, porque Jesus não havia sido glorificado" (João 7:39b))
    Amém!
    Romildo Gurgel Filho

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  3. Observa-se que muitos cristãos estão ministrando incorretamente abusos doutrinários e falam em línguas ao mesmo tempo, geralmente se vê pelo Youtube,. Entendo que querem mostrar um aval do Espírito Santo para aquilo que estão dizendo, para convencimento. Veja como pensam errado.

    Nota-se que o dom tem uma fragilidade quando não é usado de forma correta (por isso é o menor dos dons). Ele pode ser manipulado por outras pessoas quando ele mesmo não interpreta a própria língua, mas observa a tendência indutiva de outras pessoas no ambiente, e termina pensando que é a vontade de Deus o que está misturando com o externo (é como uma influência de psicologia de massa) . A oração pessoal em línguas ou sem línguas deve ser sempre em reservado.
    Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. I Co 14:28

    Amém!

    Fernando Camboim Filho
    (Irmão na fé)

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