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quarta-feira, 18 de abril de 2012

ADULTÉRIO


O adultério é expressamente proibido no sétimo mandamento, não adulterarás” (cf. Êxodo20;14; Dt.5:18)

Com o presente artigo, não tenho o propósito de trazer condenação, mas  sinto um forte encargo que me pesa o coração quando vejo a enorme quantidade de casais se divorciando de uma forma não legitimada pela palavra de Deus, especialmente quando o casal conhece bem as Escrituras Sagradas. As nossas comunidades estão abarrotadas de casais com dois e até mesmo três casamentos nas costas. Com o presente artigo, gostaria de dar a minha parcela de contribuição, ajudando e tirando dúvidas quanto a um assunto tão atual como este e de grau singular para o reino de Deus.
 O que constitui verdadeiramente o adultério, é a infidelidade conjugal por parte de um dos cônjuges. Para Jesus Cristo, o adultério  se dá quando o marido ou a esposa, legitimamente casados se separam por qualquer motivo que não seja infidelidade conjugal (cf. Mt.5:32; Mt.19:9).   O que é infidelidade conjugal? 

Veja a resposta que a enciclopédia virtual tece:

“Infidelidade é o descumprimento de um compromisso de fidelidade. É uma violação de regras e limites mutuamente acordados em um relacionamento. Em sua acepção mais comum, a fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa que é sua parceira ou parceiro. Portanto, a infidelidade é quebrar este pacto tácito de manter relações sexuais com uma pessoa que escolhemos como parceiro ou parceira”. (Wikipédia enciclopédia livre - http://pt.wikipedia.org/wiki/Infidelidade).

Dicionário Michelis
 1 Falta de fidelidade. 2 Qualidade de infiel. 3Traição. 4 Falta de exatidão ou de verdade. 5 Falta de crença religiosa. 6 Conjunto dos descrentes ou infiéis. 7 DirTransgressão da fé matrimonial, ou do dever de fidelidade, comum aos cônjuges. Var: infieldade.

Veja o comentário de Elinaldo, pastor evangélico da Assembléia de Deus de Natal/RN.

Nunca houve tanto investimento maligno contra a constituição familiar como nos dias atuais. O diabo tem investido alto na grande missão de tornar o adultério algo comum, normal e aceitável por todos inclusive nas igrejas evangélicas (grifo meu). Esta conclusão é tirada pelo exemplo que vemos nos filmes, nos programas de televisão, onde o adultério esta sempre presente; transmitindo uma imagem de solução para os problemas conjugais; a forma que as cenas são traçadas, leva os telespectadores a aceitar e a torcer pelo casal adultero. É lamentável, mas, tem sido muito bem sucedido em suas investidas.

No meio evangélico, o adultério tem encontrado seu lugar, e não é raro os comentários de pastores acobertando os pecados de obreiros e ovelhas por causa dos seus dízimos e apadrinhamento. Isto é uma vergonha, não considero tais homens ministros do evangelho de Jesus Cristo.

A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja (cf. Efésios 5:25). A fidelidade do Senhor é tão grande, que “se formos infiéis, Ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo” (cf. 2Tm.2:1,3).
É preciso estar alerta para as ciladas do inimigo. Na maioria das vezes a causa do adultério, ou dos fatores que contribuem para a infidelidade, está sendo fomentado dentro do próprio lar. Israel que o diga:
“Ainda fazeis isto: cobris o altar do Senhor de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão. E perguntais: por que? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Ninguém com um resto de bom senso o faria. Mas que fez um patriarca/? Buscava descendência prometida por Deus. Portanto cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com  a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o repúdio; e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos: portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (cf.  Malaquias 2:13-16).
Estes versículos diz claramente que Deus rejeita aquele que é infiel à sua esposa, e diz que um dos patriarcas, presumo que tenha sido Abraão, quando buscava um descendente para si, deu um jeitinho saindo um pouquinho da fé, e que o que nasceu  como  consequência é o que vemos até hoje, a velha briga entre Judeus e palestinos (um filho com a escrava e outro com a livre que foi uma promessa de Deus).

Em que Consiste verdadeiramente o adultério?

O apóstolo Paulo responde a essa pergunta em Romanos 7:3 dizendo: “De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém se morrer o marido, estará livre da lei, e não será adultera  se contrair novas núpcias”.
Jesus tratando da questão de divórcio e novo casamento diz:
“Foi dito também: Aquele que se divorciar de sua esposa deverá dar a ela uma certidão de divórcio. Eu porém, vos digo: Qualquer que se divorcia da sua esposa, exceto por imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério” (cf. Mateus 5:31-32).
Para Jesus o adultério se caracteriza quando um casal se decide divorciar-se por qualquer motivo que não seja infidelidade conjugal.
Já  o apóstolo Paulo acrescenta julgo desigual, mas aconselha que a opção ao separar-se não seja a parte que é fiel ao Senhor. Confira:
“Ao mais digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone: e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio  da esposa e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém agora são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se que se aparte; em tais casos não fica sujeito a servidão, nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz” (cf. 1Corintios 7:12-15).
Não precisa de explicações, o texto esta muito claro que aquele que é fiel, crente em Jesus Cristo, não deve ter a iniciativa de divorcia-se do seu cônjuge, porque esse espera em Deus para que a qualquer momento ele venha se converter. Confira:
“Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás a teu marido? Ou como sabes, ó marido, se salvarás a tua mulher?” (1Corintios 7:16).


Divorcio e novo casamento

Vamos ler um texto que elucidará esta questão do ponto de vista de Jesus Cristo.
Texto: (Mateus 19:3-11)
3 Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher,
5 e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?
6 Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.
7 Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8 Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio.
9 Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; [e o que casar com a repudiada também comete adultério.]
10 Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.
11 Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado.

Comentário:
Os fariseus se aproximam de Jesus com o intuito de polo a prova. E Jesus  responde apontando para o princípio da criação (veja vs. 4 ao 6), concluindo na sua argumentação o (v.6) “... o que Deus ajuntou não separe o homem”. Os fariseus questionam a  resposta de Jesus indagando do porque Moisés deu-lhe carta de divórcio. Jesus por sua vez torna a responder que foi por causa da dureza dos corações,   focando os seus ouvintes para o princípio (v.8). Ele não aceita o divórcio por qualquer motivo, abrindo um parêntese na unicamente na questão da infidelidade conjugal (v.9).

Qual o procedimento para aqueles que estão separados enfrentando ou enfrentou o divórcio e entrou em um novo casamento?

1 – Tente voltar para o seu cônjuge. Se você é crente realmente, peça perdão primeiramente a Deus por tal atitude e peça também ao seu cônjuge por tê-l (a) abandonado. Volte ao principio, conforme respondido por Jesus no texto acima, vocês aos olhos de Deus estão unidos. Só estarão livres para um novo casamento com a morte de um dos cônjuges.
“A mulher esta ligada ao seu marido enquanto ele viver.  Porém, se o marido morrer, ela estará livre para se casar com quem desejar, contanto que ele pertença ao Senhor” (1Corintios 7:39).

2 – Se um dos cônjuges abandonou o outro, você não esta sujeito à escravidão. Se o incrédulo quiser abandonar, isto é um critério dele(a). A sua única opção é lutar pelo seu casamento, mas se mesmo assim ele(a) prefere abandonar, o divórcio ampara a parte ferida. Neste caso, o abandonado(a), tem um conselho do apóstolo Paulo:
“Estás casado? Não procures separar-te; estás livre de mulher? Não procures casamento” (1Corintios 7:27).

3 – Quando você se converteu já estava no segundo casamento, o que fazer? Permaneçam casados, ou seja. Não abandone o segundo casamento. Você não tinha Deus no seu coração quando se separou da sua primeira esposa. Como nova criatura em Cristo, você agora reconhece que esta em pleno adultério, tanto você como sua nova esposa. Dobrem os joelhos peçam perdão a Deus pelo tempo da ignorância e dureza de coração e não peque  uma segunda vez. Mantenha sua fidelidade pelo resto da vida com sua segunda esposa. Faça esse propósito com Deus. O seu passado como velha criatura foi apagada uma vez que você agora conhece a mente e a maneira de Deus tratar essa questão.
“Foi alguém chamado estando circunciso? Não desfaça a circuncisão. Foi alguém chamado estando incircunciso? Não se faça circuncidar” (1Corintios 7:18).

“Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo em que foi chamado” (1Coorintios 7:24).

4 – O seu marido ou esposa a traiu, e agora? Existem duas opções para se tomar uma decisão e resolver o problema da forma Bíblica:  A primeira é que você deve perdoar seu cônjuge e permanecer com ele. Pois você não sabe se um dia ele(a) vai ser salva pelo seu testemunho.
“Pois,  como sabes, ó mulher, se salvarás a teu marido? Ou como sabes, ó marido, se salvarás a tua mulher?” (1Corintios 7:16).

A outra opção é se você não aguentar a dor da traição, quanto a questão da infidelidade conjugal colocada por Jesus:
Qualquer que se divorcia da sua esposa, exceto por imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério” (cf. Mateus 5:32).
A palavra exceto, abre uma única exceção no que diz respeito ao divórcio.  E esta exceção esta no caso único de infidelidade conjugal.

Romildo Gurgel

Bibliografia:

1-      (Wikipédia enciclopédia livre - http://pt.wikipedia.org/wiki/Infidelidade).
2-      Dicionário Michelis on-line
3-      Dicionário Escolar da língua portuguesa
4-      Pr.Elinaldo Renovato, Pr.da Assembléia de Deus.
5-      Biblia Vida Nova – Editora Vida
6-      Pequena Enciclopédia Bíblica, O.S.Boyer – Editora Vida
7-      Novo Testamento Kim James – Edição de Estudo – Abba Press
8-      Os evangelhos versão restauração. Editora Arvore da Vida
9-      Bíblia Eletrônica - João Ferreira de Almeida

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