quarta-feira, 28 de março de 2012

JESUS É A VIDEIRA VERDADEIRA E NÓS SOMOS AS VARAS



Por 
Romildo Gurgel

Leitura Bíblica:
João 15: 1 – “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor”.
João 15:5 – “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.
De antemão é preciso identificar quem somos e qual a relação que temos com a Videira. Na metáfora  deste texto, Jesus diz quem ele é, e se identifica como a Videira verdadeira.  Deus, o pai, não é identificado como o proprietário da videira, embora o texto subentenda isto, mas na verdade o Pai é o que verifica se a videira esta sendo adequadamente tratada para poder produzir frutos.  Deus Pai pode ser também comparado aqui a um proprietário da vinha, que pessoalmente pode ocupar-se em podar a videira, sem ser forçado a sempre entregar essa tarefa às mãos de algum subordinado. Ele ara os nossos corações com os arados de sua Palavra, espalha as sementes de seus preceitos ali e envia a nós a umidade e a chuva do Espírito Santo, a fim de que possa colher os frutos da santidade.
Como é simples ser uma vara de uma videira. A vara brota da videira e ali vive e cresce, e no devido tempo, dá fruto. Ela não tem responsabilidade exceto a de unicamente receber da raiz e tronco a seiva e nutrição. É verdade que nossa obra fica entre nós e Jesus! Vejo muita gente se queixando de ter muito trabalho e não tem tempo para a comunhão com Jesus, e que seu trabalho habitual enfraquece sua disposição para orar.  É triste a ideia de produzir frutos separando a vara da videira. A vara não tem vida em si mesma. O que é a vida da vara? É a vida da absoluta dependência.  A vara não tem nada, ela depende unicamente da videira para todas as coisas. Se você se deslumbra pelos cachos que nascem na vara, fique sabendo que o fruto não é seu, a videira foi quem fez a obra, e a vara desfruta do seu fruto. Lembre-se que o fruto do Espírito Santo é o amor que se manifesta com muitas características como paz, longanimidade, benignidade... (cf. Gálatas 5:22). E observe que o fruto é do Espírito Santo. O seu lugar é simplesmente ser vara.
O que é que a videira tem que fazer? Ela tem que executar um grande trabalho. Ela precisa lançar suas raízes no solo e percorrer um longo caminho por nutrição, embebê-la na umidade. Coloque um adubo a certa distância e a videira estende suas raízes para lá, e então em suas raízes ou tronco ela transforma a umidade e o adubo numa seiva especial que produz o fruto. A videira executa o trabalho; a vara tem apenas que receber da videira a seiva. A questão da nossa vida e do nosso trabalho esta na seiva. Ter a seiva significa em frutificação. A seiva não é para ela mesma, mas para as varas. Ter ou não a seiva, implica em vida ou morte da vara. Vara que não se alimenta da seiva, não frutificará, murchará e poderá ser cortada.
  A videira tem o trabalho para executar e as varas possui apenas a dependência da videira. Jesus Disse: “...sem mim, nada podeis fazer...” (vd. João 15:5). Você deve entender que qualquer atividade que venha realizar  sua função e consciência é de que Cristo deve cuidar de tudo. O menor esforço fora d’Ele, comprometerá a frutificação na sua vida. Você precisa saber ainda que a seiva não flui para a vara por um tempo e pára. Diáriamente, constantemente, incessantemente existe uma viva conexão mantida. A seiva não flui por um tempo apenas, então pára, e então flui outra vez, mas de momento em momento a seiva flui da videira paras as varas. A  vitalidade do senhor para as varas é uma constante.  Repetindo, a vida da vara é de completa comunhão. O que a vara tem que fazer é permanecer todos os minutos do dia em comunhão com a videira. A ocupação do permanecer é a ocupação do coração e não da mente. A ocupação do coração apega-se e descansa em Jesus. Se você aprender por um momento a colocar de lado, as outras ocupações e entrar neste permanente contato com a Videira, verá que o fruto virá. Gaste tempo para aplicar o seu coração a sós com Jesus. Você não pode ser uma vara saudável, vara na qual a seiva flua, a menos que gaste bastante tempo na comunhão com Deus. Finalmente o que Jesus quer nos ensinar neste texto é a verdade de que não podemos ser saudáveis sem uma completa rendição. Se você não sabe o que fazer de sua vida, fique sabendo agora pequena vara, é produzir frutos. As varas não foram preparadas na videira para não fazer nada, ela tem que permitir que a seiva flua para dentro de si para que nasçam os frutos desejados por Deus.
O profeta Jeremias descreve Israel como uma videira de vida (Jer. 2:21), mas ao rejeitar ao Messias, perdera esse privilégio. A polêmica na interpretação é que existe também a videira falsa, como se dava com os apostatas provenientes do judaísmo dos dias de Cristo. O uso da simbologia e da metáfora da videira era muito comum nos dias de Jesus. O historiador Josefo diz que no templo havia uma gigantesca videira de ouro, que ficava próxima ao portão principal, da qual pendiam cachos de uvas, como ornamentação. Essa videira era tão grande como uma estátua de um homem. (Ver Josefo, Antiguidades 1:15, cap. 11 e secção 3). Ora isso serve de símbolo da frutificação espiritual, da vida e da prosperidade do crente, reconhecendo que o Senhor é a concretização desse princípio, e não um mero símbolo. Nas moedas dos tempos de Macabeus, a nação de Israel era representada como a imagem de uma videira, cunhada nas mesmas. Diante de tantos usos deste símbolo, Jesus também emprega a metáfora, mas com o diferencial de que Ele é a videira verdadeira, e não os símbolos até ali utilizados, e isto  pelos seguintes motivos:
a)      Porque a videira é um organismo vivo, que supre vida a outros organismos vivos. Assim também sucede a Cristo, também vive e concede vida a outros, segundo vemos explicitados em passagens como  (João 3:16; 5:26 e 6:57).
b)      O suco do fruto da videira, que é o vinho, serve de símbolo ilustrativo da alegria de salvação pelo seu precioso sangue. E a ceia, tendo o vinho como fruto da vide é a nossa bebida em memória do seu sacrifício de salvação.
c)      A arvore da Vida no livro de gênesis diz respeito a Jesus Cristo. E esta mesma arvore servira de alimentação para as nações no livro de apocalipse. (cf. Gn.4:22; Apc.22:2). O que as varas precisam  fazer é se alimentar dos nutrientes da videira verdadeira, para que o fruto venha nascer.
João 15:5 – “...quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer...”
            Precisamos dar atenção à intensidade de expressão cada vez maior, que descreve o processo da produção de frutos espirituais. Vejamos:
No vs.2 de João 15 no inicio temos a palavra “...fruto...”, no final temos “...mais fruto ainda...” e no vs 5 e o 8 temos “...muito fruto...”. Isto nos faz lembrar as distinções diversas de frutificação, que segundo a parábola da semente e do semeador no 13º capítulo de Mateus nos mostra os resultados da recepção das sementes.
Diversas são as condições necessárias para a produção de fruto espiritual, como segue:
a)      Limpeza – segundo se verifica nos vs. 2 e 3 do capítulo 15. Fica subentendido que os que assim estão limpos, já passaram pelos estágios iniciais da regeneração, o que produz essa limpeza é a palavra conforme diz o vs.3.
b)      Permanência -  Quem em termos práticos é o desvencilhamento de toda forma de pecado conhecido, e a adaptação à conformidade com Cristo, em todos os propósitos, desígnios, alvos e ações diárias, é Jesus, a videira verdadeira.  Muito interessante notar que dos versículos quarto ao sexto do capítulo 15  de João aparece o verbo permanecer por pelo menor oito vezes, confira comigo:
v.4 – permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira; assim nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.
V.5 – Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
v.6 – Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
v.7 – Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.

Com tais observações poderemos concluir que nossas atividades, qualquer que seja, só será vital dependendo da nossa comunhão vital com Jesus Cristo. Até mesmo estando n’Ele, não poderemos fazer coisíssima alguma sem extrair d’Ele a vida e a força que Ele proporciona para as varas. O Senhor deseja do princípio ao fim operar em nós e através de nós. Aqui encontramos a advertência que jamais devemos procurar fazer qualquer coisa por nós mesmos. Jesus declarou: “...sem mim nada podeis fazer...” (v.5). Jesus só pede aos seus servos aquilo que ele sempre praticou conforme esta escrito:
João 5:19– “...Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.
v.20 – Porque o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz ..”.

            Jesus era movido por tudo o que via e recebia do Pai. A seiva de Jesus era o Pai, a nossa seiva é Jesus, a Videira verdadeira. Aqui fica o ensino e o exemplo de Jesus nosso Senhor, cada dia é uma oportunidade de uma profissão de fé, de um exercício até mesmo de uma propaganda silenciosa, que prega boa conduta testemunhar enquanto somos observados, desde que sejamos movidos pelos nutrientes da videira verdadeira.

Bibliografia:
1 -Compilado do livro Absolute Surrender (Rendição Absoluta) 
2 - O Novo Testamento Interpretado - R.N.Champlin, Ph.D.
3 - Os Evangelho - Versão Restauração - Editora Arvore da Vida
4 - Novo Testamento King James - Edição de Estudo
5 - Biblia Vida Nova - Russell P. Shedd -  Edições Vida NovA

Romildo Gurgel

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Morte do Eu

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24); “(Jesus)... como um cordeiro que é levado ao matadouro... não abriu a sua boca” (Is 53:7);
“Estes são os que seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá” (Ap 14:4);
“(Eu) fui crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20)

Em Lucas 14 o Senhor Jesus mencionou três vezes a frase: “não pode ser meu discípulo” (vs. 26, 27 e 33) A primeira condição é aborrecer pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs e a própria vida (alma); a segunda é levar a própria cruz e seguir o Senhor; e a terceira é renunciar a tudo quanto possui. Diante disso, quantos crentes em Cristo são Seus discípulos? Precisamos negar o nosso Eu, carregar nossa Cruz, seguir o Senhor, ir para o matadouro sem abrir a boca, seguir o Cordeiro onde quer que Ele vá, mesmo para o matadouro: Isso é crucificação do Eu!

No nosso viver diário o Senhor prepara situações especiais para negarmos a nós mesmo, renunciarmos nosso direitos aborrecermos nossa alma (Eu), tomar nossa Cruz e segui-Lo. Vamos ver alguns exemplos de como isso acontece na prática:

1) Quando suportamos com amor e paciência qualquer confusão ou aborrecimento; quando enfrentamos o desperdício, a extravagância, a intolerância espiritual e reagimos como Jesus reagiu: Isso é morte do Eu! Enquanto os outros parecem poder exaltar os seus feitos, sucessos e promover a si mesmos, o Espírito Santo não dará essa permissão a você. Eles podem falar sobre seus planos, mas se você tentar falar das boas obras que realizou, o Espírito Santo irá ferir sua consciência, convencendo você da loucura dos esforços humanos e fazendo com que você despreze a si mesmo e as boas obras que deseja exaltar.

2) Quando você nunca se preocupar em falar de si próprio numa conversa, ou de suas boas ações, ou provocar elogios; quando você puder amar verdadeiramente e ainda se manter desconhecido : Isso é morte do Eu! Outros podem evidenciar-se ganhando enormes somas de dinheiro, tirando beneficio de casos incríveis, ou fazer investimentos no tempo certo; todavia o Senhor pode manter você na pobreza, a fim de que você se aproxime da imagem do Seu Filho. O seu negocio ou profissão pode não prosperar, problemas de saúde na família podem obrigá-lo a gastar muito dinheiro, podem minar seus recursos, ou os seus investimentos podem ficar em uma cotação tão baixa repentinamente. Deus pode levá-lo a uma dependência dEle total e absoluta, para que você possa experimentar a alegria de ver que o Senhor satisfaz as suas necessidades, dia a dia, a partir de um tesouro que não é visível mas que é ilimitado.

3) Quando você puder ver seu irmão prosperar, com todas as necessidades dele satisfeitas, e, honestamente, regozijar-se com ele sem sentir inveja ou questionar a Deus, enquanto suas próprias necessidades são muito maiores e sua situação é desesperadora : Isso é morte do Eu! A outros podem ser concedidas honras; eles podem brilhar enquanto você trabalha para Deus na obscuridade. Você nunca é mencionado, mas eles recebem incentivos, elogios e abraços daqueles que os rodeiam. Por quê? Porque alguns dos frutos de qualidade mais excelentes para o Reino do Senhor só podem ser produzidos na obscuridade. Outros podem tornar-se importantes, enquanto você continua sendo insignificante. Ele pode permitir que outros realizem um trabalho para a eternidade, que recebam amplo crédito por isso, enquanto você trabalha horas sem fim, sem saber o que está a realizar. Então Ele fará com que o seu trabalho seja ainda mais precioso, permitindo que os outros recebam o credito pelos esforços que você fez. Você receberá a sua recompensa multiplicada, mas só quando o Senhor Jesus voltar!

4) Quando você for esquecido e negligenciado, desprezado ou evitado propositalmente e não ficar ferido ou magoado com os insultos e enganos, mas se sentir feliz em seu coração achando que vale a pena sofrer por amor a Cristo: Isso é morte do Eu!Você que deseja ser como Cristo, pode notar o Espírito Santo mantendo-o sob vigilância, demonstrando assim o amor zeloso que Deus tem por você. Ele vai repreendê-lo pelas palavras vazias, sentimentos impróprios e tempo desperdiçado; entretanto os outros cristãos nunca parecem sofrer punições. Outros poderão aproveitar-se de você, abusando de sua boa vontade e quando você pedir recompensa poderão tratar você mal. Não compete a você perguntar porquê ou exigir uma resposta. Deus apenas procura que aceitemos a Sua soberania em nossas vidas, tendo Ele o direito de fazer o que Lhe agrada com Seus filhos.

5) Quando você puder receber correções e censuras de alguém que seja menos importante do que você e manter-se em humildade interior e exterior, sem que surja no seu coração qualquer sinal de revolta ou ressentimento: Isso é morte do Eu! Se você estiver disposto a desistir dos seus direitos, a não ser compreendido por aqueles a quem você respeita e ser punido sem ter culpa nenhuma, pelo contrário, tornando-se escravo do Deus eterno, você verá bênçãos de Deus derramadas sobre a sua vida, o que acontece apenas com aqueles que têm honra de serem incluídos no grupo “íntimos” do Senhor, aos quais é revelado o “segredo” do Senhor.

6) Quando suas obras forem caluniadas e seus desejos contrariados, seus conselhos postos de lado, suas opiniões ridicularizadas e você não deixar que a ira se apodere do seu coração, ou mesmo quando você se recusar a defender, suportando tudo com paciência e silêncio amoroso: Isso é morte do Eu!
Se você deseja realmente ser como Cristo, precisa colocar um fim nessa questão de uma vez para sempre. Deus através do Seu Espírito possui o privilégio divino de prender sua língua, de amarrar suas mãos e de fechar os seus olhos. Ele pode conduzir o seu negócio, a sua posição social, sua família ou reputação, de uma maneira que Ele não faz com outros. Mas no fundo do seu coração, será que você vai reagir com humildade e prazer? Você vai permitir que Deus seja o Deus que Ele quer ser em você, fazendo com obediência aquilo que o seu Pai celestial quer que você faça? Você vai deixar de esperar que Deus trate você como Ele trata os outros cristãos, e agradecerá por estar proibido de fazer aquilo que ele permite aos outros?

7) Quando você estiver satisfeito com qualquer comida, oferta ou vestuário, qualquer clima, sociedade ou solidão e qualquer interrupção provocada pela vontade de Deus : Isso é a morte do Eu! Quando o Deus vivo absorver você de tal forma que você venha a se regozijar com este tratamento fora do comum e sentir Sua presença, satisfação e prazer, descobrindo que você está feliz com o envolvimento único, pessoal e especial do Espírito Santo em sua vida, então você irá compreender que está vivendo no Espírito uma vida de qualidade que desafia qualquer explicação. Aí você saberá realmente, o que significa: A Morte do Eu!

Delcio Meireles

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carta aos Efésios


Local: Roma
Data: 60 ou 62 DC
Destinatários: A Carta era provavelmente uma circular enviada às igrejas da Ásia Menor. Nos manuscritos mais antigos a palavra “Éfeso” não aparece em 1.1. Alguns acreditam que esta seja a Carta aos Laodicenses, mencionada em Colossenses 4.16.
Tema da carta: A Igreja, o Corpo de CRISTO.

Principais divisões da carta:
Os seis capítulos são divididos em duas partes principais:
Caps. 1 a 3: Parte Doutrinária - Nossas Bênçãos Espirituais em Cristo (1.3)
Caps. 4 a 6: Parte Prática - Nosso Andar Espiritual em Cristo (4.1)

Éfeso: Era a principal cidade do distrito e célebre pelo seu Templo consagrado a Diana (Ártemis). Seus habitantes eram notáveis pelo luxo, lascívia e a prática de artes mágicas.

Paulo em Éfeso: O Livro de Atos menciona duas visitas de Paulo a Éfeso (At.18.19-21; 19.1, 8-10). Um ano depois de sua estada em Éfeso, Paulo teve uma entrevista com os anciãos daquela igreja, quando se dirigia da Macedônia para Jerusalém (At.20.17-38).

Introdução: 1:1.2
I) Nossas bênçãos espirituais em CRISTO - 1.3 a 3.21
1. Louvor pelas bênçãos espirituais em CRISTO - 1.3-14
a) Eleitos antes da fundação do mundo - 1.4
b) Predestinados para serem filhos por adoção - 1.5a
c) Filhos por adoção - 1.5b, 6
d) Redimidos pelo sangue de Cristo - 1.7,8
e) Recebendo a revelação do mistério da Sua vontade - 1.9,10
f) Feitos herança no Filho de Deus - 1.11,12
g) Selados com o Espírito Santo da promessa - 1.13
Ao meditar nas bênçãos espirituais que temos em Cristo, Paulo foi levado a orar em favor dos irmãos em Cristo. Que o Senhor nos conceda o mesmo impacto.

2. Oração pela percepção Espiritual - 1.15-23
“Para que o DEUS de nosso SENHOR JESUS CRISTO...vos conceda...” - 1.17a
a) Espírito de sabedoria e de revelação - 1.17b
b) Pleno conhecimento da Sua pessoa - 1.17c
c) Iluminação dos olhos da mente - 1.18a
“Para que saibais...”
a) Qual seja a esperança da Sua chamada - 1.18b
b) As riquezas da glória da Sua herança nos santos - 1.18c
c) A sobre-excelente grandeza do Seu poder sobre nós - 1.19a


No capítulo dois Paulo mostra a operação deste poder nos crentes. Nos versículos 1 a 3 podemos ver nossa condição antes da operação do ESPIRITO SANTO.

3. Nossa antiga condição sem CRISTO - 2.1-3
a) Mortos em delitos e pecados - 2.1
b) Andando segundo o príncipe das potestades do ar - 2.2
c) Fazendo a vontade da carne e dos pensamentos - 2.3a
d) Sendo por natureza filhos da ira - 2.3b
“MAS DEUS...”

4. Nossa nova condição em CRISTO - 2.4-10
a) Nos vivificou juntamente com CRISTO - 2.5
b) Nos ressuscitou juntamente com CRISTO - 2.6a
c) Nos assentou em lugares celestiais em CRISTO - 2.6b
d) Para mostrar...as abundantes riquezas da Sua graça - 2.7

5. Como passamos a possuir tal condição em CRISTO? - 2.8-10
a) Pela graça de Deus - 2.8a
b) Por meio da fé - 2.8b
c) É dom de Deus - 2.8c
d) Não veio das obras - 2.9
e) Somos feitura de Deus - 2.10a
f) Criados em Cristo Jesus para as boas obras - 2.10b
g) Preparadas por Deus para que andemos nelas - 2.10c

6. Nosso novo relacionamento em CRISTO - 2.11-22
a) Nosso antigo relacionamento - 2.11,12
i) Éramos gentios - ii) Chamados incircuncisão - iii) Sem CRISTO -
ii) Separados da comunidade de Israel - v) Estranhos - vi) Sem
esperança - vii) Sem DEUS no mundo.

b) Como esta mudança foi operada - 2.13-15
i) A distância foi retirada (13) - ii) A desunião foi desfeita (14a)
ii) A divisão retirada (14b) - iv) A inimizade desfeita (15a)
v) A distinção apagada (15b)

c) Nosso novo relacionamento - 2.19-22
i) Somos cidadãos de uma cidade - (19) - ii) Membros de uma família (19)
ii) Edificados sobre um fundamento (20) - iv) Partes de um edifício (21)
v) Habitados pelo ESPIRITO SANTO(22)
Os judeus e os gentios agora são:
1) Estão reconciliados com DEUS em um corpo - (16)
2) Desfrutam da paz que CRISTO evangelizou - (17)
3) Ambos têm acesso ao Pai através do Espírito - (18)
7. A Revelação do Mistério Divino - 3.1- 12
a) O Mistério de CRISTO - 3.4
b) Revelado pelo ESPIRITO aos Apóstolos e Profetas - 3.5
c) O Mistério: judeus e gentios são co-herdeiros de um mesmo corpo e participantes da promessa em CRISTO pelo Evangelho - 3.6
d) Judeus e gentios são levados a uma união íntima de vida, amor e glória eterna em CRISTO; tal união pode ser descrita pelas palavras:
i) Corpo - união em vida
ii) NOIVA - união em amor
iii) Templo - união em glória.

8. O recebimento da Plenitude Divina - 3.13-21
(Segunda oração de Paulo - “vos conceda” - 3.16)
a) Fortalecidos com poder pelo Seu ESPIRITO no homem interior - 3.16
b) Arraigados e fundados em amor - 3.17
c) Cheios de toda a plenitude de DEUS - 3.19
( O que vem a ser a “plenitude de DEUS”? Col.1.19; 2.9)

Em nossa pequenez espiritual isto pode parecer absurdo, mas veja como Paulo conclui - 3.20,21.

II) Nosso andar espiritual em CRISTO - 4.1 a 6.24
1. Aspecto Coletivo - a Igreja - 4;1-16
2. Aspecto Individual - Os Irmãos - 4.17-5.2
3. Aspecto Exterior - Os de Fora - 5.3 -21
4. Aspectos Especiais - 5.22 a 6.9
5. Aspecto Sobrenatural - 6.10-20
6. Conclusão: 6.21-24

Andar: Em amor (5.2) - Como filhos da luz (5.8) - Prudentemente (5.15) - Dignamente (4.1) - Nas boas obras (2.10) - Diferente dos ímpios (4.17) - Não na carne (2.3)
Amor do SENHOR pela Igreja: Passado (amou) - Presente (santificá-la) - Futuro (apresentá-la).

Autor: J. Sidlow Baxter
Extraído do livro Examinai as Escrituras


Não Deixemos de Congregar-Nos


Leitura Bíblica: Hb 10:25; Mt 18:20; At 2:42 e Co 14:23 e 26

1. Deus Concede Graça na Assembléia. Porque não deixarmos de nos reunir (congregar)? A graça de Deus para o homem é de dois tipos: pessoal e corporativa e esta última só pode ser obtida na assembléia. Muitas orações podem ser feitas em secreto, mas há um outro tipo de oração que para ser ouvida deve ser feita na assembléia, sendo feita em nome de Jesus por duas ou mais pessoas, se os irmãos não se reunirem, várias orações ficarão sem respostas. O mesmo é verdadeiro quanto ao estudo da palavra de Deus, ao lermos a Bíblia nos é concedida graça para entendê-la; no entanto, certas passagens das Escrituras não será abertas a nós, exceto na assembléia dos santos. Se deixássemos de reunir, o máximo que obteríamos seria graça pessoal. Quanto perderíamos de graça corporativa.
2. Cristianismo é Coletivo. O cristianismo é singular por não ser de natureza individual, mas coletiva. Por isso a Palavra de Deus nos exorta a não deixarmos de nos congregar. Mesmo no Antigo Testamento, Deus ordena aos judeus que se congregassem e os denominava de congregação do Senhor. No Novo Testamento fica ainda mais claro que os crentes devem se reunir para que possam receber Sua graça. A Bíblia registra muitas ocasiões de reuniões. Enquanto estava na terra, Jesus freqüentemente se reunia com seus discípulos. Após sua ressurreição, Ele encontrou com seus discípulos em um lugar recluso. Antes do dia de Pentecostes, os discípulos se reuniam com um só propósito: o de perseverarem firmes em oração. No dia de Pentecostes sabemos que estavam todos juntos em um mesmo lugar. Em Atos 2 encontramos que todos os que receberam a Palavra e foram batizados perseveravam na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações (At. 2:42). As epístolas também ordenam aos crentes que não deixem de se congregarem. Em Coríntios, uma menção é feita sobre a reunião de toda a igreja e nenhum dos membros deve se abster de tais reuniões. Qual é o significado da palavra “igreja” (mais precisamente assembléia) no grego? EK significa “para fora de”, e Klesis significa “um chamamento”. Ecclesia significa “os chamados para fora”. Hoje Deus não apenas chamou para fora um povo, mas quer também que eles se congreguem. Se cada um que fosse chamado mantivesse sua independência não haveria igreja. Assim, nos é mostrado a importância de nos reunirmos.

3. O Corpo está Relacionado à Assembléia. Os capítulos 12 e 14 de I Co falam dos dons do Espírito Santo. A distinção entre esses dois capítulos é que, enquanto o capítulo 12 fala dos dons no corpo, o cap. 14 menciona os dons na reunião. Ao ler esses dois capítulos juntos, fica evidente que o corpo mencionado no cap. 12 está em funcionamento no cap. 14. Os dons do corpo são especialmente manifestos nas reuniões, o corpo funciona coordenadamente: olhos ajudam os pés, os ouvidos as mãos e as mãos a boca. Portanto, aqueles que raramente se reúnem tem pouca chance de conhecer o que significa o funcionamento do corpo. A luz de Deus está no Santo dos Santos. No átrio exterior existe a luz do Sol. O lugar Santo é naturalmente escuro, é iluminado pelo candeeiro contendo azeite. No Santo dos Santos, não há luz natural nem artificial, mas somente a luz de Deus. Para que alguém veja esta luz deve estar no Santo dos Santos. Sozinhos, só podemos receber alguma luz; somente quando os santos estão reunidos, a igreja se torna o lugar da habitação de Deus, e a sua luz pode brilhar em pleno esplendor. Dt 32:30, mostra que a graça coletiva é maior que a pessoal.

4. A Presença do Senhor está no Reunir. O Senhor nos promete por duas vezes sua presença, em Mt 29:20b de forma individual e em Mt 18:20 de maneira coletiva. Muitas pessoas conhecem a sua presença de uma forma pessoal, tal conhecimento, é indispensável mas também é insuficiente. A Sua presença mais poderosa e abrangente é conhecida somente na assembléia dos Santos. Sua presença em nós está limitada a ser em um grau menor do que quando nos reunimos, pois é aí, no meio dos irmãos que a experimentamos como nunca havíamos visto antes. Devemos, portanto, a aprender a perceber esta presença nas reuniões; esta graça não pode ser obtida de outra maneira.

5. Como Devemos nos Reunir. Todo o congregar deve ser em nome do Senhor. O significado disto é que simplesmente nós nos congregamos sob sua autoridade e centralizados nele. O Senhor é o centro, e nós vamos juntamente com muitos irmãos, comparecer perante Ele. Fisicamente o Senhor não está aqui; e é por isto que seu nome se torna indispensável. Ele nos promete que se reunirmos em Seu nome, Ele estará em nosso meio. Isto é, o Seu Espirito estará em meio ao nosso ajuntamento. Quando nos reunimos não é para ouvir um pregador, mas para encontrarmos o Senhor. O Espirito Santo é o depositário do nome do Senhor. Ele é enviado para proteger o nome do Senhor. Outro princípio que governa uma reunião é a edificação do povo de Deus, ou seja, aquilo que somente edifica uma pessoa e não aos outros não deve ser manifestado na reunião. Portanto, quando chegamos à reunião, precisamos considerar sempre se todos estão sendo ou não edificados. Mesmo o fazer perguntas não é meramente para o nosso benefício pessoal. Nas coisas que faço, ajudo ou atrapalho a reunião. Tanto o nosso falar quanto o nosso silêncio podem afetar os outros. Se nós não consideramos os demais, podemos causar perda à reunião. Se falando ou permanecendo em silêncio, tudo deve ser feito para proveito da assembléia para a edificação do corpo de Cristo. Finalmente, precisamos repetir que todos os que se reúnem devem ter um objetivo: a edificação mútua e não a sua própria. Devo evitar fazer algo que possa trazer perda aos outros irmãos. Se o meu silêncio irá inibir outros, então falo. Em todas as coisas devo aprender a edificar os irmãos. O princípio básico de uma reunião é a edificação do corpo de Cristo. Seja humilde e não pense muito alto de si mesmo, como se você fosse uma das maravilhas destes vinte séculos, o melhor cantor e o melhor pregador! Aprendamos a humildade para que as nossas reuniões possam ser fortes. Sempre que as pessoas andarem em nosso meio, elas deverão sentir instantaneamente a presença de Deus. Esta obra é do Espirito Santo. Isto levará as pessoas a se prostrarem sobre as suas faces e adorarem a Deus, declarando que Ele verdadeiramente está entre nós.

Autor: Watchman Nee
Extraído do livro: Não Deixemos de Congregar-nos
 Edições Tesouro Aberto

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A EXPERIÊNCIA DA CRUZ

Por Romildo Gurgel
Neste tempo moderno estamos vivenciando a banalização da cruz do Senhor. Basta prestar atenção as pregações que se prega hoje e você observará que o descaso da mensagem da cruz é enorme. A mensagem da prosperidade pessoal hoje esta em alta, desperta a atenção de uma boa parcela no cristianismo moderno. O apóstolo Pedro já advertia na sua época que não foi com prata ou ouro que nós fomos resgatados da nossa vã maneira de viver, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo. A cruz do Senhor parece que se tornou obsoleta para o evangelho prospero que ouvimos hoje. E o dinheiro “mamon” tornou-se o rei do negócio da religião. O sentido da cruz bem como a sua experiência, não tem nem espaço mais nas mensagens, pois acham que mutilam o povo ao invés de enobrecê-los por esse outro evangelho. Contudo parece até que ela se tornou velha, antiquada e ultrapassada, basta ter um pouco de sensibilidade que se percebe essa mentalidade mercadológica. Ser crente, hoje, virou negócio, um grande negócio, e o dinheiro fala mais alto do que o sangue de Jesus para muitas pessoas. Mas será que esse é o evangelho pregado e ensinado por Jesus e seus discípulos? O evangelho da “renuncia”, do “abrir mão” do “deixar” da “confissão de pecados” do “pedido de perdão” da “reconciliação” da “santidade sem a qual ninguém verá o Senhor” da “humildade”, tem sido esquecido, abandonado (apostasia) e substituído por outro evangelho que não é o Evangelho de Jesus Cristo. Evangelho sem cruz, sem renuncia, sem arrependimento, sem novo nascimento, sem transformação da alma, sem caráter, sem amor, sem compromisso e que faz da palavra de Deus fonte de negócios, não é o Evangelho, é um “outro evangelho” que não é o ensinado por Jesus Cristo. O apóstolo Paulo disse que se viesse até mesmo um anjo e pregasse outro evangelho que não fosse o dele, que fosse amaldiçoado. Como é que muitos cristãos abandonam o verdadeiro pelo falso, se é que experimentou ou teve alguma experiência com o verdadeiro? Como é que o que se vê pela aparência se deixa facilmente ser convencido como sinal de bênçãos. Parece até que o possuir embutiu o sentido da genuinidade da percepção do verdadeiro conceito de bênção. A gente vê por aí as propagandas da prosperidade nos automóveis: “Deus só faz assim”, “foi Deus quem me deu”, “propriedade exclusiva de Deus”. Os bens móveis e imóveis para eles, na propaganda pertencem a Deus, mas o coração dos proprietários estão longe de ser propriedade de Jesus! E o que dizer dos pobres e dos que andam a pé? Será que Deus os abandonou? Este falso evangelho que estamos ouvindo por aí desviam a percepção da verdadeira interpretação das escrituras, divide o corpo de Cristo e promove a separação do povo em classes dos abençoados e dos que vivem na linha da margem da pobreza, que podem até serem conhecidos como irmãos, mas ainda não estão na classificação dos abençoados, porque bênção, virou sinônimo de propriedade de consumo, e se não tem, esta debaixo da maldição.
A cruz também apenas se transformou em objetos decorativos, pendurados nas paredes das casas, escritórios, ou pescoços das pessoas e isto mais por uma superstição do que por crença. Carregar a cruz no pescoço embute a interpretação do carregar a cruz ensinada pelas escrituras! A cruz que precisamos carregar não é visível, aparente e temporal, mas a espiritual e eterna. Não temos que carregar um símbolo no pescoço, mas estar crucificado com Jesus ao ponto de se poder afirmar com entusiasmo: “estou crucificado com Cristo, e não sou eu mais que vivo, mas Cristo vive em mim”. Devemos sempre e por toda a parte, levar o morrer de Jesus, pois a cruz não é algo ultrapassado ou que perdeu a moda quanto a experiência no meio do povo de Deus, o seu frescor é renovador, revitalizador e prático. Uma das maiores fraquezas do povo de Deus é abandonar a experiência da cruz do Senhor por um evangelho de negócios que não transforma absolutamente o coração de ninguém. O poder e a vitória que Deus proveu para o seu povo, esta escondido na cruz do calvário, é ali que a verdadeira riqueza de Deus esta escondida.
Com estas poucas linhas, pretendo levar o amado leitor ao foco do sentido e da importância da cruz que foi prioridade para Deus antes da fundação do mundo. Portanto, aconselho que verifique cada versículo exposto neste artigo. Boa leitura.
A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS É ETERNA
A morte de Jesus para alguns é algo que aconteceu a muito tempo, e vinte séculos já passados, parece que não tem força nenhuma de atuação na atualidade. O tempo não corroe o poder da cruz e nem altera as transformações que ela opera no coração do povo de Deus. A cruz tem peso e valor eterno diante de Deus e as suas implicações não podem ser alteradas. A crucificação de Jesus ocorreu na soberania da trindade (fé), desde a fundação do mundo, o sofrimento na cruz foi planejado e selado como sendo o único caminho para a salvação de toda a humanidade e que Jesus Cristo, o filho de Deus, pelo espírito Eterno, sentiu e se ofereceu desde a criação do mundo para executar essa tarefa. Atualmente os efeitos da cruz estão profundamente mais intensos tanto na terra como nos céus, pois lá esta o cordeiro que havia sido morto e no ambiente do mundo derramou sua vida na morte e morte de cruz, e agora esta vivo nos céus, pelos séculos e séculos, com todas as marcas da crucificação em seu corpo ressuscitado. AMÉM! Então, o valor e o poder da cruz de Jesus foram eficazmente experimentados nas eras da criação do mundo se estendeu por toda a criação sem sofrer alteração do seu poder e eficácia na experiência humana, pois na encarnação Jesus elevou o status humano por intermédio de sua cruz ao estado de vida ressuscitada igual ao Seu status eterno. Jesus se tornou o caminho do status da ressurreição, isto é salvação.
A MORTE DE JESUS CRISTO NA VELHA E NA NOVA ALIANÇA
Na velha aliança como na nova, os homens pecam da mesma forma. Se existiu pecados na velha como existe na nova, então se faz necessário de um salvador. Se um homem pecou e não recebeu o perdão de Deus, ele estará carregando o seu próprio juízo de julgamento de pecado. Por esta razão, Deus estabeleceu o caminho da substituição na Velha aliança, Ele usou muitos sacrifícios e ofertas para fazer a expiação do pecado dos homens. A partir daí, Deus usou o sacrifício de muitos animais que morreram para substituir e representar o homem, para que ele recebesse o perdão de Deus para os seus pecados cometidos. A palavra expiação tem o significado de cobertura. Na Velha aliança a expiação era apenas uma cobertura dos pecados dos homens com o sangue dos animais, como diz as escrituras: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hb.10:4) . Jesus, é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29). A morte de Jesus Cristo como o cordeiro de Deus, assinalou uma grande mudança na história, Ele dividiu a era do Antigo Testamento da era do Novo Testamento. Antes da sua morte existia a era do antigo testamento, após a sua morte, houve a inauguração da era do Novo Testamento. Os sacrifícios de animais do VT cobriam os pecados, já o sacrifício de Jesus na cruz, REMOVE os pecados.
Na Velha aliança os animais oferecidos em holocausto representavam o sacrifício vicário do Senhor Jesus, mas não era Ele o oferecido, era um animal, que servia de substituto, porém, não removia o pecado do povo. Deus perdoava os pecados deles, porque via a distância o sangue de seu filho Jesus Cristo. Da mesma forma, o sacerdote olhava para frente, para aquele que iria vir e redimir definitivamente toda a humanidade. Todavia, os sacrifícios oferecidos pelos pecados não eram removidos, eram simplesmente acobertados. Somente o sacrifício de Jesus é que remove o pecado dos homens como esta escrito: Jesus, é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29). “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados” (Hb.10:4). Sem a morte de Jesus, não haveria nem a Velha nem a Nova Aliança. O VT não é o corpo de Cristo, mas a sombra do corpo, a sombra do onipotente eles descansavam naquele que haveria de vir e remover os pecados, Já os da Nova aliança, descansam na experiência do corpo de Cristo, da comunidade redimida e que anda em novidade de vida movidos pelo Espírito Santo. A Bíblia diz que Jesus Cristo consumou a obra da redenção oferecendo a si mesmo (Hb.7:27), Ele é Deus, por isso que pode transcender o tempo para redimir aqueles que existiram milhares de anos antes Dele assim como aqueles a milhares de anos depois Dele. Uma vez que Ele consumou a sua obra, Ele a fez para sempre, sem poder ser alterada nem anulada.
Leiamos (Hebreus 9:12-15) v.12 – não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
v.13 – Portanto, se o sangue de bode e de touros, e a cinza de uma novilha, aspergida sobre os contaminados, os santifica, quanto à purificação da carne,
v.14 – muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!
v.15 –Por isso mesmo, ele é mediador da nova aliança a fim de que intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.
Prestemos atenção sobre três pontos extremamente importante deste texto:
v.12 - ...eterna redenção. – não existirá outro meio que venha substituí-lo
v.14 -...Espírito eterno... – Foi uma providência de Deus antes da fundação do mundo em perfeita concordância (a trindade).
v.15 - ...eterna herança – A transitória ocorreu na velha aliança (promessa de uma terra, semente e bênção) como figura e sombra daquela que iria substituí-la pela eterna.
Portanto, Deus considera a redenção pela cruz de Cristo, insubstituível e eterna. Então, qualquer argumentação que venha desnortear o sentido, a intenção e a interpretação da cruz, da redenção, do acesso a Deus, da remissão e confissão de pecados, do perdão concedido por Deus por intermédio de Jesus Cristo não deve ser substituído por esse evangelho barato que se vê pregando por aí e que não salva os homens da sua natureza pecaminosa, e nem os torna nova criatura nascidas do Espírito Santo de Deus.
A CRUZ E OS SEUS EFEITOS NA ATUALIDADE
Muitas pessoas empurram a cruz para 20 séculos atrás e a consideram como velha, antiquada e obsoleta. Querendo fazer um encontro da era passada com a futura, observa-se os povos da antiga aliança olhando para o futuro, utilizando animais como substituto e figura do Cristo que viria e ofereceria o sacrifício eterno. Enquanto aqueles da nova aliança crêem em uma cruz que já veio, e com facilidade se olha para trás. Na verdade não existe distinção de tempo e época. A cruz do AT estava embutida na morte de animais sacrificados, a do NT esta na radicalidade absoluta, insubstituível no tempo e no espaço tendo como selo a sua palavra de “esta consumado” por aquele que a si mesmo se ofereceu. Portanto é imutável e insubstituível. No Antigo Testamento (AT) Cristo é chamado duas vezes de o Cordeiro (Is 53:7; Jr.11:19). Nos evangelhos e em Atos é mencionado como o Cordeiro três vezes (cf. Jo 1:29, 36; At 8:32). Nas Epístolas é mencionado como o Cordeiro uma vez (cf 1Pe 1:19). Mas, já em Apocalipse é mencionado como o Cordeiro vinte e oito vezes! Isto traduz que a glória da cruz do Senhor excederá em brilho por todas as eras! Até mesmo Deus chama o Seu Filho de Cordeiro neste livro. O Cordeiro aqui é visto como havendo sido recém morto. A ferida ainda esta ali! A ferida eterna garante a salvação eterna. A cruz nunca deveria ser abandonada dos nossos púlpitos!!!! Jamais podemos se esquecer disto. Todos os salvos, devem incorporar esta mensagem e não abrir mão dela, pois não foi com prata ou ouro que fomos resgatados da nossa vã maneira de viver, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo. Isto jamais poderá ser esquecido, por isso que devemos trazer a memória sempre a morte e a ressurreição do Senhor, como esta escrito: “Fazei isto todas as vezes que beberdes em memória de mim” (cf. 1Co.11:25). A palavra “todas as vezes”, significa “freqüentemente”. A razão do Senhor estabelecer a ceia é para que os seus santos se lembre Dele freqüentemente em Sua morte. Ele sabia que os negócios desse mundo, as distrações, e as tentações viriam e iriam secretamente roubar de nós a atualidade da cruz. A cruz deveria ser amplamente retratada diante dos nossos olhos o tempo todo (cf. Gl.3:1). Alguém pode descrever a condição espiritual de um santo apenas pela sua atitude em relação a cruz. Se ele considera a cruz como algo velho, mostra que está separado da fonte de sua força.
Para encerrar, quero fazer uma pergunta: Por que razão as hostes celestiais glorificam ao Senhor? “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória e ações de graça” (cf. Ap. 5:12). Naquele dia, também louvaremos ao senhor para sempre por causa da Sua cruz. A cruz é o assunto da Bíblia na terra hoje. Ela será o motivo do louvor na glória no futuro. Pense nisso.
Deus abençoe.
Romildo Gurgel

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As cem (sem?) razões de meu desencanto

Por Ricardo Gondim
Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entendo que meu texto, “Já sei por onde não ir”, causou espécie . Para alguns pareceu vago, para outros, inconsistente. Várias pessoas me avisaram que intercediam diante de Deus pedindo que Ele me acudisse nesse momento delicado de minha vida. Calma! Não há motivos para espantos!
Minha peregrinação cristã está, há muito, marcada por rompimentos. O primeiro, deu-se com a igreja católica, onde nasci, fui batizado e fiz a primeira comunhão. Em minhas premonitórias inquietações com os dogmas religiosos, pedi explicações a um padre sobre algumas práticas que não faziam muito sentido para mim: a veneração dos santos, as rezas diante de imagens de escultura e, principalmente, a transubstanciação da eucaristia, na missa. O sacerdote deu-me as costas, mas advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.
Lendo a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que tinha padres e freiras na árvore genealogia e nenhum “crente”. Acabei participando da Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza porque meus únicos amigos crentes eram de lá. Enfronhei-me totalmente como membro atuante: freqüentei sua escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão dos boletins, organizei retiros e acampamentos, tentei cantar no coral, liderei a União de Mocidade; enfim, fiz tudo o que podia dentro daquela estrutura. Fui calvinista e acreditei, por muito tempo, que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania, inclusive as pessoas que vão para o céu e para o inferno. Essa doutrina fazia muito sentido para mim, até porque acreditava ser um dos eleitos. Numa situação bem confortável, podia descansar: minha salvação estava segura. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiam.
Mas, numa determinada noite, o Espírito Santo visitou-me com sua ternura. Senti-me imerso no amor de Deus e causei escândalo em nossa comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer a uma versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse minha experiência, sob pena de ser estigmatizado como pentecostal e sofrer o primeiro processo de expulsão da igreja desde seu estabelecimento, no século XIX. Ainda adolescente e debaixo daquele escrutínio opressivo, ouvi um xeque mate pouco misericordioso: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de nos transformarmos em algozes”. Às duas da madrugada, capitulei e pedi minha saída. A partir daquele momento, não seria mais presbiteriano.
De novo, encontrava-me no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembléia de Deus e desembarquei lá. Em meu êxodo, procurava abrigo, sequioso por uma comunidade onde desenvolvesse minha fé. Cedo, vi que a Assembléia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou reparar que a instituição se achava acorrentada por uma tradição farisaica e, pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda, atentei que eu me tornava um estorvo para os processos que mantinham um espírito de boiada. Eu denunciava a gerontocracia assembleiana que amordaçava os crentes e inibia o senso crítico, produzindo uma geração de pastores parecidos com vaquinhas de presépio: sempre a balançar a cabeça em aprovação aos desmandos dos que se encastelavam no poder. Mais uma vez, encontrava-me numa sinuca e precisei romper com a maior denominação pentecostal do Brasil. Dessa vez, caminhei na companhia de minha querida Betesda.
Agora, que sinto necessidade de me distanciar do movimento evangélico, já não tenho tanto medo. Minhas rupturas anteriores não foram suficientes para azedar minha alma e nem tão fortes que me roubassem a fé – “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.
Quem me conhece, principalmente os membros da Betesda, minha comunidade de fé, não precisa temer. Estou cada dia mais empolgado com as verdades bíblicas que revelam o Jesus de Nazaré; aumenta minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo; sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Procuro mentores, busco mais amigos que me inspirem a alma.
Então, por que uma ruptura radical se não quero nutrir a intolerância e evito tornar-me um casmurro rabugento? Não desejo ser um crítico que não cabe em lugar nenhum. Não me considero dono da verdade, nem palmatória do mundo. Pelo contrário,cresce minha consciência de como sou imperfeito. Luto para não deixar que minha covardia me afaste de confrontar meus próprios paradoxos. Não nego que sou incapaz de viver tudo o que prego - reconheço que a mensagem que anuncio é muito mais excelente do que minha vida. Sei que o modelo de igreja que pastoreio ainda tem grandes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir, pelas seguintes razões:
1. Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire uma marca que vende bem. Não posso aceitar passivamente que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, num balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou e não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Não vou continuar esmurrando pontas de facas.
2. Não consigo mais admirar a enorme maioria dos formadores de opinião dentro do movimento evangélico (principalmente os que usam da mídia). Conheço muitos deles fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais aconteceram com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive em uma eleição para presidente de uma enorme denominação e vi quando dois zeladores do centro de convenção foram aliciados por dinheiro, receberam crachás, e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo não passava de filmar a multidão para mostrar nos Estados Unidos, levantar dinheiro, e manter os evangelistas em luxos nababescos. Sou testemunha ocular de pastores que, depois de orarem por gente sofrida e miserável, debocharam, às gargalhadas, das mesmas pessoas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocariam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear um país, principalmente porque ela vinha, satanicamente, apoiada pela indústria do petróleo.
3. Concordo que no momento em que o sal perde seu sabor, para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perdeu sua credibilidade por centralizar sua mensagem na promessa irresponsável de prosperidade; que busca se especializar na mecânica de fazer preces poderosas; de ensinar a virtude como mero degrau para o sucesso. Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranóia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem sua necessidade de Deus.
4. Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas e que enxerga tudo como parte da providência. Há algum tempo, repenso algumas categorias teológicas que me serviram de óculos para a leitura da Bíblia e entendo que esse meu exercício se tornou ameaçador para muitos. Portanto, preciso de lateralidade para contemplar as contribuições das ciências e de outros ângulos para ler as Escrituras. Não agüento cabrestos, patrulhamentos e cenhos franzidos. Desejo a companhia amiga de qualquer pessoa que molde sua vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus e não tenha medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo muito construir minha espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermetismo fundamentalista dos dogmáticos e sem a estreiteza ideológica de quem gosta de rótulos.
Não, não vou deixar de ser pastor, não abandonarei minha comunidade e nem desistirei de minha vocação missionária. Posso não saber ainda para onde vou, mas estou cada dia mais certo dos caminhos por onde não devo ir.
Soli Deo Gloria.
Fonte: www.vidaacademica.net

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ORAÇÃO DE CORAÇÃO

Por Romildo Gurgel
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. (Mt.7:7)
As três expressões, em conjunto, ensinam claramente qual a disposição amorosa de Deus no que diz respeito a atender às orações. (Russel P. Shedd)
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. - (João 14:13) Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. - (João 14:14)
A verdade desses versículos é que Jesus dará o que se pede em seu nome, afim de que o Pai seja glorificado no Filho.
O que realmente é importante na oração, não é simplesmente orar, pedir, buscar, utilizando as petições no nome de Jesus. O nosso desafio para obtermos a resposta não é cumprir cabalmente o que os versículos estão sugerindo.Sem dúvidas as sugestões dos versículos nos traduz a praticar as verdades ensinadas, mas isso não garantirá ainda sermos respondidos. Mas se você aceitar a tarefa de procurar Deus em seu próprio coração, e se sinceramente abandonar seus pecados, de modo que possa aproximar-se Dele, você infalivelmente O encontrará. Mas se você procura o Senhor e, todavia, não quer parar de pecar, não O encontrará. Por quê? Porque você O procura em um lugar onde Ele não está. Você poderá me dizer: Mas Deus é onipresente, Ele esta em todos os lugares. – É verdade, mas também é verdade que Ele não responde a pecadores.
A grande questão de muitas orações não serem respondidas é porque não estão sendo feitas de coração. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. - (Jeremias 29:12)
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. - (Jeremias 29:13)
Clamei de todo o meu CORAÇÃO; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos. - (SL 119:145)
A espécie de oração que estou me refirindo não é uma oração que vem da mente. É uma oração que começa no coração. Não vem do seu entendimento ou de seus pensamentos. Oração oferecida ao Senhor, que sai da sua mente, simplesmente não será adequada. Por quê? Porque sua mente é muito limitada. A mente pode dar atenção a somente uma coisa de cada vez. A oração que brota do coração não é interrompida pelo pensamento! Ela vai muito longe e nada poderá interromper uma oração feita assim. Há uma coisa que pode interromper. Desejos egoístas podem fazer com que esta oração não seja respondida.
O que se precisa saber é como procurá-Lo. Quando achar o modo de buscá-lo, na próxima vez será bem mais fácil, o exercício fará com que se torne algo bem natural. Porém a oração terá que ser feita de coração. Descobrir em como se orar de coração é o que vai fazer toda diferença. Isto pode envolver, zê-lo, profunda sinceridade, fé, respeito, intensa reverência, a verdade da Sua vontade somado com profundo interesse, estar aberto interiormente a ser ajudado imediatamente por Deus. Contudo, afirmo que o seu coração não permitirá se relacionar com Deus com problemas. O Espírito Santo agirá de tal forma no seu interior (coração), que conduzirá a oração, através de confissões, arrependimentos, intensas intregas, promessas de se relacionar com Deus de uma forma mais intensa. Quero lembrar que isso não provém da mente humana, mas do coração, da verdade da ação do Espírito Santo no seu coração em ajudá-lo em suas fraquezas.
UM MODO SIMPLES DE ORAR
Leia um texto ou uma passagem das Escrituras Sagrada, extraia do texto as verdades que poderão ser utilizadas na oração. Não caia no erro de ler o texto e desprezá-lo na oração. A passagem lida revela a vontade de Deus a ser colocada na oração como verdade para conduzi-lo focado na vontade de Deus. Alimente o seu coração da verdade do texto, quanto mais você digerir apoie a sua fé nesta verdade, aplique para sua vida, procurando achar sentido no coração através da oração. Mergulhe nas profundezas da oração meditativa até que um doce aroma desça sobre você. Orar com as Escrituras é encontrar Jesus por aquilo que você esta lendo. Os sentimentos de verdade do texto ou da passagem poderão ser imprimidos no seu interior. Uma vez imprimido, o Espírito Santo lhe ajudará. Não faça isso tão rápido, tenha tempo para orar, não permita a sua mente controlar o horário, ore com forte propósito de buscar o Senhor de todo coração. Coloque o coração diante do Senhor e não na mente. Com certeza você irá encontrá-lo. Isto é prático. Tome Deus a sério. Experimente.
COMO FAZER?
Se isole em um local de sua casa onde você não for incomodado. Um bom local é o seu próprio quarto.
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. - (Mateus 6:6)
Decidindo assim, se dobre com o propósito de ter comunhão com Deus, leia uma passagem das escrituras, da medida que for lendo, coloque a sua mente na passagem. Você está lendo a fim de voltar sua mente das coisas exteriores para as regiões profundas de seu ser. Não o está fazendo, na realidade, para aprender ou para ler, mas sim para experimentar a presença do Senhor. Pela fé você poderá manter o coração na presença do Senhor. Você encontrará o Senhor no seu coração, no seu espírito humano.
Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. (1Co.6.17)
Uma vez que seu coração se tenha voltado, interiormente, para o Senhor, você terá uma noção de Sua presença. Será capaz de notar Sua presença mais agudamente, porque seus sentidos exteriores se tornaram agora muito calmos e tranqüilos. Uma vez sua mente ocupada com o que leu, Deus tocará em seu espírito. Se sua mente lhe distrair, foque-a novamente ao texto, digerindo-o no coração. Depois de praticar algumas vezes, se transformará em um hábito, e você poderá voltar profundamente para dentro com mais facilidade do que na primeira vez. Conforme os textos expostos até aqui, o Senhor tem o desejo de se revelar a você e fazer com que você desfrute de sua graça e presença.
O salmista foi um homem segundo o coração de Deus. O seu segredo é que facilmente ele se voltava ao Senhor de todo o coração. Confira esta seleção de textos:
Ensino do coração
Bendido o Senhor, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina. (Salmos 16:7)
Alegria do coração
Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. – (Salmos 16:9)
O Senhor prova o coração
Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; propus que a minha boca não transgredirá. – (Salmos 17:3)
Falar de coração
Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei. - (Salmos 27:8)
Confiar e saltar de prazer no coração
O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei. - (Salmos 28:7)
Clamor para que o Senhor conduza o coração
Desde o fim da terra clamarei a ti, quando o meu coração estiver desmaiado; leva-me para a rocha que é mais alta do que eu. – (Salmos 61:2)
Derramar o coração a Deus
Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio. (Selá.) – (Salmos 62:8)
Unir o coração ao temor do Senhor
Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome. – (Salmos 86:11) Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, com todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre. – (Salmos 86:12)
Buscar de todo coração e focar-se nos mandamentos
Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. - (Salmos 119:10)
Armazenar no coração os estatutos do Senhor
Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim. - (Salmos 119:112)
Clamor de todo o coração
Clamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos. - (Salmos 119:145)
ORAR SEM CESSAR
“Orai sem cessar”. (1 Tessalonicenses 5.17)
É a oração que o discípulo a todo tempo esta com o seu coração concentrado no Senhor. Esta concentração intencional esta no fato do discípulo estender e fazer todas as suas demais atividades por intermédio do seu coração, além do ambiente do seu quarto. O discípulo além de orar nos seu aposento, poderá manter este relacionamento mesmo quando se ausentar dali. A experiência do quarto poderá ir além dessa fronteira e se tornar uma experiência com a mesma intensidade da isolada. Lembre-se que é só você intimamente que ora (no coração). Embora você esteja fora do quarto, poderá manter-se dentro (coração) em todos os seus afazeres.
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens,” (Colossenses 3.23)
O ambiente do trabalho, na vida comum no lar, ou em qualquer outra atividade ou setor da sua vida, poderá ser levado essa dimensão de oração de uma forma constante e piedosa. Na oração existem inúmeros momentos: Louvor, silêncio, meditação, gestos solenes, desfrute da presença do Senhor, conforto, júbilo extravagante e muito mais. No coração todos esses acontecimentos poderão ser desfrutados, tornando a sua vida uma constante oração. Então, traga a experiência do quarto para o seu dia a dia, muita gente que estiver ao seu redor, será também abençoada. Você poderá trabalhar, estudar, escrever, relacionar-se com as pessoas, comer em um restaurante, se divertir, etc... . Tudo isso pode ser praticado de uma forma mental, mas tente levar para estes locais a experiência da oração de coração. Jesus habita em nosso coração e recebemos no coração o penhor do Espírito. Onde você for você leva-O consigo, mas fazer uso do coração fará toda a diferença. Toda experiência que um cristão possa ter, é proveniente dali, do coração.
“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau, do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que o coração esta cheio.” (Lucas 6.45)
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens,” (Colossenses 3.23)
“Seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pedro 3.4)
É do interesse do Senhor conduzir os corações daqueles que lhes pertencem.
“Ora, o Senhor conduza os vossos corações ao amor de Deus e à constância de Cristo.” (2Tessalonicenses 3.5)
A sua parte e dever é:
“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso corações, estando Sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir Razão da esperança que há em vós”. (1Pedro 3.15)
Deus abençoe Romildo Gurgel
Bibliografia. O assunto do presente texto foi elaborado tendo como base uma adaptação extraída do livro “experimentando as profundezas de Jesus Cristo através da oração”. De Madame Guyon