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segunda-feira, 3 de junho de 2013

PARÁBOLA DO TRIGO E DO JOIO (2)

Romildo Gurgel

Leitura Bíblica: (Mateus 13:24-30)

Os discípulos ao ouvirem esta parábola, ficaram intrigados pelo fato de serem dirigidas estas palavras para eles. As incógnitas ficaram formadas no coração do grupo de discípulos. Deixou-os extremamente pesaroso.   Porque Jesus lhes dirigiu esta parábola? O que ele quis transmitir para os seus discípulos?  Na primeira oportunidade  quando iam para casa, o grupo em peso encurralou Jesus com a mesma interrogação:  ‒ Senhor, explica-nos a parábola do Joio no campo (Mt 13:36). Foi quando Jesus começou a sua explicação em (Mt.13:36-43).

Jesus respondeu:
A boa semente é o Filho do homem - (v.37)
O campo é o mundo - (v.38)
A boa semente são os filhos do Reino - (v.38)
O joio são os filhos do maligno – (v.38)
O inimigo que o semeia é o diabo- (v.39)
A colheita é o fim desta era – (v.39)
Os encarregados da colheita são os anjos- (v.39)
O modo da colheita: “Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal.  Eles o lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt.13:40-42).
Os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos ouça – (v.43)

Esta parábola interpretada por Jesus deixa bem claro que o diabo é o que semeia camufladamente a semente maligna no campo do Senhor. Esta semente são seres humanos que cumprem o propósito do diabo frutificando através de seus intentos. Eles são os que praticam escândalos e cometem iniquidade, são os que fazem tropeçar os pequeninos do reino, e que fazem toda sorte de malícia, são os que dissolvem e adulteram a palavra da verdade, são os que causam dissimulação entre os irmãos, são os criadores de toda sorte de contendas, são mestres no roubo e na adulteração.  O apóstolo João diz que estes podem ser identificados pela forma que vivem no seu testemunho.

(1 Jo 3:10) – “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, também aquele que não ama a seu irmão”.

Fora da Igreja, não há a necessidade do joio ser colocado ou semeado. O texto elucida que a boa semente (são pessoas), que foram semeadas no seu campo. Perceba que o campo é a comunidade de Jesus Cristo, e enquanto dormiam, veio o maligno e semeou o joio (pessoas) no meio do trigo. A semeadura do inimigo é planejada por pessoas e com práticas. Jesus falou que o fermento dos fariseus é o da hipocrisia, fingimento e no geral encobrem-se através de práticas que escondem sua verdadeira identidade, pois parecem e muito com as práticas do trigo.  O joio se parece com o trigo  e só se diferencia quando o trigo amadurece e frutifica. Jesus ensinou: “ pelos seus frutos conhecereis” (Mt.7:16). O joio é como um fermento colocado na massa, com o tempo, a massa é alterada e se modifica. O joio se movimenta constantemente no meio da massa, com a intenção de inchá-la. Os filhos do maligno induzem a igreja a práticas bastardas, insinuando a ilegitimidade filial no exercício paterno de Deus. Ele é quem estimula a politicagem, a busca do exercício do poder manipulador do rebanho, é o sustentador de hierarquias religiosas, ele é o organizador de agrupar o joio com a intenção de anular os verdadeiros ministérios pautados pelo dom do Espírito Santo distribuídos pelo filho do trigo em todo o seu campo. Os filhos do maligno são os falsos cristãos, que jamais nasceram de novo pelo poder do Espírito Santo mediante a fé na palavra de Deus. Eles são reconhecidos como cristãos, pelo fato de terem se associado à igreja local, onde o trigo se reúne. Eles se destacam pela conduta moral e exterior como os religiosos faziam questão de se destacarem em praça pública.

CAUTELA NA DEPURAÇÃO

A depuração tem sido a tentação vigente na atualidade.  A grande questão é se o trigo pode ou não depurar? Claro que a disciplina do Senhor começa no próprio rebanho do Senhor, mas quais os critérios que normatizam o rigor disciplinar? Veja que a questão da disciplina não pode e não deve ser a forma de depurar a igreja, isso só compete ao Senhor. Esse ato depurador acontecerá no final quando os anjos ajuntarão o trigo em celeiro e o joio será  amarrado em feixes e queimado (Mt.13:25 e 41-42).
A disciplina na igreja visa a recuperação e não a condenação (cf. 1Co.11;32; 2Tm.2:25; Hb.12:9-11; Mt.18:15-17; 1Co.5:1-5), em nenhuma dessas citações ensina o corte ou a exclusão, mas sim a recuperação.

O CRISTIANISMO VIGENTE

Jesus Cristo é o fundador da igreja. Quem criou o cristianismo não foi Jesus foi o imperador romano chamado de Constantino no terceiro século da era cristã, obrigando todo o império adotar o cristianismo como religião oficial. Desde então, muito joio tem sido colocado no campo de Deus. Trigo e joio se misturam a dois mil anos e ambos são bem parecidos. No entanto uma só instituição é manifestada em dois seres, com a mesma forma, mas com a essência diferente. Uma é divina e outra é diabólica. E ambas ao mesmo tempo se mostram como igreja visível e institucional. Não é de se admirar que verdade e confusão se apresentem tão de perto!  

DESTA PARÁBOLA PODEREMOS AINDA TIRAR O SEGUINTE ENSINO:

No meio da comunidade, “no campo do Senhor”, pode ser apresentado tanto um  verdadeiro cristianismo como também o falso.
O Joio é parte do cristianismo diabólico, mas este está em um local apropriado que a qualquer momento poderá ser transformado, o joio poderá se transformar no mais puro trigo, são pessoas alcançáveis pela evangelização.
A igreja genuína deve ser distinguida do cristianismo. A Igreja é orgânica, fundada por Jesus Cristo “seu campo”, o cristianismo foi planejado e organizado a partir do terceiro século pelo imperador Constantino.
É por meio da Igreja que Jesus Cristo muda o mundo. A Igreja é a única agencia de transformação através do evangelho.
O diabo na promoção do falso cristianismo (evangelho sem cruz, sem arrependimento e novo nascimento) enche o “campo de Jesus” de não convertidos (pessoas que não nasceram de novo).

DESAFIOS DA PARÁBOLA PARA NOSSOS DIAS

- Não compete ao trigo arrancar o joio, isto porque muito das raízes do trigo esta emaranhada com a do joio.
- A igreja deverá rever o caso de cortes dos seus membros. A disciplina bíblica deve ser cultivada entre a comunidade, visando sempre a recuperação e não a exclusão.
- É um desafio enorme o trigo influenciar o joio no aspecto de uma reevangelização acompanhativa até que haja novo nascimento.
- O trigo deve ser identificado como pessoas que foram transformadas pelo poder da palavra de Deus e que passaram pelo novo nascimento, nasceu da semente da incorruptibilidade (cf. 1Pe.1:23; Tg.1:18; Jo.1:13-14; Jo.3:5). São os que foram plantados em Cristo Jesus para produzir trigo (cf. Ef.1:10).
- Somos desafiados a identificar o joio:
- O Joio são aqueles que querem cirandar como trigo (Lc.22:31). Não são regenerados, não nasceram de novo (João 3). Andam segundo o curso deste mundo, movidos pelo príncipe da potestade do ar. (cf. Ef.2:2). Andam segundo a inclinação da carne (Ef.2:3; Gl.5:19-21). Fazem a sua própria vontade, movido pela carne e pela maquinação dos pensamentos (Ef.2:3).
- O joio causa ainda:
- Moléstias – (Jó.1:5-10; Mt.9:33; 12:22)
- Distúrbios mentais – (Mc.5:4-5; Lc.8:35)
- Impureza moral – (Mc.5:2-13; At.5:16; 8:29)
- Dissemina  falsas doutrinas – (2Tss.2:2; 1Tm.4:1)
- É uma oposição aos filhos de Deus no seu progresso espiritual – (Ef.6:12) rouba-lhes os nutrientes necessários para o crescimento sadio.
- Seu líder se apossa do joio quando ver que este quer se posicionar em uma decisão para Cristo Jesus  – (Mt.4:24; Mc.5:8-14; Lc.8:2; At.8:7; At.16:16)
- São reprodutores de toda sorte de mentira – (Jo.8:44; 2Co.11:3)
- São promotores de seduzir a tentação – (Mt.4:1)
- São os que estimulam ao roubo (Mt.13:19)
- São atormentadores – (2Co.12:21)
- São os que  estorvam os santos (incomoda, dificulta) – (Zc.3:1; 1Tss.2:18; Ef.6:12)
- São os que foram colocados para passarem como peneira como trigo – (Lc.22:31)
- São  imitadores da verdade – (2Co.11:14-15; Mt.13:25)
- São acusadores do trigo – (Ap.12:9-10)
- São como feras devoradoras – (Jo.8:44; 1Pe.5:8)

Romildo Gurgel

FONTE:
1 - Palestras em Teologia Sistemática por Henry Clarence Thiessen
2 - As parábolas de Jesus – Simon J. Kistemaker
3 – Cristianismo Diabólico – Sergisfredo Wanderley
4 – Bíblia NVI
5 – Bíblia Vida Nova – Editora Vida
6 – Chave Bíblica - SBB

domingo, 20 de maio de 2012

PARÁBOLA DAS BODAS


Romildo Gurgel


LEITURA BÍBLICA: (MT.22:1-14)

(MT 22:1) - De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:
(MT 22:2) - O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
(MT 22:3) - Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir.
(MT 22:4) - Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas.
(MT 22:5) - Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
(MT 22:6) - e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.
(MT 22:7) - O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.
(MT 22:8) - Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
(MT 22:9) - Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
(MT 22:10) - E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados.
(MT 22:11) - Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial
(MT 22:12) - e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.
(MT 22:13) - Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
(MT 22:14) - Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.



INTRODUÇÃO:
O ministro de Deus deve declarar todo o conselho de Deus. Todas as doutrinas devem ser ensinadas com habilidade e reverência.  Tanto as bênçãos como as maldições; a graça e as ameaças devem fazer parte da pedagogia dessa relação com Deus. Diante disso, iremos meditar na importância espiritual dessa parábola na nossa prática espiritual-cristã.
Jesus com esta parábola, tem o propósito de deixar bem claro em uma mesma reunião, esta série de três parábolas que mostram aos principais sacerdotes e o povo judeu, da perda do reino e os gentios sendo convidados para assumirem em seu lugar.
Jesus está contando a historia de Israel, e seus ouvintes entendem que ele se refere aos profetas enviados por Deus, com a mensagem urgente de arrependimento.  Mas Israel, em vez de aceitar o chamado de Deus e se arrepender, trata de maneira vergonhosa os profetas, e mata alguns deles (Mt.23:35). Jesus rememora a seus ouvintes a página negra do livro de sua história. Os fariseus, mestres da lei, sacerdotes e anciãos compreendem que ele está se referindo a eles. A parábola fala também da Igreja do Senhor, os convidados (os da encruzilhada, e de todos que foram achados pelo caminho), maus e bons. O próprio rei providenciou vestimentas para os convidados, e estas vestimentas são os atos de justiça. O que fez e faz os convidados a estarem e permanecerem na festa ao agrado do Senhor é as vestes nupciais.
-  Este vestido diz respeito aquilo que a pessoa é, seu caráter moral, sua idoneidade, sua dignidade e os seus atos praticados.
- Perceba que os que estavam na festa eram todos os que eram encontrados pelo caminho -

1 – O VESTIDO NUPCIAL -  É um vestido de salvação –
(IS 61:10) - Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de VESTES DE SALVAÇÃO e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias. (cx alta posta no texto por mim só para destacar).

2. VESTE DE SALVAÇÃO É o traje exigido para o banquete. O traje diz respeito a nossa recepção a salvação proposta por Deus (em Jesus Cristo), sem ele não há como estar entre os convidados –
a)  Quando se aceita o convite se veste do traje.
b)  A vestimenta é tanto posicional como disposicional – posiciona-se aceitando o convite, reveste-se pela disposição do convite.
c)  Quem dá o traje é o Senhor, mas quem se veste é você. O traje não é uma igreja denominacional, é o próprio Cristo.

3. A disposição de se vestir é nossa – (esta vestimenta não é natural, não é doutrinal e nem tão pouco estrutural é espiritual)
(EF 6:10) - Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
(EF 6:11) - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;
(EF 6:12) - porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
(EF 6:13) - Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
(EF 6:14) - Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
(EF 6:15) - Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;
(EF 6:16) - embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
(EF 6:17) - Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
(EF 6:18) - com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos

4 – Este vestir-se refere-se a pessoa de  Jesus Cristo -
(RM 13:14) - mas REVESTI-VOS do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.

5 – Este tipo de vestimenta diz respeito a disposição do convidado em relação a eleição designada por Deus -
(CL 3:12) - REVESTI-VOS, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

à Se a pessoa é eleita, significa que ela recebeu a  natureza desse convite, posicioná-se na   responsabilidade de vestir-se.

6 - A vestimenta nupcial é a santidade sem a qual ninguém virá quem os convidou –
(HB 12:14) - Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,

a) A vestimenta  faz com que o convidado permaneça na festa.
-  Vestimenta da Salvação ( posição)
-  Revestir-se, atos de justiça (disposição)

7 – O convite destina-se para todos que forem encontrados – (Mateus 22:9)
(AP 7:9) - Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;

8 - A oportunidade de se vestir do traje do banquete ainda está aberta, venha também?? -
(AP 3:18) - Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.

(MT 25:36) - estava NU, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.

9 – Muitas pessoas pensam que estão vestidas, mas ainda estão nuas (cf.Igreja de Laodicéia)
(AP 3:17) - pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e NU.

10 – A Bem aventurança destina-se para aqueles que guardaram as suas vestimentas -
(AP 16:15) - Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande NU, e não se veja a sua vergonha.
- Guardar as vestiduras é continuar depois de salvo, praticando atos de justiça feita pelo Espírito Santo de Deus.
è Perceba que o peso dos atos de justiça é o que levou o convidado a permanecer na festa.
11 – As vestimentas são os atos, obras de justiça realizado por cada convidado -
(AP 19:8) - pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.

(AP 3:4) - Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.
(AP 3:5) - O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.

12 –O que faz a nossa vestimenta ficar branca é o sangue do cordeiro -
(AP 7:14) - Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro,

 Qual a cor da sua vestimenta ???

2 – O REI ENTRA PARA RECEBER OS CONVIDADOS QUE ESTÃO A MESA

a) Tudo é trazido a lume perante os olhos do Senhor – (v.11)
b) Os olhos do Senhor perscruta intensificando-se sete vezes (VEJAMOS).
• Pedra com sete olhos – (Zc.3:9) - Aqui trata-se de  uma metáfora que apresenta Jesus como uma pedra esculpida que foi lançada sobre a terra.

• Os sete olhos, são os olhos do Senhor que percorrem toda a terra – (Zc 4: 10)

• Os sete olhos do Senhor são os sete olhos do cordeiro – (Ap. 5:6)

• Os sete olhos do cordeiro são como chamas de fogo – (Ap.1:14)
è Vê tudo
è Prova tudo
• Os sete olhos do cordeiro são também os sete espíritos de Deus – (Ap.5:6)

• Os sete Espíritos de Deus que percorre toda a terra é o Espírito que testifica a todos os homens ACERCA DA PESSOA E OBRA DE JESUS CRISTO: (CONFIRA)
Œ Cristo na sua glória antes da encarnação – (João 1:1)
 Cristo na encarnação – (João 1:1 e v.9)
Ž Cristo na sua morte – (Lc.23:44-47; Mt.16:14-26)
 Cristo e sua redenção – (Hb. 9:12; Ef.1:7)
 Cristo e sua ressurreição – (Lc.24:1-11)
Cristo e sua ascensão – (Lc.24:50; At.1:9-11; Ef.2:6)
Cristo e sua glorificação – (I Tm. 3:16)
c) O Espírito do Senhor dá testemunho destes fatos:
(JO 16:7) - Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.
(JO 16:8) - Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:

d) Os convidados são examinados com rigor, um por um – (v.12)
“ Paulo disse que o viver que ele tinha na carne, vivia pela fé no filho de Deus”
e) Aqui os convidados são conhecidos pela fé no convite de se cobrir de (salvação) e por aquilo que fez e fez (atos de justiça).
f) Jesus disse que para se saber se a pessoa é vestida da roupa nupcial  pode ser observada pelos seus frutos.. Cristo é nossa justiça.
(Mateus 3:8) - Produzi, pois, FRUTOS dignos de arrependimento;

(Mateus 7:16) - Por seus FRUTOS os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
(Mateus 7:17) - Assim, toda a árvore boa produz bons FRUTOS, e toda a árvore má produz frutos maus.
(Mateus 7:18) - Não pode a árvore boa dar maus FRUTOS; nem a árvore má dar frutos bons.
(Mateus 7:19) - Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
(Mateus 7:20) - Portanto, pelos seus FRUTOS os conhecereis.

3 – QUATRO SÃO OS MOTIVOS QUE PODERIAM TER LEVADO A ALGUNS CONVIDADOS A SE APRESENTAREM SEM AS VESTES NUPCIAIS

a) Esta ocupado e dá a desculpa de não poder ir na data aprazida -
b) Falta de cuidado para com o padrão do evento –
c) Falta de compromisso de colocar as vestes no tempo previsto – Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Aqui lembra também a parábola das 10 virgens. (vc. poderá conferir esta parábola no meu aqui no meu blog –
d) Adiar o compromisso e vir de ultima hora de qualquer maneira como muitos fazem
e) O atraso fará com que o convidado não entre na festa – (ensino da Parábola das 10 virgens)

4 – A parábola ainda faz uma abordagem sobre a ira do Rei para os que não aceitaram o convite. Isto na época, era sinal de rebeldia, porque um convite real era equivalente a uma ordem ou edito real, se recusar a tal convite é o mesmo que se rebelar contra a coroa e seu reinado –
(Mateus 22:7) - E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

à Resistir ao convite resultará em tragédia.

Comentário:
Embora a referência à queima de uma cidade possa ser a alusão à destruição de Jerusalém, em 70 AC, é mais adequado pensar que o povo que ouvia Jesus estivesse familiarizado com os relatos históricos de reis enviando tropas para destruir os adversários e para tocar fogo em suas cidades. Os ouvintes de Jesus provavelmente viram a figura do rei como a personagem de Deus. Eles sabiam que “Deus é fogo que consome, é Deus zeloso”(Dt.4:24). Quando sua misericórdia não encontra arrependimento, o resultado é o juízo. (Simon J. Kistemaker pg.125)

CONCLUSÃO:
A porta da graça esta ainda aberta, e o Pai esta fazendo o convite para a bodas do (casamento) de seu filho (Jesus Cristo) a todos que os seus servos encontrarem pelo caminho. Eles estão em toda parte lançando este convite aos pobres, ricos de todas as raças e tribos dos povos do mundo inteiro. Receber o convite é receber a Cristo. Os convidados se vestem da salvação de Cristo, com os seus atos de justiça praticados. Nenhum homem tem condições de praticar a justiça de Deus sem Jesus. Estes atos bem como as obras, foram preparadas antes de colocarmos as nossas mãos. Elas foram idealizadas em Deus e postas para nossa prática, conforme está escrito: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Efésios 2:10).  Os que não estiverem com esta vestimenta, ficarão de fora.

Romildo Gurgel

domingo, 27 de fevereiro de 2011

PARÁBOLA DA FIGUEIRA



Atualizado em 19/02/2013


Por
Romildo Gurgel

LEITURA BÍBLICA: (Mt.24:32-35; Mc.13:28-31;  Lc.21:29-33)

INTRODUÇÃO:

Já estudamos nas três ultimas parábolas anteriores, a parábola dos dois filhos (Mt.21:28-32), parábola dos lavradores maus (Mt.21:33-46) e a Parábola das bodas. Esta série de três parábolas foram ensinadas quando Jesus se encontrava no templo com os seus discípulos, os sacerdotes e ancião dos povos (Mt.21:23). E agora, após aquela reunião ao sair do templo os discípulos para compreender melhor acerca do que Jesus dissera no templo, começam a mostrar-lhe as construções, com o propósito de extrair algum comentário do seu mestre (Mt.24:1). A partir daí, Jesus tece o sermão profético sobre a destruição do templo, fala sobre os princípios das dores, sobre a grande tribulação, sobre a sua segunda vinda após a grande tribulação e também compôs esta parábola que passaremos a estudá-la.

1 - PANO DE FUNDO HISTÓRICO

Provavelmente Jesus ensinou esta parábola durante a primeira semana de abril, exatamente quando as árvores começam a dar os primeiros sinais de vida. Quando os seus ramos se renovam e as folhas brotam, esta era a linguagem que os seus ouvintes entendiam. A questão era se o povo era capaz de interpretar este sinal espiritualmente. Certa vez Jesus censurou os fariseus por serem incapazes de interpretar o aspecto do céu; porém não serem capazes de discernir os sinais dos tempos (Mt.16:2-3). Saberiam seus discípulos reconhecer o sinal da figueira ao florescer ?

2 – INTERPRETAÇÃO

A) Comparação do texto de Mateus e Lucas
 No texto de Mateus, a ênfase na interpretação esta na figueira
(Mateus 24:32) - Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

 Já em Lucas, a ênfase esta na figueira e em todas as arvores
(Lucas 21:29) - E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;

 Essa ilustração simples tirada da natureza, assegurou aos seus discípulos judeus que, após o inverno do desprazer”, que sua nação tinha experimentado, haveria um verão de bênção nacional. Israel ainda se tornará a sua glória. No entanto, Lucas acrescenta quatro palavras à parábola: “Para todas as arvores”. Atualmente com o renascimento de Israel (em 1948), há também, paralelamente, uma manifestação de nacionalismo por todo o mundo. Povos que desde há muito não eram identificados como nações, agora reivindicam e recebem independência nacional. (Todas as parábolas da Bíblia, Ed. Vida, pg.268-269)

 Atualmente um povo que esta correndo atrás da sua independência é o povo palestino.
 A ênfase dada no texto de Lucas, não é somente Israel (1948) , que é data que a figueira brotou, mas também todas as arvores, ou seja, outros povos que ainda faltam brotar, que estão correndo atrás da sua independência.

B) O SIGNIFICADO DE “QUANDO VIRDES ACONTECER TODAS ESTAS COISAS”

(Mateus 24:33) - Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

(Lucas 21:31) - Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.

Diz respeito a:
• (Mt.24:1-2) – Destruição do templo
• (Mt.24:3-14) – Princípio de dores
• (Mt.24:15-28) – A grande tribulação
• (Mt.24:29-31) – Manifestação do filho do homem

C) O SIGNIFICADO DA PALAVRA “NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO” –

(Mateus 24:34) - Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

 Todas estas coisas preditas no sermão sobre o final dos tempos vão muito além do tempo dos contemporâneos de Jesus. O termo "esta geração" não é como alguns se arriscam em contar como 40 anos para o povo judeu, 100 anos para o povo gentio. A contagem diz respeito ao período da graça, ou seja, a contagem da geração da igreja, porta esta que será fechada na volta de Jesus, ou seja, com o arrebatamento da Igreja, onde se dará o início da grande tribulação .

D) O SIGNIFICADO DA IMAGEM DA FIGUEIRA FLORESCENTE

• Diz respeito a um período de bênção –
(JL 2:22) - Não temais, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a vide e a figueira darão a sua força.
(JL 2:23) - E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no SENHOR vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia.
(JL 2:24) - E as eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de mosto e de azeite.
(JL 2:25) - E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.
(JL 2:26) - E comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do SENHOR vosso Deus, que procedeu para convosco maravilhosamente; e o meu povo nunca mais será envergonhado.
(JL 2:27) - E vós sabereis que eu estou no meio de Israel, e que eu sou o SENHOR vosso Deus, e que não há outro; e o meu povo nunca mais será envergonhado.
(JL 2:28) - E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
(JL 2:29) - E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
(JL 2:30) - E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.
(JL 2:31) - O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.
(JL 2:32) - E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar.

• A ênfase da parábola não esta na calamidade que vai ocorrer antes que venha o reino, mas na exultação do reino
(Lucas 21:28) - Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.

(Lucas 21:31) - Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.
 O termo redenção e reino de Deus, neste contexto, diz respeito a consumação da salvação

E) O DIA E A HORA NINGUÉM SABE
(Mateus 24:36) - Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

 Nunca se sabe quando alguém está para ser levado , por morte súbita, ou arrebatado quando Cristo voltar. Um total de seis parábolas foi deixado para nós como ilustração para termos uma atitude de vigilância

1 – O porteiro –
(Marcos 13:35) - Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
(Marcos 13:36) - Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
(Marcos 13:37) - E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.

2 – O pai da família –
(Mateus 24:43) - Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.
(Mateus 24:44) - Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.

3 – O servo fiel –
(Mateus 24:45) - Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?
(Mateus 24:46) - Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.
(Mateus 24:47) - Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
(Mateus 24:48) - Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;
(Mateus 24:49) - E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,
(Mateus 24:50) - Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,
(Mateus 24:51) - E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

4 – As dez virgens – (Mt. 25:1:13)
5 – Os talentos – (Mt.25:14-30)
6 – As ovelhas e os bodes – (Mt.25:31-46)

 Vigiar, segundo o que se vê aqui, inclui o fiel exercício de todas as virtudes cristãs: aguardar a volta de Cristo, cumprindo o dever, desenvolvendo talentos, e amparando os aflitos. (Comentário extraído da Bíblia vida nova, NT pg.36 nota de roda pé)

F) O MUNDO SERÁ PEGO DE SURPRESA
(Mateus 24:38) - Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
(Mateus 24:39) - E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

• Uns serão deixados e outros tomados –
(Mateus 24:40) - Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;
(Mateus 24:41) - Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.
(Mateus 24:42) - Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

BIBLIOGRAFIA

KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. 1a Edição – 1992. São Paulo – SP

LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia. Editora Vida. 3a Edição 2001. São Paulo – SP.

Os Evangelhos – Versão restauração. Editora Arvore da Vida. 1a Edição 1999 . São Paulo – SP
Bíblia Vida Nova – Edições Vida Nova. 2a Edição 1997. São Paulo – SP

A Bíblia Explicada – CPAD

Bíblia em Bytes – Bertolini Informática

Elaborado por
Romildo Gurgel

PARÁBOLA DO TESOURO ESCONDIDO NO CAMPO



Romildo Gurgel

LEITURA BÍBLICA:

(Mt.13:44)
O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobri-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

I. HISTÓRICO DA COMPOSIÇÃO DA PARÁBOLA

As crianças muitas vezes, fantasiam que em algum lugar, em alguma casa velha, ou celeiro, vão descobrir um tesouro enterrado que ninguém viu. Quando se viaja pelo mundo, se ouve histórias desta natureza que em determinados locais estão enterrados tesouros em ilhas, fazendas e mansões. Quem os enterrou e a quanto tempo esta alí, são perguntas que viraram história de todas as naturezas.
Conta-se que na antiga palestina, um país freqüentemente em guerra, as pessoas achavam mais seguro guardar seu tesouro, ou parte dele, no campo do que em suas casas. Em casa os ladrões podiam roubá-lo; no campo ficaria em maior segurança. Mas, se o proprietário morresse na guerra, levaria para o túmulo o seu segredo, e ninguém, jamais, poderia saber onde enterrara o tesouro.
O homem que encontrou tal tesouro podia ser um empregado ou mesmo um arrendatário daquele campo. Talvez tivesse arando, cavando buracos, ou plantando uma árvore. De qualquer modo, ele bateu em alguma coisa dura debaixo da terra, cujo som não parecia o de uma pedra. Ele cavou e encontrou um tesouro. O homem ficou maravilhado, nunca tinha visto um tesouro tão valioso. Tudo aquilo poderia ser seu, se comprasse o campo. Em segundos, arquitetou um plano. Rapidamente, pôs o tesouro de volta no lugar, cobriu-o com terra e foi para casa. Sabia que o atual proprietário do terreno não tinha enterrado o tesouro ali. Assim, se o dono vendesse o terreno, ele teria a posse do tesouro, que, então, seria seu de direito. Ele precisava de dinheiro e pôs a venda tudo o que tinha. Algumas pessoas talvez tenham meneado a cabeça, reprovando aquela atitude tão impetuosa. Mas o homem sabia o que estava fazendo. Com o dinheiro, poderia comprar o campo e teria para si o tesouro.

Método de interpretação: Descobrimos nesta parábola, duas figuras que já foram estudadas em parábolas anteriores, e que trazem significados idênticos. Não se extrai novos significados de uma mesma figura de linguagem já interpretadas. Conserva-se a interpretação da figura para outras citações.

II. SIGNIFICADO DA PARÁBOLA

1. O CAMPO - Jesus disse que “o reino dos céus assemelha-se a um tesouro escondido em um campo.

a) Em parábolas anteriores, Jesus declarou que o campo é o mundo –

exemplos:
• Parábola do Joio – (Mt.13:24;  e vs.38).
• Parábola do grão de mostarda – (Mt.13:31).
• O campo é a terra criada por Deus para o seu reino – (Gn.1:26-28)
• Pelo fato do homem ter sujeitado a vaidade, Deus teve que providenciar a compra do mundo – (Rm.8:20; 1Co.15:27-28;).

b) Por mundo, entendemos que é o globo terrestre no qual vivemos e habitamos, o tesouro, seja lá o que for, esta escondido neste campo –
• Se a ótica do observador esta para o mundo, se acha ali os tesouros desse mundo

• Se a ótica for em qualquer pessoa do mundo, pode ser que se descubra uma pessoa científica e cheia de sabedoria deste mundo – (1Co.2:6-9)

• Se a ótica for na pessoa regenerada, o tesouro de Deus está escondidos alí, como sendo Igreja militante e triunfante - (1Co.2:10-16)

2. O HOMEM –

a) Em parábolas anteriores o homem foi identificado pelo Senhor como sendo Ele mesmo –

• Parábola do semeador – (Mt.13:37)

b) O mundo, o campo foi comprado – Com o objetivo de tomar posse do tesouro, ele comprou o campo. O mundo foi comprado, não tanto por consideração a algum valor, mas por causa do tesouro que esse continha.

(Ler João.3:16-17)
(1Co.6: 20) - Porque fostes [comprados] por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.

(1Co.7: 23) - Por preço fostes [comprados]; não vos façais escravos de homens.

(Ap.11: 15) - E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O [reino] do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

(Ap.14: 3) - E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram [comprados] da terra.
(Ap.14: 4) Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram [comprados] dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro.

(At.20: 28) - Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio [sangue].

(1Pe.1:18) – sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis , como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram,
(1Pe.1: 19) - mas com precioso [sangue], como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o [sangue] de Cristo,

c) O mundo clama pela sua redenção –

(Rm.8: 20) - Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,
21 na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22 Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;
23 e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo.

3. O TESOURO - O tesouro é o reino de Deus escondido no mundo, e o governo de Deus, seus princípios, sua ordem e sua beleza que a tudo suplanta.

• O reino esta dentro de nós, escondido – (Lc.17:21)

• Deus fez sujeitar todas as coisas debaixo de seus pés – (Ef. 1:22; Hb.2:5-10)

• Tesouros em vasos de barro – (Rm.8:21; 2Co.4:7; 2Tm.2:20)

• O tesouro do conhecimento do Senhor – (Mt.6:19-21; Lc.12:21;Cl.2:1-3).

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES.


Esta parábola ilustra a descoberta acidental do reino de Deus. No oriente era comum a prática de esconder tesouros na terra e parece que os textos seguintes expressam esta verdade (Jeremias 41:8; Jó 3:21 e Provérbios 2:4). Na lei judaica quem comprasse uma terra tinha direito de apossar-se do tesouro ali escondido. Este costume foi originado pela dificuldade de ocultar  esses tesouros dos ladrões, da avareza dos vizinhos e de outros perigos que ameaçassem sua perda.
Esta parábola ilustra o valor da verdade que se acha em Cristo, e que inclui a própria pessoa de Cristo, a mensagem real do evangelho, o destino reservado aos homens, na vida eterna. O indivíduo aqui e ali a procura da verdade, finalmente é levado a descobrir, por acidente essa descoberta, e percebe que todos os outros tesouros da vida, sejam eles riquezas materiais, ou  intelectualidade, ou os prazeres e a fama, não podem se comparar com esse tesouro incalculável. Isto lembra a experiência dos apóstolos, que “deixaram tudo a fim de seguir a Cristo. Essa foi também a experiência dos antigos discípulos, muito dos quais morreram como mártires, considerando que a vida física nem se compara com os tesouros do reino dos céus.
(Mateus 11:12) ilustra o espírito desta parábola “desde os dias de João Batista até agora,o reino dos céus é tomado por esforços, e os que se esforçam se apoderam deles”.

Adam Clarke extraiu diversas lições espirituais através desta parábola:

1 –A salvação outorgada por Deus deve ser considerada nosso único tesouro, e devemos valorizá-lo acima de tudo.
2 – Nas escrituras devemos procurar toda informação possível acerca desse tesouro, para que compreendamos esse valor.
3 – Devemos ponderar as considerações dessa salvação no coração.
4 – Se preciso for, é necessário abandonar tudo o mais a fim  de reter esse tesouro.
5 – Nesse tesouro é que deve estar nossa alegria.
6 – Devemos compreender,sempre, que essa salvação foi comprada por Jesus, mediante o sangue do testamento, derramado quando de sua paixão e morte.


BIBLIOGRAFIA

1. Bíblia Vida Nova – Sociedade Religioa Edições Vida Nova
2. BíbliaW – Eletrônica
3. Os Evangelhos – Versão Restauração – Editora Árvore da Vida
4. Todas as Parábolas da Bíblia – Herbert Lockyer – Editora Vida
5. As parábolas de Jesus – Simon J. Kistemaker – Casa Editora Presbiteriana
6 - O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo - R.N.Champlin, Ph,D. - Editora Hagos

PARÁBOLA DOS DOIS DEVEDORES


Por
Romildo Gurgel

LEITURA BÍBLICA: (Lc.7:36-50)

INTRODUÇÃO:
Cada evangelho relata o caso de uma mulher que ungiu os pés de Jesus, mas o caso que Lucas conta não é o mesmo que os outros. Mateus, Marcos e João contam o caso de Maria, e a localidade é Betânia. Já Lucas fala de uma mulher pecadora sem mencionar-lhe o nome, e a localidade é Naim (vd. Lc.7:11)

I – PANO DE FUNDO HISTÓRICO

Tudo indica que o cenário onde ocorreu a parábola foi em um dia de Sábado, quando Jesus pregara durante o culto da manhã, em uma sinagoga local. Era considerado um privilégio um pregador visitante para jantar na casa de Simão, o fariseu, onde convidou Jesus para ir à sua casa a fim de participar, com ele e com outros convidados, da refeição do meio-dia do Sabá.
O anfitrião, porém, foi negligente, esquecendo-se das regras comuns de cortesia, não beijando Jesus, nem lavando seus pés ou ungindo com óleo perfumado sua cabeça. Chegando-se Jesus à mesa e, com os outros convidados, tirou as sandálias. À maneira típica da época, os convidados se reclinavam em divãs (espécie de sofá sem encosto), ao redor da mesa, apoiando-se sobre o braço esquerdo e mantendo livre a mão direita para se servir da comida e da bebida, e seus pés ficavam estendidos, afastados da mesa. Se não fosse inverno a refeição acontecia no pátio, porque os judeus gostavam de comer ao ar livre. Durante a refeição chegou uma mulher, que morava naquela cidade e que era conhecida pela sua moral duvidosa. Ela caminhou rapidamente para perto de Jesus, pretendendo lhe oferecer um vaso de alabastro (vaso em forma de pêra com tampa), cheio de ungüento perfumado.
Porque conhecia Jesus, ela queria presenteá-lo com aquele perfume tão caro. Queria expressar-lhe sua gratidão por tê-la ajudado, provavelmente ensinando-lhe a mensagem de salvação, e quem sabe não fora a que houvera escutado pela manhã quando Jesus ensinava. Ela não conseguiu controlar a emoção, e, antes que percebesse, suas lágrimas corriam e caíam sobre os pés de Jesus. Ela não tinha uma toalha para enxugar seus pés. Então, soltou seus cabelos para com eles secá-los. Beijou seus pés, tomou o frasco de perfume e derramou-o sobre ele.
Do ponto de vista de Simão, aquele era um incidente muito embaraçoso. Se a mulher tivesse comprado o perfume tão caro com o dinheiro ganho na prostituição, o presente seria impuro. De acordo com (DT 23:18) - Não trarás o salário da prostituta nem preço de um sodomita à casa do SENHOR teu Deus por qualquer voto; porque ambos são igualmente abominação ao SENHOR teu Deus. Deus abominava tais ganhos, que, portanto, não podiam ser trazidos à sua casa. Presentes de pessoa sem moral eram considerados sujos e inaceitáveis por qualquer pessoa respeitável. Além disso a mulher desatara seu cabelo, estando na companhia de homens; agindo assim, mostrara que espécie de mulher era. Era contra os bons costumes que uma mulher soltasse seus cabelos em público.
O fariseu se admirava que Jesus permitisse que tudo isso acontecesse. Ele começou a olhar Jesus com olhos diferentes. Se Jesus fosse um profeta, ele refletia, saberia que esta mulher era uma pecadora, e que seu presente era maculado pelo pecado. Nenhuma mulher que se desse ao respeito permitiria que uma mulher de má reputação o tocasse, infamando-o. Após estes acontecimentos, Jesus tece a parábola.


II – A CHAVE DA PARÁBOLA
“muito amou. Mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama” (Lc.7:47c)

III – O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA

a) A parábola no sentido mais elevado, é uma narrativa sobre a graça –
 Graça – Favor dispensado recebido de uma maneira gratuita sem que haja merecimento pelo recebido.

b) Na parábola temos três personagens reais:
 Jesus (o salvador dos pecadores),
 Simão, o Fariseu
 e a mulher pecadora

c) Temos também na parábola três personagens fictícios:

 O credor que emprestou o dinheiro é Jesus, Ele usa esta figura de negócios para ilustrar uma lição.
 Os devedores, o homem que devia 500 denários aproximadamente equivalente a $ 50 dólares, - refere-se a mulher pecadora e o homem que devia 50 denários, aproximadamente 6 dólares) – refere-se ao fariseu
 O credor que emprestou o dinheiro sabedor que nenhum dos dois tinha com que pagar, perdoou a ambos
 Os dois são identificados como pecadores e são identicamente perdoados

d) Na parábola temos três perguntas: As duas primeiras foram feitas por Jesus e a ultima pelos convidados de Simão

1 - “Ora, qual deles o amarás mais ?” (vs. 42) –
Simão respondeu: “tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou” – (vs.43)

(RM 5:20) - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado ABUNDOU, superabundou a graça;

 Onde muitos pecados são perdoados, o amor é mais manifesto.
 O farizeu agia assim porque pouco amou. A mulher pecadora agia assim porque muito amou

2 - “vês tu esta mulher” (vs.44) – Jesus conhecia os pensamentos tanto do Farizeu como da mulher. Simão a via como uma alma depravada e abandonada.
3 - “Quem é este que até pecados perdoa” (vs.49) – Os convidados ficaram alarmados com a maneira de Jesus assumir as prerrogativas divina.

IV – ANALISANDO SIMÃO O FARISEU

a) Ele ficou bastante chocado com o que a mulher fez e com a atitude de Cristo para com ela –

b) Ele duvidou que Jesus soubesse que a mulher era uma pecadora
(LC 7:39) - Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.

c) Ele se achava uma pessoa muito boa e também se comportava com fina polidez e não se considerava um pecador

e) Ele havia convidado Jesus para comer em sua casa, mas não com qualquer desejo de ouvi-lo ensinar, pois já estava satisfeito com o seu conhecimento sobre a lei.

f) Ele não tinha a mínima intenção de honrá-lo como se estimasse profundamente –
 Era costume entre os judeus ao receber visita, saudar com ósculo (beijo de paz e amizade, como sinal de reverência e sujeição) providenciar água para lavarem os pés (como nos tempos de Abraão) e ungir a cabeça com óleo. Porém, nada disso ele fez.
(GN 18:4) - Que se traga já um pouco de água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore;

V – ANALISANDO A MULHER PECADORA

a) Ela procurou saber onde estava Jesus. Tudo indica que havia ouvido os seus ensinamentos, por isso estava a sua procura –
(LC 7:37) - E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;

b) Ela não havia sido convidado para o almoço, ela chegou por trás –
(LC 7:38) - E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.

c) Na época as pessoas tinham o costume de entrar nas casas sem ser convidado apenas para olhar, como acontece também aqui na nossa cultura nordestina –

d) Durante todo o incidente a mulher não falou uma única palavra. Os seus atos falaram mais alto do que a sua intenção de não falar.

e) Ela não veio para participar do banquete, ela tinha uma fome mais profunda pois era transgressora e sabia disso –

f) As suas lágrimas foram de arrependimento, alegria, amor e gratidão. Frutos de quem recebe a palavra de Deus no coração.

g) Lavou os pés de Jesus com as suas lágrimas quentes e abundantes. Ao chorar aos pés de Jesus observou que os pés tinham sujado mais do que lavado, apressou-se a enxugar com os seus cabelos.

h) Depois beijou aqueles pés limpos. (v.38)

i) Ela sentia no coração que fora grandemente perdoada

j) Ela ungiu os pés de Jesus com o ungüento mais caro e fino –
(LC 7:38) - E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.

h) O dr. Scroggie nota as seguintes características da mulher anônima:

• Seu conhecimento de culpa –
• Seu exercício de fé – Ela que necessitava de alívio de consciência, cria que podia alcançá-lo em Jesus.
• Sua certeza de Perdão – Não foram as lágrimas que lavaram os seus pecados, mas o amor de Cristo.
• Sua experiência de purificação – coisa essa que sempre acompanha o perdão
• Seu sentimento de amor que acompanha logo a experiência do arrependimento. O amor é a prova e não o motivo do perdão.
• Sua expressão de gratidão – Ela deu o seu precioso ungüento.
• Sua necessidade de serviço – Ela precisava fazer algo para alguém que lhe fizera tudo.
• Sua herança de paz – “Vai-te em paz” e foi nesta esfera que desde então viveu.

VI – ANALISANDO JESUS

a) A oniciência de Jesus podia ler o pensamento tanto de Simão como também ver os atos da mulher pecadora e discernir a atitude de arrependimento. Note que o Fariseu falava consigo mesmo -
(LC 7:39) - Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.

b) Jesus ao discernir o Fariseu observou que ele não se considerava pecador -

c) Jesus proferiu a parábola para corrigir o juízo equivocado do Fariseu -
(LC 7:40) - E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
(LC 7:41) - Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta.
(LC 7:42) - E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?
(LC 7:43) - E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
(LC 7:44) - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos.
(LC 7:45) - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
(LC 7:46) - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.
(LC 7:47) - Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.

d) Jesus viu o que Simão não pôde enxergar –
 Aqui são revelados dois tipos de visão:

Jesus – Viu o desejo da mulher para ser liberta -
(LC 7:44) - E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos.
(LC 7:45) - Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
(LC 7:46) - Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.

Simão – Viu que a mulher era uma prostituta cheia de atitudes que feria a ética de uma mulher de reputação na sociedade
(LC 7:39) - Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.

e) Quando Jesus proferiu a parábola ele fez o fariseu perceber:

 Que todo o moralismo legalista não poderia ser comparado com o arrependimento e devoção daquela mulher.


VII – AS LIÇÕES DA PARÁBOLA

a) Todos estão falidos e somos devedores aos olhos do nosso Credor celestial.
b) Nem o melhor de nós e nem o pior tem como pagar pelos seus débitos.
c) Cristo, porém, por sua vontade em tomar para si mesmo o nosso débito, pode agora perdoar a todos os que verdadeiramente se arrependem de seus pecados e volta-se para ele com fé.
d) Se formos perdoados, então sentiremos amor e devoção por aquele que nos perdoou.
e) Uma vez libertos do grande peso do débito de nossos pecados, a nossa gratidão deve se manifestar.

BIBLIOGRAFIA

1. Os Evangelhos, versão restauração. Comentários Witness Lee – Living Stream Ministry – Anaheim, California – EUA. Editora Arvore da Vida

2. KISTEMAKER, Simon J. As parabolas de Jesus. 1a Ed.1992, Sao Paulo: Casa Editora Presbiteriana.
3. Bíblia Vida Nova – Edição Revista e Atualizada – Sociedade Bíblica do Brasil, Editor responsável Russell P. Shedd

4. Todas as Parábolas da Bíblia – Herbert Lockyer – Editora Vida ; 3° impressão 2001 – São Paulo.

5. A Bíblia em Bytes Shammah – Bíblia computadorizada

6. A Bíblia Explicada – CPAD; S.E.Mcnair, 13ª Edição; 1994, Rio de Janeiro/RJ

Elaborado por
Romildo Gurgel

PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES


Por
Romildo Gurgel

1 – LEITURA BÍBLICA: (Lc.14:7-14)

2 – PANO DE FUNDO HISTÓRICO:

Após o culto na sinagoga no sábado, os judeus costumavam ter uma abundante refeição, e muitas pessoas eram convidadas. Este banquete parece ter sido preparado bem antes, pois muitos eram os convidados. Um dos principais fariseus convidara Jesus para um desses almoços, com o propósito de lhe observar e armar uma cilada (vs.1). Lá bem na frente de Jesus estava um homem hidrópico (inchaço no corpo por acúmulo de líquido). Jesus curou o homem e mandou-o para casa, porque os fariseus se recusaram a responder à sua pergunta, se era ou não lícito curar no sábado? É possível que a presença do homem hidrópico fosse uma armadilha montada pelos inimigos, que esperassem que Jesus quebrasse a lei. Jesus em seguida propôs outra questão : “Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? Também a essa pergunta, que se referia a coisas da casa, os fariseus não souberam o que responder.
Naquele ambiente de mentes contrárias, onde alguns hóspedes tinham egoisticamente tomado os melhores assentos junto à mesa, Jesus ensinou a parábola dos convidados orgulhosos – uma lição de humildade.

3 – QUE OBSERVAMOS NO TEXTO de (Lc.14:1-6).

DIFERENÇA ENTRE ANÁLISE E DISCERNIMENTO
a) Jesus é observado pelos principais fariseus e eles procuravam uma oportunidade para criticá-lo – (v.1)
b) Jesus repara também a maneira de como os doutores e fariseus faziam questão dos primeiros lugares – (v.7)
 Esses homens religiosos e da lei, gostavam de ser vistos pelo povo como pessoas importantes
 Veja como o Senhor discerne os homens;
(Mt.9: 4) - Mas Jesus, conhecendo-lhes os [pensamento]s, disse: Por que pensais o mal em vossos corações?

(Mt.12: 25) - Jesus, porém, conhecendo-lhes os [pensamento]s, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.

(Mt.15: 19) - Porque do coração procedem os maus [pensamento]s, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

(Lc.2: 35) - sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os [pensamento]s de muitos corações.

(Lc.5: 22) - Jesus, porém, percebendo os seus [pensamento]s, respondeu, e disse-lhes: Por que arrazoais em vossos corações?

(Hb.4:12 ) - Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os [pensamento]s e intenções do coração.

c) Jesus discerne toda esta mentalidade no meio dos fariseus. Podia ler os pensamentos deles. Compreendia também que no dia de sábado não se podia fazer quase que absolutamente nada. Uma pessoa só poderia ser curada somente se fosse caso de vida ou morte.

d) Duas perguntas foram feitas por Jesus: Uma antes da cura e outra depois da cura. Estas perguntas criaram o cenário para a aplicação da parábola. – (v.3 e 4)

e) Nas perguntas, Jesus expõe a visão de valores distorcida deles.

 Freqüentaram o culto judaico por toda uma manhã.
 Se confraternizaram após a reunião.
 Marcaram de uma maneira antecipada que após o culto iriam para casa de um amigo que estava oferecendo um almoço, onde passariam a tarde toda se alegrando e discutindo os textos estudados na culto. (isto parece com nossas agendas pós cultos).

Com isso Jesus queria denunciar a eles:
 Sobre o seu viver orgulhoso de distinguir de outros irmãos na reunião (classe social)
 Considerar importante a sua manutenção social que a prática aos menos favorecidos -
 A falta de humildade

VEJA O QUE JESUS ENSINOU NO SERMÃO DO MONTE
(MT 5:20) - Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

(MT 5:46) - Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
(MT 5:47) - E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?

f) O silêncio dos doutores da lei e os fariseus levam a conotar que eles estavam concluindo as suas análises a luz do planejado. E é um indicativo de seus propósitos terem sido descobertos por Jesus. (v.6)

A letra da lei nega o espírito da lei –
(RM 7:6) - Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.

g) Jesus cura no sábado e manda o curado ir para casa – (v.4)

4 – DUAS PARÁBOLAS FORAM TECIDAS POR JESUS ALÍ NA CASA DO FARISEU

a) Jesus fala aos convidados. (vs.7-11);
b) Jesus fala ao anfitrião (vs.12-14)

a) Aos convidados ele dá uma lição de humildade – Vejamos alguns textos sobre humildade

(MT 18:4) - Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.

(MT 23:12) - E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

(RM 12:16) - Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;
(Fp.2: 3) - nada façais por contenda ou por vanglória, mas com [humildade] cada um considere os outros superiores a si mesmo;

(Cl.3: 12 ) - Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, [humildade], mansidão, longanimidade,

(1Pe.5: 5) - Semelhantemente vós, os mais moços, sede sujeitos aos mais velhos. E cingi-vos todos de [humildade] uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

 Veja também a parábola das Bodas –( Mt.22:1-14)

 Nos banquetes que a sociedade atual faz costumam marcar o local.

 Os escribas e fariseus gostavam de escolher as melhores cadeiras para sentar-se –
(Mt.23:6) - gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras [cadeira]s nas sinagogas,

 Gostavam de serem vistos pelos homens e receber os louvores dos homens
(MT 23:1) - ENTÃO falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,
(MT 23:2) - Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
(MT 23:3) - Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;
(MT 23:4) - Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;
(MT 23:5) - E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,
(MT 23:6) - E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas,
(MT 23:7) - E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.

b) Ao anfitrião ele ensina o princípio da generosidade e o benefício não do presente, mas a do futuro na ressurreição dos justos -

 A lista do Senhor é os mancos e os cegos. Mancos e cegos eram excluídos do templo – (vs.12-13) onde estiver o nosso coração estará a nossa lista.

 O investimento no presente será recompensado no futuro na ressurreição dos justos – (vs.14)

ALGUNS EXEMPLOS DA RECOMPENSA FUTURA
(Mt.6:20) - mas ajuntai para vós [tesouro]s no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
(Mt.6:21) - Porque onde estiver o teu [tesouro], aí estará também o teu coração.

(Mt.19:21) - Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um [tesouro] no céu; e vem, segue-me.

(Mc.10:21) - E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Uma coisa te falta; vai vende tudo quanto tens e dá-o aos pobres, e terás um [tesouro] no céu; e vem, segue-me.

(LC 12:20) - Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
(LC 12:21) - Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.

(Lc.12:33) - Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não envelheçam; [tesouro] nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.

(HB 11:24) - Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
(HB 11:25) - Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;
(HB 11:26) - Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

c) Devemos ter o cuidado para não ter comportamento de fariseus.

 Convidar quem nos poderia convidar.
 Ter lugar de honra no convite.
 Ser reconhecido pelos homens.
 Ter sua posição social em destaque .
 Se auto-promover no lugar de ser promovido por outros.
 Ter em sua lista somente pessoas ilustres e de posição social elevada desconsiderando completamente os mais simples.
 Ter vista grossa pelos defeituosos fisicamente.
 Visar recompensar ao que lhe convidou.

Elaborado por
Romildo Gurgel

PARÁBOLA DO SERVO VIGILANTE


Por
Romildo Gurgel

LEITURA BÍBLICA: (Lc. 12:35-48)

1 - INTRODUÇÃO:
A idéia que se destaca nessa parábola, como em outras, é a de estar preparado para a vinda de Cristo. Todos os que são membros da casa da fé, servos uns com os outros do mestre, despenseiros dos mistérios da graça, deverão empenhar-se uns aos outros nas coisas do reino divino, e viver e trabalhar em conjunto para o Rei. (Herbert Lockyer)

2 – OBSERVANDO A PARÁBOLA

a) É UMA ALERTA - A parábola é apresentada como uma comparação. Jesus compara o estado de alerta a homens que esperam pelo seu Senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram – (v.36)

b) OS DISCÍPULOS DEVEM ESTAR PREPARADOS - Jesus diz para seus discípulos que estejam preparados para o serviço e que mantenham acesas as suas lâmpadas.

c) TODOS DEVEM ESPERAR DE IGUAL MODO SEM REVERSAMENTO NA ESPERA - Nesta parábola, todos os servos que estão esperando pelo Senhor, devem abrir a porta quando Ele bater. Não é uma única pessoa que esta esperando o Senhor, mas todos quando ouvir o bater da porta, devem abri-la – (V.36)

d) OS QUE ABREM A PORTA SÃO OS QUE ESTÃO ESPERANDO - (V.36)

e) OS SERVOS NÃO SABEM QUANDO OUVIRÃO A BATIDA – Por isso, esperam cingidos e com as lâmpadas acesas – (v.35)

3 – PORQUE DEVEM TODOS OS SERVOS SE MANTER ACORDADOS ? E PORQUE DEVEM TODOS ELES ATENDER À PORTA ?

 Porque Jesus queria retratar o relacionamento de confiança que existia entre o senhor e seus servos.
Nós observamos isso na palavra” Bem aventurado” que ocorre na parábola por três vezes-

(Lucas 12:37) - Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá.
(Lucas 12:38) - E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos.

(Lucas 12:43) - Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.

4 – O QUE O SENHOR DEIXOU CLARO PARA OS SEUS DISCIPULOS FAZEREM NA OCASIÃO DA SUA VOLTA ?
a) Eles teriam que estar cingidos – (v.35) A fim de ter liberdade de atividade, os homens prendiam as saias de suas túnicas em seus cintos. Cingido sig. Estar pronto para agir.
PAULO DIZ QUE SE DEVE SINGIR-SE NA VERDADE E NA PRÁTICA
(Efésios 6:14) - Estai, pois, firmes, tendo CINGIDOS os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

JOÃO DIZ QUE OS ANJOS SÃO CINGIDOS COM CINTOS DE OURO, OU SEJA, TRABALHAM EM OBEDIÊNCIA AS ORDENS DE DEUS
(Apocalipse 15:6) - E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo, vestidos de linho puro e resplandecente, e CINGIDOS com cintos de ouro pelos peitos.

PEDRO DIZ QUE CINGIR-SE É NO ENTENDIMENTO
(1 Pedro 1:13) - Portanto, CINGINDO os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo;

 Na parábola das Bodas, o critério para participar dela era esta vestido com vestes nupciais. Já aqui nesta, Jesus exorta a estarmos cingidos.

b) Teriam que manter acesa a candeia –(v.35) Isto lembra a parábola das 10 virgens.

AS LOUCAS NÃO LEVARAM AZEITE PARA MANTER ACESA A CANDEIA
(Mateus 25:3) - As loucas, tomando as suas LÂMPADAS, não levaram azeite consigo.

AS PRUDENTES LEVARAM AZEITE SUFICIENTE
(Mateus 25:4) - Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas LÂMPADAS.

COM A AUSÊNCIA DO SENHOR, AS VIRGENS PREPARAM AS CANDEIAS
(Mateus 25:7) - Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas LÂMPADAS.

AS LOUCAS EMBORA ESTEJAM ACORDADAS, ESTÃO COM AS CANDEIAS APAGADAS
(Mateus 25:8) - E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas LÂMPADAS se apagam.

c) Teriam que abrirem a porta quando ouvissem a batida – Isto lembra a Igreja de Laodicéia – (v.36)
(Apocalipse 3:20) - Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

 A porta é a do coração
 O arrebatamento é universal; e a batida na porta é universal...

d) Teriam que servir ao Senhor, mas uma série inesperada de acontecimentos toma lugar: o senhor se torna servo. Ele se veste para o serviço, seus servos tomam lugar à mesa e ele os serve – (v.37)
(Lucas 12:37) - Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá.

O COMUM NA ATIVIDADE DE UM SERVO SERIA TRABALHAR SEM ESPERAR NADA EM TROCA PELO TRABALHO (parece até uma ironia para os nossos dias de tanta prosperidade)
(LC 17:7) - E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa?
(LC 17:8) - E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu?
(LC 17:9) - Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado?
(LC 17:10) - Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.

O SENHOR ENSINA AOS SEUS DISCIPULOS O EXEMPLO DE SERVIÇO
(JO 13:2) - E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse,
(JO 13:3) - Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus,
(JO 13:4) - Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.
(JO 13:5) - Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.
(JO 13:6) - Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?
(JO 13:7) - Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.
(JO 13:8) - Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.
(JO 13:9) - Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.
(JO 13:10) - Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos.
(JO 13:11) - Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos.
(JO 13:12) - Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?
(JO 13:13) - Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
(JO 13:14) - Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.
(JO 13:15) - Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.

e) Teriam que dá sustento aos seus conservos ao seu tempo – (v.43)

(Mateus 24:45) - Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o SUSTENTO a seu tempo?

(1 Coríntios 13:3) - E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para SUSTENTO dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

f) Teriam que exercer a mordomia – (V.42) E ISTO É PARA TODOS – (V.41) –

(LC 16:1) - E DIZIA também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens.
(LC 16:2) - E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo.
(LC 16:3) - E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha.
(LC 16:4) - Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
(LC 16:5) - E, chamando a si cada um dos devedores do seu SENHOR, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?
(LC 16:6) - E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinqüenta.
(LC 16:7) - Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta.
(LC 16:8) - E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.
(LC 16:9) - E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
(LC 16:10) - Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.
(LC 16:11) - Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?
(LC 16:12) - E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?
(LC 16:13) - Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
(LC 16:14) - E os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam dele.

g) Teriam que conhecer a vontade do senhor e se aprontar – (v.47)

(Mateus 6:10) - Venha o teu reino, seja feita a tua VONTADE, assim na terra como no céu;

(Mateus 7:21) - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a VONTADE de meu Pai, que está nos céus.

(Mateus 12:50) - Porque, qualquer que fizer a VONTADE de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.

(Mateus 5:19) - Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.

5 – O QUE ACONTECERÁ COM OS DISCIPULOS QUE NÃO VIGIARAM NA VOLTA DO SENHOR ?

a) Não terão lugar a mesa e não serão servidos pelo Senhor – (v.37)

b) Serão castigados e a sua sorte será com os infiéis – (v.46)

c) Serão punidos com muitos açoites – (v.47)

BIBLIOGRAFIA

KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. 1a Edição – 1992. São Paulo – SP

LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia. Editora Vida. 3a Edição 2001. São Paulo – SP.

A Bíblia Explicada – CPAD

Bíblia em Bytes – Bertolini Informática

MORRIS, Leon L. Lucas, introdução e comentário. Editora Mundo Cristão. 1ª Edição. 1994; São Paulo/SP.

Elaboração
Romildo Gurgel

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PARÁBOLA DO RICO INSENSATO


Por
Romildo Gurgel

LEITURA BÍBLICA: (Lc.12:12-21)

I – PANO DE FUNDO HISTÓRICO
Dois irmãos vinham discutindo a respeito de uma herança. O pai tinha morrido, e o irmão mais velho, na opinião do mais novo, não tinha cumprido o que estava especificado no testamento. O irmão mais novo ao curso da ação, fez um apelo a Jesus, visto que era costume da época os rabinos resolverem questões como esta. Os rabinos conheciam a lei, e serviam duplamente como mestre e advogado. Jesus no entanto negou-se a se envolver na disputa e a servir de juiz e árbitro. O irmão que pediu a Jesus para intervir parece ter ido, sozinho, até Jesus. O texto não fala que o irmão mais velho tenha concordado em ter uma terceira pessoa avaliando a situação. O que fica evidente é que a pessoa que se dirigiu a Jesus queria usá-lo como advogado, juiz e árbitro.
Por isso, depois de ter-se dirigido diretamente ao homem, Jesus passou a ensinar à multidão uma lição espiritual, fazendo-lhes uma recomendação geral, e contando-lhe uma parábola.:
Recomendou: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”.

Como mestre, Jesus ensinou aos seus discipulos:
a) Contra o perigo espiritual da avareza – (Ef.5:3)
b) A avareza é idolatria – (Cl.3:5)
c) É o culto a criatura ao invés do criador –
d) Pessoas avarentas não herdam o reino de Deus – (1Co.6:9-10;
e) O apóstolo Paulo ensina a ter cuidado com a avareza - (1Tm.6:7-8)

Na parábola de Jesus, um fazendeiro muito rico teve um verão excepcional, porque na ocasião da ceifa tivera uma colheita abundante. O fazendeiro arrazoava consigo mesmo o que fazer com a colheita e onde guardá-la. Ele resolveu: “Farei isto: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens”. Falando consigo mesmo e usando os pronomes eu e meu repetidamente, ele revela seu extremo egoísmo. Este homem não se sentia seguro dependendo de Deus, não considerava a promessa de Deus e jamais passou pela cabeça a idéia de ajudar os pobres. Ao contrário, pensou em si mesmo, em seu próprio prazer e segurança. O enriquecimento de sua própria vida não era ao menos considerado. Depois de construir maiores celeiros continuou a revelar o seu propósito: “Então direi a minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te”. O circulo de sua vida resumia a um ponto. Ela não se caracterizava pelos pecados de comissão (praticados), mas, sim, pelos pecados de omissão. Deixou de agradecer a Deus as riquezas recebidas e foi negligente o cuidado ao próximo necessitado. Sem Deus e sem o próximo, sua vida estava centrada nele mesmo. Deus interveio chamando-o de louco, e dizendo-lhe que morreria naquela noite. Perderia a vida e todas as suas riquezas. Deus o chamou para prestar contas de seus bens. Queria fazer um balanço de suas posses terrenas e espirituais.

II – ENSINOS FUNDAMENTAIS DA PARÁBOLA

a) “O campo de um homem rico produziu com abundância” – (v.16)
O homem deve reconhecer por mais que se esforce para conseguir, que tudo que lhes vem a mãos, constitui-se uma dádiva de Deus –

 Dinheiro, ouro, riquezas - (1Cr.29:1-14)
 O Senhor é o que enriquece e empobrece – ( Sl.65:8-13; 1Sm.2:7)
 Posição – (Jo.19:10-11)

b) Uma lição espiritual, guardai-vos de toda e qualquer avareza porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui –
 Servos tem que ser sem avareza – (Êx.18:21)
 Do coração é que sai a avareza – (Mc.7:21-22)
 Não podemos amar a Deus e as riquezas, mas poderemos ter bens sem ser avarento – (Mt.6:24)
 Devemos se resguardar de toda e qualquer avareza – (Lc.12:15)
 Devemos nos contentar com o que temos – (Hb.13:5)

c) O homem arrazoava consigo mesmo – (v.17 e 18)
 Ele não conseguiu ver a si mesmo como administrador de tudo aquilo com que Deus o enriquecera – (Lc.16:1-8)

(Lc.12: 42) - Respondeu o Senhor: Qual é, pois, o [mordomo] fiel e prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?

d) A semelhança do rico insensato vejamos alguns textos das escrituras –
(SL 49:6) - Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas,
(SL 49:7) - Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele
(SL 49:8) - (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre),
(SL 49:9) - Para que viva para sempre, e não veja corrupção.
(SL 49:10) - Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens.
(SL 49:11) - O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.
(SL 49:12) - Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem.

(SL 49:16) - Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.
(SL 49:17) - Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.
(SL 49:18) - Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo,
(SL 49:19) - Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz.
(SL 49:20) - O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.

(2PE 2:12) - Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
(2PE 2:13) - Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
(2PE 2:14) - Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
(2PE 2:15) - Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
(2PE 2:16) - Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
(2PE 2:17) - Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.

(TG 4:13) - Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
(TG 4:14) - Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
(TG 4:15) - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
(TG 4:16) - Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna.

e) O acumulo de riquezas terrenas não quer dizer que somos ricos espiritualmente -

 Muitos pensam que são ricos, mas são pobres, sego e nu, como na igreja de Laodicéia –

(AP 3:17) - Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
(AP 3:18) - Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
(AP 3:19) - Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
(AP 3:20) - Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

TUDO VEM DO SENHOR E A ELE DEVOLVEMOS
(1CR 29:14) - Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos.

O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES
(1TM 6:10) - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

f) Em outras parábolas, Jesus fala sobre o uso do dinheiro tanto no campo espiritual como no material -

 O rico insensato e o outro rico que é contrastado com Lázaro não usaram a sua riqueza a favor dos outros – (Lc.16:19-31)

 O alimento espiritual e as dádivas do reino, Jesus não pode omitir quem as deseja –
(MT 15:22) - E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
(MT 15:23) - Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
(MT 15:24) - E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
(MT 15:25) - Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
(MT 15:26) - Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.
(MT 15:27) - E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
(MT 15:28) - Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.

 A ilusão das riquezas bloqueiam qualquer anseio por Deus e pela sua Palavra -
(Mt.6: 24) - Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às r[iquezas].

g) Como Deus deseja que usemos o dinheiro?

 Como um bom homem com o seu tesouro –
(LC 6:45) - O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

 A parábola das Minas e dos talentos revela como Deus espera que os seus servos usem o que tem recebido - Talentos (Mt.25:14-30) e 10 minas (Lc.19:11-27)

h) Como se preparar para se encontrar com o Senhor?

 Buscando as coisas que são de cima e não as que são da terra –( Cl.3)

 As coisas da terra vêm por acréscimo – (Mt.6:25-34)

 Acumulando tesouros que nos sirvam para a eternidade –

(MT 19:21) - Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um TESOURO no céu; e vem, e segue-me.

(MT 13:44) - Também o reino dos céus é semelhante a um TESOURO escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

(MT:6:19) - Não ajunteis para vós [tesouros] na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
(Mt.6:20) -

(LC 12:20) - Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
(LC 12:21) - Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
mas ajuntai para vós [tesouros] no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

(HB 11:24) - Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
(HB 11:25) - Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;
(HB 11:26) - Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

 Negando a vida da alma para ganhá-la no futuro – (Mt.16:24-28), isto implica que o futuro dependerá de como estamos tratando com a nossa alma no presente. Perderemos a alma, quando ganhamos no presente. Então se conclui que o perigo de dar privilégios a nossa vontade e emoções, fará com que no futuro venhamos sofrer alguma perda.

 Esmurrando o corpo e reduzindo a servidão –
(1CO 9:27) - Antes esmurro o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.

Elaborado por
Romildo Gurgel