Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o Pão da Vida. Encontram muito do homem, pouco de Deus. Muito ritual, pouco pão espiritual. Muito da terra, pouco do céu. Estamos substituindo o Pão do céu por outro alimento. Os pregadores pregam para agradar, e não para desafiar. Dão palha em vez de trigo ao povo - Jr 23.28. Estão pregando saúde e prosperidade, e não sobre a cruz de Cristo. Pregam-se os direitos dos homens, não a soberania de Deus. Prega-se sobre libertação e não sobre arrependimento e conversão. Prega-se um outro evangelho e não o evangelho da graça.
Neste sentido o que vemos hoje é uma Igreja Católica querendo ser evangélica. Uma igreja protestante sem protestos. Uma igreja que se diz reformada, carente de uma urgente reforma. Umas igrejas evangélicas, distanciadas do verdadeiro Evangelho. Uma igreja carismática, com muito carisma e pouco caráter.
A igreja gloriosa precisa de santos nos púlpitos e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis, palpáveis, nos seminários, nas ruas, nas faculdades, no trabalho, na família - exalando o aroma de Cristo! Aleluia!
Afinal, você deve estar se perguntado: "O que está acontecendo com esta igreja gloriosa que Paulo falou em Efésios 5.27?"
A graça transformada em libertinagem. É Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, põe a boca no trombone. Leia o versículo 4.
Estão torcendo a mensagem da graça de Deus a fim de arranjarem uma desculpa para sua vida imoral. E o pior disso é que isto está acontecendo dentro de muitas igrejas! Leia o versículo 12. Estes intrusos são prostituídores da graça de Deus! Há uma distância enorme entre a graça de Deus e a libertinagem! Graça é a manifestação maior da misericórdia, da compaixão da paciência de Deus. Graça é o próprio Deus agindo graciosamente para conosco. Enquanto a libertinagem é totalmente oposta a isso!
O culto transformado em show.
Não é apenas a mídia que está usando a palavra show para se referir a alguns cultos. Nós mesmos usamos esse termo em nosso meio. Ora, as palavras show e culto não combinam. O dicionário Aurélio define show como espetáculo de teatro, rádio, TV, com grande montagem - que se destina a diversão - atuação de vários artistas de larga popularidade. Culto: adoração/ homenagem à divindade em qualquer forma (religião). A igreja existe não para oferecer entretenimento, melhora de auto-estima, mas sim para adorar a Deus! Se falharmos nisso, a igreja fracassa!
Perceba o paradoxo: Convide os jovens de nossas igrejas a um show de música gospel e depois os convide a um congresso de Missões. Veja a diferença de pessoas em cada um! O tempo destinado à exposição da Palavra em nossas igrejas, está cada vez menor. Há uma cantoria tremenda! Assim como há pão light, geléia light, comidas light, temos hoje também os cultos lights: leve, ligeiro, alegre e jocoso!
Dízimos transformados em dividendos.
A idéia que o dízimo/oferta abrem as comportas do céu, e deixam derramar tanta prosperidade que você não terá onde guardar está tão generalizada que parece não haver saída para este câncer que se instalou na mente dos evangélicos. Há pessoas que dão tudo o que tem na esperança de melhorarem sua vida, de serem bem-sucedidos em seus negócios. Foi, é esta malfadada teologia da prosperidade que criou esta mentalidade mercantilista do dízimo! Escutem amados: Precisamos mais da prosperidade da Teologia, do que a teologia da prosperidade! Dão não como a viúva que ofertou 2 leptos, pequenas moedas de cobre quase sem valor - uma oferta altruísta, sacrificial. Mas dão para escaparem da falência, de uma doença terminal, de uma separação conjugal.
Esta capacidade maligna de transformar a arte de dar em receber está profanando e tornando antipática a palavra dízimo, de origem santa. Isto é totalmente contra o princípio de Jesus ensinou conforme em Atos 20.35.
O dízimo transformado em dividendos (parte dos lucros líquidos que cabe ao acionista de uma empresa mercantil) inverte os papéis e supervaloriza a obra, em detrimento da graça. Desse modo, Deus assume o papel de devedor e o homem assume o de credor.
Milagres transformados em marketing.
Não há quem precise e não busque a face de Deus para obter livramento frente as difíceis situações da vida: enfermidades, desemprego, morte etc. Devemos buscar a Deus nesses momentos, isso é correto. Agora o que acontece: nós tentamos enquadrar nossas necessidades na lei do mercado. Se há procura, deve haver oferta. Se há problemas difíceis demais, triste demais, complexo demais, então, devem-se ter milagres também. Então, monta-se uma banca, ou um estande de milagres.
O nome de Deus é usado inescrupulosamente. Os milagres não são feitos ao pé do ouvido (como Jesus) sem alarde, sem tocar trombeta: mas de forma sensacional; quanto mais público for, melhor será. Se a igreja não fazia milagres, agora ela tem que fazer, pois caso o contrário perderá seus fiéis e pára de crescer, como a outra está crescendo. Novamente a uma inversão de valores aqui: quando Jesus, o Messias curava, sempre procurava esconder das multidões os prodígios que ele operava. Ele dizia: não conte a ninguém. Então há aqui, uma inversão bíblica, pois enquanto Jesus disse: "Estes sinais acompanharão os que crêem”. Hoje estamos dizendo: os que crêem seguiram estes sinais.
A força moral transformada em força numérica.
A famosa declaração de Jesus em Mt 5.13 de que somos o "sal da terra" mostra o valor da força moral, e não o da força numérica.
Por causa da ênfase demasiada nos números, transformamos a conversão em adesão, que são acontecimentos totalmente diferentes, quando se trata da salvação e da vida eterna. Jesus, o Pão da Vida, nunca se empolgou com as multidões que o seguiam! Na verdade ele discernia os corações, e sabia que muitos estavam ali, não por seu ensino e doutrina, mas sim pelos milagres que ele realizava. Você nunca verá um pregador em uma tribuna dizer: Amados, preguei num Congresso que tinha 20 pessoas. Não! Nunca! Como se Deus estivesse apenas nos grandes ajuntamentos! Quando as multidões quiseram fazer dele um rei, ele se afastou e foi para o monte orar! Que contraste de nossos pregadores! Que amam mais a glória dos homens do que a glória de Deus!
Que o Eterno tenha misericórdia de nós, pois queremos ser a igreja gloriosa, sem mácula, irrepreensível!
No amor de Jesus.
Por: Marcelo De Oliveira
Você achará aqui, reflexões sobre discipulado,Igreja, estudos bíblicos, comentários de textos, sermões,frases e desafios.
segunda-feira, 30 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
--> Porque as pessoas são atraidas pelas más notícias???
(Trocando o "Pão da Vida" pelo "pão que o diabo amassou")
Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra Evangelho deriva do grego euangélion, "boa nova", pelo latim evangeliu.
Sim, resumidamente a palavra Evangelho pode ser definida como "boas novas" ou como boas notícias. Mas, por que gostamos tanto das notícias ruins? Todos os dias ficamos sabendo de guerras, mortes, desastres naturais, falência pessoal. Gostamos de saber quem foi preso, quem perdeu tudo e está endividado, quais casais estão separando, quem está traindo o marido ou a esposa, quais filhos estão usando drogas ou coisas assim.
A pergunta que desafia o nosso coração é: por que gostamos tanto de notícias ruins? Por que temos essa “síndrome de urubu” de ficar voando em cima da carniça? Logicamente os nossos jornais só falam de desgraça porque é isso que grande parte das pessoas gostam de ouvir, mesmo porque as empresas de comunicação sobrevivem da audiência que conseguem cativar.
Nesse ponto, o ditado popular de que “a boca fala o que o coração está cheio” é uma grande verdade. Não é atoa que os jornais, as novelas, os programas de auditório, as revistas estão recheados de coisas ruins. É a lógica do que é ruim. É a “síndrome do urubu” sobrepujando o vôo do beija-flor. Enfim, é a lógica da maldade alimentando mais maldade ainda.
Parece que estamos doentes e precisando de cura. Não é possível que vamos passar a vida inteira só alimentando desgraça após desgraça. Maldade após maldade. Hoje a Palavra de Deus tem um tratamento especial para o meu e para o seu coração. Deus nos ama e não quer que a nossa vida se transforme num disk-entulho de desgraças.
Se por um lado Jesus é o Verbo, ou seja a Palavra, se por um lado o Evangelho pode ser traduzido como “boas novas” como “boas notícias”, por outro, o apego às notícias ruins, a influência da maldade na vida das pessoas denotam, claramente, um afastamento da Bíblia, das revelações dos céus. Talvez, até de forma inconsciente a humanidade deixa de receber o bom alimento da parte de Deus, para se empaturrar com a maldade que prolifera nas relações sociais.
Na tentação de Jesus Cristo no deserto, quando, aqui na terra, o céu lutou contra o inferno, quando as boas notícias enfrentaram as más notícias, quando a boa influência esteve frente a frente com a influência maligna vamos encontrar uma revelação divina importante para as nossas vidas.
O Evangelho nos relata que o tentador chegou para Jesus e disse, se tu és o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães ao que Jesus respondeu: - nem só de pão viverá o homem mas de toda a Palavra que sai da boca do Senhor.
Sabe o que está acontecendo conosco? Sabe o que o diagnóstico das Sagradas Escrituras nos diz? É que estamos perdendo a Palavra de Deus e nos alimentando do pão do maligno, ou na expressão popular, estamos trocando o “pão da vida” de Jesus, pelo “pão que o diabo amassou”.
Mas isso não é alimento para a vida de ninguém. Isso não alimenta a alma, isso faz mal para a existência. Mesmo estando com fome, mesmo em um momento de extrema necessidade Jesus rejeitou esse pão no deserto para declarar que o que realmente alimenta a vida é a Palavra de Deus.
Jesus mudou as manchetes negativas na vida das pessoas porque o evangelho é a “boa nova”, as “boas notícias” para a salvação de todo aquele que crer. Vamos ver alguns exemplos na Palavra de Deus:
1 A má notícia seria: “Noivo passa vergonha porque faltou vinho o seu casamento”
Jesus muda a história e a manchete tem que ser: “Noivo é abençoado porque Jesus, o Filho de Deus, transformou a água em vinho no seu casamento”
2 A manchete negativa seria: “Doze homens que seguiam líder religioso morrem afogado numa tempestade no mar”.
O Evangelho muda a notícia para dizer: “Jesus acalma a tempestade para salvar a vida de seus discípulos”
3 Plantão de notícias negativas da cidade de Naim: “Viúva desamparada sai para enterrar seu único filho”.
Plantão das boas notícias do céu afirma: “Jesus ressuscita o filho da viúva e os dois voltam felizes para a casa”
4 Documentário negativo: A triste história do paralítico de Betesda que a trinta e oito anos vive à espera de um milagre que nunca chega”.
Documentário positivo do céu: Em poucos minutos Jesus curou o paralítico a beira do tanque de Betesda. Testemunhas dizem que após o milagre ele saiu carregando a própria cama”
5 Out-door das más notícias: O salário do pecado é a morte.
Out-door do evangelho: Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor.
Especialmente neste tempo quando as más notícias se multiplicam por todos os lados precisamos aprender a nos alimentar cada vez mais com a Palavra de Deus.
A Bíblia possui as melhores notícias para as nossas vidas, e apenas mais uma delas queremos deixar para o nosso coração. Diz o texto: “Porque estou certo de quem nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”
Se alimente das boas notícias que só Deus tem para a sua existência.
Extraido do site da revista ULTIMATO
Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra Evangelho deriva do grego euangélion, "boa nova", pelo latim evangeliu.
Sim, resumidamente a palavra Evangelho pode ser definida como "boas novas" ou como boas notícias. Mas, por que gostamos tanto das notícias ruins? Todos os dias ficamos sabendo de guerras, mortes, desastres naturais, falência pessoal. Gostamos de saber quem foi preso, quem perdeu tudo e está endividado, quais casais estão separando, quem está traindo o marido ou a esposa, quais filhos estão usando drogas ou coisas assim.
A pergunta que desafia o nosso coração é: por que gostamos tanto de notícias ruins? Por que temos essa “síndrome de urubu” de ficar voando em cima da carniça? Logicamente os nossos jornais só falam de desgraça porque é isso que grande parte das pessoas gostam de ouvir, mesmo porque as empresas de comunicação sobrevivem da audiência que conseguem cativar.
Nesse ponto, o ditado popular de que “a boca fala o que o coração está cheio” é uma grande verdade. Não é atoa que os jornais, as novelas, os programas de auditório, as revistas estão recheados de coisas ruins. É a lógica do que é ruim. É a “síndrome do urubu” sobrepujando o vôo do beija-flor. Enfim, é a lógica da maldade alimentando mais maldade ainda.
Parece que estamos doentes e precisando de cura. Não é possível que vamos passar a vida inteira só alimentando desgraça após desgraça. Maldade após maldade. Hoje a Palavra de Deus tem um tratamento especial para o meu e para o seu coração. Deus nos ama e não quer que a nossa vida se transforme num disk-entulho de desgraças.
Se por um lado Jesus é o Verbo, ou seja a Palavra, se por um lado o Evangelho pode ser traduzido como “boas novas” como “boas notícias”, por outro, o apego às notícias ruins, a influência da maldade na vida das pessoas denotam, claramente, um afastamento da Bíblia, das revelações dos céus. Talvez, até de forma inconsciente a humanidade deixa de receber o bom alimento da parte de Deus, para se empaturrar com a maldade que prolifera nas relações sociais.
Na tentação de Jesus Cristo no deserto, quando, aqui na terra, o céu lutou contra o inferno, quando as boas notícias enfrentaram as más notícias, quando a boa influência esteve frente a frente com a influência maligna vamos encontrar uma revelação divina importante para as nossas vidas.
O Evangelho nos relata que o tentador chegou para Jesus e disse, se tu és o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães ao que Jesus respondeu: - nem só de pão viverá o homem mas de toda a Palavra que sai da boca do Senhor.
Sabe o que está acontecendo conosco? Sabe o que o diagnóstico das Sagradas Escrituras nos diz? É que estamos perdendo a Palavra de Deus e nos alimentando do pão do maligno, ou na expressão popular, estamos trocando o “pão da vida” de Jesus, pelo “pão que o diabo amassou”.
Mas isso não é alimento para a vida de ninguém. Isso não alimenta a alma, isso faz mal para a existência. Mesmo estando com fome, mesmo em um momento de extrema necessidade Jesus rejeitou esse pão no deserto para declarar que o que realmente alimenta a vida é a Palavra de Deus.
Jesus mudou as manchetes negativas na vida das pessoas porque o evangelho é a “boa nova”, as “boas notícias” para a salvação de todo aquele que crer. Vamos ver alguns exemplos na Palavra de Deus:
1 A má notícia seria: “Noivo passa vergonha porque faltou vinho o seu casamento”
Jesus muda a história e a manchete tem que ser: “Noivo é abençoado porque Jesus, o Filho de Deus, transformou a água em vinho no seu casamento”
2 A manchete negativa seria: “Doze homens que seguiam líder religioso morrem afogado numa tempestade no mar”.
O Evangelho muda a notícia para dizer: “Jesus acalma a tempestade para salvar a vida de seus discípulos”
3 Plantão de notícias negativas da cidade de Naim: “Viúva desamparada sai para enterrar seu único filho”.
Plantão das boas notícias do céu afirma: “Jesus ressuscita o filho da viúva e os dois voltam felizes para a casa”
4 Documentário negativo: A triste história do paralítico de Betesda que a trinta e oito anos vive à espera de um milagre que nunca chega”.
Documentário positivo do céu: Em poucos minutos Jesus curou o paralítico a beira do tanque de Betesda. Testemunhas dizem que após o milagre ele saiu carregando a própria cama”
5 Out-door das más notícias: O salário do pecado é a morte.
Out-door do evangelho: Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor.
Especialmente neste tempo quando as más notícias se multiplicam por todos os lados precisamos aprender a nos alimentar cada vez mais com a Palavra de Deus.
A Bíblia possui as melhores notícias para as nossas vidas, e apenas mais uma delas queremos deixar para o nosso coração. Diz o texto: “Porque estou certo de quem nem a morte, nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”
Se alimente das boas notícias que só Deus tem para a sua existência.
Extraido do site da revista ULTIMATO
quarta-feira, 11 de março de 2009
--> O discípulo deve crucificar a carne
Crucificando a Carne (Gálatas 5:19-21)
A carta de Paulo aos gálatas ataca com força a doutrina falsa que alguns cristãos judeus estavam ensinando, pela qual tentavam obrigar os cristãos a obedecer a lei que Deus havia dado aos israelitas, no Velho Testamento. Ele demonstra efetivamente que nossa justificação é pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei de Moisés. Os primeiros quatro capítulos do livro apresentam e defendem seus argumentos para mostrar que não somos escravos sob a velha lei, mas livres em Cristo. Em Gálatas 5:1, ele faz este forte apelo: "para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão."
Paulo faz, então, uma transição dos argumentos doutrinários contra este erro de alguns irmãos judeus, para os argumentos práticos que todos podemos e devemos aplicar em nossas vidas. Pondo de lado a lei do Velho Testamento, ele continua dizendo: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor" (Gálatas 5:13). Este contraste entre nossa liberdade em Cristo e a escravidão à carne é desenvolvido nos versículos finais do capítulo 5, onde ele mostra que devemos andar no Espírito e recusarmo-nos a satisfazer os desejos pecaminosos de nossa carne. Ele nos diz que estamos em uma guerra que o Espírito deve vencer. Para ajudar-nos a ser vitoriosos, ele enumera as obras da carne e coloca-as em contraste direto com o fruto do Espírito. Vai nos ajudar a vencer o inimigo dos desejos carnais se considerarmos cuidadosamente esta lista e o significado das palavras que Paulo emprega.
As Obras da Carne (Gálatas 5:19-21)
Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.
Pecados de Impureza Sexual
Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum, "prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus 13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal barata e vazia.
Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.
Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.
Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa
Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses 3:5).
Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra "farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.
Pecados Contra Outras Pessoas
As obras da carne incluem oito palavras que se referem a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no Espírito.
Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).
Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.
Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a outras pessoas.
Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente, vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).
Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de Cristo (Filipenses 2:1-8).
Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios 1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).
Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.
Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam.
Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio
Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.
Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós.
E Coisas Semelhantes
Esta não é uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.
A Conseqüência do Servir à Carne
Paulo não deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: ". . . a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam". Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de dentro para fora (Romanos 12:1-2).
por Dennis Allan
A carta de Paulo aos gálatas ataca com força a doutrina falsa que alguns cristãos judeus estavam ensinando, pela qual tentavam obrigar os cristãos a obedecer a lei que Deus havia dado aos israelitas, no Velho Testamento. Ele demonstra efetivamente que nossa justificação é pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei de Moisés. Os primeiros quatro capítulos do livro apresentam e defendem seus argumentos para mostrar que não somos escravos sob a velha lei, mas livres em Cristo. Em Gálatas 5:1, ele faz este forte apelo: "para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão."
Paulo faz, então, uma transição dos argumentos doutrinários contra este erro de alguns irmãos judeus, para os argumentos práticos que todos podemos e devemos aplicar em nossas vidas. Pondo de lado a lei do Velho Testamento, ele continua dizendo: "Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor" (Gálatas 5:13). Este contraste entre nossa liberdade em Cristo e a escravidão à carne é desenvolvido nos versículos finais do capítulo 5, onde ele mostra que devemos andar no Espírito e recusarmo-nos a satisfazer os desejos pecaminosos de nossa carne. Ele nos diz que estamos em uma guerra que o Espírito deve vencer. Para ajudar-nos a ser vitoriosos, ele enumera as obras da carne e coloca-as em contraste direto com o fruto do Espírito. Vai nos ajudar a vencer o inimigo dos desejos carnais se considerarmos cuidadosamente esta lista e o significado das palavras que Paulo emprega.
As Obras da Carne (Gálatas 5:19-21)
Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.
Pecados de Impureza Sexual
Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum, "prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus 13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal barata e vazia.
Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.
Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.
Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa
Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses 3:5).
Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra "farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.
Pecados Contra Outras Pessoas
As obras da carne incluem oito palavras que se referem a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no Espírito.
Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).
Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.
Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a outras pessoas.
Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente, vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).
Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de Cristo (Filipenses 2:1-8).
Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios 1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).
Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.
Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam.
Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio
Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.
Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós.
E Coisas Semelhantes
Esta não é uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.
A Conseqüência do Servir à Carne
Paulo não deixa dúvida em seu comentário final, no versículo 21: ". . . a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam". Há uma ligação inegável entre nossa conduta e nossa salvação eterna. A pessoa que não permite ao Espírito mudar totalmente sua vida e remover tal carnalidade não receberá o prêmio de um lar eterno com Deus. Devemos ser transformados de dentro para fora (Romanos 12:1-2).
por Dennis Allan
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
--> MULTIDÃO E DISCIPULOS: As duas igrejas da realidade
por Ariovaldo Ramos
Em Mateus 16, do verso 13 ao 20, Jesus, enquanto caminhava para Cesaréia, aldeia ao norte da Galiléia, administrada por Filipe, perguntou aos seus discípulos sobre o que o povo pensava dele. Queria saber que identidade lhe atribuiam.
A gente sempre se relaciona com o outro a partir da identidade que lhe atribuimos, independente dessa identidade atribuída corresponder ou não com a identidade assumida pelo outro.
O povo atribuiu ao Senhor a identidade de profeta. É verdade que o compararam aos profetas mais contundentes que Israel já conheceu: Elias, Jeremias e João Batista. Mas profeta.
O povo errou, entretanto, Jesus não fez nenhum comentário.
O povo não sabia quem era Jesus, mas não se importava muito com isso, porque buscava o que Cristo lhes pudesse fazer, não, necessariamente, o que tivesse a lhes dizer. Tanto que Jesus teve de orientar os discípulos a ter sempre um barquinho à mão caso ele fosse comprimido pelo povo (Mc 3.9,10). Porque, como o povo percebera que bastava tocar em Jesus para ser curado, muitos arrojavam-se sobre ele para o tocar. Iam ao encontro de Jesus para buscar uma benção. De fato, ao invés de irem ao encontro de Jesus, iam-lhe de encontro. Jesus, então, foi obrigado a se proteger do povo que queria abraçar.
Acho que podemos chamar a esse ajuntamento de A Igreja da Multidão. A igreja que não sabe quem é Jesus, só sabe e só se importa em saber o que Jesus lhe pode fazer, como lhe pode ser útil.
Hoje, cada vez mais, há igrejas que parecem ter o mesmo perfil da multidão: sua mensagem acaba por incentivar um relacionamento utilitário com Jesus.
Em contrapartida há a Igreja dos Discípulos.
Pedro, à mesma pergunta, respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. Resposta perfeita, porque diz que Jesus era o Messias esperado, mas era mais do que se esperava, pois aguardava-se o maior de todos os profetas (era o que criam os mestres de Israel na época), entretando, Deus mesmo veio em carne e osso para salvar a humanidade.
Essa Igreja sabe quem Jesus é. E o sabe porque o próprio Pai o revelou, como afirmou Jesus a Pedro. A Igreja dos Discípulos é a Igreja que o Pai deu para o Filho, porque pertence a ela aqueles a quem Jesus, pelo Pai, foi apresentado (Jo 6.44).
A Igreja dos Discípulos sabe que a única maneira de relacionar-se corretamente com Jesus é através da adoração. A um líder a gente segue; a um chefe a gente obedece; a um profeta a gente ouve; de um mestre a gente aprende; a Deus a gente adora. Essa é a Igreja que o Filho edifica, porque esta fica sobre a Pedra, que é Jesus reconhecido como Deus que veio em carne e osso para nos salvar.
E como nos ensinou o apóstolo Paulo, adorar a Jesus é imitá-lo (1 Co 11.1). E isso é fruto do desejo de ser igual a Jesus, e quanto mais a gente anda em direção a esse desejo, mais o Espírito Santo o torna realidade em nossas vidas (2 Co 3.18).
A Igreja da Multidão está à cata das bençãos. Do tipo que até o adversário pode dar.
A Igreja dos Discípulos está à cata das palavras de vida eterna; essas que só Jesus tem (Jo 6.68).
A Igreja da Multidão busca crescer a todo custo, e para isso lança mão de todo e qualquer esquema.
A Igreja dos Discípulos vai buscar as ovelhas de Cristo, as que reconhecerão a sua voz, para que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10.16); e, para isso insiste na exposição da verdade que liberta.
A Igreja da Multidão promete o fim do sofrimento e bençãos materiais.
A Igreja dos Discípulos promete a vida abundante e a ressurreição.
A Igreja da Multidão convoca indivíduos a serem individualistas: a terem tudo o que, pela fé, possam conseguir.
A Igreja dos Discípulos convoca indivíduos a serem pessoas comunitárias: a doarem tudo o que a fé, que liberta das posses, permite doar.
A Igreja da Multidão exorta as pessoas a desfrutarem o mundo.
A Igreja dos Discípulos exorta as pessoas a, irmanadas, transformarem o mundo.
A igreja dos Discipulos está querendo mais da vida de Jesus para, na vida, ser cada vez mais como Jesus.
Cada pessoa que se diz seguidora de Cristo; cada pessoa que se considera pregadora do evangelho; cada comunidade que se diz cristã precisa se submeter a esse gabarito, para descobrir de que referencial faz parte, ou de qual se aproxima mais: da Igreja da Multidão ou da Igreja dos Discípulos.
Todos seremos tentados a buscar o que busca a Igreja da Multidão, mas não nos esqueçamos: o tesouro é Cristo e, com ele, vem tudo o que precisamos para ser como ele: gente como gente deve ser.
No Reino de Deus Jesus é tudo em todos os súditos; e tudo o que os súditos do Reino querem ser é todo Jesus.
Em Mateus 16, do verso 13 ao 20, Jesus, enquanto caminhava para Cesaréia, aldeia ao norte da Galiléia, administrada por Filipe, perguntou aos seus discípulos sobre o que o povo pensava dele. Queria saber que identidade lhe atribuiam.
A gente sempre se relaciona com o outro a partir da identidade que lhe atribuimos, independente dessa identidade atribuída corresponder ou não com a identidade assumida pelo outro.
O povo atribuiu ao Senhor a identidade de profeta. É verdade que o compararam aos profetas mais contundentes que Israel já conheceu: Elias, Jeremias e João Batista. Mas profeta.
O povo errou, entretanto, Jesus não fez nenhum comentário.
O povo não sabia quem era Jesus, mas não se importava muito com isso, porque buscava o que Cristo lhes pudesse fazer, não, necessariamente, o que tivesse a lhes dizer. Tanto que Jesus teve de orientar os discípulos a ter sempre um barquinho à mão caso ele fosse comprimido pelo povo (Mc 3.9,10). Porque, como o povo percebera que bastava tocar em Jesus para ser curado, muitos arrojavam-se sobre ele para o tocar. Iam ao encontro de Jesus para buscar uma benção. De fato, ao invés de irem ao encontro de Jesus, iam-lhe de encontro. Jesus, então, foi obrigado a se proteger do povo que queria abraçar.
Acho que podemos chamar a esse ajuntamento de A Igreja da Multidão. A igreja que não sabe quem é Jesus, só sabe e só se importa em saber o que Jesus lhe pode fazer, como lhe pode ser útil.
Hoje, cada vez mais, há igrejas que parecem ter o mesmo perfil da multidão: sua mensagem acaba por incentivar um relacionamento utilitário com Jesus.
Em contrapartida há a Igreja dos Discípulos.
Pedro, à mesma pergunta, respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. Resposta perfeita, porque diz que Jesus era o Messias esperado, mas era mais do que se esperava, pois aguardava-se o maior de todos os profetas (era o que criam os mestres de Israel na época), entretando, Deus mesmo veio em carne e osso para salvar a humanidade.
Essa Igreja sabe quem Jesus é. E o sabe porque o próprio Pai o revelou, como afirmou Jesus a Pedro. A Igreja dos Discípulos é a Igreja que o Pai deu para o Filho, porque pertence a ela aqueles a quem Jesus, pelo Pai, foi apresentado (Jo 6.44).
A Igreja dos Discípulos sabe que a única maneira de relacionar-se corretamente com Jesus é através da adoração. A um líder a gente segue; a um chefe a gente obedece; a um profeta a gente ouve; de um mestre a gente aprende; a Deus a gente adora. Essa é a Igreja que o Filho edifica, porque esta fica sobre a Pedra, que é Jesus reconhecido como Deus que veio em carne e osso para nos salvar.
E como nos ensinou o apóstolo Paulo, adorar a Jesus é imitá-lo (1 Co 11.1). E isso é fruto do desejo de ser igual a Jesus, e quanto mais a gente anda em direção a esse desejo, mais o Espírito Santo o torna realidade em nossas vidas (2 Co 3.18).
A Igreja da Multidão está à cata das bençãos. Do tipo que até o adversário pode dar.
A Igreja dos Discípulos está à cata das palavras de vida eterna; essas que só Jesus tem (Jo 6.68).
A Igreja da Multidão busca crescer a todo custo, e para isso lança mão de todo e qualquer esquema.
A Igreja dos Discípulos vai buscar as ovelhas de Cristo, as que reconhecerão a sua voz, para que haja um só rebanho e um só pastor (Jo 10.16); e, para isso insiste na exposição da verdade que liberta.
A Igreja da Multidão promete o fim do sofrimento e bençãos materiais.
A Igreja dos Discípulos promete a vida abundante e a ressurreição.
A Igreja da Multidão convoca indivíduos a serem individualistas: a terem tudo o que, pela fé, possam conseguir.
A Igreja dos Discípulos convoca indivíduos a serem pessoas comunitárias: a doarem tudo o que a fé, que liberta das posses, permite doar.
A Igreja da Multidão exorta as pessoas a desfrutarem o mundo.
A Igreja dos Discípulos exorta as pessoas a, irmanadas, transformarem o mundo.
A igreja dos Discipulos está querendo mais da vida de Jesus para, na vida, ser cada vez mais como Jesus.
Cada pessoa que se diz seguidora de Cristo; cada pessoa que se considera pregadora do evangelho; cada comunidade que se diz cristã precisa se submeter a esse gabarito, para descobrir de que referencial faz parte, ou de qual se aproxima mais: da Igreja da Multidão ou da Igreja dos Discípulos.
Todos seremos tentados a buscar o que busca a Igreja da Multidão, mas não nos esqueçamos: o tesouro é Cristo e, com ele, vem tudo o que precisamos para ser como ele: gente como gente deve ser.
No Reino de Deus Jesus é tudo em todos os súditos; e tudo o que os súditos do Reino querem ser é todo Jesus.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
--> PARÁBOLA DOS MENINOS BRINCANDO NA PRAÇA
Pelo Pr.Romildo Gurgel
Leitura Bíblica: (Mt.11:16-19; Lucas 7:31-35)
INTRODUÇÃO:
A cena da parábola foi extraída diretamente do cotidiano. Jesus teve uma visão conhecida das crianças inventando suas brincadeiras e representando-as. O faz-de-contas podia, muito bem, ter acontecido assim: vários meninos e meninas estavam brincando na praça, provavelmente vazia. Algumas crianças queriam brincar de casamento. Além da noiva e do noivo, precisavam de um tocador de flauta, pois um grupo deveria dançar na festa. Embora o noivo e a noiva estivessem prontos, e uma das crianças providenciasse a música de flauta, o resto das crianças se recusou a dançar. Não estavam interessados em brincar de casamento.
Em outro exemplo, algumas crianças queriam representar um funeral. Uma delas tinha que se fingir de morta, enquanto outras cantavam um canto fúnebre. O resto tinha que chorar – mas se recusaram. Não queriam participar daquela brincadeira fúnebre. As crianças que tinham inventado as brincadeiras sentaram-se e disseram aos outros:
Nós tocamos flauta,
E não dançastes;
Entoamos lamentações,
E não chorastes.
I. Interpretação da parábola
1. A parábola gira em torno de Jesus comparar e assemelhar sua geração a crianças brincando na praça.
2. Os personagens da parábola são:
- Crianças - Devemos observar a esperança deste povo na época
- João Batista - “foi aquele que entoou lamentações” mas não choraram
- O Filho do homem – “foi aquele que tocou flauta” para arranjar uma noiva para si, mas não dançaram.
a)CRIANÇAS – São os judeus da época de Jesus que estavam esperando a manifestação do messias para a libertação do cativeiro e domínio Romano.
- O império romano foi o único que não levou nenhum judeu cativo para Roma. Antes, o imperador construiu suas bases na própria região dos judeus e da extensão do seu domínio elegendo governadores nas principais cidades. – (Lc.3:1)
- A moeda que circulava tinha a efígie de César (Mt.22:17-21), onde concluímos que o cativeiro era político.
- Os judeus acusam Jesus diante de Pilatos, afirmando que ele se diz ser o messias, o rei – (Lc.23:1-7)
- Todo aquele que se fazia rei, era contra César – (Jo.19:12)
- Os judeus diante da acusação, disse que tinham o rei, que era César – (Jo.19:12-15)
- César no domínio, fez um recenseamento do mundo - Lc.2:1
- Paulo e Silas pregam em Tessalônica e se hospedam na casa de Jasom, onde este é arrastado para as autoridades, afirmando: estes que tem transformado o mundo chegou até nós – (At.17:1-8)
- Os judeus esperavam um Messias que lhes restaurasse o reino a Israel desse cativeiro tão sofisticado. - (At.1:6)
Este era o quadro geral dos judeus na época de Jesus
b) JOÃO BATISTA –
- Seu nascimento foi predito – (Is.40:1-11; Mt.4:5)
- Nasceu em resposta a uma oração por uma mãe estéril - (Lc.1:13)
- João se vestia de pele de camelo, não tinha interesse por comida e bebida, comia gafanhotos e mel silvestre – (Mt.3:4)
- Vivia no deserto e batizava as pessoas para o arrependimento – (Mc.1:4)
- A mensagem de João batista era um convite ao arrependimento, e o batismo. O batismo é como um símbolo da morte e ressurreição do Senhor – (At.13:24; Rm.6:4; Cl.2:12; 1Pe. 3:18-21)
- João por ter um comportamento isolado e vida estranha e peculiar, não comendo e bebendo segundo os costumes, os opositores diziam: “tem demônio”, isto é, queriam dizer que estavam endemoninhado.(Lc.7:33)
- Segundo a parábola, as crianças bolaram uma brincadeira de um funeral, que tipifica a mensagem de João Batista (seputamento pelo batismo). As crianças depois de fazerem toda a encenação de um sepultamento, as outras não lamentaram e nem choraram.(Lc.7:32)
c) FILHO DO HOMEM
- O Filho do homem é Jesus
- Cristo não é somente o salvador, mas o amigo dos pecadores, que se condói dos seus problemas e sente a sua dor.
- Ele tem o prazer de sentar-se com você e cear com você – (Ap.3:20)
- Jesus ao se fazer carne, Ele veio buscar uma noiva para si, e esta noiva é separa pelo batismo – (Jo.3:22-30; Rm 6:)
- A noiva se prepara no presente, para um casamento no futuro, bodas do Cordeiro (Ap.19:7)
- A aparência da noiva do Cordeiro (uma grande cidade cheia de edifícios – (Ap.21:9-27)
- Os discípulos mostram o edifício do templo a Jesus – ( Mc.13:1-2)
- Jesus disse que edificaria a sua casa em três dias –
- Paulo diz que somos edifício de Deus – (1Co.3:9)
- Temos que avaliar como estamos levantando o edifício – (1Co.3:12)
- O nosso edifício tem que crescer de uma maneira ajustada para templo do Senhor – (Ef.2:21)
- De acordo com a parábola : “tocar flauta, é um ritual de um casamento”- (Lc.7:32)
- Um casamento na época de Jesus era regado de muito vinho e danças – (João 2:1-12)
- Cristo e João Batista “tocaram flauta” para pregar o evangelho do reino, mas os fanáticos judeus não dançaram pelo gozo da salvação; João e Cristo “entoaram lamentações” para pregar o arrependimento, mas os fanáticos judeus não “prantearam”, pela dor de seu pecado. A justiça de Deus exigia que se arrependessem, mas não quiseram obedecer; a graça de Deus lhes proporcionou salvação, mas não a quiseram receber. (transcrito dos evangelhos: Versão Restauração – Editora Arvore da Vida pag. 67/ § 17.1)
- Para João Batista, que não comia e bebia, quando receberam o convite para prantear, disseram: “Tem demônio” – (Mt.11:18)
- Para Jesus quando chamou para noivar, disseram: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores”. – Mt.11:19)
-“a sabedoria é justificada por suas obras”- (Mt.11:19d)
- A sabedoria é Cristo – (1Co.1:24,30)
- O que quer que Cristo tenha feito foi pela sabedoria de Deus, que é Ele mesmo. Essa sabedoria foi justificada, vindicada, pelas Suas obras sábias, pelos Seus feitos sábios. (transcrito dos evangelhos: Versão Restauração – Editora Arvore da Vida pag. 67/ § 19.3)
A PARÁBOLA EM SI, SERVE DE ADVERTÊNCIAE PARA MOSTRAR O DESCASO DOS JUDEUS A CHAMADA PARA SER IGREJA (NOIVA) DO CORDEIRO
ALGUNS VERSÍCULOS QUE REVELAM ADVERTÊNCIA E DESCASO
Mt.22: 3) - Enviou os seus servos a chamar os convidados para as [bodas], e estes não quiseram vir.
(Mt.22:4) Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às [bodas].
(Mt.25: 10 ) - E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as [bodas], e fechou-se a porta.
(Lc.12: 36) e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das [bodas], para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe.
- (Lc.14: 8 ) - Quando por alguém fores convidado às [bodas], não te reclines no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu;
BIBLIOGRAFIA
1. Os evangelhos – Versão Restauração , Editora Arvore da Vida
2. Biblia Vida Nova – Edições Vida Nova
3. Boyer O.S. Pequena Enciclopédia Bíblica – Editora Vida, 1978, 21° edição – São Paulo
4. As parábolas de Jesus – Simon J. Kistemaker – Casa Editora Presbiteriana , 1° Edição – São Paulo.
5.Todas as Parábolas da Bíblia – Herbert Lockyer – Editora Vida ; 3° impressão 2001 – São Paulo.
Leitura Bíblica: (Mt.11:16-19; Lucas 7:31-35)
INTRODUÇÃO:
A cena da parábola foi extraída diretamente do cotidiano. Jesus teve uma visão conhecida das crianças inventando suas brincadeiras e representando-as. O faz-de-contas podia, muito bem, ter acontecido assim: vários meninos e meninas estavam brincando na praça, provavelmente vazia. Algumas crianças queriam brincar de casamento. Além da noiva e do noivo, precisavam de um tocador de flauta, pois um grupo deveria dançar na festa. Embora o noivo e a noiva estivessem prontos, e uma das crianças providenciasse a música de flauta, o resto das crianças se recusou a dançar. Não estavam interessados em brincar de casamento.
Em outro exemplo, algumas crianças queriam representar um funeral. Uma delas tinha que se fingir de morta, enquanto outras cantavam um canto fúnebre. O resto tinha que chorar – mas se recusaram. Não queriam participar daquela brincadeira fúnebre. As crianças que tinham inventado as brincadeiras sentaram-se e disseram aos outros:
Nós tocamos flauta,
E não dançastes;
Entoamos lamentações,
E não chorastes.
I. Interpretação da parábola
1. A parábola gira em torno de Jesus comparar e assemelhar sua geração a crianças brincando na praça.
2. Os personagens da parábola são:
- Crianças - Devemos observar a esperança deste povo na época
- João Batista - “foi aquele que entoou lamentações” mas não choraram
- O Filho do homem – “foi aquele que tocou flauta” para arranjar uma noiva para si, mas não dançaram.
a)CRIANÇAS – São os judeus da época de Jesus que estavam esperando a manifestação do messias para a libertação do cativeiro e domínio Romano.
- O império romano foi o único que não levou nenhum judeu cativo para Roma. Antes, o imperador construiu suas bases na própria região dos judeus e da extensão do seu domínio elegendo governadores nas principais cidades. – (Lc.3:1)
- A moeda que circulava tinha a efígie de César (Mt.22:17-21), onde concluímos que o cativeiro era político.
- Os judeus acusam Jesus diante de Pilatos, afirmando que ele se diz ser o messias, o rei – (Lc.23:1-7)
- Todo aquele que se fazia rei, era contra César – (Jo.19:12)
- Os judeus diante da acusação, disse que tinham o rei, que era César – (Jo.19:12-15)
- César no domínio, fez um recenseamento do mundo - Lc.2:1
- Paulo e Silas pregam em Tessalônica e se hospedam na casa de Jasom, onde este é arrastado para as autoridades, afirmando: estes que tem transformado o mundo chegou até nós – (At.17:1-8)
- Os judeus esperavam um Messias que lhes restaurasse o reino a Israel desse cativeiro tão sofisticado. - (At.1:6)
Este era o quadro geral dos judeus na época de Jesus
b) JOÃO BATISTA –
- Seu nascimento foi predito – (Is.40:1-11; Mt.4:5)
- Nasceu em resposta a uma oração por uma mãe estéril - (Lc.1:13)
- João se vestia de pele de camelo, não tinha interesse por comida e bebida, comia gafanhotos e mel silvestre – (Mt.3:4)
- Vivia no deserto e batizava as pessoas para o arrependimento – (Mc.1:4)
- A mensagem de João batista era um convite ao arrependimento, e o batismo. O batismo é como um símbolo da morte e ressurreição do Senhor – (At.13:24; Rm.6:4; Cl.2:12; 1Pe. 3:18-21)
- João por ter um comportamento isolado e vida estranha e peculiar, não comendo e bebendo segundo os costumes, os opositores diziam: “tem demônio”, isto é, queriam dizer que estavam endemoninhado.(Lc.7:33)
- Segundo a parábola, as crianças bolaram uma brincadeira de um funeral, que tipifica a mensagem de João Batista (seputamento pelo batismo). As crianças depois de fazerem toda a encenação de um sepultamento, as outras não lamentaram e nem choraram.(Lc.7:32)
c) FILHO DO HOMEM
- O Filho do homem é Jesus
- Cristo não é somente o salvador, mas o amigo dos pecadores, que se condói dos seus problemas e sente a sua dor.
- Ele tem o prazer de sentar-se com você e cear com você – (Ap.3:20)
- Jesus ao se fazer carne, Ele veio buscar uma noiva para si, e esta noiva é separa pelo batismo – (Jo.3:22-30; Rm 6:)
- A noiva se prepara no presente, para um casamento no futuro, bodas do Cordeiro (Ap.19:7)
- A aparência da noiva do Cordeiro (uma grande cidade cheia de edifícios – (Ap.21:9-27)
- Os discípulos mostram o edifício do templo a Jesus – ( Mc.13:1-2)
- Jesus disse que edificaria a sua casa em três dias –
- Paulo diz que somos edifício de Deus – (1Co.3:9)
- Temos que avaliar como estamos levantando o edifício – (1Co.3:12)
- O nosso edifício tem que crescer de uma maneira ajustada para templo do Senhor – (Ef.2:21)
- De acordo com a parábola : “tocar flauta, é um ritual de um casamento”- (Lc.7:32)
- Um casamento na época de Jesus era regado de muito vinho e danças – (João 2:1-12)
- Cristo e João Batista “tocaram flauta” para pregar o evangelho do reino, mas os fanáticos judeus não dançaram pelo gozo da salvação; João e Cristo “entoaram lamentações” para pregar o arrependimento, mas os fanáticos judeus não “prantearam”, pela dor de seu pecado. A justiça de Deus exigia que se arrependessem, mas não quiseram obedecer; a graça de Deus lhes proporcionou salvação, mas não a quiseram receber. (transcrito dos evangelhos: Versão Restauração – Editora Arvore da Vida pag. 67/ § 17.1)
- Para João Batista, que não comia e bebia, quando receberam o convite para prantear, disseram: “Tem demônio” – (Mt.11:18)
- Para Jesus quando chamou para noivar, disseram: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores”. – Mt.11:19)
-“a sabedoria é justificada por suas obras”- (Mt.11:19d)
- A sabedoria é Cristo – (1Co.1:24,30)
- O que quer que Cristo tenha feito foi pela sabedoria de Deus, que é Ele mesmo. Essa sabedoria foi justificada, vindicada, pelas Suas obras sábias, pelos Seus feitos sábios. (transcrito dos evangelhos: Versão Restauração – Editora Arvore da Vida pag. 67/ § 19.3)
A PARÁBOLA EM SI, SERVE DE ADVERTÊNCIAE PARA MOSTRAR O DESCASO DOS JUDEUS A CHAMADA PARA SER IGREJA (NOIVA) DO CORDEIRO
ALGUNS VERSÍCULOS QUE REVELAM ADVERTÊNCIA E DESCASO
Mt.22: 3) - Enviou os seus servos a chamar os convidados para as [bodas], e estes não quiseram vir.
(Mt.22:4) Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às [bodas].
(Mt.25: 10 ) - E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as [bodas], e fechou-se a porta.
(Lc.12: 36) e sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das [bodas], para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe.
- (Lc.14: 8 ) - Quando por alguém fores convidado às [bodas], não te reclines no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu;
BIBLIOGRAFIA
1. Os evangelhos – Versão Restauração , Editora Arvore da Vida
2. Biblia Vida Nova – Edições Vida Nova
3. Boyer O.S. Pequena Enciclopédia Bíblica – Editora Vida, 1978, 21° edição – São Paulo
4. As parábolas de Jesus – Simon J. Kistemaker – Casa Editora Presbiteriana , 1° Edição – São Paulo.
5.Todas as Parábolas da Bíblia – Herbert Lockyer – Editora Vida ; 3° impressão 2001 – São Paulo.
--> PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS
Pr.Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt. 21:28-32)
I – INTRODUÇÃO
Ao estudar as parábolas, observamos que Jesus tinha como ouvinte grandes multidões, os seus discípulos em particular, abertamente no templo com os principais sacerdotes e anciãos do povo.
II - PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVOU JESUS TECER ESTA PARÁBOLA
a) Na ocasião em que os principais sacerdotes e os anciãos do povo questionaram a autoridade de Jesus –
(Mt.21: 23) - Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade?
24 Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas.
25 O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?
26 Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta.
27 Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.
As autoridades religiosas queriam capturá-lo com uma declaração de blasfêmia.
Respondendo-lhe com uma pergunta, Jesus coloca seus oponentes em um dilema.
Veja que este questionamento foi no momento em que Jesus ensinava no templo - vs.23
b) Esta questão de autoridade havia sido também especulada antes em uma sinagoga em Cafarnaum
(Mc.1: 27) - E todos se maravilharam a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Uma nova doutrina com [autoridade]! Pois ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
AUTORIDADE QUANDO ENSINAVA DOUTRINAS
(Lc.4: 32) - e maravilharam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com [autoridade].
III – NOTEMOS A SEMELHANÇA DOS FILHOS
a) Tiveram os mesmos pais,
b) O mesmo ensino,
c) A mesma criação
d) O mesmo serviço
e) E a mesmo pedido foi solicitado a ambos.
IV - O QUE ENSINA A PARÁBOLA?
a)A parábola trata duas classes de pessoas: O primeiro filho um filho arrependido, e o segundo um filho impenitente .
SOBRE OS FILHOS IMPENITENTES O SENHOR ESPERA:
FRUTOS DE ARREPENDIMENTO
(Mt.3 8) - Produzi, pois, frutos dignos de [arrependimento],
(Lc.3 8) - Produzi, pois, frutos dignos de [arrependimento]; e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos por pai a Abrãao; porque eu vos digo que até destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abrãao.
A ALEGRIA NOS CÉUS ESTA PARA QUEM SE ARREPENDE
(Lc.15: 7) - Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de [arrependimento].
A TRISTEZA SEGUNDO DEUS É PARA ARREPENDIMENTO
(2Co.7: 10) - Porque a tristeza segundo Deus opera [arrependimento] para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.
b)O primeiro disse que não ia, e foi, o segundo disse que ia e não foi. Isto ensina que afirmações sem reflexão, resulta em descompromisso e rebeldia.
A NOSSA PALAVRA TEM QUE SER SIM SIM E NÃO NÃO
(Mt.5: 37) - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.
(2C.1: 17) - Ora, deliberando isto, usei porventura de leviandade? ou o que delibero, faço-o segundo a carne, para que haja comigo o [sim, sim] e o não?
(Tg.5: 1) - Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso [sim, sim], e o vosso não, não, para não cairdes em condenação.
c)Ensina que a pessoa que se recusa a fazer o que lhe é pedido, mas que, mais tarde, muda de idéia e faz a tarefa, é melhor que aquela que promete cuidar de suas obrigações, mas nunca as realiza. Isto é arrependimento.
d)Ensina que o que faz a vontade do Pai é o que obedece aos pedidos do Pai.
e)Ensina que os principais sacerdotes e os anciãos não podiam se esconder atrás de uma falsa ignorância fingida.
f)Ensina que o ensino no V.T. e do N.T. é obedecer a palavra de Deus, escutar a sua voz e fazer a sua vontade. (1Sm.15:22; Jo.15:14).
V - A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA
1 – O Pai – Seria um retrato de Deus, como também na parábola do Filho Pródigo. (Lc.15:11-32)
2 – Os filhos – Podem ser divididos em dois: Obedientes e desobedientes.
OBEDIENTES são classificados como coletores de impostos/meretrizes que se arrependeram.
DESOBEDIENTES: São classificados com os religiosos como religião organizada, mas que apesar da organização, não faziam a vontade de Deus. O ajuntamento não promovia um ambiente de arrependimento, mas um formalismo, dogmático religioso que não cumpriam a vontade de Deus.
3 – Observe que o Pai se dirige ao primeiro filho e pede para ele trabalhar
a)O PRIMEIRO FILHO:
(Mt.20:28) – Mas que vos parece ? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 Ele, porém, respondendo disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.
OBS: Nas tradução mais novas, que chegam mais próximas do original, a resposta do primeiro filho é trocada pelo segundo.
Exemplo:
Bíblia Vida Nova –
(Mt.21:29) – Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi
Na Bíbia de Estudos Plenitude diz:
(Mt.21:29) – Ele, porém, respondendo disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi
Isto em si não altera a interpretação da parábola e os ensinos que poderemos extrair dela. Isto ocorreu, na ocasião da tradução feita pelos originais mais recentes. Portanto, vamos interpretar considerando o que diz a Bíblia de Estudos Plenitude.
Que aconteceu com o primeiro filho ?
a)Ao receber o convite do Pai para trabalhar na vinha, negou o trabalho..
b)Ao ouvir João Batista sobre o arrependimento, arrependeu-se e decidiu ir trabalhar na vinha – vs.32
O que retrata o primeiro filho ?
a)O primeiro filho é a personificação dos coletores de impostos e das meretrizes que viviam uma vida de pecado e se recusavam a fazer a vontade de Deus. Mas, quando veio João Batista, pregando o batismo do arrependimento para remissão de pecados, os marginalizados pela moral e pela sociedade se arrependeram, creram, e entraram no reino de Deus. Assim fizeram a vontade do Pai.
b) Este filho foi o que fez a vontade do Pai – vs.31
c) Revelação das escrituras sobre a vontade de Deus
QUE VENHA O REINO E SEJA FEITA A VONTADE
(Mt.6: 10) - venha o teu reino, seja feita a tua [vontade], assim na terra como no céu;
SÓ PARA OS QUE FAZEM A VONTADE É QUE SERÃO APTOS PARA ENTRAR NO REINO
(Mt.7: 21) - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a [vontade] de meu Pai, que está nos céus.
OS QUE FAZEM A VONTADE DE DEUS É QUE É DA FAMÍLIA DE DEUS
(Mt.12: 50) - Pois qualquer que fizer a [vontade] de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
(Mc.3: 35)- Pois aquele que fizer a [vontade] de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
O SERVO QUE SOUBE A VONTADE DE DEUS E NÃO FEZ CONFORME A SUA VONTADE SERÁ CASTIGADO COM MUITOS AÇOITES
(Lc.12: 47) - O servo que soube a [vontade] do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua [vontade], será castigado com muitos açoites;
A COMIDA QUE SATISFAZ É FAZER A VONTADE DE DEUS
(Jo.4: 34) - Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a [vontade] daquele que me enviou, e completar a sua obra.
TODOS OS QUE QUEREM FAZER A VONTADE DE DEUS, DEVEM SABER QUE A DOUTRINA QUE JESUS ENSINA É DE DEUS
(Jo.7: 17) - Se alguém quiser fazer a [vontade] de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo.
DEUS HOUVE AQUELES QUE É TEMENTE A ELE E FAZEM A SUA VONTADE
(Jo.9: 31) - sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua [vontade], a esse ele ouve.
O HOMEM QUE É SEGUNDO CORAÇÃO DE DEUS É O QUE FAZ TODA A SUA VONTADE
(At.13: 22) - E tendo deposto a este, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha [vontade].
É PRECISO HAVER RENOVAÇÃO DE MENTES PARA SE EXPERIMENTAR A VONTADE DE DEUS
(Rm.12: 2) - E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita [vontade] de Deus.
JESUS DISSE QUE DESCEU DO CÉU NÃO PARA FAZER A SUA PROPRIA VONTADE
(Jo.6: 38) - Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.
b)O SEGUNDO FILHO:
(Mt.20:30) – E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi
O que aconteceu com o segundo filho ?
a) Ao receber o convite para trabalhar, disse que iria, mas não foi.
b) Estes ouviram de igual modo a João Batista e não vieram a acreditar em tudo que ele dissera sobre o arrependimento.
c) Este não fez a vontade do Pai, embora afirmasse que iria fazê-lo – vs.31
d) Este filho revelou egoísmo, desobediência com afirmação de obediência, preguiçoso e preocupado com seus próprios interesses.
O que retrata o segundo filho ?
a) O segundo filho retrata a atitude dos líderes religiosos dos dias de Jesus.
b) São aqueles que fazem tudo para serem vistos pelos homens – (Mt.6:1)
c) Oram em pé nas sinagogas e nas ruas para serem vistos pelos homens – (Mt.6:5)
d) São exibidores dos seus filatérios –(Mt.23:5)
Filactério - No judaísmo, par de pequenas caixas de couro usadas ritualmente, amarradas ao braço e à testa por correias, tb. de couro, e que contêm trechos das Escrituras.
e) São os que amam os primeiros lugares nas sinagogas – (Lc.11:43)
f) As saudações nas praças – (Lc.11:43)
g) E o ser chamados de mestres pelos homens – (Mt.23:5-7)
h) São aqueles que não praticam o que pregam – (Lc.7:29-30)
PONTO INTERESSANTE
a) Assim como na parábola dos meninos brincando na praça, utiliza o testemunho de João Batista, esta parábola também, ambos as parábolas é um convite para o arrependimento. – (Vd. Lc.7:31-35)
BIBLIOGRAFIA
A BÍBLIA EXPLICADA . CPAD, 13a Edição, 1974. Rio de Janeiro/RJ
BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE. Sociedade Bíblica do Brasil
OS EVANGELHOS – Editora Arvore da Vida, primeira edição, 1999. São Paulo/SP
KISTEMAKER. Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Publicadora Presbiteriana. 1a Edição 1992. São Paulo/SP
LEITURA BÍBLICA: (Mt. 21:28-32)
I – INTRODUÇÃO
Ao estudar as parábolas, observamos que Jesus tinha como ouvinte grandes multidões, os seus discípulos em particular, abertamente no templo com os principais sacerdotes e anciãos do povo.
II - PRINCIPAIS MOTIVOS QUE LEVOU JESUS TECER ESTA PARÁBOLA
a) Na ocasião em que os principais sacerdotes e os anciãos do povo questionaram a autoridade de Jesus –
(Mt.21: 23) - Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade?
24 Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas.
25 O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?
26 Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta.
27 Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.
As autoridades religiosas queriam capturá-lo com uma declaração de blasfêmia.
Respondendo-lhe com uma pergunta, Jesus coloca seus oponentes em um dilema.
Veja que este questionamento foi no momento em que Jesus ensinava no templo - vs.23
b) Esta questão de autoridade havia sido também especulada antes em uma sinagoga em Cafarnaum
(Mc.1: 27) - E todos se maravilharam a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Uma nova doutrina com [autoridade]! Pois ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
AUTORIDADE QUANDO ENSINAVA DOUTRINAS
(Lc.4: 32) - e maravilharam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com [autoridade].
III – NOTEMOS A SEMELHANÇA DOS FILHOS
a) Tiveram os mesmos pais,
b) O mesmo ensino,
c) A mesma criação
d) O mesmo serviço
e) E a mesmo pedido foi solicitado a ambos.
IV - O QUE ENSINA A PARÁBOLA?
a)A parábola trata duas classes de pessoas: O primeiro filho um filho arrependido, e o segundo um filho impenitente .
SOBRE OS FILHOS IMPENITENTES O SENHOR ESPERA:
FRUTOS DE ARREPENDIMENTO
(Mt.3 8) - Produzi, pois, frutos dignos de [arrependimento],
(Lc.3 8) - Produzi, pois, frutos dignos de [arrependimento]; e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos por pai a Abrãao; porque eu vos digo que até destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abrãao.
A ALEGRIA NOS CÉUS ESTA PARA QUEM SE ARREPENDE
(Lc.15: 7) - Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de [arrependimento].
A TRISTEZA SEGUNDO DEUS É PARA ARREPENDIMENTO
(2Co.7: 10) - Porque a tristeza segundo Deus opera [arrependimento] para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.
b)O primeiro disse que não ia, e foi, o segundo disse que ia e não foi. Isto ensina que afirmações sem reflexão, resulta em descompromisso e rebeldia.
A NOSSA PALAVRA TEM QUE SER SIM SIM E NÃO NÃO
(Mt.5: 37) - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.
(2C.1: 17) - Ora, deliberando isto, usei porventura de leviandade? ou o que delibero, faço-o segundo a carne, para que haja comigo o [sim, sim] e o não?
(Tg.5: 1) - Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; seja, porém, o vosso [sim, sim], e o vosso não, não, para não cairdes em condenação.
c)Ensina que a pessoa que se recusa a fazer o que lhe é pedido, mas que, mais tarde, muda de idéia e faz a tarefa, é melhor que aquela que promete cuidar de suas obrigações, mas nunca as realiza. Isto é arrependimento.
d)Ensina que o que faz a vontade do Pai é o que obedece aos pedidos do Pai.
e)Ensina que os principais sacerdotes e os anciãos não podiam se esconder atrás de uma falsa ignorância fingida.
f)Ensina que o ensino no V.T. e do N.T. é obedecer a palavra de Deus, escutar a sua voz e fazer a sua vontade. (1Sm.15:22; Jo.15:14).
V - A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA
1 – O Pai – Seria um retrato de Deus, como também na parábola do Filho Pródigo. (Lc.15:11-32)
2 – Os filhos – Podem ser divididos em dois: Obedientes e desobedientes.
OBEDIENTES são classificados como coletores de impostos/meretrizes que se arrependeram.
DESOBEDIENTES: São classificados com os religiosos como religião organizada, mas que apesar da organização, não faziam a vontade de Deus. O ajuntamento não promovia um ambiente de arrependimento, mas um formalismo, dogmático religioso que não cumpriam a vontade de Deus.
3 – Observe que o Pai se dirige ao primeiro filho e pede para ele trabalhar
a)O PRIMEIRO FILHO:
(Mt.20:28) – Mas que vos parece ? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 Ele, porém, respondendo disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.
OBS: Nas tradução mais novas, que chegam mais próximas do original, a resposta do primeiro filho é trocada pelo segundo.
Exemplo:
Bíblia Vida Nova –
(Mt.21:29) – Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi
Na Bíbia de Estudos Plenitude diz:
(Mt.21:29) – Ele, porém, respondendo disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi
Isto em si não altera a interpretação da parábola e os ensinos que poderemos extrair dela. Isto ocorreu, na ocasião da tradução feita pelos originais mais recentes. Portanto, vamos interpretar considerando o que diz a Bíblia de Estudos Plenitude.
Que aconteceu com o primeiro filho ?
a)Ao receber o convite do Pai para trabalhar na vinha, negou o trabalho..
b)Ao ouvir João Batista sobre o arrependimento, arrependeu-se e decidiu ir trabalhar na vinha – vs.32
O que retrata o primeiro filho ?
a)O primeiro filho é a personificação dos coletores de impostos e das meretrizes que viviam uma vida de pecado e se recusavam a fazer a vontade de Deus. Mas, quando veio João Batista, pregando o batismo do arrependimento para remissão de pecados, os marginalizados pela moral e pela sociedade se arrependeram, creram, e entraram no reino de Deus. Assim fizeram a vontade do Pai.
b) Este filho foi o que fez a vontade do Pai – vs.31
c) Revelação das escrituras sobre a vontade de Deus
QUE VENHA O REINO E SEJA FEITA A VONTADE
(Mt.6: 10) - venha o teu reino, seja feita a tua [vontade], assim na terra como no céu;
SÓ PARA OS QUE FAZEM A VONTADE É QUE SERÃO APTOS PARA ENTRAR NO REINO
(Mt.7: 21) - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a [vontade] de meu Pai, que está nos céus.
OS QUE FAZEM A VONTADE DE DEUS É QUE É DA FAMÍLIA DE DEUS
(Mt.12: 50) - Pois qualquer que fizer a [vontade] de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
(Mc.3: 35)- Pois aquele que fizer a [vontade] de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
O SERVO QUE SOUBE A VONTADE DE DEUS E NÃO FEZ CONFORME A SUA VONTADE SERÁ CASTIGADO COM MUITOS AÇOITES
(Lc.12: 47) - O servo que soube a [vontade] do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua [vontade], será castigado com muitos açoites;
A COMIDA QUE SATISFAZ É FAZER A VONTADE DE DEUS
(Jo.4: 34) - Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a [vontade] daquele que me enviou, e completar a sua obra.
TODOS OS QUE QUEREM FAZER A VONTADE DE DEUS, DEVEM SABER QUE A DOUTRINA QUE JESUS ENSINA É DE DEUS
(Jo.7: 17) - Se alguém quiser fazer a [vontade] de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo.
DEUS HOUVE AQUELES QUE É TEMENTE A ELE E FAZEM A SUA VONTADE
(Jo.9: 31) - sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua [vontade], a esse ele ouve.
O HOMEM QUE É SEGUNDO CORAÇÃO DE DEUS É O QUE FAZ TODA A SUA VONTADE
(At.13: 22) - E tendo deposto a este, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também, dando testemunho, disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha [vontade].
É PRECISO HAVER RENOVAÇÃO DE MENTES PARA SE EXPERIMENTAR A VONTADE DE DEUS
(Rm.12: 2) - E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita [vontade] de Deus.
JESUS DISSE QUE DESCEU DO CÉU NÃO PARA FAZER A SUA PROPRIA VONTADE
(Jo.6: 38) - Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.
b)O SEGUNDO FILHO:
(Mt.20:30) – E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi
O que aconteceu com o segundo filho ?
a) Ao receber o convite para trabalhar, disse que iria, mas não foi.
b) Estes ouviram de igual modo a João Batista e não vieram a acreditar em tudo que ele dissera sobre o arrependimento.
c) Este não fez a vontade do Pai, embora afirmasse que iria fazê-lo – vs.31
d) Este filho revelou egoísmo, desobediência com afirmação de obediência, preguiçoso e preocupado com seus próprios interesses.
O que retrata o segundo filho ?
a) O segundo filho retrata a atitude dos líderes religiosos dos dias de Jesus.
b) São aqueles que fazem tudo para serem vistos pelos homens – (Mt.6:1)
c) Oram em pé nas sinagogas e nas ruas para serem vistos pelos homens – (Mt.6:5)
d) São exibidores dos seus filatérios –(Mt.23:5)
Filactério - No judaísmo, par de pequenas caixas de couro usadas ritualmente, amarradas ao braço e à testa por correias, tb. de couro, e que contêm trechos das Escrituras.
e) São os que amam os primeiros lugares nas sinagogas – (Lc.11:43)
f) As saudações nas praças – (Lc.11:43)
g) E o ser chamados de mestres pelos homens – (Mt.23:5-7)
h) São aqueles que não praticam o que pregam – (Lc.7:29-30)
PONTO INTERESSANTE
a) Assim como na parábola dos meninos brincando na praça, utiliza o testemunho de João Batista, esta parábola também, ambos as parábolas é um convite para o arrependimento. – (Vd. Lc.7:31-35)
BIBLIOGRAFIA
A BÍBLIA EXPLICADA . CPAD, 13a Edição, 1974. Rio de Janeiro/RJ
BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE. Sociedade Bíblica do Brasil
OS EVANGELHOS – Editora Arvore da Vida, primeira edição, 1999. São Paulo/SP
KISTEMAKER. Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Publicadora Presbiteriana. 1a Edição 1992. São Paulo/SP
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
--> O QUE SÓ JESUS VIU?
"Levantai os vossos olhos e vêde os campos, prontos para a ceifa..." (João 4:35b).
Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia é a do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Há pontos e contos acrescentados a esta narrativa. Todo pregador e escritor cristão dela se utiliza para enriquecer o seu ministério e procurar alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus Cristo. É uma passagem bíblica não só muito conhecida, como muito aplicada.
Para mim, o melhor desta história é o que só Jesus viu. Para refrescar nossa memória, é importante lembrar que Jesus permanece junto ao poço de Jacó, enquanto seus discípulos marcham para a cidade, a fim de comprar alimentos. Certamente, a caminho da cidade, eles cruzaram com uma linda senhora com um cântaro vazio no ombro. Com certeza, ela era linda, pois havia conseguido casar cinco vezes e já estava com o sexto marcado. Teria que ser linda, não é verdade?
Esta senhora, ao chegar ao poço de Jacó, encontra-se com Jesus e estabelece com Ele uma estranha conversa. "Água... sede... quem és...? ...de onde vens? ...aonde se adora?" A conversa é diversificada. A verdade é que a mulher leva de volta mais do que um cântaro cheio: leva água reluzente, um sorriso no rosto que ninguém poderia apagar.
E os discípulos? Certamente cruzaram com a mesma mulher quando voltavam ao Poço de Jacó. E nada notaram.
Quando se encontraram com Jesus, ouviram dEle: "Levantai os vossos olhos e vêde...". "Vocês viram? Não viram nem na ida, nem na volta? Uma mulher sedenta, vazia, sem rumo. Mudando de maridos porque não podia mudar de vida... vocês não viram?"
É assim mesmo. Continuamos "à toa na vida, vendo a banda passar" e não notamos gente vazia ao nosso redor. Dizendo que querem água... mas na verdade precisam é de Deus. A água viva.
Pensamento: Levante os teus olhos e veja!
Extraído do livro
Balsamo e mel.
Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia é a do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Há pontos e contos acrescentados a esta narrativa. Todo pregador e escritor cristão dela se utiliza para enriquecer o seu ministério e procurar alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus Cristo. É uma passagem bíblica não só muito conhecida, como muito aplicada.
Para mim, o melhor desta história é o que só Jesus viu. Para refrescar nossa memória, é importante lembrar que Jesus permanece junto ao poço de Jacó, enquanto seus discípulos marcham para a cidade, a fim de comprar alimentos. Certamente, a caminho da cidade, eles cruzaram com uma linda senhora com um cântaro vazio no ombro. Com certeza, ela era linda, pois havia conseguido casar cinco vezes e já estava com o sexto marcado. Teria que ser linda, não é verdade?
Esta senhora, ao chegar ao poço de Jacó, encontra-se com Jesus e estabelece com Ele uma estranha conversa. "Água... sede... quem és...? ...de onde vens? ...aonde se adora?" A conversa é diversificada. A verdade é que a mulher leva de volta mais do que um cântaro cheio: leva água reluzente, um sorriso no rosto que ninguém poderia apagar.
E os discípulos? Certamente cruzaram com a mesma mulher quando voltavam ao Poço de Jacó. E nada notaram.
Quando se encontraram com Jesus, ouviram dEle: "Levantai os vossos olhos e vêde...". "Vocês viram? Não viram nem na ida, nem na volta? Uma mulher sedenta, vazia, sem rumo. Mudando de maridos porque não podia mudar de vida... vocês não viram?"
É assim mesmo. Continuamos "à toa na vida, vendo a banda passar" e não notamos gente vazia ao nosso redor. Dizendo que querem água... mas na verdade precisam é de Deus. A água viva.
Pensamento: Levante os teus olhos e veja!
Extraído do livro
Balsamo e mel.
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