Autor desconhecido
Era uma Associação de Pescadores, que viviam no meio de rios e lagos, cheios de peixes famintos. Eles se reuniam regularmente para discutir sobre o chamado para pescar, a abundância de peixe e a emoção de pegar peixes. Ficavam muito animados com o assunto da pescaria.
Alguém sugeriu que o grupo precisava de uma filosofia de pesca. Assim, cuidadosamente, definiram e redefiniram a pesca e o propósito da pescaria. Desenvolveram estratégias e táticas. De repente perceberam que haviam começado de trás para frente – haviam se interessado pela pescaria do ponto de vista do pescador, e não do ponto de vista do peixe. Como o peixe vê o mundo? Como vê o pescador? O que e quando o peixe come? Era importante entender essas coisas. Por isso, iniciaram estudos e pesquisas. Participaram de conferências sobre a pescaria. Muitos viajaram a lugares longínquos para estudar diferentes tipos de peixes, com diferentes hábitos. Alguns obtiveram Ph.D. em piscicultura.
Contudo, ninguém havia ido pescar. Formou-se, então, um comitê para enviar pescadores. Havia muito mais lugares propícios para pescar do que pescadores. Por isso, o comitê precisava determinar prioridades. A lista de prioridades foi colocada em quadros de avisos em todos os salões da Associação.
Mas, como antes, ninguém estava pescando ainda. Foi feita uma pesquisa para saber por quê. A maioria não respondeu ao questionário, mas, entre os que responderam, descobriu-se que alguns se sentiam chamados para estudar a pesca, outros para fornecer equipamentos de pesca e outros, ainda, para encorajar os pescadores. E, com tantas reuniões, conferências e seminários, simplesmente não tiveram tempo para pescar.
Jacó era novato na Associação de Pescadores. Depois de uma reunião muito animada, ele foi pescar. Fez algumas tentativas, pegou o jeito e conseguiu pegar um lindo peixe! Na reunião seguinte, ele contou sua história e foi elogiado pelo sucesso. Acabou sendo convidado para falar em todos os núcleos da Associação e contar como havia sido a sua pescaria. Assim, com tantos compromissos e por ter sido eleito para a diretoria da Associação, Jacó nunca mais teve tempo para pescar.
No entanto, não demorou muito e ele começou a se sentir intranqüilo e vazio. Teve saudades da pesca propriamente dita, de sentir o puxão no anzol. Assim, decidiu deixar a diretoria da Associação, bem como os demais compromissos com os núcleos, e convidou um amigo para ir pescar com ele. Os dois foram – sozinhos – e pegaram peixes.
Os membros da Associação de Pescadores eram muitos e os peixes eram abundantes. Mas os pescadores continuavam sendo muito poucos.
Fonte: Ultimato
Você achará aqui, reflexões sobre discipulado,Igreja, estudos bíblicos, comentários de textos, sermões,frases e desafios.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A LEI DA SEMEADURA 2

LEI DA SEMEADURA (Gl 6.7b).
I. SOMENTE VAMOS SEMEAR, SE TIVERMOS UMA VISÃO (UM SONHO) DE NOSSA COLHEITA.
1. Só semeia quem tem sonho, quem tem visão.
2. Existem três tipos de pessoas: os que fazem as coisas acontecerem, os que ficam olhando as coisas acontecerem, e os que nem sabem o que está acontecendo.
3. Visão é uma fotografia de seu futuro preferível. É uma imagem do que você deseja fazer, uma estaca plantada no seu futuro. [Obstáculos].
4. Sêneca: Qdo. o cap. ñ sabe p/ q. porto se dirige, todos os ventos lhe são contrários.
5. Quando semeamos sonhamos com a colheita. O poder do sonho (da visão). Enxergamos pela fé o futuro; percebemos o que Deus está fazendo no Seu Reino; identificamos como nos encaixamos nos projetos de Deus.
6. Quatro verdades sobre a visão.
• O que você vê é o que você será.
(eu preciso mudar...)
• O que você vê é o que você pode realizar.
(não tiro para todo o lado)
• Sua visão capacitará você realizar o que parecia impossível.
• Sua visão vai inspirar outras pessoas.
II. VAMOS COLHER AQUILO QUE PLANTARMOS
1. Quem plantar joio, ervas daninhas e espinhos não pode esperar nada diferente além de intrigas, desunião e decepções.
2. Quem plantar amor, fé, esperança e verdade colherá frutos próprios para uma vida de vitória.
3. É imprescindível plantar – Na vida, ninguém deixa de plantar algo.
4. Para quem não se conscientizar de que é preciso plantar para depois colher irá ter muitas frustrações. Como colher sem plantar?
* certo irmão foi trabalhar em uma empresa...
III. VAMOS COLHER NO TEMPO CERTO, SE PLANTARMOS TAMBÉM NO TEMPO CERTO.
1. Há tempo para tudo debaixo do céu...
2. A semeadura é um dos processos naturais criado por Deus para geração de vida. Não tem efeito instantâneo. É um processo e como tal exige tempo.
3. Semear exige disposição, perseverança, paciência (não existe colheita instantânea ao plantio).
4. O perigo da cultura microondas – café solúvel – computador.
5. No processo de semear bem para colher bem não podemos desperdiçar tempo. Bem vale lembrar o sábio poema de frei Antônio das Chagas (1831-1882):
Deus pede estrita conta do meu tempo
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta,
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo.
Ó vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
Cuidai, enquanto é tempo, de vossa conta,
Pois aqueles que sem conta gastam o tempo,
Quando o tempo chegar de prestar contas,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
IV. VAMOS COLHER ONDE PLANTARMOS
1. No ano novo continuaremos a viver em geografias específicas.
2. Temos espaços vitais. Nossa vida vai se estruturando nesses ambientes. É nesses lugares que temos que plantar:
a) Na família b) No trabalho c) Na Igreja d) Na escola
3. Os grandes traumas têm raízes na família;
* irmã que parou de pregar para o marido
* o filho que começou honrar mais o pai
4. As maiores decepções com a fé se dão no ambiente religioso.
* irmão que reclamava que ninguém gostava dele na igreja, mas q. , mas, percebeu que seque cumprimentava as pessoas.
5. As grandes frustrações pessoais se configuram no local de trabalho.
* outro irmão via o patrão como um bicho...
6. É preciso plantar sementes novas exatamente onde vivemos mais intensamente, pois colhemos, primeiramente onde plantamos primeiro.
V. VAMOS COLHER MAIS DO QUE PLANTARMOS
1. Quem semeia um sonho e o cultiva – colhe realizações
2. Quem semeia a palavra – colhe fé
3. Quem semeia fé – colhe milagres
4. Quem semeia sorriso – colhe alegria
5. Quem semeia amor – colhe uma multidão de amigos.
6. Quem semeia bondade – colhe solidariedade.
7. Quem semeia perdão – colhe paz.
8. Quem semeia generosidade – colhe prosperidade
Mas, a melhor semente somos nós mesmos - Jo 12. 23-26: “É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.
A Semente
Como eu queria ser uma semente
lançada à terra fértil, bem cuidada,
para mostrar o quanto, ao ser amada,
tamanha pequenez se faz potente.
Brotar... crescer... fundir-se em alegria
ao produzir a mágica das flores,
que traz beleza, aroma e tantas cores;
que traz a paz aos olhos e alivia.
Brotar... crescer... tornar-se mui contente
ao contornar de frutos sua estada
por esta Terra fria e apavorada,
gerando vida para todo o sempre.
(Luiz Antonio Cardoso)
Fonte de Inspiração: Editorial do Boletim da 1ª I B. de João Pessoa.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA - UM PANORAMA HISTÓRICO

O ensino dos Pais eclesiásticos sobre a justificação (até 1.200 dC)
Os escritos dos Pais eclesiásticos não são Escrituras inspiradas. Nós não os consideramos como uma autoridade no ensino. Contudo, eles oferecem evidência do ensino que foi dado à Igreja de sua época. Possuímos uma corrente ininterrupta de escritos, desde o tempo dos apóstolos até os nossos dias que podem mostrar-nos toda a história do pensamento cristão sobre o assunto da justificação.
A pergunta que dirigimos aos primeiros Pais eclesiásticos é esta: poderia a doutrina da justificação pela graça, mediante a fé nos méritos de Cristo, ser encontrada em algum dos escritos durante o primeiro período da história da Igreja? Se pudermos, então teremos provas conclusivas de que a doutrina não foi uma invenção de Lutero, como se diz às vezes! Mas, se a verdade fosse conhecida por qualquer um dos primeiros Pais eclesiásticos, então, com toda certeza, foi conhecida antes da Reforma.
Clemente de Roma (talvez o mesmo mencionado em Filipenses 4:3), em sua carta aos Coríntios, diz:
"Nós também, sendo chamados mediante a Sua (Deus) vontade em Cristo Jesus, não somos justificados por nós mesmos, nem por nossa própria sabedoria, ou entendimento, ou piedade, ou obras que temos feito com pureza de coração, porém, pela fé ... " (Epístola aos Coríntios)
Inácio, um discípulo do apóstolo João, escreveu:
"A Sua (Cristo) cruz, a Sua morte, a Sua ressurreição e a fé que vem por meio dEle, são as minhas garantias imaculadas; nessas, pelas suas orações, acredito que tenho sido justificado." (Epístola aos de Filadélfia)
Policarpo (falecido em 155 dC), também um discípulo do apóstolo João, escreveu:
"Eu sei que mediante a graça você é salvo, não por obras, mas sim, pela vontade de Deus em Jesus Cristo." (Epístola aos Filipenses)
Justino Mártir (falecido em 165 dC), escreveu:
"Não mais pelo sangue de bodes e de carneiros, nem pelas cinzas de uma novilha... são os pecados purificados, [1] e sim, pela fé, mediante o sangue de Cristo e de Sua morte, que por essa razão morreu." (Diálogo com Trifa)
Numa carta (escrita cerca de 150 dC) dirigida a uma pessoa chamada Diogneto, que evidentemente tinha indagado a respeito da cristandade, encontram-se as seguintes frases:
"Deus deu o Seu próprio Filho em resgate por nós ... porque, o que poderia encobrir os nossos pecados, senão a Sua justiça? Quem possibilitou a justificação de transgressores e impiedosos, tais como nós, senão o Filho de Deus somente? Quão maravilhoso é o benefício inesperado, que a transgressão de muitos pudesse ser escondida em uma só Pessoa justa e que a justiça de Um só pudesse justificar a muitos transgressores."
No período iniciado com o reinado de Constantino (falecido em 337 dC), quando o cristianismo tornou-se uma religião oficialmente reconhecida, e não mais uma fé perseguida, algumas heresias surgiram e feriram várias doutrinas básicas do cristianismo. Inevitavelmente, um erro no trato de uma verdade cristã, envolveu erros a respeito de outras também, isto é, conceitos deficientes quanto ao pecado impediram que alguns compreendessem a sua necessidade de um Salvador. Outras heresias relacionaram-se com a Trindade, a encarnação de Cristo e a incapacidade do pecador perdido para fazer obras espirituais. Essas heresias todas enfraqueceram o entendimento da justificação bíblica.
Ao combater essas heresias e reafirmar a impotência pecaminosa da natureza humana, a necessidade de salvação pela graça e a expiação eficaz oferecida por Cristo, os fiéis remanescentes lançaram fundamentos seguros para a doutrina da justificação pela graça mediante a fé em Cristo.
Irineu (falecido no princípio do terceiro século), um discípulo de Policarpo, escreveu:
"... através da obediência de um homem, que primeiro nasceu da Virgem, para que muitos pudessem ser justificados e receber a salvação."
Cipriano (falecido em 258 dC), um bispo na Igreja da África do Norte, escreveu:
"Quando Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça, portanto, cada um que crê em Deus e vive pela fé, será considerado como uma pessoa justa."
Atanásio, bispo de Alexandria durante quarenta e seis anos (falecido em 373 dC), escreveu:
"Nem por esses (isto é, esforços humanos), mas, à semelhança de Abraão, o homem é justificado pela fé."
Basílio, bispo de Capadócia (falecido em 379 dC), foi um escritor prolífico e tem nos deixado palavras tais como estas:
"O verdadeiro e perfeito gloriar-se em Deus é isto: é quando o homem não se exalta por causa da sua própria justiça; é quando ele sabe por si mesmo que carece da verdadeira justiça e que a justificação é somente pela fé em Cristo."
Ambrósio, bispo de Milão (falecido em 397 dC), famoso como grande pregador, tem nos deixado estas palavras:
"Para o homem ímpio, para um gentio que crê em Cristo, a sua fé lhe é imputada para justiça, sem as obras da lei, como também aconteceu com Abraão."
De Orígenes, o grande professor, pensador e escritor do cristianismo (falecido em 253 dC), vem o seguinte:
"Pela fé, sem as obras da lei, o ladrão na cruz foi justificado; porque ... o Senhor não indagou a respeito de suas obras anteriores, nem aguardava a realização de qualquer obra depois de crer; antes... Ele o tomou para Si mesmo como companheiro, justificado somente na base da sua confissão."
Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia para o latim (falecido em 420 dC), escreveu:
"Quando um homem ímpio é convertido, Deus o justifica somente por meio da fé, não por causa de boas obras que, na realidade, ele não possuía."
Crisóstomo, talvez o maior pregador de todos os Pais eclesiásticos (falecido em 407 dC), e que vivia por muitos anos em Constantinopla. Dele nós temos:
"Então, o que é que Deus fez? Ele fez com que um homem justo (Cristo) Se fizesse pecador, (como Paulo afirma) [2] para que Ele pudesse justificar pecadores ... quando nós somos justificados, é pela justiça de Deus, não por obras ... mas pela graça, pela qual todo o pecado desaparece."
De Agostinho, bispo de Hipona, perto de Cartago, um grande expositor da teologia da salvação somente pela graça de Deus (falecido em 420 dC), temos:
"A graça é algo doado; o salário é algo pago... é chamada graça porque ela é concedida gratuitamente. Você não comprou por nenhum mérito pessoal o que tem recebido. Portanto, em primeiro lugar, o pecador recebe a graça para que sejam perdoados os seus pecados ... na pessoa justificada, as boas obras vêm depois; elas não precedem a graça, a fim de que a pessoa seja justificada... as boas obras que seguem a justificação manifestam o que o homem tem recebido."
Anselmo, de Cantuária (falecido em 1109 dC), um grande teólogo, e talvez mais conhecido por causa de seu estudo sobre a expiação do pecado por Cristo, escreveu:
"Você acredita que não pode ser salvo, senão pela morte de Cristo? Então, vá, e ... ponha toda a sua confiança unicamente em Sua morte. Se Deus lhe disser: "você é um pecador", então responda: "coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e o meu pecado."
De Bernardo de Claraval, considerado como o último dos Pais eclesiásticos (falecido em 1153 dC) vem o seguinte:
"Acaso a nossa justiça não seria apenas uma injustiça e imperfeição? Então, o que será dos nossos pecados, quando a nossa justiça não é suficiente para defender-se a si mesma? Vamos, portanto, com toda humildade, refugiar-nos na misericórdia, porque ela somente pode salvar as nossas almas... qualquer um que tenha fome e sede de justiça, que creia nAquele que "justifica o ímpio", e assim sendo justificado somente pela fé, terá paz com Deus." *
O arcebispo Ussher (1581-1656) ajuntou citações de vinte e oito Pais eclesiásticos, demonstrando que em cada século até o décimo segundo houveram aqueles que adotaram a doutrina bíblica da justificação. (Ussher, Answers to a Jesuit 's Challenge (Respostas ao Desafio de um Jesuíta) páginas 472-505.)
Portanto, fora de qualquer dúvida, vemos que a doutrina da justificação pela graça, mediante a fé, não foi uma novidade introduzida por Lutero e Calvino. Embora houvesse muitas heresias e conceitos corruptos durante os primeiros séculos da história da Igreja, houve paralelamente uma corrente contínua dos maiores escritores e pensadores que adotaram e ensinaram esta verdade bíblica.
1 Provavelmente, a alusão se refere a Hebreus 9:13 - Editor.
2 Provavelmente, a alusão se refere a 2 Coríntios 5:21. Na verdade, Crisóstomo vai além das Escrituras. Cristo nunca foi feito pecador - Editor.
Extraído do capítulo 3 do livro Declarado Inocente, de James Buchanan - Editora PES.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
80 RAZÕES QUE TEMOS VITÓRIA EM CRISTO
01. Gênesis 7:16 - Sendo a arca um tipo de Cristo (IPe.3:20,21; Rm.3:6:4), o crente está seguro nele (Cl.3:3; Ap.3:7).
02. Efésios 4:30 - O crente está selado no Espirito Santo (Ef.1:13; IITm.2:19), e este selo é inviolável e irrevogável (Es.8:8; Dn.6:12).
03. II Coríntios 1:22 - O crente tem o penhor do Espirito Santo como garantia segura e inabalável
(IICo.5:5).
04. Gálatas 3:15 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão (Gl.3:29), uma aliança irrevogável.
05. I Coríntios 11:25 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança incondicional, selada com sangue (Jr.34:18, 19; Gn.15:12-21), e não com sapato (Rt.4:7,8) ou com sal (Nm.18:19; Lv.2:13).
06. Gênesis 15:12 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança unilateral (o rompimento da aliança só seria possível se Deus morresse).
07. Jeremias 31:31-33 - Mediante a nova aliança (com sangue), o temor do Senhor é insuflado no coração do crente (Jr.32:39,40) para que não se aparte de Deus (Hb.3:12;8:8-13; Ez.36:26,27).
08. Salmos 12:7 - O crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo.
09. Salmos 17:8 - O crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos.
10. Salmos 25:20 - A alma do crente é guardado por Deus (Sl.97:10).
11. Salmos 37:28 - O crente é preservado para sempre.
12. Salmos 12l:5-8 - O Senhor guarda o crente; guarda a sua alma de todo o mal; guarda a sua saída; guarda a sua entrada; e o guarda para sempre.
13. Salmos 145:20 - O Senhor guarda os crentes que O amam.
14. Jeremias 31:3 - O amor de Deus para com o crente é eterno.
15. Jó 5:19 - O crente é guardado do mal (Sl.91: Jo.17:9-26).
16. I João 5:18 - O crente é guardado do maligno (IITs.3:3; Jr.31:11).
17. Judas 24 - O crente é guardado para não tropeçar (ISm.2:9; Is.63:13).
18. João 11:9 - A fé do crente não lhe permite tropeçar (Rm.9:31-33).
19. Provérbios 10:25 - O crente tem perpétuo fundamento (IITm.2:19; ICo.3:11).
20. I Pedro 1:5 - O crente é guardado pela fé no poder de Deus.
21. Hebreus 12:2 - Jesus é o Autor da fé, e por isso, o crente não pode perdê-la (Fp.1:29; ICo.3:5;
At.18:27; Gl.5:22; IITs.3:2).
22. Romanos 16:25 - O crente é guardado pelo poder de Deus (IITm.1:12; Jd.24).
23. Hebreus 6:17 - A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa
(Js.21:45; At.13:32; IICo.1:20; Ef.3:6; Hb.9:14,15;10:23; IJo.2:25); b) o juramento (Hb.6:16). Só a promessa, sem o juramento já era em si mesma suficiente, mas Deus querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hb.6:13,16; Jr.44:26;Nm.23:19).
24. Salmos 37:33 - O crente jamais será condenado (Sl.89:30-35; ICo.11:32).
25. Salmos 37:23,24 - Se o crente cair, não ficará prostrado (Sl.145:14; Pv.24:16; Jó 4:4; Rm.14:4;Mq.7:8).
26. Salmos 121:3 - O crente pode cair da graça (Gl.5:4), mas jamais cairá para a perdição (Sl.17:5;66:9).
27. Isaías 46:3,4 - O crente é conduzido por Deus até o fim (Sl.121:8).
28. I Coríntios 10:13 - A tentação não pode condenar o crente (Rm.6:14,18; IIPe.2:9).
29. João 4:14 - O crente jamais terá sede (Lc.16:24).
30. João 5:24 - O crente já passou da morte para a vida.
31. Romanos 6:8,9 - O crente já morreu com Cristo (IITm.2:11).
32. I Pedro 1:3,4 - O crente foi regenerado para uma viva esperança.
33. I Pedro 1:23 - O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.
34. I João 3:9 - O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (Jo.3:5; Tt.3:5).
35. João 6:37-40 - O crente jamais será lançado fora.
36. João 6:47 - O crente já possui a vida eterna (IJo.5:11-13; ITm.6:12).
37. João 10:28 - O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.
38. João 10:29 - O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.
39. Lucas 15:3-10 - Há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
40. João 10:27 - O crente é conhecido do Senhor (Jo.10:14; IITm.2:19; ICo.8:3; Gl.4:9; Mt.7:21-23).
41. Mateus 28:20 - Jesus está com o crente todos os dias até o fim dos séculos.
42. Romanos 8:1 - Nenhuma condenação há para o crente (Rm.8:33,34).
43. Romanos 8:30 - Sendo justificado, o crente também será glorificado.
44. Romanos 8:28 - Todas as coisas cooperam para o bem do crente (Gn.50:20).
45. Romanos 8:35-39 - Nada poderá separar o crente do amor de Deus (Jo.13:1).
46. I Coríntios 3:15 - O crente infiel será salvo como pelo fogo (ICo.5:1-5;11:29-32).
47. I Coríntios 1:8 - O crente será confirmado até o fim (Rm.16:25; IITs.3:3).
48. Filipenses 1:6 - Deus mesmo terminará a obra no crente (Fp.2:13).
49. Colossenses 3:3 - A vida do crente está escondida com Cristo em Deus.
50. Efésios 5:27 - A igreja será sempre irrepreensível (IICo.11:2; ICo.12:26,27).
51. I Tessalonicenses 5:1-10 - O crente não será surpreendido na vinda do Senhor.
52. II Timóteo 2:13 - O crente infiel será salvo pela fidelidade de Deus (Rm.3:3).
53. Hebreus 13:5 - O crente jamais será abandonado por Deus.
54. I João 5:1 - O crente é nascido de Deus, e não pode "desnascer"
55. I Pedro 1:4 - O crente possui a natureza divina.
56. Romanos 8:9-11 - O crente é propriedade de Cristo (ICo.6:19,20).
57. I Tessalonicenses 5:23,24 - O crente é conservado irrepreensível.
58. I João 5:16 - O crente não pode pecar para a morte eterna (IJo.3:9;5:18).
59. I Coríntios 12:3 - O crente não pode blasfemar contra o Espírito Santo (Mt.12:32; Mc.9:39,40;Lc.11:23; IJo.5:10; Jo.3:33).
60. I João 2:19 - O crente é perseverante na fé (Mt.10:22;24:13; IIJo.9; Ap.13:10;14:12).
61. João 10:26 - O crente é ovelha e não porca lavada (IIPe.2:20-22).
62. João 13:10 - O crente já está limpo do seu pecado (Jo.15:3).
63. I Coríntios 1:30 - Cristo é a justiça do crente.
64. I Coríntios 1:30 - Cristo é a santificação do crente.
65. I Coríntios 1:30 - Cristo é a redenção do crente.
66. Salmos 25:20 - Deus é o refúgio do crente (Hb.6:18).
67. I João 2:22,23 - O crente não pode negar o filho (Mt.10:33; IITm.2:12).
68. Romanos 8:37 - O crente sempre será vencedor (Jo.16:33; Ap.2:7,11,17,26;3:5,12,21).
69. I João 5:4 - O crente vence o mundo.
70. I João 2:14 - O crente vence o diabo (IJo.4:4; Ap.12:11).
71. Romanos 6:14 - O crente vence o pecado (a carne).
72. Romanos 11:29 - O dom de Deus é irrevogável.
73. João 19:30 - Todo o pecado do crente está consumado.
74. Gálatas 3:13 - O crente foi resgatado para sempre da maldição da lei.
75. Apocalipse 5:9 - O crente foi comprado com sangue (ICo.6:20;7:23; IPe.1:18,19).
76. Salmos 90:17 - É Deus quem efetua a obra no crente (Jo.3:21; Ef.3:20; Is.26:12;64:4; Fp.2:13).
77. João 17:20 - Cristo intercedeu pelos crentes, e continua intercedendo (Hb.7:25; IJo.2:1; Rm.8:34).
78. Romanos 8:26,27 - O Espírito Santo intercede pelo crente.
79. II Coríntios 1:20 - Jesus é o "Amém" das promessas de Deus (Jo.6:47).
80. I Pedro 4:1 - O crente já cessou do pecado (Rm.6:14; IJo.3:9).
02. Efésios 4:30 - O crente está selado no Espirito Santo (Ef.1:13; IITm.2:19), e este selo é inviolável e irrevogável (Es.8:8; Dn.6:12).
03. II Coríntios 1:22 - O crente tem o penhor do Espirito Santo como garantia segura e inabalável
(IICo.5:5).
04. Gálatas 3:15 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão (Gl.3:29), uma aliança irrevogável.
05. I Coríntios 11:25 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança incondicional, selada com sangue (Jr.34:18, 19; Gn.15:12-21), e não com sapato (Rt.4:7,8) ou com sal (Nm.18:19; Lv.2:13).
06. Gênesis 15:12 - Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança unilateral (o rompimento da aliança só seria possível se Deus morresse).
07. Jeremias 31:31-33 - Mediante a nova aliança (com sangue), o temor do Senhor é insuflado no coração do crente (Jr.32:39,40) para que não se aparte de Deus (Hb.3:12;8:8-13; Ez.36:26,27).
08. Salmos 12:7 - O crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo.
09. Salmos 17:8 - O crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos.
10. Salmos 25:20 - A alma do crente é guardado por Deus (Sl.97:10).
11. Salmos 37:28 - O crente é preservado para sempre.
12. Salmos 12l:5-8 - O Senhor guarda o crente; guarda a sua alma de todo o mal; guarda a sua saída; guarda a sua entrada; e o guarda para sempre.
13. Salmos 145:20 - O Senhor guarda os crentes que O amam.
14. Jeremias 31:3 - O amor de Deus para com o crente é eterno.
15. Jó 5:19 - O crente é guardado do mal (Sl.91: Jo.17:9-26).
16. I João 5:18 - O crente é guardado do maligno (IITs.3:3; Jr.31:11).
17. Judas 24 - O crente é guardado para não tropeçar (ISm.2:9; Is.63:13).
18. João 11:9 - A fé do crente não lhe permite tropeçar (Rm.9:31-33).
19. Provérbios 10:25 - O crente tem perpétuo fundamento (IITm.2:19; ICo.3:11).
20. I Pedro 1:5 - O crente é guardado pela fé no poder de Deus.
21. Hebreus 12:2 - Jesus é o Autor da fé, e por isso, o crente não pode perdê-la (Fp.1:29; ICo.3:5;
At.18:27; Gl.5:22; IITs.3:2).
22. Romanos 16:25 - O crente é guardado pelo poder de Deus (IITm.1:12; Jd.24).
23. Hebreus 6:17 - A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa
(Js.21:45; At.13:32; IICo.1:20; Ef.3:6; Hb.9:14,15;10:23; IJo.2:25); b) o juramento (Hb.6:16). Só a promessa, sem o juramento já era em si mesma suficiente, mas Deus querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hb.6:13,16; Jr.44:26;Nm.23:19).
24. Salmos 37:33 - O crente jamais será condenado (Sl.89:30-35; ICo.11:32).
25. Salmos 37:23,24 - Se o crente cair, não ficará prostrado (Sl.145:14; Pv.24:16; Jó 4:4; Rm.14:4;Mq.7:8).
26. Salmos 121:3 - O crente pode cair da graça (Gl.5:4), mas jamais cairá para a perdição (Sl.17:5;66:9).
27. Isaías 46:3,4 - O crente é conduzido por Deus até o fim (Sl.121:8).
28. I Coríntios 10:13 - A tentação não pode condenar o crente (Rm.6:14,18; IIPe.2:9).
29. João 4:14 - O crente jamais terá sede (Lc.16:24).
30. João 5:24 - O crente já passou da morte para a vida.
31. Romanos 6:8,9 - O crente já morreu com Cristo (IITm.2:11).
32. I Pedro 1:3,4 - O crente foi regenerado para uma viva esperança.
33. I Pedro 1:23 - O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.
34. I João 3:9 - O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (Jo.3:5; Tt.3:5).
35. João 6:37-40 - O crente jamais será lançado fora.
36. João 6:47 - O crente já possui a vida eterna (IJo.5:11-13; ITm.6:12).
37. João 10:28 - O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.
38. João 10:29 - O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.
39. Lucas 15:3-10 - Há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
40. João 10:27 - O crente é conhecido do Senhor (Jo.10:14; IITm.2:19; ICo.8:3; Gl.4:9; Mt.7:21-23).
41. Mateus 28:20 - Jesus está com o crente todos os dias até o fim dos séculos.
42. Romanos 8:1 - Nenhuma condenação há para o crente (Rm.8:33,34).
43. Romanos 8:30 - Sendo justificado, o crente também será glorificado.
44. Romanos 8:28 - Todas as coisas cooperam para o bem do crente (Gn.50:20).
45. Romanos 8:35-39 - Nada poderá separar o crente do amor de Deus (Jo.13:1).
46. I Coríntios 3:15 - O crente infiel será salvo como pelo fogo (ICo.5:1-5;11:29-32).
47. I Coríntios 1:8 - O crente será confirmado até o fim (Rm.16:25; IITs.3:3).
48. Filipenses 1:6 - Deus mesmo terminará a obra no crente (Fp.2:13).
49. Colossenses 3:3 - A vida do crente está escondida com Cristo em Deus.
50. Efésios 5:27 - A igreja será sempre irrepreensível (IICo.11:2; ICo.12:26,27).
51. I Tessalonicenses 5:1-10 - O crente não será surpreendido na vinda do Senhor.
52. II Timóteo 2:13 - O crente infiel será salvo pela fidelidade de Deus (Rm.3:3).
53. Hebreus 13:5 - O crente jamais será abandonado por Deus.
54. I João 5:1 - O crente é nascido de Deus, e não pode "desnascer"
55. I Pedro 1:4 - O crente possui a natureza divina.
56. Romanos 8:9-11 - O crente é propriedade de Cristo (ICo.6:19,20).
57. I Tessalonicenses 5:23,24 - O crente é conservado irrepreensível.
58. I João 5:16 - O crente não pode pecar para a morte eterna (IJo.3:9;5:18).
59. I Coríntios 12:3 - O crente não pode blasfemar contra o Espírito Santo (Mt.12:32; Mc.9:39,40;Lc.11:23; IJo.5:10; Jo.3:33).
60. I João 2:19 - O crente é perseverante na fé (Mt.10:22;24:13; IIJo.9; Ap.13:10;14:12).
61. João 10:26 - O crente é ovelha e não porca lavada (IIPe.2:20-22).
62. João 13:10 - O crente já está limpo do seu pecado (Jo.15:3).
63. I Coríntios 1:30 - Cristo é a justiça do crente.
64. I Coríntios 1:30 - Cristo é a santificação do crente.
65. I Coríntios 1:30 - Cristo é a redenção do crente.
66. Salmos 25:20 - Deus é o refúgio do crente (Hb.6:18).
67. I João 2:22,23 - O crente não pode negar o filho (Mt.10:33; IITm.2:12).
68. Romanos 8:37 - O crente sempre será vencedor (Jo.16:33; Ap.2:7,11,17,26;3:5,12,21).
69. I João 5:4 - O crente vence o mundo.
70. I João 2:14 - O crente vence o diabo (IJo.4:4; Ap.12:11).
71. Romanos 6:14 - O crente vence o pecado (a carne).
72. Romanos 11:29 - O dom de Deus é irrevogável.
73. João 19:30 - Todo o pecado do crente está consumado.
74. Gálatas 3:13 - O crente foi resgatado para sempre da maldição da lei.
75. Apocalipse 5:9 - O crente foi comprado com sangue (ICo.6:20;7:23; IPe.1:18,19).
76. Salmos 90:17 - É Deus quem efetua a obra no crente (Jo.3:21; Ef.3:20; Is.26:12;64:4; Fp.2:13).
77. João 17:20 - Cristo intercedeu pelos crentes, e continua intercedendo (Hb.7:25; IJo.2:1; Rm.8:34).
78. Romanos 8:26,27 - O Espírito Santo intercede pelo crente.
79. II Coríntios 1:20 - Jesus é o "Amém" das promessas de Deus (Jo.6:47).
80. I Pedro 4:1 - O crente já cessou do pecado (Rm.6:14; IJo.3:9).
domingo, 31 de agosto de 2008
O discípulo não é igual ao Mestre, mas vai ficando cada vez mais parecido com Ele
LEITURA BÍBLICA: Mt 23:1-12
"Não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam" (Mt.23:3)
Se o discípulo de Jesus é alguém como ele e revela seu caráter às pessoas, por que será que tantos cristãos se parecem com tudo, menos com discípulos?! Parece que Jesus mesmo dá a resposta quando mostra aos seus seguidores o tipo de comportamento que deveriam evitar para não se parecerem com os religiosos fariseus de sua época! Nesse sentido, fica patente a diferença entre um mero religioso e um verdadeiro discípulo de Cristo. O discípulo busca não ser incoerente, ou seja, dizer uma coisa e fazer outra. Chiiii... já começou a complicar! Ah, nem tanto, pois longe de ser perfeito, o discípulo admite suas falhas e pecados, em vez de esconder-se atrás de um belo discurso. O discípulo também procura não ser hipócrita, não obriga os outros a fazer aquilo que ele mesmo não pratica. Diferente do religioso de carteirinha, o discípulo não vive de aparência, mas é autêntico e não está atrás de autopromoção, procurando ser reconhecido por seus feitos, ser louvado por seu caráter ou temido por seu poder. O verdadeiro discípulo não é petulante, pois, sendo discípulo, sabe que tem sempre muito que aprender e que o título de Mestre realmente só cabe a um: Jesus. O discípulo não é autoritário, no sentido do uso ou abuso do poder, mas tem uma autoridade verdadeira que é conquistada por ser modelo para os demais. O que sobra para o discípulo ser, então? Sobra ser servo! Isso mesmo: aquele posto que ninguém almeja, o cargo pelo qual ninguém briga. Servo é aquilo que todo mundo diz ser, mas quase ninguém realmente é, pois a maioria prefere transformar os ensinamentos do Mestre em fonte de lucro pessoal, enquanto poucos realmente querem seguir nos passos de Cristo e servir aos outros, de verdade. Servir é abençoar as pessoas com o nosso melhor. Essa é a diferença entre um discípulo e um religioso. Qual deles você vai preferir ser?
"O discípulo não é igual ao Mestre, mas vai ficando cada vez mais parecido com Ele"
Irmã EDNA MENDES
"Não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam" (Mt.23:3)
Se o discípulo de Jesus é alguém como ele e revela seu caráter às pessoas, por que será que tantos cristãos se parecem com tudo, menos com discípulos?! Parece que Jesus mesmo dá a resposta quando mostra aos seus seguidores o tipo de comportamento que deveriam evitar para não se parecerem com os religiosos fariseus de sua época! Nesse sentido, fica patente a diferença entre um mero religioso e um verdadeiro discípulo de Cristo. O discípulo busca não ser incoerente, ou seja, dizer uma coisa e fazer outra. Chiiii... já começou a complicar! Ah, nem tanto, pois longe de ser perfeito, o discípulo admite suas falhas e pecados, em vez de esconder-se atrás de um belo discurso. O discípulo também procura não ser hipócrita, não obriga os outros a fazer aquilo que ele mesmo não pratica. Diferente do religioso de carteirinha, o discípulo não vive de aparência, mas é autêntico e não está atrás de autopromoção, procurando ser reconhecido por seus feitos, ser louvado por seu caráter ou temido por seu poder. O verdadeiro discípulo não é petulante, pois, sendo discípulo, sabe que tem sempre muito que aprender e que o título de Mestre realmente só cabe a um: Jesus. O discípulo não é autoritário, no sentido do uso ou abuso do poder, mas tem uma autoridade verdadeira que é conquistada por ser modelo para os demais. O que sobra para o discípulo ser, então? Sobra ser servo! Isso mesmo: aquele posto que ninguém almeja, o cargo pelo qual ninguém briga. Servo é aquilo que todo mundo diz ser, mas quase ninguém realmente é, pois a maioria prefere transformar os ensinamentos do Mestre em fonte de lucro pessoal, enquanto poucos realmente querem seguir nos passos de Cristo e servir aos outros, de verdade. Servir é abençoar as pessoas com o nosso melhor. Essa é a diferença entre um discípulo e um religioso. Qual deles você vai preferir ser?
"O discípulo não é igual ao Mestre, mas vai ficando cada vez mais parecido com Ele"
Irmã EDNA MENDES
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
As minhas verdadeiras ovelhas

ÀS MINHAS VERDADEIRAS OVELHAS
Leitura Bíblica: (Ezequiel 34:16-20)
16 A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça. 17 Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o SENHOR Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. 18 Acaso, não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os pés? 19 Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os pés e bebem o que haveis turvado com os pés. 20 Por isso, assim lhes diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. (Ez 34.16-20)
Amadas e queridas ovelhas, precisamos analisar os tempos e as conjunturas da igreja como diz a Palavra de Deus: aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 2.7). Estamos passando por momentos difíceis e de lutas. Isso é bom porque, nesse momento, Deus nos aperfeiçoa e prova quem realmente nós somos. Nos momentos de lutas e de crise que o pastor consegue identificar as verdadeiras ovelhas ou bodes. A ovelha é submissa, tratável, obediente, humilde diante de seu pastor; os bodes desconhecem o seu pastor, não são tratáveis, desobedientes e cheios de coisas perigosas à fé. A ovelha sabe que um dia foi perdida e que nunca fez nada que agradasse a Deus antes da sua conversão; são eternas dependentes da graça de Deus pelo sangue do Cordeiro. Os bodes jamais reconhecerão isso e sempre estarão contra a vontade de Deus.
O texto de Ezequiel fala exatamente isso: Deus julgaria quem eram ovelhas ou bodes diante do cativeiro babilônico. A provação diante do grande imperador Medo-persa seria o meio de Deus saber que eram rebeldes e submissas ou quem eram sensíveis à voz do Senhor Deus. Assim, precisamos saber que nós demonstramos ao pastor de uma igreja quem nós somos diante dos problemas na igreja. Somos ovelhas ou bodes? Pelos frutos o pastor conheceria quem é bode ou ovelha.
A ovelha precisa saber não pisar os pastos. Sabemos que Deus tem nos dado pastos verdes pela graça de Deus. Quando a igreja prega todo o conselho de Deus com ensino bíblico em exposição plena da Palavra de Deus; quando a cruz é ministrada e a exaltação do nome de Jesus é uma realidade, esse pasto não pode ser pisado como diz o verso 19. Deus julgaria as ovelhas magras porque elas tinham pasto, mas pisavam neles. Assim Deus trata com sua igreja e trata com o seu povo, pois Deus coloca na sua igreja pastores e mestre pelo seu Espírito (Ef 4.11; At 20.28-30). Paulo adverte que haveria alguns que tentariam arrastar o rebanho e desfazer o que Deus colocou como autoridade na sua igreja desde os primeiros tempos da sua igreja.
A verdadeira ovelha está ao lado de seu pastor; descansa nos braços do pastor e se for para escolher entre ovelha e pastor, a lógica é que a ovelha escolha o pastor, pois uma simples ovelha não sabe para onde vai, não tem autoridade espiritual e nem conhece as Escrituras. A ovelha deve ser íntima de seu pastor, honrá-lo e tê-lo sempre ao seu lado por causa dos lobos, dos falsos obreiros e falsos irmãos.
Paulo admite que existem, na igreja, falsos irmãos (2Co 11.13; 26; Gl 2.4). Como saber? Pelo texto sagrado Paulo adverte que esses investem contra autoridades espirituais. Por isso, Paulo disse “em perigos de falsos irmãos” à igreja de Corinto. Fica claro que esses falsos irmãos investiram contra o apóstolo Paulo, até contra o apóstolo João (3 Jo 9-10). Outra característica de um falso irmão é que fica observando momentos e situações para criticar o pastor e evidenciá-lo. Paulo deixou claro quando falou aos gálatas que os falsos irmãos o estavam espreitando. O verbo grego kataskopeö quer dizer espiar secretamente. O que estava havendo na igreja da Galácia era exatamente isso. Os pseudadelphos (falsos irmãos) estavam espionando Paulo para pegá-lo em alguma coisa. Isso é uma característica de falso irmão e digno de termos cuidado com pessoas que agem dessa forma.
Às minhas verdadeiras ovelhas eu quero dizer que estou à disposição de dar a minha vida, pois o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas, mas preciso que essas deixem qualquer insinuação contra o pastor. Paulo alertou aos romanos que pessoas que causam divisão e escândalo devem ser evitadas fugindo delas (Rm 16.17). A palavra skandalon era uma pedra que ficava à margem do caminho para derrubar pessoas. Uma pessoa se torna escândalo quando ela é a causa de uma igreja dividir, colocar líderes em evidência e rebelião. Pelas escrituras tais pessoas não ficaram e nem ficarão sem punição, pois o mesmo Deus de Moisés e Davi é o nosso. Deus foi peremptório com cada uma delas e tratou como Pai para aqueles que são filhos e como Juiz para aqueles que não são. Portanto, Paulo adverte à igreja de Roma que devemos nos afastar de tais pessoas, pois essas causarão transtornos à fé e ao Reino de Deus.
Amados, quero terminar dizendo que a nossa luta não é contra carne nem sangue, mas contra as forças das trevas e toda rebelião provém do diabo. Rebelião não é uma simples discordância do líder, mas uma revolta contra a liderança desse líder. Portanto, muito cuidado, pois o mesmo Deus que me trouxe até aqui, deu-nos graça e fez essa igreja chegar aonde chegou cortará os ramos e galhos secos trazendo paz e graça à sua igreja. Deus os abençoe.
Autor: Pr.Francisco Mário Magalhães
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
PARÁBOLA DO CREDOR DESAPIEDADO
Pr.Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt.18:23-35)
PANO DE FUNDO HISTÓRICO
Um rei reuniu seus oficiais (servos que trabalhavam na administração do seu reinado), no dia marcado para o acerto de contas. Um deles lhe devia a astronômica soma de dez mil talentos, o mais alto valor monetário do sistema financeiro da época. Esta certo que o servo (ministro das finanças) devia ao rei uma quantia enorme. Visto que uma grande fração de dinheiro havia saído por intermédio daquele servo, o rei, reúne todos os seus oficiais da administração para um acerto de contas. Na parábola não nos é contado o que este oficial havia feito com o dinheiro. O rei sabia que o oficial não teria todo aquele dinheiro, no dia marcado para o ajuste de contas. Quando ficou diante de seu Senhor, ouviu o veredicto (decisão tomada pelo júri): ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que possuía seriam vendidos para o pagamento da dívida. Era demais para ele. Todavia, o servo atirou-se aos pés do soberano, implorando misericórdia, e pediu: “Sê paciente comigo e tudo te pagarei”, ele implorou misericórdia e não perdão. Prometeu restituição, sabendo que poderia pagar apenas uma pequena parte e não mais. Como resposta, recebeu o que menos esperava – quitação da dívida. Seu senhor teve piedade dele, cancelou o seu débito e deixou-o ir. Quase não acreditando, o servo sai com alegria e falando a todos da bondade do seu senhor. Passado alguns dias, descendo as escadarias do palácio, o servidor público absolvido encontrou um outro servidor que lhe devia cem denário. Realmente era muito pouco – alguns dias de trabalho e a soma seria conseguida. E ele ao se encontrar com aquele amigo, vê uma oportunidade de lhe fazer a cobrança do que estava lhe devendo, e segura-lhe pelo pescoço, sufoca-o , exigindo o pagamento da dívida. O devedor atirou-se aos pés do ministro das finanças e pediu: “Sê paciente comigo e te pagarei. Ele não precisava dizer que pagaria tudo, porque o total era pequeno. Mas o ministro das finanças recusou, lançou o homem na prisão, esperando que alguém o pusesse em liberdade sob fiança (abonar e dá garantia a responsabilidades alheia), e pagasse a dívida. Nada aqui foi feito as escondidas, o ministro das finanças fez tudo isso nas escadarias do palácio a vista de todos os que estavam por alí, e nada poderia guardar silêncio sobre aqueles que assistiram tal cena. O acontecido virou a conversa do dia em todo o palácio, até que o rei ouviu toda a história. O rei ao ouvir, ficou zangado. Chamou o servo e o repreendeu: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida porque me suplicaste, não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como me compadeci de ti ?” Com isso, entregou-o aos carcereiros para que o torturassem até que a dívida fosse paga.
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA
1 - A parábola ilustra o princípio do perdão, elemento vital no processo de disciplina eclesiástica. - A parábola foi confeccionada por Jesus por
causa das perguntas de Pedro – (Mt.18:15-22) A misericórdia de Deus é tão grande que não pode ser medida
2 – Deus faz contas com os seus servos, não somente depois da morte, mas aqui e agora – (vd.vss.23)
(Lc.12: 42) - Respondeu o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.
44 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
• O ajuste de contas aqui se refere ao juízo do tribunal de Cristo –
(2Co.5: 10) - Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.
3 – O fato de não perdoarmos o irmão que peca contra nós entristecerá os outros irmãos, que poderão levar essa questão ao Senhor -
4 - Que o que muito recebeu para dá (perdão), será cobrado pelo que não deu (perdão) -
(Lc.12: 47) - O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.
(Lc.16: 11) - Se, pois, nas riquezas injustas não fostes [fiéis], quem vos confiará as verdadeiras?
12 E se no alheio não fostes [fiéis], quem vos dará o que é vosso?
5 – Se não perdoarmos os irmãos que peca contra nós, seremos disciplinados pelo Senhor até que o perdoemos de coração, isto é, até que paguemos toda a dívida –
(Mt.5: 21) - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
6 - Embora a palavra justiça não esteja na parábola, os conceitos expressos são de misericórdia e justiça. – Ex: Davi tinha desobedecido a Deus, levantando o censo de Israel e Judá, ao fazer cumprir a justiça, Deus deu a ele três escolhas:
• Sete anos de fome,
• três meses de perseguição,
• ou três dias de peste
Davi respondeu: “Caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias...” (2Sm. 24:10-17; 1 Cr. 21:13)
As escrituras não ensinam que a misericórdia anula a justiça; nem ensinam que a justiça elimina a misericórdia
7 - O povo judeu sabia que na aplicação da justiça a misericórdia teria que triunfar -
(Êx.22: 25) - Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.
26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol;
27 porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
8 – A justiça se manifestava de diversas maneiras - O ano do jubileu eram impostas; durante aquele ano, os que haviam alienado suas propriedades entravam de novo na posse delas e os escravos adquiririam sua liberdade. Resumindo, o judeu dos dias de Jesus sabia que misericórdia e justiça não podem ser tratadas separadamente. Estão interligadas.
9 – A diferença entre o servidor chefe ministro das finanças e o seu conservo -
a. O servidor chefe de finanças –
i. Devia 10.000 talentos – mais ou menos 3 milhões de dólares
ii. Não tinha com que pagar
iii. Foi sentenciado, para que fosse vendido , ele, esposa e filhos e todos o seus bens e que a dívida fosse paga
iv. Tal forma de cobrança coincidia com os costumes antigos – (2Rs. 4:1) – filhos serviam para resgatar dívidas
v. Humilha-se reverentemente e pede paciência que pagaria tudo –
vi. O rei observando que ele não tinha a mínima condição de pagar, perdoa-lhe a dívida.
Aqui a justiça é utilizada seguida de misericórdia
b. O conservo servidor público
i. O conservo devia 100 denários ao chefe de finanças – aproximadamente doze dólares = 24 REAIS
ii. Foi agarrado pelo pescoço e humilhado na frete dos funcionários do palácio
iii. O conservo pede paciência que iria lhe pagar
iv. O chefe de finanças não quis esperar
v. O chefe de finanças lança-o na prisão até que saldasse a dívida
vi. Os companheiros de trabalho avisam o acontecido ao rei
Aqui a justiça é aplicada sem misericórdia
10 – O veredicto (sentença) do rei
(Mt.18:32) - “servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;
(v.33) não deverias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como eu me compadeci de ti ?
(v.34) e, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.
11 – Aplicação da parábola feita por Jesus
(Mt.18:35) - Assim também meu pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”
12 – Ensinos notáveis sobre o perdão
a) Deus só perdoa as nossas ofensas se nós perdoarmos –
(Mt.6: 14) - Porque, se [perdoar]des aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos [perdoar]á a vós;
15 se, porém, não [perdoar]des aos homens, tampouco vosso Pai [perdoar]á vossas ofensas.
(Mc.11: 26) - [Mas, se vós não [perdoar]des, também vosso Pai, que está no céu, não vos [perdoar]á as vossas ofensas.]
b) Devemos perdoar muitas vezes –
(Mt.18: 21) - Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de [perdoar]? Até sete?
22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes setembro
c) Devemos perdoar de coração e não por boca –
(Mt.18: 35) - Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não [perdoar]des, cada um a seu irmão.
d) Devemos perdoar a quem pede perdão até muitas vezes no dia –
(Lc.17: 4) - Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe [perdoar]ás.
e) Perdoar deixa livre, reter, aprisiona –
(Jo.20: 23) - Àqueles a quem [perdoar]des os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.
f) Devemos perdoar uns aos outros –
(Ef.4:32) - Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
13 – Outros ensino sobre a parábola
a) Que é possível receber a graça de Deus em vão, sem que ela produza em nós um correspondente trato com os nossos semelhantes –
»II CORINTIOS [6]
1 E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão;
b) Que é muito fácil fazer questão das pequenas ofensas dos outros contra nós mesmos, do que as grandes ofensas que cometemos contra Deus
c) Que é característico da natureza carnal ser exigente, intolerante e incompassivo
d) Devemos não fazer com os outros aquilo que gostaríamos que os outros não fizessem conosco -
(Mt.7: 12) - Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos [faça]m, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
(Lc.6: 31) - Assim como quereis que os homens vos [faça]m, do mesmo modo lhes fazei vós também.
(Jo.13: 15) - Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, [faça]is vós também.
BIBLIOGRAFIA
KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana,1a Edição. São Paulo – SP
LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas de Jesus. Editora Vida, 3a impressão, 2001. São Paulo - SP
Bíblia Vida Nova – Sociedade Bíblica do Brasil – Editor Responsavel Russell P. Shedd. Impressão 1997. São Paulo – SP
Os Evangelhos – Versão Restauração – Editora Arvore da Vida. Primeira Edição 1999. São Paulo –SP
Bíblia de Estudo Plenitude – Sociedade Bíblica do Brasil
A Bíblia Explicada – CPAD. 13a Edição, 1994 – Rio de Janeiro – RJ.
LEITURA BÍBLICA: (Mt.18:23-35)
PANO DE FUNDO HISTÓRICO
Um rei reuniu seus oficiais (servos que trabalhavam na administração do seu reinado), no dia marcado para o acerto de contas. Um deles lhe devia a astronômica soma de dez mil talentos, o mais alto valor monetário do sistema financeiro da época. Esta certo que o servo (ministro das finanças) devia ao rei uma quantia enorme. Visto que uma grande fração de dinheiro havia saído por intermédio daquele servo, o rei, reúne todos os seus oficiais da administração para um acerto de contas. Na parábola não nos é contado o que este oficial havia feito com o dinheiro. O rei sabia que o oficial não teria todo aquele dinheiro, no dia marcado para o ajuste de contas. Quando ficou diante de seu Senhor, ouviu o veredicto (decisão tomada pelo júri): ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que possuía seriam vendidos para o pagamento da dívida. Era demais para ele. Todavia, o servo atirou-se aos pés do soberano, implorando misericórdia, e pediu: “Sê paciente comigo e tudo te pagarei”, ele implorou misericórdia e não perdão. Prometeu restituição, sabendo que poderia pagar apenas uma pequena parte e não mais. Como resposta, recebeu o que menos esperava – quitação da dívida. Seu senhor teve piedade dele, cancelou o seu débito e deixou-o ir. Quase não acreditando, o servo sai com alegria e falando a todos da bondade do seu senhor. Passado alguns dias, descendo as escadarias do palácio, o servidor público absolvido encontrou um outro servidor que lhe devia cem denário. Realmente era muito pouco – alguns dias de trabalho e a soma seria conseguida. E ele ao se encontrar com aquele amigo, vê uma oportunidade de lhe fazer a cobrança do que estava lhe devendo, e segura-lhe pelo pescoço, sufoca-o , exigindo o pagamento da dívida. O devedor atirou-se aos pés do ministro das finanças e pediu: “Sê paciente comigo e te pagarei. Ele não precisava dizer que pagaria tudo, porque o total era pequeno. Mas o ministro das finanças recusou, lançou o homem na prisão, esperando que alguém o pusesse em liberdade sob fiança (abonar e dá garantia a responsabilidades alheia), e pagasse a dívida. Nada aqui foi feito as escondidas, o ministro das finanças fez tudo isso nas escadarias do palácio a vista de todos os que estavam por alí, e nada poderia guardar silêncio sobre aqueles que assistiram tal cena. O acontecido virou a conversa do dia em todo o palácio, até que o rei ouviu toda a história. O rei ao ouvir, ficou zangado. Chamou o servo e o repreendeu: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida porque me suplicaste, não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como me compadeci de ti ?” Com isso, entregou-o aos carcereiros para que o torturassem até que a dívida fosse paga.
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA
1 - A parábola ilustra o princípio do perdão, elemento vital no processo de disciplina eclesiástica. - A parábola foi confeccionada por Jesus por
causa das perguntas de Pedro – (Mt.18:15-22) A misericórdia de Deus é tão grande que não pode ser medida
2 – Deus faz contas com os seus servos, não somente depois da morte, mas aqui e agora – (vd.vss.23)
(Lc.12: 42) - Respondeu o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.
44 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
• O ajuste de contas aqui se refere ao juízo do tribunal de Cristo –
(2Co.5: 10) - Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.
3 – O fato de não perdoarmos o irmão que peca contra nós entristecerá os outros irmãos, que poderão levar essa questão ao Senhor -
4 - Que o que muito recebeu para dá (perdão), será cobrado pelo que não deu (perdão) -
(Lc.12: 47) - O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.
(Lc.16: 11) - Se, pois, nas riquezas injustas não fostes [fiéis], quem vos confiará as verdadeiras?
12 E se no alheio não fostes [fiéis], quem vos dará o que é vosso?
5 – Se não perdoarmos os irmãos que peca contra nós, seremos disciplinados pelo Senhor até que o perdoemos de coração, isto é, até que paguemos toda a dívida –
(Mt.5: 21) - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
6 - Embora a palavra justiça não esteja na parábola, os conceitos expressos são de misericórdia e justiça. – Ex: Davi tinha desobedecido a Deus, levantando o censo de Israel e Judá, ao fazer cumprir a justiça, Deus deu a ele três escolhas:
• Sete anos de fome,
• três meses de perseguição,
• ou três dias de peste
Davi respondeu: “Caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias...” (2Sm. 24:10-17; 1 Cr. 21:13)
As escrituras não ensinam que a misericórdia anula a justiça; nem ensinam que a justiça elimina a misericórdia
7 - O povo judeu sabia que na aplicação da justiça a misericórdia teria que triunfar -
(Êx.22: 25) - Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.
26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol;
27 porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
8 – A justiça se manifestava de diversas maneiras - O ano do jubileu eram impostas; durante aquele ano, os que haviam alienado suas propriedades entravam de novo na posse delas e os escravos adquiririam sua liberdade. Resumindo, o judeu dos dias de Jesus sabia que misericórdia e justiça não podem ser tratadas separadamente. Estão interligadas.
9 – A diferença entre o servidor chefe ministro das finanças e o seu conservo -
a. O servidor chefe de finanças –
i. Devia 10.000 talentos – mais ou menos 3 milhões de dólares
ii. Não tinha com que pagar
iii. Foi sentenciado, para que fosse vendido , ele, esposa e filhos e todos o seus bens e que a dívida fosse paga
iv. Tal forma de cobrança coincidia com os costumes antigos – (2Rs. 4:1) – filhos serviam para resgatar dívidas
v. Humilha-se reverentemente e pede paciência que pagaria tudo –
vi. O rei observando que ele não tinha a mínima condição de pagar, perdoa-lhe a dívida.
Aqui a justiça é utilizada seguida de misericórdia
b. O conservo servidor público
i. O conservo devia 100 denários ao chefe de finanças – aproximadamente doze dólares = 24 REAIS
ii. Foi agarrado pelo pescoço e humilhado na frete dos funcionários do palácio
iii. O conservo pede paciência que iria lhe pagar
iv. O chefe de finanças não quis esperar
v. O chefe de finanças lança-o na prisão até que saldasse a dívida
vi. Os companheiros de trabalho avisam o acontecido ao rei
Aqui a justiça é aplicada sem misericórdia
10 – O veredicto (sentença) do rei
(Mt.18:32) - “servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;
(v.33) não deverias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como eu me compadeci de ti ?
(v.34) e, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.
11 – Aplicação da parábola feita por Jesus
(Mt.18:35) - Assim também meu pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”
12 – Ensinos notáveis sobre o perdão
a) Deus só perdoa as nossas ofensas se nós perdoarmos –
(Mt.6: 14) - Porque, se [perdoar]des aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos [perdoar]á a vós;
15 se, porém, não [perdoar]des aos homens, tampouco vosso Pai [perdoar]á vossas ofensas.
(Mc.11: 26) - [Mas, se vós não [perdoar]des, também vosso Pai, que está no céu, não vos [perdoar]á as vossas ofensas.]
b) Devemos perdoar muitas vezes –
(Mt.18: 21) - Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de [perdoar]? Até sete?
22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes setembro
c) Devemos perdoar de coração e não por boca –
(Mt.18: 35) - Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não [perdoar]des, cada um a seu irmão.
d) Devemos perdoar a quem pede perdão até muitas vezes no dia –
(Lc.17: 4) - Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe [perdoar]ás.
e) Perdoar deixa livre, reter, aprisiona –
(Jo.20: 23) - Àqueles a quem [perdoar]des os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.
f) Devemos perdoar uns aos outros –
(Ef.4:32) - Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
13 – Outros ensino sobre a parábola
a) Que é possível receber a graça de Deus em vão, sem que ela produza em nós um correspondente trato com os nossos semelhantes –
»II CORINTIOS [6]
1 E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão;
b) Que é muito fácil fazer questão das pequenas ofensas dos outros contra nós mesmos, do que as grandes ofensas que cometemos contra Deus
c) Que é característico da natureza carnal ser exigente, intolerante e incompassivo
d) Devemos não fazer com os outros aquilo que gostaríamos que os outros não fizessem conosco -
(Mt.7: 12) - Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos [faça]m, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
(Lc.6: 31) - Assim como quereis que os homens vos [faça]m, do mesmo modo lhes fazei vós também.
(Jo.13: 15) - Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, [faça]is vós também.
BIBLIOGRAFIA
KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana,1a Edição. São Paulo – SP
LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas de Jesus. Editora Vida, 3a impressão, 2001. São Paulo - SP
Bíblia Vida Nova – Sociedade Bíblica do Brasil – Editor Responsavel Russell P. Shedd. Impressão 1997. São Paulo – SP
Os Evangelhos – Versão Restauração – Editora Arvore da Vida. Primeira Edição 1999. São Paulo –SP
Bíblia de Estudo Plenitude – Sociedade Bíblica do Brasil
A Bíblia Explicada – CPAD. 13a Edição, 1994 – Rio de Janeiro – RJ.
Assinar:
Postagens (Atom)