domingo, 2 de dezembro de 2012

GERENCIAMENTO DA VIDA


Uma pessoa em Cristo, deve estar preparada para viver em duas culturas (Natural e Espiritual). No entanto um só deverá ser o gerenciador. Ser preparado para o aqui e agora, é fundamental, mas se fossemos depender unicamente das atividades do AQUI e AGORA, seriamos os mais infelizes dos regenerados, como está escrito: 

"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta 
vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1Co.15:19). 


A pessoa instruída na palavra terá, portanto, de estar preparada para viver e trabalhar ao mesmo tempo neste mundo e no mundo que virá - aquela a construída pelos homens (natural) e a construída por Deus "natural-espiritual", que através do conhecimento da verdade se concentra nas idéias regeneradas, transformadas através da palavra de Deus, das promessas e da proposta do modo de viver "comportamento, luz e testemunho", servindo tanto para este mundo e como um investimento para o mundo porvir, onde habitará de uma forma definitiva a justiça e a ausência de pecado. 


A única forma de sermos participantes da natureza de Deus, é através das suas promessas deixadas nas escrituras sagradas, como está escrito: 

"pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (2Pedro 1:4)


Portanto agora, o Senhorio de Jesus fará com que nos afastemos dos padrões gerenciadores do"antes de Cristo" (espíritos que operam nos filhos da desobediência) e nos apeguemos de corpo, alma e espírito, com os padrões do gerenciador espiritual (Espírito Santo de Deus) "depois de Cristo", tendo-o como nosso Senhor na administração de nossas vidas, pois está escrito: 

"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos" (Efésios 2:1-5).


Amém,

Romildo Gurgel

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A NOIVA E O JARDIM



Uma metáfora sobre a igreja acomodada consigo mesma
Autor: Tucco Egg

Em um reino distante havia uma bela noiva, ansiosa por casar-se, mas seu noivo disse que antes das bodas ainda teria que fazer uma longa viagem. Um jardim rude e selvagem cercava a casa do noivo, e ele amava aquele lugar mais que tudo que possuía. Antes de sair para sua difícil jornada, chamou sua noiva, tomou-a pelas mãos e pediu-lhe que cuidasse do jardim até sua volta, que o regasse, podasse, livrasse-o do capim e das ervas daninhas, mantivesse-o vivo, ainda que com o aspecto rude que ele possuía, porque quando retornasse, ele próprio trataria do jardim e o tornaria o mais belo de todos os jardins de todos os reinos. Ao final de todas essas recomendações, tocou os lábio da noiva como os seus e partiu.
No dia seguinte, a noiva foi até o jardim e dedicou-se a ele como seu noivo havia feito enquanto esteve lá. Mas, com o passar dos dias, percebeu que o jardim lhe roubaria a beleza. Suas mãos começaram a sujar, as unhas lascavam, a pele ressecava ao sol. Sementes de capim aderiram ao seu vestido, espinhos e pedras feriram-lhe mãos e pés. Decidiu poupar-se, temendo que o noivo não a aceitasse mais na sua volta. Entrou na casa rodeada pelo jardim, e tratou de cuidar de si, horas em frente a um espelho, ungindo-se com óleo e perfumes.
No lado de fora, dia a pós dia, ervas daninhas e capim cresceram e avançaram em direção à casa. Entravam pelas frestas e abraçavam a casa com mil tentáculos, lacrando portas e encobrindo janelas. Logo o sol já não encontrava espaço para iluminar a noiva. A casa se tornou escura e úmida. Mofo e bolor cresciam nos cantos e o ar tornava-se fético. A noiva, no entanto, permanecia tratando de si, iluminada agora apenas por uma pequena vela, alienada de tudo que acontecia à sua volta. Na penumbra, já não via mais seu próprio rosto, agora pálido, nem as olheiras profundas que se formavam e lhe davam um triste aspecto doentio. Imaginava-se ainda bela e viçosa, enquanto as ervas e o bolor tomavam conta de todo ambiente.
Quando o noivo voltou, encontrou o jardim abandonado e mal podia ver sua casa debaixo da densa vegetação. Do lado de dentro, enfraquecida pela escuridão e sufocada pelo bolor, sua noiva jazia morta. Então, profundamente entristecido, o noivo olhou para o corpo inerte, a casa destruída e o que restara do jardim. Enquanto vagava os olhos úmidos pelo local, encontrou algumas minúsculas flores brancas escondidas entre as ervas e o capim. Seguiu abrindo caminho na vegetação e recolhendo as flores que encontrava espalhada, invisíveis naquele matagal. Encontrou milhares delas, colheu-as e juntou-as em um lindo buquê. Amando-as intensamente, tocou-as com seus lábios enquanto, juntas, tornaram-se elas mesmas a mais bela entre todas as mulheres. Ali mesmo ele a desposou e, em seguida, transformou aquele lugar no mais belo jardim que jamais existiu.

Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus. (Mt.21:31b).  -
Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino. (Mt.21:43).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ESPÍRITUALIDADE EGOLÁTRICA


Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade.

A egolatria não é o simples cuidado do indivíduo consigo mesmo. Cuidar de si mesmo, afinal, é uma virtude. Quando praticamos o cuidado conosco mesmos, aprendemos a amar mais as pessoas. A egolatria não é também um sentimento de egoísmo. O indivíduo egoísta tem a expectativa de que todas as coisas e pessoas estejam em torno de seus interesses. Sem dúvida, isso é pecado; mas não é, ainda, um culto ao ego. Isso porque, enquanto o egoísta deseja que todas as coisas existam para atender seus interesses, o ególatra acredita que tem o poder para mover todas as coisas e pessoas em torno de si. A principal marca do ególatra é a cobiça, às vezes demonstrada por atitudes extremas. Tal sentimento foi muito bem exemplificado na proposta do diabo a Cristo: “Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.”  

A egolatria é mais danosa do que a idolatria. E existe, lamentavelmente, uma espiritualidade ególatra, aquela que é caracterizada pela prática religiosa cujas celebrações e liturgias favorecem a promoção de personalidades. Na idolatria, a divindade é inanimada; o ídolo não controla a situação. Já na egolatria, oego-deus tem boca e fala; tem nariz e cheira; tem pés e anda. Ele tem uma inteligência cheia de artimanhas; em geral, possui carisma e cativa as massas. O ego-deus consegue passar a ideia de que foi o único dotado para uma missão especial – assim, possuiria poderes especiais, como uma capacidade mística de desvendar os mistérios escondidos no além e trazer revelações sobrenaturais.

Nas instituições caracterizadas pela egolatria, há a necessidade de intermediários entre os devotos e o divino. Por essa razão, os cargos e papéis espirituais são uma espécie de concessão do ego-deus a esses intermediários, sob a condição de trocas simbólicas e materiais. Diante de um ego-deus, todos os seguidores obedecem, sem o mínimo de discernimento. Qualquer atitude crítica é denunciada como rebeldia intolerável. A egolatria é marcada pela necessidade de promoção pessoal, vanglória e arrogância. Os ególatras necessitam de títulos que os façam diferentes. Em se tratando da vocação pessoal, os dons e ministérios não representam habilidades para servir às pessoas; eles são, isso sim, títulos particulares, espécie de insígnias ostentadas como demonstração de poder e domínio. Nos ambientes marcados pela egolatria, títulos que, em si mesmos, em nada credenciam seus detentores como sobre-humanos – como pastor, padre, bispo, apóstolo –, assumem um significado de divinização de indivíduos em seus feudos religiosos e redes de submissão ao seu controle.

Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade. O agente mágico e a divindade fundem-se numa só personalidade. Mas o ego-deus é materialista, possessivo, vingativo; seu discurso não glorifica ao único Deus, Senhor dos céus e da terra, mas favorece a própria dominação, estimula a vassalagem dos seguidores e legitima a dinâmica do poder. A legítima pregação bíblica é substituída por um discurso caracterizado por frases-feitas e palavras de ordem supostamente capazes de mover a mão divina, decretar a bênção e promover bem estar físico e material aos adeptos – normalmente, em troca dos chamados sacrifícios, quase sempre realizados através do dinheiro.

Se, numa determinada comunidade, as pessoas estão dando mais ênfase à experiência espiritual que isola, discrimina os de fora e põe os supostamente espiritualizados em pedestais, é bem provável que estejamos diante da espiritualidade egolátrica, e não do modelo proposto por Jesus Cristo. No Evangelho de Cristo, o que é aparentemente oculto é revelado aos pequeninos do seu Reino. As boas novas “escondidas” em Deus, de fato, estavam sempre presentes; todavia, os seres humanos sofisticados não compreenderam a singeleza dessa mensagem: a de que aos pobres e aos pequeninos é que foram reveladas as boas novas a respeito do Reino de Deus (Lucas 10.18-19). As “revelações” recebidas pelos poderosos dos empreendimentos religiosos não dizem respeito à mesma revelação anunciada pelo Filho de Deus aos pobres e pequeninos.

É muito importante que saibamos discernir entre a espiritualidade revelada por Jesus de Nazaré e aquela praticada nas ambiências egolátricas da cristandade brasileira.

Pr Carlos Queiroz

sábado, 3 de novembro de 2012

ENTREVISTA COM O DEMÔNIO



(Nota: Esta publicação não aconteceu, é  apenas para ilustração.)

1) Como é o seu nome?
    Demônio: Meu primeiro nome não quer dizer nada para vocês, só para Deus, pois
    já houve muitas mudanças ao longo do tempo, muitos nomes.
2) Como assim, você evoluiu?
    Demônio: Quando se é julgado não se evolui mais, se estaciona, e o que
    se pode fazer é engordar, isto é, expandir horizontalmente, aumentar o número de influência
    associando pessoas, mas a estatura sempre será a mesma independente de subjugação.
3) Não tem mesmo como evoluir?
    Demônio: Impossível, o julgamento parou tudo junto com o meu primeiro nome, e aquilo que
    esperamos encontrar nas pessoas torna-se uma armadilha, por isso precisamos unir mais
    entidades, e mais outras até formar-se uma legião para que se possa parecer um pouco com o
    homem, que naturalmente evolui com Deus enquanto vive.
4) E o homem pode ajudar nisso?
    Demônio: Não, quando se morre segue-se ao juízo, mas no nosso caso já fomos julgados e tudo é
    um beco sem saída, e até mesmo quando o homem se submete a nós também estaciona, não tem como
    sair disso.
5) Como é a vida de vocês?
    Demônio: Não chamo isso de vida, mas de desespero, é como um inferno, tentamos achar uma saída
    o tempo todo por isso procuramos na promessa do homem as brechas, evitamos os animais, mas
    mesmo assim não dá certo, terrível foi o juízo, e o máximo onde se pode ir é pela semelhança
    com o homem no passado, e esperar que não se descubra o esconderijo.
6) Como se descobre o esconderijo, ou seja, quando se sabe que uma pessoa está possessa?
    Demônio: É desesperador, não ha controle, é a maior bagunça na fraqueza, o controle vem de
    fora e não de dentro, é um inferno.
7) Como se controla?
    Demônio: Medo.
8) Como assim, medo!
   Demônio: Temos medo e conseguimos externar o nosso próprio medo e mentir para os que nos
   abordam. Quando uma pessoa sente medo é o nosso medo que sentimos, e plantamos isso nelas por
   causa da carne, e que a mentira a faz pensar que o medo é dela, senão estaremos mais uma vez
   perdidos. Mentimos em tudo que o homem pode acreditar.A mentira começou tudo isso.
9) Então vocês passam o medo ?
   Demônio: É a primeira coisa, e tem gente que ainda está correndo por aí.
10) E a resistência?
   Demônio: A fé que Jesus inventou pela criação (Jesus é o autor e consumador da fé). Para estes
   somos como um animalzinho em extinção, e seria até bom que já estivéssemos sido extintos, mas,
   o tempo pertence a Deus, e o juízo, e a ressurreição, e o que se pode fazer é esperar.11) Quem pode expulsar vocês?
    Demônio: Tem casos que qualquer pessoa de bom caráter moral tem autoridade para isso, pois já passa uma imagem de Deus que nos faz tremer, mas tem casos que não é o suficiente.
12) Como assim ?
   Demônio: Quando se quer ir mais além que envolve o espiritual, é preciso ter a autoridade de Jesus, que pelo sacrifício, só com jejum e oração é que se compreenderá o nivelamento, aí não tem como.
13) Então o sacrifício de Jesus tem esse poder !
    Demônio: O sacrifício de Jesus salvou o homem. "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. (I S.João 5:12)" . Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus. (João 3:18)
14) Então vocês já foram julgados ?
   Demônio: Já (João 16:11). Não se deve brincar com Deus. A misericórdia, a longanimidade, o amor, e quando
   levamos ao descaso as oportunidades que tivemos outrora (nosso caso), pecamos na presença de
   Deus (que é uma blasfêmia), diferente de quem peca na ignorância e alcança misericórdia em
   Jesus Cristo homem. Blasfêmia é conhecimento de causa, é pecar na presença de Deus,no
   espiritual, não existe perdão para isso, como poderia!
15) Como se procede a possessão?
   Demônio: Algo mais além do pecado. Três coisas que atrai nossa semelhança para morada. Uma
   pessoa sem fé, sem esperança e sem amor. Pessoas vazias de vida, deprimidas e minadas pela
   opressão, e já sem forças se entreguam a possessão, e quando não suportam mais nos julga pelo
   que já somos e chega até cometer suicídio expondo a nossa condição.
16) Como você respondeu a tantas perguntas?
   Demônio: Somos muitos. Uns aqui não entendem nada, só fazem latir como um cachorro, miar como
   um gato e tem de tudo aqui nessa cabecinha, mas as respostas saíram por uma mesma boca,
   enquanto o cara aqui dormia.

Fernando Camboim Filho
(Irmão na fé) 

SALVAÇÃO E RESSURREIÇÃO



Salvação e  ressurreição estão totalmente entrelaçados. Não há como existir um sem o outro. A salvação é para a eternidade e a ressurreição é o estado reanimado da natureza humana se revestindo da eterna, isto envolve (corpo, alma e espírito humano). No entanto, a vida eterna é uma vida de comunhão com Deus e esta vida é partilhada pelo conhecimento de Deus em Jesus Cristo, como está escrito:

“E a vida eterna é esta: que ti conheçam a ti, o único Deus verdadeiro,  e a Jesus Cristo a quem enviaste” (João 17:3).

A salvação incorpora o selo de garantia da possessão do Espírito Santo em nosso espírito humano. Este selo traz consigo, a morte e a vida da ressurreição do Senhor Jesus para o contexto da nossa experiência da fé, como está escrito:

“Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou  a Jesus dentre os mortos,  esse mesmo que ressuscitou  a Cristo Jesus dentre os mortos,  vivificará também  o vosso corpo mortal, por  meio do  Espírito, que em vós habita” (Romanos 8:11).

A salvação e a ressurreição é a maior experiência que o cristão experimenta ao unir-se com Deus através de Jesus Cristo. AGORA, além dessa experiência ser experimentada no âmbito do espírito humano,  na nossa alma,  deverá ser despejada em nossos gestos e atitudes.

Deus vem a nós em Jesus Cristo. Ele tomou nosso lugar, se apossou do nosso pecado e morreu a nossa morte. A simples declaração “Cristo morreu pelos nossos pecados” é mais do que suficiente.  É pela fé, interiormente, e pelo batismo exteriormente, que nos tornamos unidos a Cristo através da sua morte e ressurreição.  Nós morremos e ressuscitamos com ele. No entanto agora, devemos levar em consideração em estar mortos para o pecado e vivos para Deus, como fala as escrituras:

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros  do seu corpo ao pecado, como instrumento de iniquidade; mas oferecei-vos  a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de Justiça” (Romanos 6:11-13).

Amém...
Romildo Gurgel

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

NÃO PODEM E NÃO QUEREM




Na bíblia existe uma ligação entre o “não podem” com o “não querem”. Está escrito: “...Ninguém pode vir a mim, se o pai... não atrair” (Jo.6:44). Na Igreja precisamos escutar muito mais esse “ninguém pode”, essa incapacidade natural dos homens para crer em Cristo ou chegarem até ele sem ser atraído por Deus. Existe muito pode, separada da graça de Deus “que tudo é possível ao que crer”. Na minha observação muita gente frequenta reuniões, mas poucos são atraídos. Muitas coisas concorrem para atrair frequentadores!! Suntuosos templos, eventos especiais, o ambiente bem iluminado e climatizado,  campanhas que arrecadam fortunas, músicas mais parecendo shows do que adoração, etc.. Apenas o Espírito pode revelar Cristo aos homens; apenas o Pai pode trazer os homens a Cristo. Sem essa tarefa dupla do Pai e do Espírito, ninguém pode alcançar o Filho. É bem verdade também que Jesus disse: “...contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida” (Jo.5:40). Estar em um ambiente é diferente de estar em Cristo. A recusa do homem em vir para terem vida, está na falta de percepção da graça de Deus.  Pois só a graça de Deus poderá conduzir tais homens ao Filho, como está escrito: “pois pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus (Ef.2:8). Hoje muitos “evangelhos” estão sendo pregados sem arrependimento de pecados e transformação de vidas. Nunca na historia houve tanta divulgação da Igreja e seus eventos ao invés da exposição simples da pessoa e da graça salvadora de Jesus Cristo. 
Que o Senhor nos ajude.

Romildo Gurgel

domingo, 9 de setembro de 2012

A LETRA MATA


Por
Fernando Camboim Filho


“E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; 
porque a letra mata, mas o espírito vivifica”( I Co 3:4,5,6).

COMENTÁRIO:

Uma coisa que nunca ouvi falar foi de bom senso espiritual, mas existe, é só ver quando não há contradições. Vejamos quando Maria foi visitar Izabel e ela exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! (Lucas 1:42)
E quando Maria salmodia a Deus dizendo: Porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, (Lucas 1:48)

Podemos ver que Maria mãe de Jesus, também conhecida por Nossa Senhora pelos católicos nos traz uma contribuição espiritual muito importante através do seu testemunho. Simplesmente não tem outra mulher que se possa comparar a Maria. Se formos dar uma volta no passado chegará até Eva e não encontraremos uma como Maria. Só encontraremos mais Marias no futuro por causa de Cristo, mas nenhuma que vá após Maria, pois ela foi a bem-aventurada, a bendita entre as mulheres. Maria é o final de uma mulher em Cristo. Veja como!
 

Tem outro versículo que serve para explicar isso muito bem. (Lucas 18: 28 a 30) diz assim:

“Disse-lhe Pedro: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus, que não haja de receber no presente muito mais, e no mundo vindouro a vida eterna”.

Sem nenhuma contradição, deixar tudo para seguir a Cristo não o é literalmente. Ninguém vai abandonar sua casa ou esposa, a família literalmente, mas vai substituir o preferencialismo anterior por amor do reino de Deus que começa na Igreja. Isto é, vão existir ocasiões dentro da comunhão do corpo de Cristo que exigirá atitudes maiores do que a própria família que amamos no serviço de Deus.
 
Daí pode-se ver a contribuição que Maria nos deu, quando o Senhor muitas vezes espiritualmente a tratava por "mulher", quando Ele mesmo na cruz apresentou João a ela e disse: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. Isso é comunhão.
  Em outra ocasião, nas bodas de Caná disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Parece que Maria queria apressar as coisas, mas ela entendia Jesus muito bem. Certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. 
Mas Jesus respondeu: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam. Lucas 11:27,28. Parece uma contradição, mas não é. Sabemos pelas Escrituras que Maria estava incluída nos bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam. Desde quando o anjo anunciou, ela passou a ser uma observadora da Palavra de Deus, portanto, uma bem-aventurada.
 Jesus estava ensinando o tempo todo como se devem ver as coisas. 
Veja a grandeza espiritual de Maria, e temos que resgatar esta espiritualidade que recebeu esta palavra (mulher) do próprio filho e que não reivindicava o vínculo de ser sua mãe. A espiritualidade de Maria era assim, era mãe, mas sabia ver Jesus como Senhor também, e nessa hora ela se via apenas como uma bem-aventurada, uma irmã. Qualquer mulher que  segue o exemplo de Maria saiba que o limite é a própria Maria. Não tem Angelina Jolie, Xuxa, miss Brasil, Miss Universo, qualquer outra que aparecer, ninguém será para Deus mais do que Maria. Este é o evangelho de Maria que pelo escriba foram poucas as palavras, mas que deixou uma carta aberta através da sua vida, não da letra, mas do espírito. E quanto a nós homens, fica a lição que Jesus falou para Pedro, a mesma coisa que Maria já vinha fazendo a muito tempo.
Acredito que quando a Igreja foi formada, Maria já sabia mais ou menos como deveria ser o regime da comunhão. Tem momentos na nossa vida cristã que temos que deixar o amor de pai, de mãe, de irmãos, de filhos, pelo próprio Senhor, ainda que continuemos com todos eles na mesma casa. 
Desculpem, mais a nossa pobreza espiritual não quer separar as coisas. O que é mais admirável para mim era o fato de Maria como mãe ver o seu filho como seu Senhor. Só é possível se for pelo espírito.

Deus soube escolher muito bem.
  Louvado seja Deus, pois dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações; depuseram dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. 
Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos.

Mulheres, vocês têm um exemplo excelente testemunhado por Deus. Que Deus nos abençoe.


Fernando Camboim Filho
Irmão na fé