Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt.18:23-35)
PANO DE FUNDO HISTÓRICO
Um rei reuniu seus oficiais (servos que trabalhavam na administração do seu reinado), no dia marcado para o acerto de contas. Um deles lhe devia a astronômica soma de dez mil talentos, o mais alto valor monetário do sistema financeiro da época. Esta certo que o servo (ministro das finanças) devia ao rei uma quantia enorme. Visto que uma grande fração de dinheiro havia saído por intermédio daquele servo, o rei, reúne todos os seus oficiais da administração para um acerto de contas. Na parábola não nos é contado o que este oficial havia feito com o dinheiro. O rei sabia que o oficial não teria todo aquele dinheiro, no dia marcado para o ajuste de contas. Quando ficou diante de seu Senhor, ouviu o veredicto (decisão tomada pelo júri): ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que possuía seriam vendidos para o pagamento da dívida. Era demais para ele. Todavia, o servo atirou-se aos pés do soberano, implorando misericórdia, e pediu: “Sê paciente comigo e tudo te pagarei”, ele implorou misericórdia e não perdão. Prometeu restituição, sabendo que poderia pagar apenas uma pequena parte e não mais. Como resposta, recebeu o que menos esperava – quitação da dívida. Seu senhor teve piedade dele, cancelou o seu débito e deixou-o ir. Quase não acreditando, o servo sai com alegria e falando a todos da bondade do seu senhor. Passado alguns dias, descendo as escadarias do palácio, o servidor público absolvido encontrou um outro servidor que lhe devia cem denário. Realmente era muito pouco – alguns dias de trabalho e a soma seria conseguida. E ele ao se encontrar com aquele amigo, vê uma oportunidade de lhe fazer a cobrança do que estava lhe devendo, e segura-lhe pelo pescoço, sufoca-o , exigindo o pagamento da dívida. O devedor atirou-se aos pés do ministro das finanças e pediu: “Sê paciente comigo e te pagarei. Ele não precisava dizer que pagaria tudo, porque o total era pequeno. Mas o ministro das finanças recusou, lançou o homem na prisão, esperando que alguém o pusesse em liberdade sob fiança (abonar e dá garantia a responsabilidades alheia), e pagasse a dívida. Nada aqui foi feito as escondidas, o ministro das finanças fez tudo isso nas escadarias do palácio a vista de todos os que estavam por alí, e nada poderia guardar silêncio sobre aqueles que assistiram tal cena. O acontecido virou a conversa do dia em todo o palácio, até que o rei ouviu toda a história. O rei ao ouvir, ficou zangado. Chamou o servo e o repreendeu: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida porque me suplicaste, não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como me compadeci de ti ?” Com isso, entregou-o aos carcereiros para que o torturassem até que a dívida fosse paga.
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA
1 - A parábola ilustra o princípio do perdão, elemento vital no processo de disciplina eclesiástica. - A parábola foi confeccionada por Jesus por
causa das perguntas de Pedro – (Mt.18:15-22) A misericórdia de Deus é tão grande que não pode ser medida
2 – Deus faz contas com os seus servos, não somente depois da morte, mas aqui e agora – (vd.vss.23)
(Lc.12: 42) - Respondeu o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.
44 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
• O ajuste de contas aqui se refere ao juízo do tribunal de Cristo –
(2Co.5: 10) - Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.
3 – O fato de não perdoarmos o irmão que peca contra nós entristecerá os outros irmãos, que poderão levar essa questão ao Senhor -
4 - Aquele que muito recebeu para dá (perdão), será cobrado pelo que não deu (perdão) -
(Lc.12: 47) - O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;
48 mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.
(Lc.16: 11) - Se, pois, nas riquezas injustas não fostes [fiéis], quem vos confiará as verdadeiras?
12 E se no alheio não fostes [fiéis], quem vos dará o que é vosso?
5 – Se não perdoarmos os irmãos que peca contra nós, seremos disciplinados pelo Senhor até que o perdoemos de coração, isto é, até que paguemos toda a dívida –
(Mt.5: 21) - Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.
23 Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta.
25 Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele; para que não aconteça que o adversário te entregue ao guarda, e sejas lançado na prisão.
26 Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.
6 - Embora a palavra justiça não esteja na parábola, os conceitos expressos são de misericórdia e justiça. – Ex: Davi tinha desobedecido a Deus, levantando o censo de Israel e Judá, ao fazer cumprir a justiça, Deus deu a ele três escolhas:
• Sete anos de fome,
• três meses de perseguição,
• ou três dias de peste
Davi respondeu: “Caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias...” (2Sm. 24:10-17; 1 Cr. 21:13)
As escrituras não ensinam que a misericórdia anula a justiça; nem ensinam que a justiça elimina a misericórdia
7 - O povo judeu sabia que na aplicação da justiça a misericórdia teria que triunfar -
(Êx.22: 25) - Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.
26 Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho restituirás antes do pôr do sol;
27 porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
8 – A justiça se manifestava de diversas maneiras - O ano do jubileu eram impostas; durante aquele ano, os que haviam alienado suas propriedades entravam de novo na posse delas e os escravos adquiririam sua liberdade. Resumindo, o judeu dos dias de Jesus sabia que misericórdia e justiça não podem ser tratadas separadamente. Estão interligadas.
9 – A diferença entre o servidor chefe ministro das finanças e o seu conservo -
a. O servidor chefe de finanças –
i. Devia 10.000 talentos – mais ou menos 3 milhões de dólares
ii. Não tinha com que pagar
iii. Foi sentenciado, para que fosse vendido , ele, esposa e filhos e todos o seus bens e que a dívida fosse paga
iv. Tal forma de cobrança coincidia com os costumes antigos – (2Rs. 4:1) – filhos serviam para resgatar dívidas
v. Humilha-se reverentemente e pede paciência que pagaria tudo –
vi. O rei observando que ele não tinha a mínima condição de pagar, perdoa-lhe a dívida.
Aqui a justiça é utilizada seguida de misericórdia
b. O conservo servidor público
i. O conservo devia 100 denários ao chefe de finanças – aproximadamente doze dólares = 24 REAIS
ii. Foi agarrado pelo pescoço e humilhado na frete dos funcionários do palácio
iii. O conservo pede paciência que iria lhe pagar
iv. O chefe de finanças não quis esperar
v. O chefe de finanças lança-o na prisão até que saldasse a dívida
vi. Os companheiros de trabalho avisam o acontecido ao rei
Aqui a justiça é aplicada sem misericórdia
10 – O veredicto (sentença) do rei
(Mt.18:32) - “servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;
(v.33) não deverias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como eu me compadeci de ti ?
(v.34) e, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.
11 – Aplicação da parábola feita por Jesus
(Mt.18:35) - Assim também meu pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”
12 – Ensinos notáveis sobre o perdão
a) Deus só perdoa as nossas ofensas se nós perdoarmos – Embora Deus seja o exemplo da prática do perdão.
(Mt.6: 14) - Porque, se [perdoar]des aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos [perdoar]á a vós;
15 se, porém, não [perdoar]des aos homens, tampouco vosso Pai [perdoar]á vossas ofensas.
(Mc.11: 26) - [Mas, se vós não [perdoar]des, também vosso Pai, que está no céu, não vos [perdoar]á as vossas ofensas.]
b) Devemos perdoar muitas vezes –
(Mt.18: 21) - Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de [perdoar]? Até sete?
22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes setembro
c) Devemos perdoar de coração e não por boca –
(Mt.18: 35) - Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não [perdoar]des, cada um a seu irmão.
d) Devemos perdoar a quem pede perdão até muitas vezes no dia –
(Lc.17: 4) - Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe [perdoar]ás.
e) O perdão deixa a pessoa livre, reter, aprisiona, conserva o problema instalado –
(Jo.20: 23) - Àqueles a quem [perdoar]des os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.
f) Devemos perdoar uns aos outros –
(Ef.4:32) - Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
13 – Outros ensino sobre a parábola
a) Que é possível receber a graça de Deus em vão, sem que ela produza em nós um correspondente trato com os nossos semelhantes –
»II CORINTIOS [6]
1 E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão;
b) Que é muito fácil fazer questão das pequenas ofensas dos outros contra nós mesmos, do que as grandes ofensas que cometemos contra Deus
c) Que é característico da natureza carnal ser exigente, intolerante e incompassivo
d) Devemos não fazer com os outros aquilo que gostaríamos que os outros não fizessem conosco -
(Mt.7: 12) - Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos [faça]m, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
(Lc.6: 31) - Assim como quereis que os homens vos [faça]m, do mesmo modo lhes fazei vós também.
(Jo.13: 15) - Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, [faça]is vós também.
BIBLIOGRAFIA
KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana,1a Edição. São Paulo – SP
LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas de Jesus. Editora Vida, 3a impressão, 2001. São Paulo - SP
Bíblia Vida Nova – Sociedade Bíblica do Brasil – Editor Responsavel Russell P. Shedd. Impressão 1997. São Paulo – SP
Os Evangelhos – Versão Restauração – Editora Arvore da Vida. Primeira Edição 1999. São Paulo –SP
Bíblia de Estudo Plenitude – Sociedade Bíblica do Brasil
A Bíblia Explicada – CPAD. 13a Edição, 1994 – Rio de Janeiro – RJ.
Elaboração:
Pr.Romildo Gurgel
Você achará aqui, reflexões sobre discipulado,Igreja, estudos bíblicos, comentários de textos, sermões,frases e desafios.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO

Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt.13:24-30 e 36-43)
INTRODUÇÃO:
Depois da parábola do semeador e de sua interpretação, Mateus relata que Jesus contou outra parábola, a história de um fazendeiro abastado. Ele tinha servos e também ajudantes, no tempo da colheita. Como fazendeiro, esse dono de terras tinha usado boa semente em seu campo, ou seja, as sementes não eram misturadas, a boa semente não esta misturada ao joio. Assim que ele acabou de semear o trigo, veio o inimigo. Ele chegou escondido pelas trevas, enquanto todos dormiam, e semeou joio por sobre o trigo. Com certeza não fez isso pelo campo todo. Aqui e ali, ele espalhou a semente. Ninguém poderia saber, até à chegada da colheita. O joio tem aparência exata do trigo. Mas, quando as plantas começam espigar, qualquer um pode distinguir o trigo do joio – Jesus disse: “pelos seus frutos os conhecereis’’ (Mt.7:20).
Uma vez que o joio é identificado, por estar crescendo junto com o trigo, é impossível resolver o problema de arrancá-lo antes da colheita do trigo. As raízes do trigo e do joio estão emaranhadas que quem puxar o joio vai arrancar também o trigo. Os empregados do fazendeiro o alertaram sobre o problema e até mesmo mostraram vontade de fazer algo a respeito. O fazendeiro apenas lhes explicou que um inimigo tinha feito aquilo e deveriam deixar tudo como estava até à chegada da ceifa. Então os ceifeiros receberiam instruções para colher o joio e atá-lo em feixes, e para recolher o trigo no celeiro.
Embora, no final, o fazendeiro consiga resolver de algum modo aquela situação, ele sabe que o joio absorveu umidade e nutrientes que se destinavam ao trigo. Sua produção de grão será substancialmente menor que a esperada. Apesar de toda a sua experiência de cultivo, somente meses após o mal ter sido feito, o fazendeiro se deu conta de que seu inimigo o atacara. Ele tem que enfrentar as conseqüências perpetrada por seu inimigo.
I - INTERPRETAÇÃO – (Mt.13:36-43)
De acordo com Mateus, os discípulos de Jesus lhe pediram uma explicação sobre a parábola do joio. A explicação é dada em poucas palavras. Pode ser lida assim:
1. O que semeia a boa semente - é o Filho do homem;
2. o campo - é o mundo;
3. a boa semente - são os filhos do reino;
4. o joio - são os filhos do maligno;
5. o inimigo que semeou - é o diabo;
6. a ceifa (sega, colheita) - é a consumação do século, e
7. os ceifeiros (pessoa que colhe) - são os anjos.
II - PONTOS MAIS SIGNIFICATIVOS DA PARÁBOLA
1. A parábola revela um conflito entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás
• O Filho do Homem semeia a boa semente
• O diabo semeia o joio
2. O fazendeiro tem servos que estão sempre de olho na plantação. Isto indica que eles trabalham na plantação por ordem do fazendeiro. A conversa do fazendeiro com o servo, parece não ter muita importância, visto que a ênfase da interpretação não foi levada em consideração se encontra no final da parábola
a) Os servos utilizaram na plantação a boa semente (o Filho do Homem). Daí é que surge a especulação deles: (plantamos a boa semente, e agora nascem joio e trigo.
Eles vão ao fazendeiro e dizem: “não semeaste boa semente no teu campo ? Donde vem, pois, o joio ? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: queres que vamos e arranquemos o joio ? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. (Mt.13:27-28)
b) Na interpretação o que semeia a boa semente é o Filho do homem (v.37)
Jesus é o que semeia e também é a própria semente.
Nós também poderemos semear, pois somos os seus servos – (Mt.25:31-46)
c) Os servos refletem a impaciência de muitos cristãos no reino de Deus. Com o pretexto de manter a pureza da Igreja, crentes zelosos têm causado dano incalculável, julgando e afastando outros cristãos da Igreja.
Ninguém deve deduzir que a parábola ensina a eliminação da disciplina ou desaprova o cumprimento e a aplicação da lei. Ao contrário, as escrituras ensinam claramente que a disciplina deve ser mantida – (Mt.18:15-17 – Rm 13)
Devemos ser pacientes e não nos auto-nomearmos juízes – (Tg.5:8-9)
(Mt.7: 1) - Não [julgue]is, para que não sejais julgados.
(Lc.6: 37) - Não [julgue]is, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.
(Jo.12: 48) - Quem me rejeita, e não recebe as minhas palavras, já tem quem o [julgue]; a palavra que tenho pregado, essa o julgará no último dia.
(Jo.14: 3) - Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não [julgue] a quem come; pois Deus o acolheu.
(Jo.14: 1) - Portanto não nos [julgue]mos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
(1Co.4:5) - Portanto nada [julgue]is antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.
(Cl.2: 16) - Ninguém, pois, vos [julgue] pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados,
3. O campo é o mundo – pode ser chamado também de seara – campo de sereais.
(Mt.9: 37) - Então disse a seus discípulos: Na verdade, a [seara] é grande, mas os trabalhadores são poucos.
(Mt.9: 38) - Rogai, pois, ao Senhor da [seara] que mande trabalhadores para a sua [seara].
Aqui trata-se das pessoas que estão no mundo
As pessoas estão sujeitas a receberem dois tipos de sementes e a se alimentarem por dois tipos de árvores
O mundo jaz no maligno
a ordem é: ide por todo o mundo e semear a palavra nos corações
4. A boa semente – são os filhos do reino
a) São os que nasceram da semente incorruptível – (1Pe.1:23; Tg.1:18; Jo.1:13-14; Jo.3:5)
b) São os que são criados em Cristo Jesus, para produzir trigo – (Ef.1:10)
c) A boa semente faz com que a pessoa seja um produtor de trigo
5. O joio – São os filhos do maligno – No geral, eles querem cirandar como trigo (Lc.22:31)
a) Não são regenerados, ou seja, não nasceram de novo – (Jo.3)
b) Andam segundo o curso deste mundo – (Ef.2:2a)
c) Andam segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que opera nos filhos da desobediência – (Ef.2:2)
d) Andam segundo a inclinação da carne – (Ef.2:3a) (vd também Gl 5:19-21)
e) Fazem a vontade da carne e dos pensamentos – (Ef.3:3b)
6. O inimigo que semeia o joio é o diabo
O joio causa:
a) Moléstias – (Jó.1:5-10; Mt.9:33; 12:22)
b) Distúrbios mentais – (Mc.5:4-5; Lc.8:35)
c) Impureza moral – (Mc.5:2-13; At.5:16; 8:29)
d) Disseminam de falsas doutrinas – (2Tss.2:2; 1Tm.4:1)
e) Oposição aos filhos de Deus no seu progresso espiritual – (Ef.6:12) rouba-lhes os nutrientes necessários para o crescimento sadio.
f) As vezes possessão de seres humanos e até mesmo animais – (Mt.4:24; Mc.5:8-14; Lc.8:2; At.8:7; At.16:16)
g) A mentira – (Jo.8:44; 2Co.11:3)
h) A tentação – (Mt.4:1)
i) O roubo (Mt.13:19)
j) Tormenta – (2Co.12:31)
k) Ele estorva (incomoda, dificulta) – (Z c.3:1; 1Tss.2:18; Ef.6:12)
l) Ele peneira como trigo – (Lc.22:31)
m) Ele imita – (2Co.11:14-15; Mt.13:25)
n) Acusa – (Ap.12:9-10)
o) Faz devorar – (Jo.8:44; 1Pe.5:8)
7. A ceifa é a consumação do século e os ceifeiros são os anjos –
Como será a ceifa ? As seguintes parábolas abaixo descreve:
a) Mt.25:1-13 –Parábola das 10 virgens
b) Mt.25:14-30 – Parábola dos talentos
c) Mt.24:45-51 – Parábola do bom servo e do mau
Bibliografia
1. Palestras em Teologia Sistemática por Henry Clarence Thiessen
2. As parábolas de Jesus – Simon J. Kistemaker
Elaborado pelo
Pr.Romildo Gurgel
PARÁBOLA DOS TALENTOS

Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt. 25:14-30)
I – O QUE ENSINA A PARÁBOLA
a) Ensina que os servos do Senhor devem ser fiéis, administrando eficientemente o que lhes foi confiado, até o dia do ajuste de contas.
b) Ensina que os servos devem se ocupar durante a ausência do seu Senhor.
I – PANO DE FUNDO HISTÓRICO
A palavra talento, como a usamos hoje, se refere a um dom natural. Assim, se uma pessoa possui talento artístico e é criativa, geralmente é muito admirada. Mais, no novo testamento, talento se refere a uma moeda de uso corrente na época, e representa determinado valor em dinheiro. Nesta parábola devemos pensar em termos de um salário anual recebido por um trabalhador. As quantias que o Senhor confiou aos servos eram grandes, mais não exageradamente vultosas.
Uma pessoa de posse reuniu seus servos e comunicou-lhes que se ausentaria do país por um longo período de tempo. Ele tratou com seus servos como sócios em uma empreitada. Sua reserva de caixa importava em oito talentos, que ele confiou a seus três servos. O Senhor conhecia seus servos muito bem. Ele tinha aprendido a reconhecer a capacidade deles e sabia que podia confiar-lhes sua riqueza. Esperava que empregassem bem o dinheiro, de modo que quando voltasse, pudesse recompensá-los por incrementarem seus lucros. Assim, deu ao primeiro servo cinco talentos, ao segundo dois, e ao terceiro apenas um talento.
Com certeza, contratos foram feitos acertando as condições combinadas entre as partes. O capital naturalmente pertencia ao Senhor. Em troca, o Senhor poderia recompensar os servos adequadamente, e eles poderiam esperar novas participações na sociedade.
O primeiro servo investiu os cinco talentos, e logo havia dobrado a quantia. Assim fez, também, o servo que recebera dois talentos. Aquele a quem fora dado um talento, no entanto, teve medo de investir. Talvez se tivesse diminuído pelo fato de ter sido confiada aos outros servos uma quantia maior de dinheiro. Sabia que seu Senhor era um homem rigoroso, e que exigiria o lucro. Mas o lucro conseguido com um talento seria pequeno em comparação com o obtido com os cinco talentos, ou mesmo com os dois talentos do outro servo. Então, não vez nada com o dinheiro, apenas o enterrou. Assim ficaria em segurança. Por ocasião da volta do seu Senhor, poderia devolver-lhe a soma original de um talento.
Depois de um longo tempo, o Senhor voltou e chamou os seus servos para o acerto de contas. O dia do ajuste chegara. Os livros foram abertos e cada servo prestou contas do dinheiro que lhe havia sido confiado.
O primeiro servo apresentou não apenas os cinco talentos recebidos, mas, também os outros cinco que havia conseguido. Devolveu a seu Senhor o capital e o lucro, totalizando 10 talentos. Ele entregou a seu amo uma grande quantia em dinheiro, provava, sem dúvida, que tinha sido digno da confiança que nele fora depositada. Sem chamar atenção para si mesmo, com simplicidade, fez seu Senhor notar os cinco talentos adicionais.
A resposta do Senhor foi equivalente à fidelidade do servo. Foi generoso ao exaltá-lo e recompensá-lo. Primeiro, exclamou: “Muito bem”, elogiando o excelente desempenho do servo. A seguir, chamou-o de servo “bom e fiel”. E, em terceiro, o colocou como responsável por muitas coisas. Ainda, em quarto lugar, convidou a si assentar-se à mesa com o Senhor implica, obviamente, em igualdade.
O segundo servo apresentou-se diante do Senhor com os dois talentos, bem como com os dois a mais que ganhara no investimento que fizera com o dinheiro. Também este servo não procurou chamar atenção para si mesmo, mas para os talentos que conseguira. O Senhor não foi menos generoso com o segundo servo do que fora com o primeiro. Da mesma maneira, as recompensas foram equivalentes à fidelidade demonstrada. O Senhor provou ser muito generoso.
Quando o terceiro servo se apresentou para prestar contas, a sena mudou. Em vez de devolver o dinheiro que lhe fora confiado, como tinham feito os dois primeiros, o servo começou a fazer um pequeno discurso. Não louvou o Senhor pela generosidade demonstrada. Antes, descreveu o seu Senhor como um homem rigoroso, que ceifava onde não havia semeado, e que recolhia onde não havia espalhado a semente. Porque teve medo de arriscar, tinha cavado um buraco na terra e enterrado ali o dinheiro. Parecia dizer a seu Senhor: “porque o Senhor teve tão pouca confiança em mim, entregando-me apenas um talento ? O que eu poderia realmente fazer com ele, levando-se em conta que, se tivesse algum lucro, eu pouco veria dele ? Por desforra decide nada fazer com o dinheiro”.
Seu discurso foi caracterizado pela contradição. Ele falhou não entendendo a bondade do Senhor, mais vendo a sua própria natureza invejosa e egoísta. Ele se sentiu diminuído, embora afirmasse que temera fazer qualquer investimento com o dinheiro. Ele não usou talento de modo lucrativo, mais parecia esperar palavras elogiosas por apenas telo guardado em segurança. Queria que entendesse que não perdera nada do dinheiro do seu Senhor. Explicitamente, disse que o talento pertencia ao Senhor. Ele o conservara em segurança.
Quando o Senhor entregou a soma de oito talentos aos seus três servos, ele mesmo se tornou dependente da honestidade e da lealdade dos servos. Se eles perdessem o dinheiro em transações comerciais, seria um homem arruinado. Pareceu bastante satisfeito quando o primeiro e o segundo servos mostraram haver dobrado a quantia confiada a eles. Ele os louvou pela diligência e os recompensou generosamente. A chegada do terceiro servo com o único talento levou o Senhor a julgar mal o caráter do servo, que tinha se equivocado a depositar confiança nele, e que em vez de recompensá-lo tinha que puni-lo.
Palavras de louvor não podiam ser pronunciadas.
O Senhor chamou o servo de mau e negligente.
Criticou pela preguiça e falta de lealdade.
Mandou que retirassem o servo de sua presença
II – O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA
a) O homem do vss. 14 – Representa a Cristo que estava para ausentar-se do país e ir para o céu –
b) Os Servos do vss. 14 – Representa os crentes sob o ponto de vista do serviço –
(1 Coríntios 7:22) - Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo.
(1 Coríntios 7:23) - Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.
(2 Pedro 1:1) - SIMÃO Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:
(Tiago 1:1) - TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde.
(Romanos 1:1) - PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
c) Os seus bens – São as riquezas insondáveis de Cristo
OS NOSSOS OLHOS PRECISAM DE ENTENDIMENTO PARA DESCOBRIR AS RIQUEZAS DE NOSSA HERANÇA
(Efésios 1:18) - Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;
d) Talentos – É uma unidade de peso que equivalia a seis mil denários. Talento segundo o nosso vocabulário tem o significado de dons naturais. Talentos nesta parábola representa a dons e capacitações espirituais.
OS CRENTES PODEM TER DIFERENTES TALENTOS (DONS)
(Romanos 12:6) - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
(Romanos 12:7) - Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
(Romanos 12:8) - Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
HÁ DIVERSIDADE DE TALENTOS (DONS)
(1 Coríntios 12:4) - Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
(1 Coríntios 12:5) - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
(1 Coríntios 12:6) - E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
(1 Coríntios 12:7) - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
(1 Coríntios 12:8) - Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
(1 Coríntios 12:9) - E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
(1 Coríntios 12:10) - E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
(1 Coríntios 12:11) - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
CADA UM TEM QUE SABER ADMINISTRAR OS SEUS TALENTOS RECEBIDOS PELO SENHOR
(1 Pedro 4:10) - Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
NÃO DEVEMOS ENTERRAR OS NOSSOS TALENTOS QUE NOS FOI ENTREGUE PELO SENHOR
(2 Timóteo 1:6) - Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos.
e) Negociar com os talentos – Significa usar os dons que o Senhor nos deu.
USAR OS DONS REVELA O DEPÓSITO QUE O SENHOR NOS CONFIOU
(1 Timóteo 6:20) - Ó Timóteo, guarda o DEPÓSITO que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência,
O DEPÓSITO DADO PELO SENHOR O ENTREGAREMOS NAQUELE DIA, TANTO O CAPITAL COMO O LUCRO
(2 Timóteo 1:12) - Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu DEPÓSITO até àquele dia.
TEMOS QUE GUARDAR O BOM DEPÓSITO E NÃO ESCONDER
(2 Timóteo 1:14) - Guarda o bom DEPÓSITO pelo Espírito Santo que habita em nós.
TEMOS QUE NOS ESFORÇAR EM NÃO ENTERRAR O TALENTO
(2TM 2:1) - TU, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.
(2TM 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.
(2TM 2:3) - Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.
(2TM 2:4) - Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.
(2TM 2:5) - E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.
(2TM 2:6) - O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.
(2TM 2:7) - Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.
(2TM 2:8) - Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho;
(2TM 2:9) - Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa.
(2TM 2:10) - Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.
TEMOS QUE TRABALHAR COM O TALENTO QUE O SENHOR NOS COLOCOU PARA QUE NO SEU RETORNO, POSSAMOS DEVOLVER O CAPITAL E O LUCRO
(2TM 4:1) - CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
(2TM 4:2) - Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
(2TM 4:3) - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
(2TM 4:4) - E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
(2TM 4:5) - Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
(2TM 4:6) - Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
(2TM 4:7) - Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
(2TM 4:8) - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
f) Ganhar outros cinco e dois talentos (vs.16) – Significa que esses servos usaram 100% dos talentos que o Senhor lhes deu.
TEMOS QUE TRABALHAR NÃO SÓ PELA COMIDA QUE PERECE
(João 6:27) - TRABALHAI, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.
TEMOS QUE TER DISPOSIÇÃO PARA TRABALHAR
(João 5:17) - E Jesus lhes respondeu: Meu Pai TRABALHA até agora, e eu trabalho também.
AQUELES QUE LANÇAM A MÃO NO ARADO E OLHAM PARA TRAS NÃO É APTO PARA REINO DE DEUS
(Lucas 9:62) - E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do ARADO e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
g) Cavar a terra e enterra o talento (vs.18) – Significa não fazer uso dos dons que Deus confiou traduzindo assim um envolvimento com o mundo sem o uso dos talentos confiados.
h) Depois de muito tempo, veio o Senhor daqueles servos (v.19) – Significa a 2ª vinda de Cristo, onde a Igreja será arrebatada e nos encontraremos com Ele nos ares para comparecer ao Tribunal de Cristo....
i) Ser fiel sobre o pouco (vss.21) – Significa o trabalho que o Senhor direcionou para a Igreja nesta era.
j) A palavra sobre o muito te constituirei (vs.21) – Se refere à autoridade de governar no reino vindouro (milenar, o milênio).
k) O juízo do tribunal de Cristo, será por aquilo que deixamos de fazer (v.ss24 e 25) – O juízo do Senhor para este servo foi pelo que ele mesmo falou.
O Senhor ceifa onde não semeou,
l) Aquele que trabalhou usando os seus dons espirituais na era da Igreja , ganhará mais talentos (dons espirituais) na era vindoura (milênio) vss. 29 –
(MT 16:24) - Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
(MT 16:25) - Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
(MT 16:26) - Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
(MT 16:27) - Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras
m) Ser lançado para fora nas trevas exteriores (vs.30) - Não significa perecer, mas ser disciplinado dispensacionalmente, ser desqualificado de participar do desfrute do reino durante o milênio, por não ter tido, por meio de Cristo o devido uso dos dons (talentos) espirituais..
Ser lançado fora, nas trevas exteriores, na era vindoura do reino (milênio), é diferente de ser lançado no lago do fogo após o milênio pela eternidade (Ap.20:15).Por um lado, as trevas exteriores é a não participação do reino milenar, é ficar do lado de fora. Ali, as pessoas que não usaram os seus telentos, os que enterraram, perderão a sua alma, porque na dispensação da graça salvaram-na (vide Mt.16:24-27). Por outro lado, o lago de fogo e de enxofre é destinado ao diabo e seus anjos e todos aqueles que não têm parte com Jesus Cristo na sua Salvação; estes são àqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição.
BIBLIOGRAFIA
Nee Watchman. Os danos da segunda Morte.Editora Arvore da Vida. 1ª Edição 1996, São Paulo/SP.
Os Evangelhos – Versão restauração. Editora Arvore da Vida. 1a Edição 1999 . São Paulo – SP
KISTEMAKER, Simon J. As Parábolas de Jesus. Casa Editora Presbiteriana. 1a Edição – 1992. São Paulo – SP
Novo Testamento. Sociedade Bíblica do Brasil
Bíblia eletrônica – Bertolini Informática
Elaborado pelo
Pr.Romildo Gurgel
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
PAÁBOLA DAS 10 VIRGENS

Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt.25:1-13)
I – Pano de fundo histórico
Jesus nesta parábola, conta a história de dez damas de honra que, de acordo com o costume nupcial do lugar, naquela época, se preparavam para aguardar a chegada do noivo. Esta história tem como objetivo ensinar a lição da necessidade de se estar preparado.
Nos dias de Jesus o casamento acontecia em idade precoce. Porque a maturidade sexual se dá na adolescência, em Israel os casamentos eram contratados os seus primeiros anos. Era costume a noiva se cercar de dez damas de honra, escolhidas entre suas melhores amigas e da mesma idade que ela.
A sentença introdutória diz: “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo”, descreve a cena. Isto é, dez moças adolescentes tomaram suas lâmpadas e foram para a casa da noiva com o propósito de prepará-la para o encontro com o noivo. A sentença introdutória, naturalmente, não se refere ao encontro acontecido entre o noivo e as dez virgens, pois este acontece mais tarde, no desenrolar da história (Mt.25:10).
Não devemos imaginar essas jovens sentadas em algum lugar, na estrada, no meio da noite, vencidas pelo sono enquanto o óleo de suas lâmpadas se acaba e estas se apagam. É melhor vê-las ocupada, na casa da noiva, enfeitando-a e cuidando dos últimos preparativos. O objetivo da parábola não se refere à noiva. Ela focaliza as damas de honra, e, especialmente, as cinco néscias. As dez moças deviam acompanhar a noiva à casa do noivo, ou de seus pais, onde, de acordo com o costume, acontecia o casamento.
Cinco das moças eram displicentes, cinco eram prudentes (ou previdentes). As displicentes tinham apanhado suas lâmpadas, mas deixaram de levar o óleo. As pequenas lamparinas usadas em casa não seriam apropriadas para uma procissão ao ar livre, porque o vento apagaria sua chama. As lâmpadas do cortejo das bodas eram tochas. Consistiam de uma longa vara com trapos encharcados de óleo no topo. Quando acesos esses archotes queimavam com grande brilho, iluminando o cortejo festivo, em sua caminhada até à casa do noivo. Entretanto, por causa da brilhante chama ardente, a vasilha de cobre, que continha o óleo, logo se esvaziava. De quinze em quinze minutos os trapos deviam ser novamente encharcados, para conservar a tocha ardendo. Aquelas que levavam as tochas deviam, pois, ter à mão um suprimento de óleo suficiente para mantê-las acesas, especialmente se fosse esperado que as damas de honra apresentassem sua dança, à luz das tochas, na chegada.
As cinco moças displicentes tinham chegado à casa da noiva completamente despreparada; foram negligentes e não levaram consigo o óleo extra. Porque não precisavam de suas tochas até ao começo do cortejo, elas não tiveram, infelizmente, consciência de seu descuido.
Enquanto esperavam, as damas de honra ficaram sonolentas e acabaram adormecendo. Tanto as prudentes quanto as néscias dormiram. O tempo passou rapidamente. Mas, de repente, à meia-noite, ouve-se um grito: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro”. O noivo e seus acompanhantes se aproximavam alegremente da casa da noiva. Dentro, as damas de honra acordaram rapidamente, levantam-se, se retocaram e puseram em ordem as suas lâmpadas. Todas as dez tinham suas tochas ardendo brilhantemente, mas cinco delas perceberam que sem óleo extra suas tochas estariam completamente apagadas antes que o cortejo começasse. Tentaram contar às outras o seu problema. Disseram: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando”. Mas as cinco moças, que tinham levado consigo as vasilhas de óleo, sabiam que a cada quinze minutos teriam que reabastecer suas próprias tochas, e mantê-las acesas durante todo o cortejo, bem como durante a dança à luz das tochas, ao chegarem. O bom senso lhes dizia que o óleo que traziam consigo seria suficiente para cinco tochas, mas não para dez. Delicadamente se recusaram a repartir o óleo. Aconselharam as moças a irem aos que o vendiam para comprá-lo.
As cinco moças que tinham passado o tempo esperando e dormindo tinham, agora, que correr até a um vendedor, acordá-lo e comprar o óleo necessário. Nesse intervalo, o noivo chegou e o cortejo começou. Todos foram à casa do noivo para participar da festa. A entrada do salão das bodas foi fechada, na casa do noivo, e ninguém mais, que não tivesse feito parte do cortejo, tinha permissão para entrar. Este era um procedimento costumeiro entre os ricos daqueles dias.
A parábola termina com a cena das cinco moças que encontraram a porta fechada, pedindo: “Senhor, senhor, abre-nos a porta”. Seu insistente chamado trouxe à porta o noivo, que disse às moças que não tinham nada a ver com elas. Elas estavam muito atrasadas.
II – Significado da parábola
a) A parábola em si, não faz menção nenhuma sobre a noiva, mas não deixa dúvida que se trata de um casamento.
b) O noivo representa Cristo –
c) A noiva (esposa) é a Igreja –
(Apocalipse 19:7) - Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua ESPOSA se aprontou.
d) A ênfase de toda a parábola esta nas 10 virgens – Apesar da noiva ser a Igreja; as dez virgens representam o serviço que se presta a Igreja (noiva), do ponto de vista da vida – ESTE PONTO É MUITO IMPORTANTE.
O ministério do apostolo Paulo era adornar a Igreja (Noiva) –
(2 Coríntios 11:2) - Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.
e) As Lâmpadas – Representam o espírito dos crentes
(Provérbios 20:27) - O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.
O SENHOR É LÂMPADA
(2 Samuel 22:29) - Porque tu, SENHOR, és a minha LÂMPADA; e o SENHOR ilumina as minhas trevas.
A PALAVRA É LÂMPADA
(Salmos 119:105) - LÂMPADA para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.
A VIDA DE LÂMPADA É A VIDA DE UM UNGIDO POR DEUS
(Salmos 132:17) - Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma LÂMPADA para o meu ungido.
OS CRENTES IRRADIAM A LUZ DO ESPÍRITO SANTO
(Mateus 5:14) - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
(Mateus 5:15) - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
(Mateus 5:16) - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
OS CRENTES RESPLANDECEM COMO LUZEIROS NESTE MUNDO
(Filipenses 2:15) - Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
(Filipenses 2:16) - Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
f) O fato de 5 das virgens serem prudentes e 5 néscias, não indica que metade dos crentes são insensatos e a outra metade prudentes. Indica sim que todos os crentes tem a responsabilidade de encher-se do Espírito Santo –
(Efésios 5:18) - E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas ENCHEI-VOS do Espírito;
O Dr. Russell P. Shedd, na Bíblia Vida Nova, enumerou os seguintes itens sobre uma pessoas cheia do Espírito Santo.
Um Pessoa cheia do Espírito:
Não anda cambaleante –
(Efésios 5:15) - Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
Não tem dias perdidos –
(Efésios 5:16) - Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.
Remir - .
1. Adquirir de novo.
2. Tirar do cativeiro, do poder alheio; resgatar:
3. Indenizar, compensar, reparar, ressarcir:
4. Livrar das penas do Inferno; salvar:
5. Fazer esquecer; expiar, pagar:
6. Libertar (uma propriedade) de um ônus, pagando a importância dela.
7. Livrar, libertar, resgatar:
8. Livrar-se do cativeiro; resgatar-se:
9. Recuperar-se de uma falta; reabilitar-se:
10. Livrar-se de uma situação arriscada
Não tem mente entorpecida –
(Efésios 5:17) - Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
Não tem cântico discordante -
(Efésios 5:19) - Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
Em contraste tem: a- Comunicabilidade
b- Louvor e música
c- Uma gratidão contínua e universal
d- Um desejo de servir –
(Efésios 5:21) - Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
g) O azeite representa o Espírito Santo –
(Isaías 61:1) - O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
(Hebreus 1:9) - Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.
h) Cochilar significa adoecer –
(1 Coríntios 11:30) - Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.
i) O Sono representa a morte –
(1 Tessalonicenses 4:13) - Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
(1 Tessalonicenses 4:14) - Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
(1 Tessalonicenses 4:15) - Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
(1 Tessalonicenses 4:16) - Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
(João 11:11) - Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.
(João 11:12) - Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
(João 11:13) - Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.
j) A meia noite – representa a uma hora em que o noivo virá buscar a noiva (Igreja), Ele espera que a noiva esteja pronta –
k) O grito “Eis o noivo” é a voz do arcanjo – (vd vss.6)
(1 Tessalonicenses 4:16) - Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
l) As damas se levantando e se acordando, representa a ressurreição dentre os mortos – (vs.7)
(1 Tessalonicenses 4:14) - Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
(1 Tessalonicenses 4:16) - Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
(1 Coríntios 15:52) - Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
m) As damas preparando as lâmpadas após serem despertadas, indica que após ressuscitarem, ocuparam-se com o testemunho que tiveram em seu viver –
(2 Coríntios 5:10) - Porque todos devemos comparecer ante o TRIBUNAL DE CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.
n) Ninguém pode encher-se do Espírito em lugar dos outros; então pedir azeite aos outros é inútil – (vd.vss.8)
o) Sair para comprar o azeite indica a necessidade de se pagar um preço. Para se encher do Espírito Santo há um custo. Se não pagarmos esse preço hoje, teremos de pagá-lo após a ressurreição. (vd.vs.9)
Renunciar o mundo
Lidar com o ego
Amar ao Senhor acima de todas as coisas
Considerar tudo como perda por amor a Cristo
(MT 16:24) - Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
(MT 16:25) - Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
(MT 16:26) - Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
(MT 16:27) - Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.
(MT 16:28) - Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.
p) Enquanto as cinco virgens néscias foram comprar o azeite, chegou o noivo – Esta é a segunda vinda de Cristo onde virá apanhar a sua noiva (Igreja) e nos encontraremos com Ele nos ares (bodas do cordeiro) – (vs.10)
Principais acontecimentos após o arrebatamento:
Tribunal de Cristo -
Acontecerá a ceia da bodas do cordeiro –
Apocalipse 19:9) - E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.
Estaremos recebendo galardões -
(Mateus 5:12) - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso GALARDÃO nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
(Mateus 5:46) - Pois, se amardes os que vos amam, que GALARDÃO tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
(Mateus 6:1) - GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis GALARDÃO junto de vosso Pai, que está nos céus.
(Mateus 6:2) - Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu GALARDÃO.
(Mateus 6:5) - E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu GALARDÃO.
q) “Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, senhor, abre-nos a porta” – (v.11) – Essa é a apresentação dos crentes tardios em virtude de não estarem apercebidos. Aqui acontecerá o mesmo como esta descrito em (Lc.13:24-30). Foram salvas, arrebatadas, ressuscitadas, porém não participaram da dispensação do reino.
(LC 13:24) - Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.
(LC 13:25) - Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, SENHOR, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois;
(LC 13:26) - Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas.
(LC 13:27) - E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.
(LC 13:28) - Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.
(LC 13:29) - E virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus.
(LC 13:30) - E eis que derradeiros há que serão os primeiros; e primeiros há que serão os derradeiros.
r) O vss.13 fala sobre a vigilância para que aquele dia não venha de improviso.
VEJA COMO SERÁ O ARREBATAMENTO
(Mateus 24:40) - Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;
(Mateus 24:41) - Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.
(Mateus 24:42) - Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.
(Mateus 24:43) - Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.
(Mateus 24:44) - Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.
Pr. Romildo Gurgel
PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA

Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mt.13:31-32; Mc.4:30-32; Lc.13:18-19)
INTRODUÇÃO:
A parábola do grão de mostarda em contraste com a do trigo e do joio, é muito curta. Em poucas palavras Jesus descreve o surpreendente tamanho da mostardeira, onde em Mateus e Lucas é descrita como “árvore” e em Marcos como “hortaliça”. Em Mateus, o jardineiro plantou a semente em um campo; em Lucas, numa horta; e em Marcos, na terra. Tanto Mateus como Marcos dizem explicitamente que o grão de mostarda é a menor de todas as sementes, mas crescida, é a maior do que as hortaliças, e se faz árvore. Aquele minúsculo grão, depositado no solo se transforma numa árvore. Um milagre !
PONTO IMPORTANTE PARA INTERPRETAÇÃO DE PARÁBOLAS:
Nunca se deve fazer um ensino de uma parábola contradizer outra
Nunca se deve utilizar uma figura de linguagem em dois sentidos diferentes
Em todas as parábolas da bíblia possui harmonia de concepção e ensino.
Um perigo que se deve evitar é da popularidade de interpretação, até mesmo a popularidade esta sujeita a correção
I - INTERPRETAÇÕES POPULARES DE ALGUNS AUTORES
1. Arnot – refere-se à parábola como o processo do reino sob a idéia do crescimento vivo.
2. Lange – descreve o grão de mostarda tão pequeno e desprezado pela aparência externa dele, que tomou a forma de servo, ou mais ainda, na de seus discípulos – cresceu rapidamente; e a menor de todas as sementes cresceu e tornou-se um enorme arbusto, muito semelhante a uma árvore. Mas, em conseqüência do seu real crescimento, as aves do céu confundiram a casca com uma árvore, e procuraram aninhar-se em seus ramos.
3. Alford – Precisamos tomar muito cuidado, quando imaginamos as formas externas da Igreja neste reino. A parábola revela o poder autoprogressivo, inerente ao reino do céus, como uma semente que contém em si mesma o princípio da expansão – que penetra em toda a massa humana, gradualmente, pela influência do Espírito Santo.
4. Leslie D. Weatherhead – Diz: Notem que uma grande árvore cresceu de tão pequenina semente. Um desprezado Rabi, num desprezado canto do Império Romano, vindo da desprezada Nazaré, plantou a semente, ele mesmo, e confiou-a a doze homens destreinados, não universitários, de humilde nascimento e pouca influência – e o resultado é a Igreja universal.
5. Fairbairn em (Enciclopédia bíblica imperial) teceu o seguinte comentário: Uma pequena semente, um grande resultado; um obscuro começo e um surpreendente progresso; a menor de todas as sementes e a maior de todas as hostaliças
II – O QUE OS AUTORES ACIMA ERRARAM NA INTERPRETAÇÃO
a) A distinção entre os aspectos interiores e exteriores do reino, ou
b) A concepção divina e o desenvolvimento humano.
c) Estes dois itens não podem ser levados em consideração de uma maneira isolada uma da outra.
III – O QUE FALA A PARÁBOLA, E QUAL É A ÊNFASE?
a) A parábola fala de crescimento rápido na história
b) Fala de apropriação no processo do crescimento (aves dos céus aninham-se na sua sombra ou nos seus ramos), muito interessante isto lembra (João 15). Jesus é a videira, nos somos os ramos e o Pai o viticultor.
IV – A INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA
A interpretação da parábola, gira em torno de três elementos centrais, a saber: a Semente, a Grande Árvore e as Aves do céu, vamos examiná-los detalhadamente.
1- Grão de Mostarda –
a) Em razão do diminuto tamanho do grão, a semente simboliza pequenos começos, e denota pesos e medidas muito pequenos.
b) Na parábola, a pequena semente não é tanto a Palavra quanto na Parábola do semeador, aqui trata-se de uma sociedade cristã, a Igreja que aparece como a primícias do evangelho. A semente semeada no dia de Pentecostes, era pequena e insignificante – cerca de cento e vinte . (At.1:15-26)
c) Sem dúvida quem semeou o grão de mostarda foi o Filho do homem.
d) O campo em nossa parábola, é o campo do mundo
2 - Grande árvore –
a) Mateus refere-se ao rápido crescimento da semente, que se torna “a maior das hortaliças”, como árvores.
b) Lucas diz “cresceu e se fez árvore. Hortaliças, mesmo que pensemos que possam crescer como uma árvore, são espécies inteiramente diferentes das árvores. O crescimento das árvores é lento; mas o da hostaliça, como a semente de mostarda é anormal, cresce rapidamente.
c) A Igreja organizada erroneamente mudou a ênfase de semente semeada para a árvore que cresce. Em vez de espalhar a sementes com toda a humanidade, a igreja ficou mais preocupada com a elaboração de grandes denominações, instituições e ordens.
d) O Fundador da Igreja nunca quis usar a sua noiva para enfatizar desenvolvimentos humanos. Existem grupos que a ênfase é mais dada na denominação do que em Jesus. As classes judaizantes na época de Jesus eram divididas por haver concepções interpretativas diferentes.
e) O campo é onde a semente é semeada na esfera do mundo; onde a carne o diabo estão unidos em oposição a tudo que concerne a Cristo e a sua igreja.
f) Nabucodonosor é uma chave para a parábola da árvore grande, uma figura do seu poderoso império (Dn.4:10-12, 20-22). A Igreja não é um império de homens, mas o corpo de Cristo, a noiva....
3. Aves do céu –
a) Quando comparamos Escritura com Escritura, encontramos os pássaros, ou aves do céu, que simbolizam Satanás e seu poderio.
Exemplo:
Mt.13: 4 - e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as [aves] e comeram.
Mt.13: 32 - o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as [aves] do céu, e se aninham nos seus ramos.
• AS AVES DESCIAM SOBRE AS CARCAÇAS DOS CORPOS DO SACRIFÍCIO E ABRAÃO OS ENCHOTAVA – (Gn.14:11; Dt.28:26)
b) Satanás o príncipe da potestade do ar, que observa a misteriosa disseminação até a sua grandeza, e que sempre buscou abrigar-se nele, o que conseguiu rapidamente, por meio dos falsos irmãos que se tornaram parte da igreja desatenta.
Confira estes textos: (Jd. 3-4 ; v. 10, v.12-16)
c) A parábola expõe o fato que, apesar do rápido crescimento e vasta expansão, ela seria contaminada pela presença e ciladas do príncipe das trevas.
Exemplo:
Mc.7: 18 - Respondeu-lhes ele: Assim também vós estais sem entender? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode [contaminar],
Ap.3: 4 - Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não [contaminar]am as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas.
Ap.14: 4 - Estes são os que não se [contaminar]am com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro.
d) A parábola demonstra a distinção entre cristianismo e cristandade. Muitas vezes perdemos de vista a diferença entre igreja organismo com uma organização feita pelo homem. Uma pessoa pode estar no organismo, mas não na organização.
e) A parábola da mostarda corresponde a época destacada da Igreja em Pérgamo (Ap.2) quando a cristandade, primeiramente plantada em mansidão e humildade, assumiu a aparência das grandezas mundanas, e passou de alvo da poderosa perseguição do Império Romano a objeto de sua proteção, no reinado de Constantino, o Grande. Agora a árvore, com a sua elevada altura e longos ramos, tornou-se o emblema da dignidade e grandeza mundanas.
f) Governadores dos gentios começaram a exercer autoridade nos assuntos da igreja (Mt.20:25-28)
g) Ela então abandonou a simplicidade em Cristo – (2Co.11:2-3)
h) Tornou-se grande na terra, e assim é contrária a seu caráter original e propósito e diferente daquele que é o Cabeça, manso e humilde de coração.
i) O imperador constantino, após derrotar o perverso Licínio, 328 d.c., pôs o cristianismo sob o trono de César e os príncipes assumiram o título e a função de sumos sacerdotes.
j) O Dr. Campbell Morgan deu o seguinte resumo do crescimento anormal da igreja em conseqüência da adesão de Constantino no cristianismo: “Foi o dia mais tenebroso em toda a história da igreja. Sua adesão foi uma astuta e hábil manobra política que introduziu com isso muito paganismo e o elevou à posição de poder mundial. Esse é todo o pecado e o erro do papado: a dominação em nome de Cristo, o desejo de governar sobre reis, imperadores e governadores, para ditar-lhes as regras; uma grande árvore espalha os seus ramos. Este espírito permanece com grande força ainda hoje, e procura realizar a vontade de Deus por elevada organização, revestida de poder.
V – EFEITOS DO CRESCIMENTO DETERMINADO PELO HOMEM, E O FATO DE HAVER O ANINHAMENTO DE AVES
ANO E DESVIOS DA DOUTRINA BÍBLICA ______________________________________________________
310---------------REZA PELOS DEFUNTOS
320---------------USO DE VELAS
375---------------CULTO AOS SANTOS E ANJOS
394---------------INSTITUIÇÃO DA MISSA
431---------------INICIA-SE O CULTO À VIRGEM MARIA
500---------------USO DA ROUPA SACERDOTAL
526---------------EXTREMA UNÇÃO
593---------------DOUTRINA DO PURGATÓRIO INTRODUZIDA
600---------------SERVIÇOS EM LATIM E REZAS À MARIA
606---------------BONIFÁCIO III SE DECLARA "BISPO UNIVERSAL" (PAPA)
709---------------OBRIGATORIEDADE DE SE BEIJAR OS PÉS DO PAPA
786---------------ADORAÇÃO DAS IMAGENS E RELÍQUIAS
850---------------USO DA ÁGUA BENTA
890---------------CULTO A SÃO JOSÉ (PROTODULIA)
993---------------CANONIZAÇÃO DOS SANTOS
998---------------JEJUM ÀS SEXTAS-FEIRAS E NA QUARESMA
1003-------------INSTITUIÇÃO DA FESTA DOS "FIÉIS DEFUNTOS"
1074-------------CELIBATO SACERDOTAL (decreto de Bonifácio VII)
1076-------------DOGMA DA "INFALIBILIDADE PAPAL"
1090-------------APARECE O ROSÁRIO
1184-------------INSTITUIÇÃO DA "SANTA INQUISIÇÃO"
1190-------------VENDA DE INDULGÊNCIAS
1200-------------O PÃO FOI SUBSTITUÍDO PELA ÓSTIA
1215-------------CRIOU-SE A CONFISSÃO AURICULAR
1215-------------DOGMA DA TRANSUBSTANCIAÇÃO (por Inocêncio III)
1220-------------ADORAÇÃO DA ÓSTIA
1229-------------PROIBIÇÃO DA LEITURA BÍBLICA
1245-------------USO DAS CAMPAINHAS NA MISSA
1316-------------INSTITUIÇÃO DA "AVE MARIA"
1414-------------ELIMINAÇÃO DO VINHO NA COMUNHÃO
1439-------------DOUTRINA DO PURGATÓRIO DECRETADA
1508-------------"AVE MARIA" OFICIALMENTE APROVADA
1517-------------INICIA-SE A REFORMA
1545-------------A AUTORIDADE BÍBLICA É EQUIPARADA À TRADIÇÃO
1546-------------INTRODUÇÃO DOS LIVROS APÓCRIFOS
1600-------------INVENÇÃO DO ESCAPULÁRIO (Bentinhos)
1854-------------DOGMA DA IMACULADA CONCEPÇÃO DE MARIA
1864-------------CONDENAÇÃO DA SEPARAÇÃO ENTRE IGREJA E ESTADO
1870-------------DECLARADA A INFABILIDADE PAPAL (por Pio IX)
1950-------------DOGMA DA ASCENÇÃO DE MARIA
( presença corporal no céu).
1965-------------MARIA É PROCLAMADA "MÃE DA IGREJA"
TODAS ESTAS DOUTRINAS E DOGMAS FORAM INTRODUZIDAS POR HOMENS, SEM NENHUM FUNDAMENTO BÍBLICO
CONCLUSÃO
Como quem distingue entre cristianismo e cristandade; entre a verdadeira igreja, invisível; temos a garantia do Mestre de que, se a nossa fé for como um grão de mostarda, vamos prevalecer e remover montanhas. Nossa grande tarefa não é cristianizar a sociedade e promover o desenvolvimento de uma grande árvore que brote da menor de todas as sementes. As aves do céu não devem fazer ninhos na árvore de nossa vida cristã.
Pr.Romildo Gurgel
PARÁBOLA DA SEMENTE GERMINANDO SECRETAMENTE

Por
Romildo Gurgel
LEITURA BÍBLICA: (Mc.4:26-29)
INTRODUÇÃO:
Marcos faz uma seleção de parábolas em seu evangelho, que parecem bem correlatas com outras que contem no mesmo evangelho:
- Parábola do semeador –( Mc.4:1-20)
- Parábola da semente germinando secretamente –( Mc.4:26-29)
- Parábola do grão de mostarda – (Mc.4:30-32)
Essas parábolas detalham o plantio da semente, a germinação e o amadurecimento, a ceifa e a colheita.
Nesta parábola a ênfase esta colocada na semeadura, na germinação e na ceifa.
A parábola é introduzida pela sentença “o reino de Deus é assim”; diferente das outras demais do seu evangelho que diz: “o reino é semelhante”.
A revelação de toda a parábola esta no germinar da semente e do crescimento.
1 – JOÃO CALVINO (TEÓLOGO) VIU DO SEGUINTE MODO ESTA PARÁBOLA:
a) O semeador são os ministros da palavra - (Mt.13:19; Mc.4:14; Lc.8:11)
b) Eles não devem desanimar quando não vêem resultado imediatos –
• Jesus ensinou a orar e nunca esmorecer – (Lc.18;1)
• A obra é dEle, e Ele é poderoso para acabá-la – (1Cron..28:20) – conselho de Davi a seu filho Salomão.
• Fique na expectativa do fruto, se não outros colhem no seu lugar – (2Tm.2:6)
c) Jesus na parábola ensina que devemos ser pacientes e nos faz recordar o processo da germinação, como acontece na natureza.
• A semente só nasce se estiver morta e cair em um bom solo que fique com certo grau de umidade para poder fazer brotar.
• Deus declarou que a semente viria – (Gn3:15)
• Isaías profetizou que a semente nasceria de uma virgem – (Is.7:14)
• Jesus nos dias de sua carne disse que a semente é a palavra de Deus – (Lc.8:11)
• Jesus foi gerado em Maria pela palavra trazida pelo anjo; e somente foi gerado quando Maria Disse: “eis aqui a serva do Senhor...”.(Lc.1:26-38)
• O cântico de Isabel pela fertilização da semente no ventre de Maria – (Lc.1:39-45). Preste atenção no vss.45. A idéia é que quando Maria acreditou nas palavras do anjo e se dispôs, é que a semente se tornou fecunda em seu ventre e, o Senhor a fez cumprir.
• O verbo a palavra “se fez carne”, não foi feito carne – (Jo.1:14)
• Jesus não veio para ficar só, na sua encarnação, era o filho unigênito de Deus – (Jo.1:14, 18; Jo.3:16,18; 1Jo.4:9)
• Jesus caiu na terra e morreu (cruz), ao ressuscitar, Jesus se tornou o primogênito de Deus – (Rm.8:29; Cl.1:15,18)
• O primeiro Adão, foi formado e feito, alma vivente, o segundo Adão, foi gerado, espírito vivificante – (Hb.5:5)
(Rm.5: 14) - No entanto a morte reinou desde [Adão] até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de [Adão] o qual é figura daquele que havia de vir.
(1Co.15: 22) - Pois como em [Adão] todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.
(1Co.15: 45) Assim também está escrito: O primeiro homem, [Adão], tornou-se alma vivente; o último [Adão], espírito vivificante.
• A semente brota quando a pessoa nasce de novo – ( Jo . 3 ; 1Pe.1:23)
• Quando uma pessoa crê no evangelho, nasce da semente incorruptível –
DEVEMOS MANIFESTAR A GLÓRIA DO INCORRUPTIVEL
(Rm1: 23) e mudaram a glória do Deus [incorruptível] em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
DEVEMOS CORRER PARA ALCANÇAR A COROA DA INCORRUPTÍVEL – (1Co.9:24-27)
A GRAÇA ESTA PARA AQUELES QUE AMAM COM AMOR INCORRUPTÍVEL
(Ef.6: 24 ) A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor [incorruptível].
• A imagem e semelhança de Deus, só veio quando Jesus morreu e ressuscitou , só depois que Jesus venceu a morte é que Ele confirmou esta verdadeira imagem, até vencer e destruir aquele que tinha o poder da morte –
(Hb.2: 14) - Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;
15 e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão.
16 Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão.
17 Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo.
18 Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.
d) Ensina também a parábola que: após terem proclamado a palavra, devem se ocupar com tarefas do dia - dormir de noite, levantar pela manhã e fazer tudo que há de ser feito. –
• Há tempo para tudo debaixo do sol – (Ec.3; Ec.3:17)
e) A nossa única tarefa é semear, não devemos fazer a obra do Espírito Santo. -
(Zc.4: 6) - Ele me respondeu, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por [força ]nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.
f) Como a semente chega à maturação no tempo próprio, assim o fruto do trabalho do pregador, eventualmente, aparecerá.
(Gl.2: 2) - E subi devido a uma revelação, e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que eram de destaque, para que de algum modo não estivesse correndo ou não tivesse [corrido] em vão.
g) Os pregadores do evangelho devem ter coragem e continuar sua obra de semear confiantemente -
(Gl.6: 7) - Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem [semear], isso também ceifará.
h) É Deus que atua no processo da germinação da semente, em seu crescimento, desenvolvimento e maturação.
• Ninguém pode fazer uma pessoa nascer de novo ser ser pela palavra de Deus.
• Muitos entram em um sistema ético eclesiástico e não chegam a nascer de novo.
• Muitos dão vazão ao exterior, usos e costumes, pensando que pelo uso da farda, nasceu de novo e já esta fazendo parte do reino. Temos que observar o que Jesus disse: “Aquele que não nascer de novo, não pode ver nem entrar no reino”. (Jo.3:3-6)
• A maturação , são os que frutificam para Deus – Paulo no que diz a isso nos dá uma afirmativa interessante – (Fp.1:6; Mt.6:27; Lc.2:52; )
(Ef.4: 13) - até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da [estatura] da plenitude de Cristo;
i) O lavrador ou o semeador é apenas um auxiliar da obra divina –
• Ele lança a semente
• Dia após dia faz o trabalho necessário
• Tem confiança que o dia da colheita chegará
• Sabe pela experiência quanto tempo passará até a ceifa
• Quando a colheita está madura, ele não espera, o dia da ceifa chegou.
• Do mesmo modo, os ministros da palavra têm a tarefa divina de proclamar as boas novas de salvação em Cristo Jesus. Eles, também, devem permanecer de lado, enquanto Deus efetua a obra secreta de crescimento e desenvolvimento. No tempo de Deus, o ministro verá os resultados quando chegar a hora de ceifar.
j) A hora da ceifa.
(Ap.14: 12) - Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
13 Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.
14 E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada.
15 E outro anjo saiu do santuário, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, porque já a seara da terra está madura.
16 Então aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi ceifada.
(Tg.5: 7) - Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas.
8 Sede vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.
9 Não vos queixeis, irmãos, uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está à porta.
(Mt.24:36 ) - Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.
2 – ELLICOT, INTERPRETOU ESTA PARÁBOLA DA SEGUINTE FORMA:
a) O reino de Deus – Sig. O seu reinado, o seu triunfo sobre todas as atividades humanas. Para que a colheita possa chegar, é necessário que, primeiro a semente seja semeada.
b) O Senhor conduz os seus discípulos aos três estágios do reino de Deus:
1 –Erva – Ou o reino oculto, a época da Igreja durante a qual o Espírito Santo está ativo para completar o ministério oculto desde todos os séculos, i.e., a Igreja do Deus Vivo.
2 – A espiga – O reino manifestado, será vivênciado durante o reino milenar de Cristo.
3 – O grão cheio na espiga – Sugere o reino em toda a sua perfeita majestade, o novo céu e a nova terra quando Deus será tudo em todos. Essa será a dispençação da plenitude dos tempos sobre a qual Paulo escreveu – (Ef.1:10).
Pr.Romildo Gurgel
PARÁBOLA DO FERMENTO E DA FARINHA

Atualizado
05/05/2013
LEITURA BÍBLICA: (Mateus 13:33; Luca.13:20-21)
ESCLARECIMENTOS PRELIMINARES:
Aqui nesta parábola o Senhor estará nos advertindo sobre uma possível infiltração da corrupção doutrinária em sua Igreja. Não são poucos os
comentaristas que tentam confundir interpretando que o evangelho permeará toda
a sociedade até que todo o mundo se torne convertido para Jesus Cristo.
Veja bem: na parábola do
semeador, Jesus ensina que a palavra tem que cair em uma boa terra, fazendo assim uma
amostragem também de outros ambientes onde ela poderá ser absorvida, mas sem que haja resultados positivos. Na
parábola do joio e do trigo tem o joio que foi plantado e que poderá ter a possibilidade de crescer junto com o
trigo, o perigo habita na tentativa de remover o joio e fazer com que o trigo vá junto. Na parábola do grão de mostarda,
temos o ensinamento no que diz respeito a fé, mesmo que esta seja bem pequena, não invalidade um bom início e que a partir daí, se poderá obter experiência marcantes junto a graça de Deus. E agora, nesta parábola do fermento e da farinha, temos a corrupção na agência
divina chamada Igreja. E é bom lembrar que isso é uma forma que Jesus ensinou para que sua igreja receba essa advertência quanto aquilo que não foi ensinado por Ele, isto resultaria em desvios de rumo doutrinário. Esta parábola sendo colocada lado a lado com as sete igrejas narradas em apocalipse, observaremos melhor esta advertência de como um pouco de fermento poderá levedar toda uma comunidade.
Para compreender o que Jesus
ensina nesta parábola é essencial examinarmos as três partes que a compõem: a
mulher, o fermento e a farinha. Uma utilização dessa figura de linguagem com
elaborações independente da escritura terá resultados em erro gravíssimo de
interpretação. Não devemos esquecer que a verdade da palavra de Deus não se
contradiz. Fermento dentro de toda a bíblia significa sempre a mesma coisa. Vá
adiante até o final do estudo, com o coração aberto, lendo todas as referências,
oro para que Deus abençoe grandemente.
INTRODUÇÃO:
Jesus esta contando uma história de uma mulher fazendo pão, cena esta que era bastante comum no dia-a-dia. A mulher apanhou uma pequena quantidade de fermento, misturou-a a uma grande quantidade de farinha, e assou pão suficiente para uma refeição de cem pessoas. Tanto Mateus como Lucas usou três medidas de farinha que equivale a, mais ou menos, 13,13 litros cada medida. Assim, a mulher tomou cerca de 39 litros de farinha, mais de 20 quilos pretendendo fazer uma grande quantidade de pão. Sara, a mulher de Abraão assou o mesmo tanto, quando três homens vieram visitá-los em Manre (Gn.18:6). Para compreender o que o nosso Senhor pretendia dizer, quando proferiu essa parábola, é essencial examinarmos as três partes que a compõem: o fermento, a mulher, as três medidas de farinha e a farinha.
Regra de interpretação: Repetindo, utilização de figuras de linguagem feita independentemente das escrituras tem resultados em erros de interpretação. As escrituras explica ela mesma. Nem sempre uma interpretação conhecida popularmente deve ser considerada como verdadeira.
INTERPRETANDO A PARÁBOLA
I – O FERMENTO –
a) Jesus não diz que “o reino dos céus se assemelha ao fermento” mas que “se assemelha ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medida de farinha, até que tudo seja levedado”.
b) Não é apenas o fermento que ilustra o reino dos céus, mas a parábola como um todo.
c) Se esta parábola for interpretada tendo o fermento como coisa boa, para que a mistura na massa ? Mistura tira a pureza e a distinção. Logo não precisa de mistura.
d) O fermento foi escondido na farinha como um tipo de mal. O fermento sempre é utilizado nas escrituras como um símbolo do que desagrega, do que rompe, do que se corrompe.
1. REFÉRÊNCIAS BÍBLICAS SOBRE FERMENTO
a) A primeira vez que o fermento aparece na Bíblia - (Gn.19:3), o fermento era utilizado em Sodoma para o aumento da massa e bastantemente aceito pelos corruptos dali.
b) A próxima referência é feita em conexão com o Egito –
(Êxodo.12:15) – "Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel".
c) O fermento é utilizado como símbolo de pecado dentro da lei Mosaica –
\(Êx.34:25) - "Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã".
d) Era proibida ofertas com fermento e com mel – (Lv.2:11; 6:14-18; Êx.12:8, 15, 19,20)
Comentário Uma razão natural para essa proibição é encontrada no fato de que a fermentação implica um processo de corrupção. O mel era excluído do sacrifício, porque era um símbolo do homem em busca da glória pessoal (Pv.25:27). Jesus afirmou que não buscava a sua própria glória (Jo.6:38; 7:18; 8:50). Desta forma, o que era azedo ou doce foi proibido na oferta de alimentos.
e) O fermento é um tipo de corrupção e desequilíbrio de doutrinas –
(Lucas.12:1) - "Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou Jesus a dizer primeiro aos seus discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia".
Aqui fala de falsas doutrinas
f) O fermento pode vim de autoridades e dominadores, que exercem autoridade sobre pessoas e povos –
(Marcos.8:14-15) - "Ora, eles se esqueceram de levar pão, e no barco não tinham consigo senão um pão.
E Jesus ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes".
g) O fermento pode vir de grupos isolados, e Jesus aos seus discípulos fala da sua não percepção –
(Mateus.16:6-12) - E Jesus lhes disse: Olhai, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
7 Pelo que eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão.
8 E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós por não terdes pão, homens de pouca fé?
9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil, e de quantos cestos levantastes?
10 Nem dos sete pães para os quatro mil, e de quantas alcofas levantastes?
11 Como não compreendeis que não nos falei a respeito de pães? Mas guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
12 Então entenderam que não dissera que se guardassem, do fermento dos pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.
EXEMPLO DA FORMA QUE VEM A FERMENTAÇÃO
(MATEUS. 22:23-24)
23 No mesmo dia vieram alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram, dizendo:
24 Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, seu irmão casará com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão.
25 Ora, havia entre nós sete irmãos: o primeiro, tendo casado, morreu: e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão;
26 da mesma sorte também o segundo, o terceiro, até o sétimo.
27 depois de todos, morreu também a mulher.
28 Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa, pois todos a tiveram?
29 Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus;
30 pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu.
31 E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus:
32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos.
33 E as multidões, ouvindo isso, se maravilhavam da sua doutrina.
34 Os fariseus, quando souberam, que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se todos;
2° EXEMPLO = defesa de Paulo diante do sinédrio
(Atos 23:8-11)
6 Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.
7 Ora, dizendo ele isto, surgiu dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu.
8 Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa.
9 Daí procedeu grande clamor; e levantando-se alguns da parte dos fariseus, altercavam, dizendo: Não achamos nenhum mal neste homem. E se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus.
10 E avolumando-se a dissenção, o comandante, temendo que Paulo fosse por eles despedaçado, mandou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles e o levassem para a fortaleza.
11 Na noite seguinte, apresentou-se-lhe o Senhor e disse: Tem bom ânimo: porque, como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa que o dês também em Roma.
h) O fermento dos farizeus era a formalidade hipócrita, ou a religiosidade, uma cegueira religiosa; e ainda temos isso no legalismo de nossas igrejas sendo conservadas ainda hoje.
i) O fermento dos saduceus era o ceticismo ou racionalismo , uma negação do sobrenatural .
Ceticismo – doutrina que o homem não pode chegar a tal conhecimento
Racionalismo – método de observar as coisas exclusivamente pela razão e pela aparência
j) O fermento de Herodes era uma degradação pelo sensual, pelo secularismo e as cobiças mundanas. O fermento de Herodes consistia em poder e grandezas, baseada na possessão das coisas materiais. Não é esse o pecado dos povos e a desenfreada busca dos homens hoje ?
k) Paulo faz uso do fermento como um símbolo para o pecado em desenvolvimento –
(1Co.5:6-8)
6 Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?
7 Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado.
8 Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.
l) A ultima passagem na qual o fermento é mencionado denota uma preocupação da propagação de uma falsa doutrina –
(Gálatas.5:7-9)
7 Corríeis bem; quem vos impediu de obedecer à verdade?
8 Esta persuasão não vem daquele que vos chama.
9 Um pouco de fermento leveda a massa toda.
10 Confio de vós, no Senhor, que de outro modo não haveis de pensar; mas aquele que vos perturba, seja quem for, sofrerá a condenação.
11 Eu, porém, irmãos, se é que prego ainda a circuncisão, por que ainda sou perseguido? Nesse caso o escândalo da cruz estaria aniquilado.
12 Oxalá se mutilassem aqueles que vos andam inquietando.
13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.
DA EXPERIÊNCIA DA FERMENTAÇÃO EXTRAIO
CINCO LIÇÕES PRINCIPAIS
1 – A lição do aumento –
a) O fermento faz aumentar a massa – crescimento sem discipulado faz discípulos carnais, mundanos, desobedientes, sem espiritualidade e sem devoção. Torna-os meros frequentadores sem diferença nenhuma, sem o novo nascimento. O fato de algum movimento crescer e aumentar, não quer dizer que Deus faça parte dela. Nas Igrejas da Asia em apocalipse, teve uma que Cristo ficou de fora
• A bíblia nos ensina a crescer na graça e no conhecimento do Senhor
• Crescer desejando alimento espiritual –
• Crescer até ser praticante –
b) A lição da penetração – O fermento tem capacidade de penetrar na massa onde é colocado, justamente por causa dos microorganismos de que é composto. É daqui que vêm tantos estilos diferentes, doutrinas, modelos de culto, etc. Jesus é o mesmo, o seu povo tem que segui-lo como sendo uma única massa e não duas massas diferenciadas.
c) A lição da desintegração – A fermentação desintegra as moléculas da massa para fazer dela outra massa, isto é, modificar sua estrutura, sua composição. A penetração de doutrinas que afrouxam a vida cristã definha o caráter cristão, a fidelidade, a motivação certa, o amor, a fé e a dedicação.
d) A lição de corrupção – Quando a qualidade da massa é desintegrada assume outra característica. Isto se chama corrupção, ou seja, começou de uma forma e terminou de outra (cf. Gl.3:1-3).
e) A lição da movimentação – Quando o fermento cai na massa – pode-se observar isso a olho nu, ha uma movimentação. A massa começa a crescer e, interiormente, há uma tremenda movimentação e até mesmo barulho. Hoje em dia, todo mundo está querendo movimento. Quando você observar gente vindo de lá pra cá e de cá pra lá; o povo correndo de uma igreja para outra sem razões sérias, sem compromisso genuíno com pão sem fermento, o nome disso é movimentação, tenho notado que muitos crentes estão ficando prostrados no meio do caminho, e depois de perambular de um lado para outro estão com suas vidas cristãs desestruturadas. Isto é o que a Bíblia diz de ovelhas sem pastor.
Uma advertência :
Jesus advertiu, nos seus dias, para que os discípulos se acautelassem do fermento dos fariseus. Hoje nós não temos a seita dos fariseus, mas há muitos grupos parecidos, com as mesmas características. E as técnicas de produzir fermento e fermentação são mais eficientes. Isto vem nos meios de comunicação de massa como rádio, televisão, jornais e revistas. Não sou contra, mas é preciso cautela. Há crentes que ficam o dia todo colados no rádio e na televisão, assistindo programas ou shows o dia todo e aos poucos vão cedendo. É preciso fazer o que Paulo recomendou: examinar tudo e reter o bem (1Tss.5:21). O que ocorre é que vamos ouvindo, vamos amolecendo o coração de conhecimentos absolutos e ficando mais relativos sem condições de reter o que é bom. Por acaso não é isso que esta acontecendo hoje nas igrejas.
2. O SIGNIFICADO DA MULHER NA PARÁBOLA
a) A ação particular da mulher é facilmente notada: “escondeu o fermento na farinha”
• Mulher pode ser representada pela igreja Católica que no 6° século em diante depois de formada, casando-se com o estado, acolheu muitas práticas pagãs e doutrinas heréticas e as misturou com os ensinamentos de Jesus levedando assim todo o conteúdo do cristianismo puro.
• Se o fermento na parábola representa algo bom, como alguns interpretes dizem, porque escondê-lo ?
• Note que a mulher pegou o fermento, não recebeu. Será que é dessa forma que os servos de Cristo devem pregar o evangelho ? Será que é as escondidas que se deve pregar o evangelho ? – (Mt.11:27)
b) Jesus estimula a pregação ser tão transparente que manda pregar nos telhados – confira (Sl.40:9-10; Mt.10:26-27).
eirado – terraço alto descoberto
c) Jesus falava abertamente ao mundo –
(Jo.18: 19) - Então o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
20 Respondeu-lhe Jesus: Eu tenho falado abertamente ao mundo; eu sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se congregam, e nada falei em oculto.
21 Por que me perguntas a mim? pergunta aos que me ouviram o que é que lhes falei; eis que eles sabem o que eu disse.
d) Os seguidores de Jesus devem fazer o mesmo – (Mc.16:15)
e) Os mensageiros de Deus são exortados a levantar a voz como de trombeta – (Is.58:1; At.19:8; )
f) Os que ensinam coisas as escondidas, é o mesmo que esconder fermento na farinha – (Gl.2:4)
g) Judas fala daqueles que se introduzem dissimuladamente para corromper os santos – (Jd.4-5)
3. AS TRÊS MEDIDAS DE FARINHA
a) É uma linguagem representativa, correspondendo a corpo, alma e espírito, os três elementos da vida humana.
b) O fermento sendo colocado no ser humano, vem com o propósito de fermentar nestas três áreas da vida humana.
c) A santidade é conservar estas três áreas sem fermento – (1Tss.5:21-23; Gl.5:9)
d) Temos que lançar fora o fermento e guardar-nos de contaminação com algum tipo de fermento que esteja dentro do corpo – (1Co.5:7-13)
4. A FARINHA –
a) A farinha é enxergada como a Igreja do Senhor e Cristo como sendo o nosso alimento espiritual – (Jo.6:48-58)
b) Cristo é tido como o grão de trigo que cai na terra e morre, produzindo assim uma grande colheita de trigos – (Jo.12:24)
c) Paulo fala da verdadeira Igreja sendo como um pão – (1Co.10:17)
Romildo Gurgel
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