Por Ed René Kivitz
Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." [Jesus Cristo]
Estou convencido de que um é o evangelho dos evangélicos, outro é o evangelho do reino de Deus. Registro que uso o termo "evangélico" para me referir à face hegemônica da chamada igreja evangélica, como se apresenta na mídia radiofônica e televisiva. (grifo meu).
O evangelho dos evangélicos é estratificado. Tem a base e tem a cúpula. Precisamos falar com muito cuidado da base, o povo simples, fiel e crédulo. Mas precisamos igualmente discernir e denunciar a cúpula. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé; a cúpula, muita vez é oportunista, mal intencionada, e age de má fé. A base transita livremente entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões afro. A base vai à missa no domingo, faz cirurgia em centro espírita, leva a filha em benzedeira, e pede oração para a tia que é evangélica. Assim é o povo crédulo e religioso. Uma das palavras chave desta estratificação é "clericalismo": os do palco manipulando os da platéia, os auto-instituídos guias espirituais tirando vantagem do povo simples, interesseiro, ignorante e crédulo.
A cúpula é pragmática, e aproveita esse imaginário religioso como fator de crescimento da pessoa jurídica, e enriquecimento da pessoa física. Outra palavra chave é "sincretismo". A medir por sua cúpula, a igreja evangélica virou uma mistura de macumba, protestantismo e catolicismo. Tem igreja que se diz evangélica promovendo "marcha do sal": você atravessa um tapete de sal grosso, sob a bênção dos pastores, e se livra de mal olhado, dívida, e tudo que é tipo de doença. Já vi igreja que se diz evangélica distribuir cajado com água do Jordão (i.é, um canudo de bic com água de pia), para quem desejasse ungir o seu negócio, isto é, o seu business. Lembro de assistir a um programa de TV onde o apresentador prometia que Deus liberaria a unção da casa própria para quem se tornasse um mantenedor financeiro de sua igreja.
O povo religioso é supersticioso e cheio de crendices. Assim como o Brasil. Somos filhos de portugueses, índios, africanos, e muitos imigrantes de todo canto do planeta. Falar em espíritos na cultura brasileira é normal. Crescemos cheios de crendices: não se pode passar por baixo de escada; gato preto dá azar; caiu a colher, vem visita mulher, caiu garfo, vem visita homem; e outras tantas idéias sem fundamento. Somos assim, o povo religioso é assim. Tem professor de universidade federal dando aula com cristal na mão para se energizar enquanto fala de filosofia.
E a cúpula evangélica aproveita a onda e pratica um estelionato religioso: oferece uma proposta ritualística que aprisiona, promove a culpa e, principalmente, ilude, porque promete o que não entrega. Aliás, os jornais começam a noticiar que os fiéis estão reivindicando indenizações e processando igrejas por propaganda enganosa.
O evangelho dos evangélicos é estratificado. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé, e a cúpula é oportunista. A base transita entre o catolicismo, o protestantismo e as religiões-afro, e a cúpula é pragmática. A base é cheia de crendices e a cúpula pratica o estelionato religioso.
O evangelho dos evangélicos é mercantilista, de lógica neoliberal. Nasce a partir dos pressupostos capitalistas, como, por exemplo, a supremacia do lucro, a tirania das relações custo-benefício, a ênfase no enriquecimento pessoal, a meritocracia - quem não tem competência não se estabelece. Palavra chave: prosperidade. Desenvolve-se no terreno do egocentrismo, disfarçado no respeito às liberdades individuais. Palavra chave: egoísmo. Promove a desconsideração de toda e qualquer autoridade reguladora dos investimentos privados, onde tudo o que interessa é o lucro e a prosperidade do empreendedor ou investidor. Palavra chave: individualismo. Expande-se a partir da mentalidade de mercado. Tanto dos líderes quanto dos fiéis. Os líderes entram com as técnicas de vendas, as franquias, as pirâmides, o planejamento de faturamento, comissões, marketing, tudo em favor da construção de impérios religiosos. Enquanto os fiéis entram com a busca de produtos e serviços religiosos, estando dispostos inclusive a pagar financeiramente pela sua satisfação. Em síntese, a religião na versão evangélica hegemônica é um negócio.
O sujeito abre sua micro-empresa religiosa, navega no sincretismo popular, promete mundos e fundos, cria mecanismos de vinculação e amarração simbólicas, utiliza leis da sociologia e da psicologia, e encontra um povo desesperado, que está disposto a pagar caro pelo alívio do seu sofrimento ou pela recompensa da sua ganância.
Em terceiro lugar, o evangelho dos evangélicos é mágico. Promove a infantilização em detrimento da maturidade, a dependência em detrimento da emancipação, e a acomodação em detrimento do trabalho.
Pra ser evangélico você não precisa amadurecer, não precisa assumir responsabilidades, não precisa agir. Não precisa agregar virtudes ao seu caráter ou ao processo de sua vida. Primeiro porque Deus resolve. Segundo porque se Deus não resolver, o bispo ou o apóstolo resolvem. Observe a expressão: "Estou liberando a unção". Pensando como isso pode funcionar, imaginei que seria algo como o apóstolo ou bispo dizendo ao Espírito Santo: "Não faça nada por enquanto, eles não contribuíram ainda, e eu não vou liberar a unção".
Existe, por exemplo, a unção da superação da crise doméstica. Como isso pode acontecer? A pessoa passa trinta anos arrebentando com o seu casamento, e basta se colocar sob as mãos ungidas do apóstolo, que libera a unção, e o casamento se resolve. Quem não quer isso? Mágica pura.
O sujeito é mau-caráter, incompetente para gerenciar o seu negócio, e não gosta de trabalhar. Mas basta ir ao culto, dar uma boa oferta financeira, e levar para casa um vidrinho de óleo de cozinha para ungir a empresa e resolver todos os problemas financeiros.
Essa postura de não assumir responsabilidades, de não agir com caráter, e esperar que Deus resolva, ou que o apóstolo ou bispo liberem a unção tem mais a ver com pensamento mágico do que com fé.
Em quarto lugar, o evangelho dos evangélicos tem espírito fundamentalista. Peço licença para citar Frei Beto: "O fundamentalismo interpreta e aplica literalmente os textos religiosos, não sabe que a linguagem simbólica da Bíblia, rica em metáforas, recorre a lendas e mitos para traduzir o ensinamento religioso." O espírito fundamentalista é literalista, e o mais grave é que o espírito fundamentalista se julga o portador da verdade, não admite críticas, considerações ou contribuições de outras correntes religiosas ou científicas.
Quem tem o espírito fundamentalista não dialoga, pois considera infiéis, heréticos, ou, na melhor das hipóteses, equivocados sinceros, todos os que não concordam com seus postulados, que não são do mesmo time, e não têm a mesma etiqueta. Quem tem o espírito fundamentalista se considera paradigma universal. Dialoga por gentileza, não por interesse em aprender. Ouve para munir-se de mais argumentos contra o interlocutor. Finge-se de tolerante para reforçar sua convicção de que o outro merece ser queimado nas fogueiras da inquisição. Está convencido de que só sua verdade há de prevalecer.
Mais uma vez Frei Beto: "o fundamentalista desconhece que o amor consiste em não fazer da diferença, divergência". Por causa do espírito fundamentalista, o evangelho dos evangélicos é sectário, intolerante, altamente desconectado da realidade. O evangelho dos que têm o espírito do fundamentalismo é dogmático, hermético, fechado a influências, e, portanto, é burro e incoerente.
Em quinto lugar, o evangelho dos evangélicos é um simulacro. Simulacro é a fotografia mais bonita que o sanduíche. Não me iludo, o evangelho dos evangélicos é mais bonito na televisão do que na vida. As promessas dos líderes espirituais são mais garantidas pela sua prepotência do que pela sua fé. Temos muitos profetas na igreja evangélica, mas acredito que tenhamos muito mais falsos-profetas. Os testemunhos dos abençoados são mais espetaculares do que a realidade dos cristãos comuns. De vez em quando (isso faz parte da dimensão masoquista da minha personalidade) fico assistindo estes programas, e penso que é jogada de marketing, testemunho falso. Mas o fato é que podem ser testemunhos por amostragem. Isto é, entre os muitos que faliram, há sempre dois ou três que deram certo. O testemunho é vendido como regra, mas na verdade é apenas exceção.
A aparência de integridade dos líderes espirituais é mais convincente na TV e no rádio do que na realidade de suas negociatas. A igreja evangélica esta envolvida nos boatos com tráficos de armas, lavagem de dinheiro, acordos políticos, vendas de igrejas e rebanhos, imoralidade sexual, falsificação de testemunho, inadimplência, calotes, corrupção, venda de votos.
A integridade do palco é mais atraente do que a integridade na vida. A fé expressa no palco, e nas celebrações coletivas é mais triunfante, do que a fé vivida no dia a dia. Os ideais éticos, e os princípios de vida são mais vivos nos nossos guias de estudos bíblicos e sermões do que nas experiências cotidianas dos nossos fiéis. Os gabinetes pastorais que o digam: no ambiente reservado do aconselhamento espiritual a verdade mostra sua cara.
Estratificado, mágico, mercantilista, fundamentalista, e simulacro. Eis o evangelho dos "evangélicos".
Você achará aqui, reflexões sobre discipulado,Igreja, estudos bíblicos, comentários de textos, sermões,frases e desafios.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
A Porta do Reino de Deus
A Porta do Reino de Deus
Jesus nos deu a incumbência de fazer discípulos. Em vista disso, uma pergunta que surge freqüentemente é: o que devemos falar para fazer discípulos? Para responder a esta pergunta, devemos primeiro ler At 2:22-39. Aqui nós observamos a primeira investida da Igreja, quando ela começa a obedecer o mandamento de Jesus. Qual o conteúdo da mensagem de Pedro? Esta pregação se divide em duas partes:
a) Pedro fala sobre Jesus, sua vida e sua obra.
v22- Fala dos milagres prodígios e sinais (obra tremenda e grandiosa)
v23- Fala da sua morte na cruz (mostrando que o Pai o entregou)
v24-32- Fala da sua ressurreição usando duas provas: as promessas feitas a Davi (v24-32) e o testemunho deles mesmos, que viram a Jesus ressuscitado(v32)
v33-35- Fala da exaltação de Jesus.
v36- Proclama que Jesus é Senhor e Cristo.
Esta proclamação sobre Jesus, sua vida, morte, ressurreição, exaltação e senhorio é que vai produzir fé no coração daquele que ouve. Ninguém pode experimentar o novo nascimento se não for pela fé no Senhor ressuscitado (Rm8:9). Isto não pode ser feito de maneira formal ou acadêmica, mas deve ser dada com simplicidade, alegria, autoridade e unção do Espírito Santo. Aquele que proclama deve estar cheio de fé, para produzir fé naquele que ouve.
b) Pedro fala a eles o que devem experimentar de entrada no Reino de Deus.
Quando os que ouviram Pedro deram crédito a sua palavra e temeram (v37), então Pedro lhes deu a segunda parte da mensagem (v38). Na primeira parte ( v22-36) ele falou do que Jesus fez. Agora ele vai falar do que Jesus quer que nós façamos.
"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." At2:38
Aqui há um indicação clara. São três realidades distintas que devem ser experimentadas logo no início de nossa vida com Cristo.
· As duas primeiras são condições para entrarmos no Reino de Deus.
· A terceira é uma promessa de Deus aqueles que preenchem as condições.
Podemos dizer que esta é a Porta do Reino. A fé na proclamação de Jesus não é a própria entrada no reino. A fé é a base, aquilo que vai me dar poder para entrar, vai me dar poder para ser um filho de Deus (Jo1:12).
A fé não é a porta do reino, ela é o que dá poder para entrar.
A porta de entrada do Reino de Deus constitui em:
Arrepender-se
Ser batizado em nome de Jesus e
Receber o dom do Espírito Santo
Vimos então que Pedro falou de duas coisas: Falou de Jesus e da Porta do Reino. Isto é o que devemos falar para fazer discípulos.
Falar da obra de Jesus na esperança de que os homens creiam sem colocar as condições para ser um discípulo, produz uma fé que não tem como se expressar e logo se torna uma fé morta. Este tem sido um dos principais erros da Igreja neste século.
Por outro lado, falar das demandas (exigências ) do reino, sem comunicar a graça de Jesus Cristo produz uma religiosidade legalista e sem poder. Do mesmo modeo que estar arrependido e batizado sem receber o Espírito Santo implica numa vida infrutífera no desempenho do seu serviço.
É necessário comunicar a Verdade sobre Jesus, Os mandamentos e a Promessa do v38. A verdade produz fé para a obediência, os mandamentos direcionam essa obediência e a promessa capacita para o testemunho.
Extraído do site: discipulos.com
Jesus nos deu a incumbência de fazer discípulos. Em vista disso, uma pergunta que surge freqüentemente é: o que devemos falar para fazer discípulos? Para responder a esta pergunta, devemos primeiro ler At 2:22-39. Aqui nós observamos a primeira investida da Igreja, quando ela começa a obedecer o mandamento de Jesus. Qual o conteúdo da mensagem de Pedro? Esta pregação se divide em duas partes:
a) Pedro fala sobre Jesus, sua vida e sua obra.
v22- Fala dos milagres prodígios e sinais (obra tremenda e grandiosa)
v23- Fala da sua morte na cruz (mostrando que o Pai o entregou)
v24-32- Fala da sua ressurreição usando duas provas: as promessas feitas a Davi (v24-32) e o testemunho deles mesmos, que viram a Jesus ressuscitado(v32)
v33-35- Fala da exaltação de Jesus.
v36- Proclama que Jesus é Senhor e Cristo.
Esta proclamação sobre Jesus, sua vida, morte, ressurreição, exaltação e senhorio é que vai produzir fé no coração daquele que ouve. Ninguém pode experimentar o novo nascimento se não for pela fé no Senhor ressuscitado (Rm8:9). Isto não pode ser feito de maneira formal ou acadêmica, mas deve ser dada com simplicidade, alegria, autoridade e unção do Espírito Santo. Aquele que proclama deve estar cheio de fé, para produzir fé naquele que ouve.
b) Pedro fala a eles o que devem experimentar de entrada no Reino de Deus.
Quando os que ouviram Pedro deram crédito a sua palavra e temeram (v37), então Pedro lhes deu a segunda parte da mensagem (v38). Na primeira parte ( v22-36) ele falou do que Jesus fez. Agora ele vai falar do que Jesus quer que nós façamos.
"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." At2:38
Aqui há um indicação clara. São três realidades distintas que devem ser experimentadas logo no início de nossa vida com Cristo.
· As duas primeiras são condições para entrarmos no Reino de Deus.
· A terceira é uma promessa de Deus aqueles que preenchem as condições.
Podemos dizer que esta é a Porta do Reino. A fé na proclamação de Jesus não é a própria entrada no reino. A fé é a base, aquilo que vai me dar poder para entrar, vai me dar poder para ser um filho de Deus (Jo1:12).
A fé não é a porta do reino, ela é o que dá poder para entrar.
A porta de entrada do Reino de Deus constitui em:
Arrepender-se
Ser batizado em nome de Jesus e
Receber o dom do Espírito Santo
Vimos então que Pedro falou de duas coisas: Falou de Jesus e da Porta do Reino. Isto é o que devemos falar para fazer discípulos.
Falar da obra de Jesus na esperança de que os homens creiam sem colocar as condições para ser um discípulo, produz uma fé que não tem como se expressar e logo se torna uma fé morta. Este tem sido um dos principais erros da Igreja neste século.
Por outro lado, falar das demandas (exigências ) do reino, sem comunicar a graça de Jesus Cristo produz uma religiosidade legalista e sem poder. Do mesmo modeo que estar arrependido e batizado sem receber o Espírito Santo implica numa vida infrutífera no desempenho do seu serviço.
É necessário comunicar a Verdade sobre Jesus, Os mandamentos e a Promessa do v38. A verdade produz fé para a obediência, os mandamentos direcionam essa obediência e a promessa capacita para o testemunho.
Extraído do site: discipulos.com
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O discipulo de Jesus deve levar a sua cruz cada dia

AS TRÊS CRUZES DO DISCIPULADO
O DISCÍPULO DE JESUS DEVE LEVAR SUA CRUZ CADA DIA.
O sentido da cruz do discípulo que segue após o Senhor está exarado nas seguintes palavras ditas por Jesus, assim: "(...) se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perde-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará". Lc 9.23-24.
Como a mensagem da cruz opera no discipulado? Opera de três maneiras importantes, a saber:
1a. Opera crucificando o "ego" do discipulo para que a sua vida seja dirigida acima das pressões sociais. (Lc 9.23; Mt 5.13-16)
A crucificação do "égo" - Do "ego", ou do próprio "eu" do ser humano é que procede o egoismo, os seus próprios interesses e a soberba. É, na alma do ser humano, na sua personalidade onde reside a vontade, as paixões, as faculdades psíquicas, intelectuais, morais, os afetos e os sentimentos que o dominam. A vida do homem sem a cruz de Cristo, naturalmente, torna-se uma vida egoista, materialista, hedonistica, etc. O homem só se submete à vontade soberana de Deus quando o seu "ego" for crucificado com Cristo, e, se ele nascer novamente do Espírito, (Jo 1.12-13; 3.3-7). Só então, poderá viver a vida abundante em Cristo e seguí-Lo. Isto significa que o "ego" humano deve ser substituido pelo "ide" do Espírito Santo que o guiará por toda a vida. (Rm 8.5-14). Como está escrito em 1ª Cor 5.17: "Assim que, se alguem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo".
Negando-se a si mesmo - O verdadeiro discipulo de Cristo deve provar sua lealdade "negando-se a si mesmo", crucificando todo o seu egoismo e submetendo-se à soberana vontade do seu Senhor. Como disse o apóstolo Paulo nestas palavras: "Já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim". Gl 2.20. Quando Jesus disse: "segue-me" está indicando a própria autonegação do "ego" do discípulo. Ele está ensinando a seus discípulos a negarem as suas próprias vontades, seus próprios interesses, renderem-se à Sua soberana vontade, e seguirem-nO.
2ª. Opera crucificando a vida presente do discipulo.
Negando a vida secular presente. - A verdadeira vida cristã que acompanha o discipulo resulta da dedicação completa no servir a Deus de todo o coração. Quando Jesus disse: "(...) Pois, quem quiser salvar a sua vida perde-la-á, mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á", está monstrando a relação inversa sobre a vida diária do discípulo em comparação à superioridade da vida espiritual, agora e na eternidade. O discípulo deve descansar sob o jugo de Jesus sem ansiedade, como Ele disse: "(...) Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas". (Mt 11.29). A prioriodade pelo o Reino de Deus na vida diária é a regra comportamental ideal do discipulo, ao invés da ansiedade e da preocupção exessiva com a vida material, como está escrito assim: "(...) Mas buscai primeiro o reino Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas (materiais) vos serão acrescentadas". (Mt 6.33). Ler: Mt 6.24-34;16.24-27; Lc 9.23-27; Mc 8.34-37.
3ª Opera crucificando o mundo (kosmos) que o cerca. (Gl 6.14).
Crucificando este mundo securalizado. - O mundo (kosmos) como já vimos, anteriormente, é gerido por Satanás, seu príncipe regente, o qual é oposto ao reino de Deus. Razão porque, o mesmo deve ser tratado pelo discípulo de Jesus, como estando crucificado. Para o verdadeiro discípulo do Senhor, tanto o "ego" humano quanto o mundo (kosmos) materialista, secularizado, corrompido devem estar crucificados, mutuamente, isto é, como mortos, aniquilados, a fim de que o discípulo cristão possa viver vitoriosamente sob à vontade soberana de Deus. O mundo (kosmos) e o Reino de Deus, são por natureza antagônicos, portanto, este deve sobrepor, sempre, sobre aquele. (Mt 6.24). Como o apóstolo Paulo disse: "14Mas eu me orgulharei somente da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, por meio da cruz, o mundo está morto para mim, e eu estou morto para o mundo". Gl 6.14. Quanto à nova posição do discípulo de Jesus, o apóstolo Paulo alerta, assim: "1Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. 2Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra; 3porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória.5Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria." Col 3.1-5. L Ler: Mt 6.24; 13.7, 22; Fl 3.7-8; 1ª Tm 6.6-10; Tg 2.1-7; 5.1-6.
Exemplos de casos especiais na Bíblia: Moisés, (Hb 11.24-27), os Apóstolos, (Mt 19.23-30), Zaqueu, (Lc 19.1-10), o jovem rico. (Mt 19.16-30; Mc 10.17-31; Lc 18.18-30).
Conclusão. A cruz do discipolo de Jesus, portanto, significa, primeiro: negar-se a si mesmo, negar a sua vontade própria para ceder à vontade soberana de Deus; segundo: negar seus interesses individuais em favor dos interesses do seu próximo; terceiro: crucificar o mundo (kosmos) com suas concupisciências e as vaidadades da vida presente secularizada etc, em troca dos valores espirituais do Reino de Deus. Como disse Jesus: "24Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. 25Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo? (Lc 9.24-26). (...) 34Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". (Mt 6.34).
O apóstolo João explica muito bem o porquê da crucificação do discípulo para viver a sua vida firmada no amor a Deus, o qual está acima das coisas materiais deste mundo, assim: "(...) 15Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (1ª Jo 2.15-17). Como disse Jesus: "(...) Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração". (Mt 6.21). Então, onde está vinculado o teu coração? No Reino de Deus, ou nas coisas que são só desta terra? Amém.
Pr.Djalma
(Igreja DE Cristo em São Paulo)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
CRENTES PERIFÉRICOS - Quem não quer compromisso na terra não pode ter compromisso no céu...
Inicio esta reflexão com uma pergunta:Você saberia dizer quais os
motivos que justificam o seu ingresso ou permanência em uma igreja
“evangélica”? A igreja deveria estar a serviço do reino de Deus,mas
hoje em dia, com raras exeções, tem servido a outros”senhores”, a
interesse completamente oposto ao evangelho. A igreja deveria servir
ao próximo,servir para promover vida, porem é inegável que muitos tem
feito da “casa de oração” um “covil de ladrões”. Então quais os
motivos pelo quais você continua na igreja?
É perturbador saber que a maior parte das nossas praticas
eclesiásticas não tem origem bíblica,que vivemos um cristianismo muito
distante daquele vivido pela igreja do primeiro século, que nos afasta
tanto da simplicidade da igreja primitiva que hoje o que vivemos é
algo complexo,cheio de tradições, de formulas humanas. Em face desse
estado de coisas,muitos acham que é possível ser crente em casa, no
conforto do lar, sem envolvimento com o corpo de Cristo. Afirmam que o
importante é a relação com Deus e não com a igreja. Dizem que a igreja
é uma instituição falida, hipócrita e que preferem não ter compromisso
com apenas uma denominação e todos os seus defeitos, mas freqüentar
varias igrejas para tirar o que cada uma tem de melhor. Afirmam ainda
que são “de Cristo” e isto basta.
Somos uma geração que detesta compromisso. É muito mais fácil entrar
no estádio, ficar na arquibancada falando mal do técnico e depois ir
embora para casa, do que estar efetivamente envolvido no processo. É
mais fácil falar da igreja, apontar erros, mesmo que existentes,e
praticar o denuncismo vazio, do que se envolver na obra. A igreja é
uma instituição divina e como tal não pode estar falida.
O corpo de Cristo não é uma mera instituição religiosa. Não é composta
de convenções, sedes, organizações jurídicas ou redes de franquias. A
igreja somos nós. Por isso, não adianta falar da igreja como se fosse
uma entidade, uma terceira pessoa. Esse conceito de que posso ser
cristão a margem deste processo é falsa. Se sou realmente cristão,
estou envolvido diretamente com a coisa toda. Jesus ensinou que quem
não quer compromisso na terra,não pode ter compromisso no céu. Você
não precisa ser membro de uma igreja para ser salvo: para isto basta
crer no Senhor Jesus. Porem, a regra é clara: se você já é salvo pelo
sangue do cordeiro, precisa estar em comunhão com uma igreja local.
Caso contrario, sua comunhão com Deus estará interrompida. Ser ligado
na terra é estar em comunhão com o corpo de Cristo. Foi o que ele
disse quando afirmou “o que ligardes na terra será ligado no céu e o
que desligardes na terra será desligado no céu “. (Mateus 18.18).
Muita gente diz que para se relacionar bem com Deus não é preciso
fazer parte de uma igreja, que isso é secundário, que o que importa é
a sua devoção pessoal. Não! Segundo este versículo, esta é uma
situação impossível. Quem está em comunhão com Deus necessariamente
precisa estar em comunhão com seus irmãos. E a prática comprova a
teoria. Quem diz este tipo de coisa invariavelmente não está nada bem
com Deus. Usa isso como desculpa para justificar sua falta de
compromisso .
Apesar da integridade e moral duvidosa de muitas “lideranças”, a
despeito da zombaria e escárnio que se tem feito usando o nome de
Deus, mesmo com todos erros, mesmo com perda de identidade de muitas
igrejas, Jesus não desistiu delas! É só prestar atenção ao seu redor.
Ainda há conversões genuínas, ainda existe cura para doente, ainda
existe um povo que não desiste nunca.
É muito cômoda a posição de “usuário”. Você vai a igreja “a” por
causa do louvor,à igreja “b” por causa dos estudos bíblicos, a igreja
“c”porque a reunião de oração é muito boa. Só que você se esquece de
que a igreja “a” só tem um louvor bom e inspirador porque um grupo de
irmãos comprometidos está ensaiando o domingo inteiro enquanto você
assiste TV ou está em alguma atividade de lazer. A igreja “b” tem bons
estudos bíblicos porque pastores e mestres gastam horas em cima de um
texto, pesquisado ou lendo comentários enquanto você se esparrama no
sofá para assistir o seu programa favorito.
Se todo mundo pensar que pode viver uma vida espiritual pulando de
galho em galho, ao bel prazer de suas preferências pessoais, não
sobrara ninguém para realizar a obra. Esses são os parasitas que vivem
na periferia da “fé”; São como ciganos ou hippies, que criticam o
sistema para não assumir responsabilidades, mas usufruem de todos os
benefícios que esse mesmo sistema lhes oferece.
Não que o sistema seja perfeito e não tenha suas injustiças.É que eles
mesmos não estão dispostos a mover uma palha para ajudar a melhorar as
coisas.
O amor de Deus é incondicional,mas o seu perdão não. Para ser
perdoado, o pecador precisa aceitar os termos que Deus estabelece. Não
há perdão de pecado sem confissão e arrependimento. E o que é mais
grave: tem muitas gente querendo que a igreja alise seus pecados,
engula seus podres e passe por cima deles, sem passar pelo processo
necessário para sua restauração.
É hora de rever em que tipo de Evangelho cremos e se estamos nele
vivendo, já que disso depende a mensagem que pregamos, o que por sua
vez, vai determinar o tipo de” crentes” que vamos ter em nossas
igrejas. Saia da letargia espiritual, da periferia da fé, do
comodismo fútil e da religiosidade vazia. Deixe de ser morno em
relação as coisas espirituais! Mergulhe no oceano do Espírito,
permitindo que o poder de Deus flua através de todo o seu ser,
produzindo frutos que saltem para a vida eterna!
Pastor Araripe Gurgel é pastor na igreja crista da trindade
motivos que justificam o seu ingresso ou permanência em uma igreja
“evangélica”? A igreja deveria estar a serviço do reino de Deus,mas
hoje em dia, com raras exeções, tem servido a outros”senhores”, a
interesse completamente oposto ao evangelho. A igreja deveria servir
ao próximo,servir para promover vida, porem é inegável que muitos tem
feito da “casa de oração” um “covil de ladrões”. Então quais os
motivos pelo quais você continua na igreja?
É perturbador saber que a maior parte das nossas praticas
eclesiásticas não tem origem bíblica,que vivemos um cristianismo muito
distante daquele vivido pela igreja do primeiro século, que nos afasta
tanto da simplicidade da igreja primitiva que hoje o que vivemos é
algo complexo,cheio de tradições, de formulas humanas. Em face desse
estado de coisas,muitos acham que é possível ser crente em casa, no
conforto do lar, sem envolvimento com o corpo de Cristo. Afirmam que o
importante é a relação com Deus e não com a igreja. Dizem que a igreja
é uma instituição falida, hipócrita e que preferem não ter compromisso
com apenas uma denominação e todos os seus defeitos, mas freqüentar
varias igrejas para tirar o que cada uma tem de melhor. Afirmam ainda
que são “de Cristo” e isto basta.
Somos uma geração que detesta compromisso. É muito mais fácil entrar
no estádio, ficar na arquibancada falando mal do técnico e depois ir
embora para casa, do que estar efetivamente envolvido no processo. É
mais fácil falar da igreja, apontar erros, mesmo que existentes,e
praticar o denuncismo vazio, do que se envolver na obra. A igreja é
uma instituição divina e como tal não pode estar falida.
O corpo de Cristo não é uma mera instituição religiosa. Não é composta
de convenções, sedes, organizações jurídicas ou redes de franquias. A
igreja somos nós. Por isso, não adianta falar da igreja como se fosse
uma entidade, uma terceira pessoa. Esse conceito de que posso ser
cristão a margem deste processo é falsa. Se sou realmente cristão,
estou envolvido diretamente com a coisa toda. Jesus ensinou que quem
não quer compromisso na terra,não pode ter compromisso no céu. Você
não precisa ser membro de uma igreja para ser salvo: para isto basta
crer no Senhor Jesus. Porem, a regra é clara: se você já é salvo pelo
sangue do cordeiro, precisa estar em comunhão com uma igreja local.
Caso contrario, sua comunhão com Deus estará interrompida. Ser ligado
na terra é estar em comunhão com o corpo de Cristo. Foi o que ele
disse quando afirmou “o que ligardes na terra será ligado no céu e o
que desligardes na terra será desligado no céu “. (Mateus 18.18).
Muita gente diz que para se relacionar bem com Deus não é preciso
fazer parte de uma igreja, que isso é secundário, que o que importa é
a sua devoção pessoal. Não! Segundo este versículo, esta é uma
situação impossível. Quem está em comunhão com Deus necessariamente
precisa estar em comunhão com seus irmãos. E a prática comprova a
teoria. Quem diz este tipo de coisa invariavelmente não está nada bem
com Deus. Usa isso como desculpa para justificar sua falta de
compromisso .
Apesar da integridade e moral duvidosa de muitas “lideranças”, a
despeito da zombaria e escárnio que se tem feito usando o nome de
Deus, mesmo com todos erros, mesmo com perda de identidade de muitas
igrejas, Jesus não desistiu delas! É só prestar atenção ao seu redor.
Ainda há conversões genuínas, ainda existe cura para doente, ainda
existe um povo que não desiste nunca.
É muito cômoda a posição de “usuário”. Você vai a igreja “a” por
causa do louvor,à igreja “b” por causa dos estudos bíblicos, a igreja
“c”porque a reunião de oração é muito boa. Só que você se esquece de
que a igreja “a” só tem um louvor bom e inspirador porque um grupo de
irmãos comprometidos está ensaiando o domingo inteiro enquanto você
assiste TV ou está em alguma atividade de lazer. A igreja “b” tem bons
estudos bíblicos porque pastores e mestres gastam horas em cima de um
texto, pesquisado ou lendo comentários enquanto você se esparrama no
sofá para assistir o seu programa favorito.
Se todo mundo pensar que pode viver uma vida espiritual pulando de
galho em galho, ao bel prazer de suas preferências pessoais, não
sobrara ninguém para realizar a obra. Esses são os parasitas que vivem
na periferia da “fé”; São como ciganos ou hippies, que criticam o
sistema para não assumir responsabilidades, mas usufruem de todos os
benefícios que esse mesmo sistema lhes oferece.
Não que o sistema seja perfeito e não tenha suas injustiças.É que eles
mesmos não estão dispostos a mover uma palha para ajudar a melhorar as
coisas.
O amor de Deus é incondicional,mas o seu perdão não. Para ser
perdoado, o pecador precisa aceitar os termos que Deus estabelece. Não
há perdão de pecado sem confissão e arrependimento. E o que é mais
grave: tem muitas gente querendo que a igreja alise seus pecados,
engula seus podres e passe por cima deles, sem passar pelo processo
necessário para sua restauração.
É hora de rever em que tipo de Evangelho cremos e se estamos nele
vivendo, já que disso depende a mensagem que pregamos, o que por sua
vez, vai determinar o tipo de” crentes” que vamos ter em nossas
igrejas. Saia da letargia espiritual, da periferia da fé, do
comodismo fútil e da religiosidade vazia. Deixe de ser morno em
relação as coisas espirituais! Mergulhe no oceano do Espírito,
permitindo que o poder de Deus flua através de todo o seu ser,
produzindo frutos que saltem para a vida eterna!
Pastor Araripe Gurgel é pastor na igreja crista da trindade
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
PARÁBOLA DOS PESCADORES SEM PEIXE
Autor desconhecido
Era uma Associação de Pescadores, que viviam no meio de rios e lagos, cheios de peixes famintos. Eles se reuniam regularmente para discutir sobre o chamado para pescar, a abundância de peixe e a emoção de pegar peixes. Ficavam muito animados com o assunto da pescaria.
Alguém sugeriu que o grupo precisava de uma filosofia de pesca. Assim, cuidadosamente, definiram e redefiniram a pesca e o propósito da pescaria. Desenvolveram estratégias e táticas. De repente perceberam que haviam começado de trás para frente – haviam se interessado pela pescaria do ponto de vista do pescador, e não do ponto de vista do peixe. Como o peixe vê o mundo? Como vê o pescador? O que e quando o peixe come? Era importante entender essas coisas. Por isso, iniciaram estudos e pesquisas. Participaram de conferências sobre a pescaria. Muitos viajaram a lugares longínquos para estudar diferentes tipos de peixes, com diferentes hábitos. Alguns obtiveram Ph.D. em piscicultura.
Contudo, ninguém havia ido pescar. Formou-se, então, um comitê para enviar pescadores. Havia muito mais lugares propícios para pescar do que pescadores. Por isso, o comitê precisava determinar prioridades. A lista de prioridades foi colocada em quadros de avisos em todos os salões da Associação.
Mas, como antes, ninguém estava pescando ainda. Foi feita uma pesquisa para saber por quê. A maioria não respondeu ao questionário, mas, entre os que responderam, descobriu-se que alguns se sentiam chamados para estudar a pesca, outros para fornecer equipamentos de pesca e outros, ainda, para encorajar os pescadores. E, com tantas reuniões, conferências e seminários, simplesmente não tiveram tempo para pescar.
Jacó era novato na Associação de Pescadores. Depois de uma reunião muito animada, ele foi pescar. Fez algumas tentativas, pegou o jeito e conseguiu pegar um lindo peixe! Na reunião seguinte, ele contou sua história e foi elogiado pelo sucesso. Acabou sendo convidado para falar em todos os núcleos da Associação e contar como havia sido a sua pescaria. Assim, com tantos compromissos e por ter sido eleito para a diretoria da Associação, Jacó nunca mais teve tempo para pescar.
No entanto, não demorou muito e ele começou a se sentir intranqüilo e vazio. Teve saudades da pesca propriamente dita, de sentir o puxão no anzol. Assim, decidiu deixar a diretoria da Associação, bem como os demais compromissos com os núcleos, e convidou um amigo para ir pescar com ele. Os dois foram – sozinhos – e pegaram peixes.
Os membros da Associação de Pescadores eram muitos e os peixes eram abundantes. Mas os pescadores continuavam sendo muito poucos.
Fonte: Ultimato
Era uma Associação de Pescadores, que viviam no meio de rios e lagos, cheios de peixes famintos. Eles se reuniam regularmente para discutir sobre o chamado para pescar, a abundância de peixe e a emoção de pegar peixes. Ficavam muito animados com o assunto da pescaria.
Alguém sugeriu que o grupo precisava de uma filosofia de pesca. Assim, cuidadosamente, definiram e redefiniram a pesca e o propósito da pescaria. Desenvolveram estratégias e táticas. De repente perceberam que haviam começado de trás para frente – haviam se interessado pela pescaria do ponto de vista do pescador, e não do ponto de vista do peixe. Como o peixe vê o mundo? Como vê o pescador? O que e quando o peixe come? Era importante entender essas coisas. Por isso, iniciaram estudos e pesquisas. Participaram de conferências sobre a pescaria. Muitos viajaram a lugares longínquos para estudar diferentes tipos de peixes, com diferentes hábitos. Alguns obtiveram Ph.D. em piscicultura.
Contudo, ninguém havia ido pescar. Formou-se, então, um comitê para enviar pescadores. Havia muito mais lugares propícios para pescar do que pescadores. Por isso, o comitê precisava determinar prioridades. A lista de prioridades foi colocada em quadros de avisos em todos os salões da Associação.
Mas, como antes, ninguém estava pescando ainda. Foi feita uma pesquisa para saber por quê. A maioria não respondeu ao questionário, mas, entre os que responderam, descobriu-se que alguns se sentiam chamados para estudar a pesca, outros para fornecer equipamentos de pesca e outros, ainda, para encorajar os pescadores. E, com tantas reuniões, conferências e seminários, simplesmente não tiveram tempo para pescar.
Jacó era novato na Associação de Pescadores. Depois de uma reunião muito animada, ele foi pescar. Fez algumas tentativas, pegou o jeito e conseguiu pegar um lindo peixe! Na reunião seguinte, ele contou sua história e foi elogiado pelo sucesso. Acabou sendo convidado para falar em todos os núcleos da Associação e contar como havia sido a sua pescaria. Assim, com tantos compromissos e por ter sido eleito para a diretoria da Associação, Jacó nunca mais teve tempo para pescar.
No entanto, não demorou muito e ele começou a se sentir intranqüilo e vazio. Teve saudades da pesca propriamente dita, de sentir o puxão no anzol. Assim, decidiu deixar a diretoria da Associação, bem como os demais compromissos com os núcleos, e convidou um amigo para ir pescar com ele. Os dois foram – sozinhos – e pegaram peixes.
Os membros da Associação de Pescadores eram muitos e os peixes eram abundantes. Mas os pescadores continuavam sendo muito poucos.
Fonte: Ultimato
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A LEI DA SEMEADURA 2

LEI DA SEMEADURA (Gl 6.7b).
I. SOMENTE VAMOS SEMEAR, SE TIVERMOS UMA VISÃO (UM SONHO) DE NOSSA COLHEITA.
1. Só semeia quem tem sonho, quem tem visão.
2. Existem três tipos de pessoas: os que fazem as coisas acontecerem, os que ficam olhando as coisas acontecerem, e os que nem sabem o que está acontecendo.
3. Visão é uma fotografia de seu futuro preferível. É uma imagem do que você deseja fazer, uma estaca plantada no seu futuro. [Obstáculos].
4. Sêneca: Qdo. o cap. ñ sabe p/ q. porto se dirige, todos os ventos lhe são contrários.
5. Quando semeamos sonhamos com a colheita. O poder do sonho (da visão). Enxergamos pela fé o futuro; percebemos o que Deus está fazendo no Seu Reino; identificamos como nos encaixamos nos projetos de Deus.
6. Quatro verdades sobre a visão.
• O que você vê é o que você será.
(eu preciso mudar...)
• O que você vê é o que você pode realizar.
(não tiro para todo o lado)
• Sua visão capacitará você realizar o que parecia impossível.
• Sua visão vai inspirar outras pessoas.
II. VAMOS COLHER AQUILO QUE PLANTARMOS
1. Quem plantar joio, ervas daninhas e espinhos não pode esperar nada diferente além de intrigas, desunião e decepções.
2. Quem plantar amor, fé, esperança e verdade colherá frutos próprios para uma vida de vitória.
3. É imprescindível plantar – Na vida, ninguém deixa de plantar algo.
4. Para quem não se conscientizar de que é preciso plantar para depois colher irá ter muitas frustrações. Como colher sem plantar?
* certo irmão foi trabalhar em uma empresa...
III. VAMOS COLHER NO TEMPO CERTO, SE PLANTARMOS TAMBÉM NO TEMPO CERTO.
1. Há tempo para tudo debaixo do céu...
2. A semeadura é um dos processos naturais criado por Deus para geração de vida. Não tem efeito instantâneo. É um processo e como tal exige tempo.
3. Semear exige disposição, perseverança, paciência (não existe colheita instantânea ao plantio).
4. O perigo da cultura microondas – café solúvel – computador.
5. No processo de semear bem para colher bem não podemos desperdiçar tempo. Bem vale lembrar o sábio poema de frei Antônio das Chagas (1831-1882):
Deus pede estrita conta do meu tempo
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta,
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo.
Ó vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
Cuidai, enquanto é tempo, de vossa conta,
Pois aqueles que sem conta gastam o tempo,
Quando o tempo chegar de prestar contas,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
IV. VAMOS COLHER ONDE PLANTARMOS
1. No ano novo continuaremos a viver em geografias específicas.
2. Temos espaços vitais. Nossa vida vai se estruturando nesses ambientes. É nesses lugares que temos que plantar:
a) Na família b) No trabalho c) Na Igreja d) Na escola
3. Os grandes traumas têm raízes na família;
* irmã que parou de pregar para o marido
* o filho que começou honrar mais o pai
4. As maiores decepções com a fé se dão no ambiente religioso.
* irmão que reclamava que ninguém gostava dele na igreja, mas q. , mas, percebeu que seque cumprimentava as pessoas.
5. As grandes frustrações pessoais se configuram no local de trabalho.
* outro irmão via o patrão como um bicho...
6. É preciso plantar sementes novas exatamente onde vivemos mais intensamente, pois colhemos, primeiramente onde plantamos primeiro.
V. VAMOS COLHER MAIS DO QUE PLANTARMOS
1. Quem semeia um sonho e o cultiva – colhe realizações
2. Quem semeia a palavra – colhe fé
3. Quem semeia fé – colhe milagres
4. Quem semeia sorriso – colhe alegria
5. Quem semeia amor – colhe uma multidão de amigos.
6. Quem semeia bondade – colhe solidariedade.
7. Quem semeia perdão – colhe paz.
8. Quem semeia generosidade – colhe prosperidade
Mas, a melhor semente somos nós mesmos - Jo 12. 23-26: “É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem, neste mundo, aborrece a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me; e, onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.
A Semente
Como eu queria ser uma semente
lançada à terra fértil, bem cuidada,
para mostrar o quanto, ao ser amada,
tamanha pequenez se faz potente.
Brotar... crescer... fundir-se em alegria
ao produzir a mágica das flores,
que traz beleza, aroma e tantas cores;
que traz a paz aos olhos e alivia.
Brotar... crescer... tornar-se mui contente
ao contornar de frutos sua estada
por esta Terra fria e apavorada,
gerando vida para todo o sempre.
(Luiz Antonio Cardoso)
Fonte de Inspiração: Editorial do Boletim da 1ª I B. de João Pessoa.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A JUSTIFICAÇÃO PELA GRAÇA - UM PANORAMA HISTÓRICO

O ensino dos Pais eclesiásticos sobre a justificação (até 1.200 dC)
Os escritos dos Pais eclesiásticos não são Escrituras inspiradas. Nós não os consideramos como uma autoridade no ensino. Contudo, eles oferecem evidência do ensino que foi dado à Igreja de sua época. Possuímos uma corrente ininterrupta de escritos, desde o tempo dos apóstolos até os nossos dias que podem mostrar-nos toda a história do pensamento cristão sobre o assunto da justificação.
A pergunta que dirigimos aos primeiros Pais eclesiásticos é esta: poderia a doutrina da justificação pela graça, mediante a fé nos méritos de Cristo, ser encontrada em algum dos escritos durante o primeiro período da história da Igreja? Se pudermos, então teremos provas conclusivas de que a doutrina não foi uma invenção de Lutero, como se diz às vezes! Mas, se a verdade fosse conhecida por qualquer um dos primeiros Pais eclesiásticos, então, com toda certeza, foi conhecida antes da Reforma.
Clemente de Roma (talvez o mesmo mencionado em Filipenses 4:3), em sua carta aos Coríntios, diz:
"Nós também, sendo chamados mediante a Sua (Deus) vontade em Cristo Jesus, não somos justificados por nós mesmos, nem por nossa própria sabedoria, ou entendimento, ou piedade, ou obras que temos feito com pureza de coração, porém, pela fé ... " (Epístola aos Coríntios)
Inácio, um discípulo do apóstolo João, escreveu:
"A Sua (Cristo) cruz, a Sua morte, a Sua ressurreição e a fé que vem por meio dEle, são as minhas garantias imaculadas; nessas, pelas suas orações, acredito que tenho sido justificado." (Epístola aos de Filadélfia)
Policarpo (falecido em 155 dC), também um discípulo do apóstolo João, escreveu:
"Eu sei que mediante a graça você é salvo, não por obras, mas sim, pela vontade de Deus em Jesus Cristo." (Epístola aos Filipenses)
Justino Mártir (falecido em 165 dC), escreveu:
"Não mais pelo sangue de bodes e de carneiros, nem pelas cinzas de uma novilha... são os pecados purificados, [1] e sim, pela fé, mediante o sangue de Cristo e de Sua morte, que por essa razão morreu." (Diálogo com Trifa)
Numa carta (escrita cerca de 150 dC) dirigida a uma pessoa chamada Diogneto, que evidentemente tinha indagado a respeito da cristandade, encontram-se as seguintes frases:
"Deus deu o Seu próprio Filho em resgate por nós ... porque, o que poderia encobrir os nossos pecados, senão a Sua justiça? Quem possibilitou a justificação de transgressores e impiedosos, tais como nós, senão o Filho de Deus somente? Quão maravilhoso é o benefício inesperado, que a transgressão de muitos pudesse ser escondida em uma só Pessoa justa e que a justiça de Um só pudesse justificar a muitos transgressores."
No período iniciado com o reinado de Constantino (falecido em 337 dC), quando o cristianismo tornou-se uma religião oficialmente reconhecida, e não mais uma fé perseguida, algumas heresias surgiram e feriram várias doutrinas básicas do cristianismo. Inevitavelmente, um erro no trato de uma verdade cristã, envolveu erros a respeito de outras também, isto é, conceitos deficientes quanto ao pecado impediram que alguns compreendessem a sua necessidade de um Salvador. Outras heresias relacionaram-se com a Trindade, a encarnação de Cristo e a incapacidade do pecador perdido para fazer obras espirituais. Essas heresias todas enfraqueceram o entendimento da justificação bíblica.
Ao combater essas heresias e reafirmar a impotência pecaminosa da natureza humana, a necessidade de salvação pela graça e a expiação eficaz oferecida por Cristo, os fiéis remanescentes lançaram fundamentos seguros para a doutrina da justificação pela graça mediante a fé em Cristo.
Irineu (falecido no princípio do terceiro século), um discípulo de Policarpo, escreveu:
"... através da obediência de um homem, que primeiro nasceu da Virgem, para que muitos pudessem ser justificados e receber a salvação."
Cipriano (falecido em 258 dC), um bispo na Igreja da África do Norte, escreveu:
"Quando Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça, portanto, cada um que crê em Deus e vive pela fé, será considerado como uma pessoa justa."
Atanásio, bispo de Alexandria durante quarenta e seis anos (falecido em 373 dC), escreveu:
"Nem por esses (isto é, esforços humanos), mas, à semelhança de Abraão, o homem é justificado pela fé."
Basílio, bispo de Capadócia (falecido em 379 dC), foi um escritor prolífico e tem nos deixado palavras tais como estas:
"O verdadeiro e perfeito gloriar-se em Deus é isto: é quando o homem não se exalta por causa da sua própria justiça; é quando ele sabe por si mesmo que carece da verdadeira justiça e que a justificação é somente pela fé em Cristo."
Ambrósio, bispo de Milão (falecido em 397 dC), famoso como grande pregador, tem nos deixado estas palavras:
"Para o homem ímpio, para um gentio que crê em Cristo, a sua fé lhe é imputada para justiça, sem as obras da lei, como também aconteceu com Abraão."
De Orígenes, o grande professor, pensador e escritor do cristianismo (falecido em 253 dC), vem o seguinte:
"Pela fé, sem as obras da lei, o ladrão na cruz foi justificado; porque ... o Senhor não indagou a respeito de suas obras anteriores, nem aguardava a realização de qualquer obra depois de crer; antes... Ele o tomou para Si mesmo como companheiro, justificado somente na base da sua confissão."
Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia para o latim (falecido em 420 dC), escreveu:
"Quando um homem ímpio é convertido, Deus o justifica somente por meio da fé, não por causa de boas obras que, na realidade, ele não possuía."
Crisóstomo, talvez o maior pregador de todos os Pais eclesiásticos (falecido em 407 dC), e que vivia por muitos anos em Constantinopla. Dele nós temos:
"Então, o que é que Deus fez? Ele fez com que um homem justo (Cristo) Se fizesse pecador, (como Paulo afirma) [2] para que Ele pudesse justificar pecadores ... quando nós somos justificados, é pela justiça de Deus, não por obras ... mas pela graça, pela qual todo o pecado desaparece."
De Agostinho, bispo de Hipona, perto de Cartago, um grande expositor da teologia da salvação somente pela graça de Deus (falecido em 420 dC), temos:
"A graça é algo doado; o salário é algo pago... é chamada graça porque ela é concedida gratuitamente. Você não comprou por nenhum mérito pessoal o que tem recebido. Portanto, em primeiro lugar, o pecador recebe a graça para que sejam perdoados os seus pecados ... na pessoa justificada, as boas obras vêm depois; elas não precedem a graça, a fim de que a pessoa seja justificada... as boas obras que seguem a justificação manifestam o que o homem tem recebido."
Anselmo, de Cantuária (falecido em 1109 dC), um grande teólogo, e talvez mais conhecido por causa de seu estudo sobre a expiação do pecado por Cristo, escreveu:
"Você acredita que não pode ser salvo, senão pela morte de Cristo? Então, vá, e ... ponha toda a sua confiança unicamente em Sua morte. Se Deus lhe disser: "você é um pecador", então responda: "coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e o meu pecado."
De Bernardo de Claraval, considerado como o último dos Pais eclesiásticos (falecido em 1153 dC) vem o seguinte:
"Acaso a nossa justiça não seria apenas uma injustiça e imperfeição? Então, o que será dos nossos pecados, quando a nossa justiça não é suficiente para defender-se a si mesma? Vamos, portanto, com toda humildade, refugiar-nos na misericórdia, porque ela somente pode salvar as nossas almas... qualquer um que tenha fome e sede de justiça, que creia nAquele que "justifica o ímpio", e assim sendo justificado somente pela fé, terá paz com Deus." *
O arcebispo Ussher (1581-1656) ajuntou citações de vinte e oito Pais eclesiásticos, demonstrando que em cada século até o décimo segundo houveram aqueles que adotaram a doutrina bíblica da justificação. (Ussher, Answers to a Jesuit 's Challenge (Respostas ao Desafio de um Jesuíta) páginas 472-505.)
Portanto, fora de qualquer dúvida, vemos que a doutrina da justificação pela graça, mediante a fé, não foi uma novidade introduzida por Lutero e Calvino. Embora houvesse muitas heresias e conceitos corruptos durante os primeiros séculos da história da Igreja, houve paralelamente uma corrente contínua dos maiores escritores e pensadores que adotaram e ensinaram esta verdade bíblica.
1 Provavelmente, a alusão se refere a Hebreus 9:13 - Editor.
2 Provavelmente, a alusão se refere a 2 Coríntios 5:21. Na verdade, Crisóstomo vai além das Escrituras. Cristo nunca foi feito pecador - Editor.
Extraído do capítulo 3 do livro Declarado Inocente, de James Buchanan - Editora PES.
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